Autor Tópico: Cuidados a ter com equipamento sujeitos a choque térmico  (Lida 2369 vezes)

taunus

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Online: 04 de Abril de 2014, 09:18:28
Bom dia

Quais os cuidados a ter com os equipamentos quando se passa de uma zona com temperaturas muito baixas, quiçá negativas, para interiores mais quentes, com temperaturas a rondar os 20ºC. Será que o interior das lentes e câmaras não seladas fica comprometido devido à condensação imediata?

Eventualmente esta questão não se aplica tanto no Brasil, devido à sua latitude, mas acontece muito aqui em Portugal, essencialmente no interior onde as amplitudes térmicas são muito grandes entre o exterior e o interior das habitações. Eventualmente no Brasil acontecerá mais no Sul, na zona de Porto Alegre, e zonas fronteiriças com Uruguai e Argentina. No entanto muitos de vós são viajados e conhecem este problema, gostaria de saber como o enfrentam?



jauvane

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Resposta #1 Online: 04 de Abril de 2014, 09:37:59
O ideal seria colocar o equipamento em um saco (cheio de ar, lacrando-o) antes de mudar de ambiente. Dentro do saco (lacrado) a mudança será menos drástica. Depois de um certo tempo (até a temperatura se ajustar) podes abrir o saco. Na prática poucos fazem isso...

Uma mochila funcionaria parecido...
JVc.


NATTIS

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Resposta #2 Online: 05 de Abril de 2014, 02:11:40
Bom dia

Quais os cuidados a ter com os equipamentos quando se passa de uma zona com temperaturas muito baixas, quiçá negativas, para interiores mais quentes, com temperaturas a rondar os 20ºC. Será que o interior das lentes e câmaras não seladas fica comprometido devido à condensação imediata?

Eventualmente esta questão não se aplica tanto no Brasil, devido à sua latitude, mas acontece muito aqui em Portugal, essencialmente no interior onde as amplitudes térmicas são muito grandes entre o exterior e o interior das habitações. Eventualmente no Brasil acontecerá mais no Sul, na zona de Porto Alegre, e zonas fronteiriças com Uruguai e Argentina. No entanto muitos de vós são viajados e conhecem este problema, gostaria de saber como o enfrentam?

Não precisa de cuidado algum com chote térmico. É só manter o equipamento dentro da temperatura indicada no manual que normalmente é bem abrangente.


mautorre

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Resposta #3 Online: 05 de Abril de 2014, 05:19:37
Taunus, aqui acontece o problema inverso. Moro na Amazônia e é comum a situação de estar dentro de um ambiente ou um carro com ar condicionado e temperatura e umidade relativa do ar bem baixos. Quando se sai daí pra um calor de 40 graus e umidade de 90%,os óculos embaçam e lente e até o visor da câmera também condensam uma umidade enorme.
Isso é muito prejudicial pra lente, por causa dos fungos e também pra máquinas, onde todo o delicado sistema eletrônico entra enfrenta uma oxidação medonha.
Enfim, variações drástica de temperatura são um problema aqui, sim.
Tento fazer o que disse o colega acima, manter tudo na mochila que reduz este impacto. Alguém me ensinou ainda a cobrir o equipamento dentro da mochila com um jornal, o que funcionaria como mais um meio de amenizar o choque térmico. Porém, pra situações em que se precisa de algo rápido, como abrir a janela do carro e por a câmera pra fora, ainda não encontrei a solução. Cheguei a cojitar usar uma caixa estanque pra máquina, mas não deu certo.
Abç.


