Autor Tópico: Sobre fotografia gastronômica, e afins. Please Help.  (Lida 1976 vezes)

Macrolook

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Resposta #15 Online: 17 de Outubro de 2017, 18:01:26
Eu acredito que a fotografia de comida tem que retratar a forma que o cliente vai encontrar o prato no restaurante. Não adianta nada nos materiais de divulgação ou no cardápio vir um prato com a melhor porcelana, com disposição dos ingredientes toda impecável, com talheres de prata e quando chega a hora de comer o que vem a mesa não em nada a ver com o divulgado.

Obviamente cabem alguns ajustes para facilitar a identificação dos ingredientes, mas jamais enfeitar além do que o cliente vai encontrar.
Foi o que comentei anteriormente, foto tal qual, servida do mesmo jeito que na foto:
Bem por aí, então, quanto aos clientes, eles querem fotos "bonitas", acham que o prato se arruma sozinho e que o Photoshop faz tudo apertando apenas um botão...e o meu estilo não é o publicitário (onde tem foto bonita e recebe produto feio tipo Mc Donalds) é mais real mesmo, do jeito que o cliente realmente recebe, tenho "brigado" muito por isso e tento educar meus clientes, que foto que vende é foto que oferece a verdade, não comida feita em 3D ( fiz muito sorvete, chocolate, doces em 3D), e achava isso uma puta sacanagem, no máximo para livrar a cara estava escrito: "Foto meramente ilustrativa",
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Resposta #16 Online: 17 de Outubro de 2017, 18:05:45
É realmente um serviço à parte pelo jeito. Masssss... Você montar o prato não descaracteriza o produto final? Você não estará lá no dia-a-dia pra fazer e tampouco irá ensinar a fazer... Então o cara vê aquele xis todo montadinho e bonito na foto e quando chega é um treco estranho esbodegado... :hysterical: :hysterical: :hysterical:
Sei lá.. Tô divagando aqui.
É um dilema mesmo rapaz..
Tenho um conhecido de Face que chama Walcyr Mattoso. Gosto demais das fotos dele.. Sei lá, ele é bem gente boa. De repende dá uma conversada com ele. Sei que ele é conceituado no meio da gastronomia aqui de Porto Alegre.. Atende só as confrarias top..

Valeu, a ideia é justamente vender o empratamento a parte, e claro, a partir dai o restaurante utilizar desta forma para servir, assim dão um upgrade na apresentação e agregam valor ao prato, sendo honestos com o cliente no que se refere a foto e prato.
Vou entrar em contato com ele, preciso muito de uma consultoria, quem sabe ele pode me dar uma direção.
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Resposta #17 Online: 17 de Outubro de 2017, 18:11:16
Cara, vou colocar aqui as informações que eu tive do curso de fotografia de gastronomia com Diego Rousseaux.

s e coisas semelhantes, com certeza dão muito mais trabalho para montar a luz do que um hamburgue, por exemplo.

Achei a sua forma de precificar o teu serviço meio complexo, mas se você achar que esta mais fácil para você trabalhar assim, tudo bem. O importante é você se achar.

Espero ter ajudado.
Lógico que ajudou, está complexo mesmo, tentando simplificar, mas o problema é que não existe uma formula mágica e cada alimento tem sua complexidade, o sorvete por exemplo, a maioria usa ou 3D ou uma massa sintética, quero fazer diferente, quero fotografar o sorvete de verdade, da melhor forma, mas, isso requer muita habilidade, local com temperatura controlada e muitos eteceteras.
O duro é que na maioria dos lugares o empratamento é zuado, o conceito não existe, simplesmente é comida jogada no prato, nem coerencia entre os ingredientes existe, e hoje, todos se intitulam chefs e mal sabem o que é cozinha clássica básica, aí fica mais difícil ainda. Grato!
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Resposta #18 Online: 17 de Outubro de 2017, 18:17:55
Tbm acho que perguntar sobre as necessidades dos clientes, e depois mostrar o orçamento seria o ideal. Cobrar por hora nem sempre é encarado com bons olhos, já que se demorar pra editar e entregar as fotos, podem pensar que vc está enrolando pra ganhar mais. Cobrar por dia tbm pode dar problemas, como o contratante montar todos os pratos disponíveis em um único dia e mandar vc se virar... :D
Sei lá...é minha opinião.