NATTIS

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Resposta #4 Online: 05 de Abril de 2014, 06:14:04
Taunus, aqui acontece o problema inverso. Moro na Amazônia e é comum a situação de estar dentro de um ambiente ou um carro com ar condicionado e temperatura e umidade relativa do ar bem baixos. Quando se sai daí pra um calor de 40 graus e umidade de 90%,os óculos embaçam e lente e até o visor da câmera também condensam uma umidade enorme.
Isso é muito prejudicial pra lente, por causa dos fungos e também pra máquinas, onde todo o delicado sistema eletrônico entra enfrenta uma oxidação medonha.
Enfim, variações drástica de temperatura são um problema aqui, sim.
Tento fazer o que disse o colega acima, manter tudo na mochila que reduz este impacto. Alguém me ensinou ainda a cobrir o equipamento dentro da mochila com um jornal, o que funcionaria como mais um meio de amenizar o choque térmico. Porém, pra situações em que se precisa de algo rápido, como abrir a janela do carro e por a câmera pra fora, ainda não encontrei a solução. Cheguei a cojitar usar uma caixa estanque pra máquina, mas não deu certo.
Abç.

 Choque térmico é uma coisa, umidade é outra, e nem sempre andam juntas. Não achei sequer 1 registro de câmera danificado por chote térmico. Já os problemas da umidade para a lente é óbvia.


jauvane

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Resposta #5 Online: 05 de Abril de 2014, 06:30:49
Nem todo local tem temperaturas dentro da faixa especificada pelo fabricante. Já morei em local que todo inverno chegava a -45C (e uma vez chegou a -54C). Nâo tratar a mudança drástica de temperatura lá quer dizer não usar a câmera por pelo menos 4 meses por ano. O caso listado pelo colega acima é de choque térmico, sair de um carro com ar condicionado e ir ao calor local, o que resulta em condensação. O mesmo ocorre em outras mudanças em locais de clima extremo, ou simples mudanças de local com ar condicionado muito frio para ambiente quente. Me recordo do ar condicionado de um laboratório de informática que era exageradamente frio em um local quente (Fortaleza). O choque térmico era sempre massivo, o que certamente podia resultar em condensação também. Só porque não acontece em todo local não quer dizer que o problema não existe. Se lembro bem o manual até fala de condensação. Não lembro se é o manual da cãmera, mas vários manuais de equipamentos diversos falam. Normalmente sugere-se deixar o equipamento quieto por um período para que a condensação se desfaça (mas os danos dela persistem).
JVc.


mautorre

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Resposta #6 Online: 05 de Abril de 2014, 07:29:41
Choque térmico é uma coisa, umidade é outra, e nem sempre andam juntas. Não achei sequer 1 registro de câmera danificado por chote térmico. Já os problemas da umidade para a lente é óbvia.

Nattis, choque térmico (do frio para o quente) gera, indefectivelmente, condensação. Se os dois ambientes são bastante secos, este efeito diminui, mas sempre ocorrerá.


mautorre

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Resposta #7 Online: 05 de Abril de 2014, 07:34:52
Nem todo local tem temperaturas dentro da faixa especificada pelo fabricante. Já morei em local que todo inverno chegava a -45C (e uma vez chegou a -54C). Nâo tratar a mudança drástica de temperatura lá quer dizer não usar a câmera por pelo menos 4 meses por ano. O caso listado pelo colega acima é de choque térmico, sair de um carro com ar condicionado e ir ao calor local, o que resulta em condensação. O mesmo ocorre em outras mudanças em locais de clima extremo, ou simples mudanças de local com ar condicionado muito frio para ambiente quente. Me recordo do ar condicionado de um laboratório de informática que era exageradamente frio em um local quente (Fortaleza). O choque térmico era sempre massivo, o que certamente podia resultar em condensação também. Só porque não acontece em todo local não quer dizer que o problema não existe. Se lembro bem o manual até fala de condensação. Não lembro se é o manual da cãmera, mas vários manuais de equipamentos diversos falam. Normalmente sugere-se deixar o equipamento quieto por um período para que a condensação se desfaça (mas os danos dela persistem).

jauvane, eu arriscaria a dizer que a condensação (e, portanto, o aumento de umidade onde não deveria) é o problema mais comumente enfrentado pelo choque térmico. E o pior é que parece não haver muito como previnir para a coisa.
Em temperaturas de -54° imagino que não haja equipamento (ou pessoa) que resista.
abç.


taunus

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Resposta #8 Online: 05 de Abril de 2014, 08:40:29
Choque térmico é uma coisa, umidade é outra, e nem sempre andam juntas. Não achei sequer 1 registro de câmera danificado por chote térmico. Já os problemas da umidade para a lente é óbvia.

O problema do choque térmico em ambientes de humidade não controlada é que normalmente resultam em condensação. O problema é mesmo esse.


NATTIS

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Resposta #9 Online: 05 de Abril de 2014, 08:43:54
 Condensação vai acontecer mesmo sem choque térmico. Só de estar usando a câmera ela esquenta e num frio de 10 graus vai existir esta diferença totalmente prevista pelo fabricante, por isso esta no manual.

 Nunca vi uma lente ter fungos sendo periodicamente usada mesmo em lugares muito úmidos. Em todos os casos de fungos que verifiquei aqui foram de lentes guardadas por tempo ou recém compradas usadas. Da mesma forma que nunca vi qualquer equipamento fotográfico danificar por choque térmico.


jauvane

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Resposta #10 Online: 05 de Abril de 2014, 08:56:51
Condensação vai acontecer mesmo sem choque térmico. Só de estar usando a câmera ela esquenta e num frio de 10 graus vai existir esta diferença totalmente prevista pelo fabricante, por isso esta no manual.

 Nunca vi uma lente ter fungos sendo periodicamente usada mesmo em lugares muito úmidos. Em todos os casos de fungos que verifiquei aqui foram de lentes guardadas por tempo ou recém compradas usadas. Da mesma forma que nunca vi qualquer equipamento fotográfico danificar por choque térmico.

Quando uma lente dá defeito (autofoco parar de funcionar, comunicação da lente com a câmera inconsistente, etc.) terão laudo apontando diversos tipos de falhas de componentes. Normalmente as falhas são resultantes de corrosão, o qual é acelerado (se não ocasionado) por condensação resultante de choque térmico, entre outros fatores.

Nunca verás um equipamento cam laudo de dano direto por choque térmico, porque o dano é lento e continuado, mas boa parte dos "problemas de componentes" são efeito direto, e a longo prazo, da condensação resultante de pequenos choques térmicos frequentes. Nem precisa ir ao extremo de -54C que menciono acima (citei porque a pergunta original vinha de região diversa da nossa, e quiz ilustrar que existem muitas realidades diversas da nossa. A -54C não há umidade no ar, pois esta congelou e precipitou. Quando se entra em uma residência, que muitas vezes tem um umidificador de ambente, a umidade do ar aquecido no ambiente interno entra em contato com a superfície fria do equipamento gelado, o que resulta na condensação. É o mesmo que acontece no espelho do banheiro quando tomamos um banho quente, ou no exemplo acima da floresta amazônica, ou ainda ao sair de um Shopping Center. Melhor sair com a câmera na bolsa que com ela na mão).

Em geral o problema é de uma superfície fria encontrando um ambiente quente, e não o contrário. A câmera aquecer com o uso normal não caracteriza choque térmico, pois não há mudança brusca de temperatura externa, e sim mudança gradual da temperatura interna do equipamento, o que é sim normal.
« Última modificação: 05 de Abril de 2014, 09:03:16 por jauvane »
JVc.


NATTIS

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Resposta #11 Online: 05 de Abril de 2014, 09:24:41
Quando uma lente dá defeito (autofoco parar de funcionar, comunicação da lente com a câmera inconsistente, etc.) terão laudo apontando diversos tipos de falhas de componentes. Normalmente as falhas são resultantes de corrosão, o qual é acelerado (se não ocasionado) por condensação resultante de choque térmico, entre outros fatores.

Nunca verás um equipamento cam laudo de dano direto por choque térmico, porque o dano é lento e continuado, mas boa parte dos "problemas de componentes" são efeito direto, e a longo prazo, da condensação resultante de pequenos choques térmicos frequentes. Nem precisa ir ao extremo de -54C que menciono acima (citei porque a pergunta original vinha de região diversa da nossa, e quiz ilustrar que existem muitas realidades diversas da nossa. A -54C não há umidade no ar, pois esta congelou e precipitou. Quando se entra em uma residência, que muitas vezes tem um umidificador de ambente, a umidade do ar aquecido no ambiente interno entra em contato com a superfície fria do equipamento gelado, o que resulta na condensação. É o mesmo que acontece no espelho do banheiro quando tomamos um banho quente, ou no exemplo acima da floresta amazônica, ou ainda ao sair de um Shopping Center. Melhor sair com a câmera na bolsa que com ela na mão).