Nos workshops do Diego Rousseaux, ele contrata uma "food stylist" para montar os pratos, ou deixa a cargo do chef. Aí ele se preocupa com a composição, foto e edição.
Tem sua razão man! Prefiro por imagem, mas tenho que limitar as horas, já aconteceu ensaios que os pratos não saiam, e quando saiam eram todos juntos, isso por que já havia comentado sobre a maneira de como teriam que fazer, mas hoje, as pessoas não leem, e se leem, é daquele jeito.
Preciso criar um plano de vendas em que fique bom para ambos, na maioria das vezes pergunto sobre o orçamento, mas a maioria é relutante, digo que é igual a um projeto e que cada alimento tem sua complexidade, as pessoas acham que isso é para "enfeitar" e cobrar mais... é quando chego na limitação do cliente e tento explicar a diferença entre fotografar liquidos, texturas translúcidas e alimentos quentes... hard.
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Resposta #19 Online: 17 de Outubro de 2017, 18:24:08
Eu gostei dessa abordagem de separar a fotografia do food stylist.
São habilidades e profissões diferentes, que não precisam ser feitas pelo mesmo profissional.
Essa separação valoriza e facilita a remuneração pelos 02 trabalhos.

Eu realmente não gosto dessa cobrança por hora, sem outros parâmetros.
O contratante vai sempre querer empurrar o máximo de pratos por hora. E se você segurar o ritmo vai ficar mal visto.
Se for para cobrar por hora, tem que definir o numero máximo e minimo de pratos por hora.
Mas mesmo assim fica muito em aberto.
Imagine que você defina que faz no minimo 02 pratos por hora e a cozinha demora para entregar o prato.
Vai ficar sempre nesse jogo de empurra.

Prefiro por imagem, mas não quero ficar 12 horas em uma única sessão, a questão do foodstylist concordo, mas poucos restaurantes estão dispostos a pagar um já profissional, como ainda estou estudando essa área para complementar a fotografia, ofereço estes serviços a um preço de estagiário (tem que cobrar sim), mas na maioria das vezes o trabalho fica bom (é fácil ficar bom pq o que tem por aí...)
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Resposta #20 Online: 17 de Outubro de 2017, 22:28:40
Cobrando por prato você tem uma noção do tempo que vai levar.
Não faço ideia do tempo que gasta em média, 01 hora por prato é muito?
"A perspectiva de uma imagem é controlada pela distância entre a lente e o assunto; mudando a distancia focal da lente muda o tamanho da imagem , mas não altera a perspectiva . Muitos fotógrafos ignoram este fato, ou não têm conhecimento de sua importância." -  Ansel Adams, Examples – The Making of 40 Photographs


Macrolook

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Resposta #21 Online: 18 de Outubro de 2017, 01:31:27
Cobrando por prato você tem uma noção do tempo que vai levar.
Não faço ideia do tempo que gasta em média, 01 hora por prato é muito?

É muito, depois de prontos os pratos (principalmente os quentes) tem um tempo até perder a textura, brilho, cor, entre outros atributos, se passar deste tempo perde-se o prato e a fotografia, pois quero seguir uma linha mais real,
o que se fotografa é o que se come. Tem foodstyle maquiador e tem os que são designers de sabores e elementos visuais, pretendo um dia poder fusionar isso, para ter ótimas fotografias e pratos.
Mas, ainda tem muito chão e continuar estudando fotografia e gastronomia.
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Resposta #22 Online: 05 de Abril de 2018, 00:40:07
Ressucitando o tópico, depois de muitos erros, decidi vender por fotografia, assim, consigo calcular o tempo de execução de cada uma, pós produção (quando contratado) e para resolver o problema das horas de execução excedentes limitei as horas no local de acordo com a quantidade de fotografias.

Tem funcionado, pois, no contrato, por exemplo, 4 horas para X fotografias, se exceder este tempo (mais de 30 minutos e ver que a coisa está enrolada), devem pagar pelas horas extras, se não concordarem, desmonto o equipamento e vou embora.

Deixo isso bem claro na contratação, explico a o cliente que esse é um problema bem comum, e que se acontecer, aviso, e ele tem a opção de continuar ou não.

A maioria paga as horas extras e tudo resolvido.

 

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Helena Bsb

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Resposta #23 Online: 16 de Abril de 2018, 13:37:23
Que tópico interessante. Tenho experimentado um certo interesse sobre fotografia gastronômica, pois tenho feito umas fotinhos aqui em trocas de cursos de alimentação natural, hehe. Tem sido bem legal, e até gostaria de aprimorar. As fotos que faço são super simples mesmo, sem qualquer tom de profissionalismo, mas tõ numa parceria com um gastróloga aqui, se as fotos estivessem ruins, ela não continuaria me chamando. Tô curtindo, e quero ver se aprendo mais a respeito.


Claudio Rombauer

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Resposta #24 Online: 16 de Abril de 2018, 13:48:27
o sorvete por exemplo, a maioria usa ou 3D ou uma massa sintética

Isso mudou bastante. Pelo menos eu e meus concorrentes, bem como minha food stylist, não estamos mais seguindo esta onda artificial perfeccionista. Raramente temos usado algo que não seja o próprio alimento, com algumas melhorias estéticas obviamente.