Em geral o problema é de uma superfície fria encontrando um ambiente quente, e não o contrário. A câmera aquecer com o uso normal não caracteriza choque térmico, pois não há mudança brusca de temperatura externa, e sim mudança gradual da temperatura interna do equipamento, o que é sim normal.

 Como posso consultar uma pesquisa confiável de índice de problemas de componente como vc informa? Pelo menos aqui no forum os problemas são quase sempre mecânicos por impacto ou desgaste natural de uso, mas estatística mesmo não faço ideia.


jauvane

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Resposta #12 Online: 05 de Abril de 2014, 09:59:39
Costumo usar o bom senso e conhecimento. Entender como as coisas funcionam (precisamente) o que permite que se deduza naturalmente o motivo das coisas. Lembrando que sou pesquisador (cientista) em ciência e tecnologia, i.e. o meu modo de operação no trabalho é exatamente este de entender como as coisas funcionam (lendo muito) para a partir daí buscar inovações. Faço isso em todos os meus hobbies tb. No caso de fotografia: Por que a profundidade de campo aumenta quando diminuímos a abertura (digoo porquê físico), por que diminuindo cada vez mais eventualmente há o problema de difração, junto com o que é difração etc. Sabendo de como as coisas funcionam antes de se fazer um experimento já se tem uma boa idéia do resultado provável. Se o resultado foi diferente... Por que? No caso de "desgaste natural de uso", sabendo que umidade no local indevido resulta em corrosão, e eventual perda das características originais de condução de eletricidade ou resistência, resultam em problema, que pode ser mascarado em "desgaste natural de uso". Por que algumas câmeras duram 5x a quantidade de cliques e outras mal chegam ao limite? Não seria o cuidado no uso? Evitando-se expor o mesmo a situações desfavoráveis? Existem situações que todo eletrônico teme: calor excessivo, água e/ou umidade, entre outros.

Eu uso dashcams (cãmeras que gravam o tempo todo o que acontece na frente e atrás do veículo). Estas inclusive gravam enquanto o veículo está estacionado (gravam quando um sensor de movimento ou de impacto ativa a gravação). Seria prudente, entretanto, deixá-las trabalhando com a viatura estacionada e sol a pino? Elas funcionam nestas condições? Sim, mas certamente diminui o tempo de vida delas. Vale a pena fazê-lo? Depende. Se é naquelas condições que alguém arranha teu carro, vale sim, mas em caso contrário, é tortura ao equipamento.

Leitura que sempre recomendo:
http://www.amazon.com/Science-Curious-Photographer-Introduction-Photography/dp/1568815816
JVc.


Mr. Hyde

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Resposta #13 Online: 05 de Abril de 2014, 19:25:35
Coloca o equipamento dentro de um saco com ar. Coloque esse saco junto ao seu corpo.
Vá para o ambiente externo/interno (vale para os 2 sentidos).
Espere uns 5 min e tire o saco de dentro do casado e coloque em um bolso externo.
Espere uns 5 min e coloque o saco no ambiente exterior.
Espere uns 3 min, a abra e use.
O mesmo vale ao sair do exterior para um ambiente interno.

Quanto às baterias, sempre mantenha-as junto ao seu corpo. Só retire quando efetivamente for usar. Se vai caminhar e usar a cam adiante, depois de fazer algumas fotos, volte a colocar as baterias junto ao corpo e só retire para uso na próxima sessão.

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"Deus perdoe o Mal que habita em mim" M. Nova


NATTIS

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Resposta #14 Online: 07 de Abril de 2014, 12:57:11
 Não esqueçam de desligar seus celulares nos postos de gasolina... a linha de pensamento é a mesmo  :D