Autor Tópico: O motivo da fotografia ter acabado hoje em dia.  (Lida 7296 vezes)

C R O I X

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Resposta #15 Online: 25 de Outubro de 2017, 16:30:37
A arte ou falta dela evolui/involui no decorrer do tempo, em todos os segmentos, get over it!

Concordo.
A questao que eu busco aqui nao eh reclamar ou celebrar, mas apenas identificar e entender.


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Resposta #16 Online: 25 de Outubro de 2017, 16:49:22
Antigamente a fotografia não era instantânea... a complexidade do processo criava a expectativa e a paixão.
Por isso eu acredito que o romance com essa arte acabou.

Homens e mulheres antigamente tinham um romance bem diferente do que vemos no namoro de hoje.
Chegar ao sexo era tão trabalhoso como chegar na ampliação de uma foto.
Hoje o sexo e a fotografia tornaram-se algo muito comum... Não existe nenhuma expectativa, não existe romance, não existe espera, não existe mais aquele trabalho artesanal... então como esperar que tenha o mesmo valor (conceito) de antigamente?

Basicamente isso, as experiencias que temos com as ferramentas (e ferramentas moldam nossa realidade) criam novos resultados e relacoes com o que criamos e a realidade.

Vou trazer um quote aqui pegando um exemplo da religiao, que o autor do quote usa para tratar desse mesmo assunto aqui mo topico. Como a religiao passa a ser algo completamente distinta do que era, quando passa a ser propagada e experienciada diferente.

“I believe I am not mistaken in saying that Christianity is a demanding and serious religion. When it is delivered as easy and amusing, it is another kind of religion altogether.”
― Neil Postman, Amusing Ourselves to Death: Public Discourse in the Age of Show Business


“In every tool we create, an idea is embedded that goes beyond the function of the thing itself.”
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“The clearest way to see through a culture is to attend to its tools for conversation.”
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Elder Walker

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Resposta #17 Online: 25 de Outubro de 2017, 20:36:13
E nem por isso namoro deixou de se chamar namoro, assim como guerras de espadas e arco e flecha evoluíram para caças supersônicos e bombas nucleares e também não deixaram de se chamar guerras, e assim por diante.

Entendo e concordo com a mudança descrita e a forma diferente que podemos ver na essência, tanto da fotografia quanto de todos os exemplos dados. Mas ainda assim me parece romantismo demais pensar que até o termo que define tais atividades deveriam mudar.
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Resposta #18 Online: 25 de Outubro de 2017, 22:10:20
Basicamente isso, as experiencias que temos com as ferramentas (e ferramentas moldam nossa realidade) criam novos resultados e relacoes com o que criamos e a realidade.

Vou trazer um quote aqui pegando um exemplo da religiao, que o autor do quote usa para tratar desse mesmo assunto aqui mo topico. Como a religiao passa a ser algo completamente distinta do que era, quando passa a ser propagada e experienciada diferente.

“I believe I am not mistaken in saying that Christianity is a demanding and serious religion. When it is delivered as easy and amusing, it is another kind of religion altogether.”
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“The clearest way to see through a culture is to attend to its tools for conversation.”
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Mas o lance é: a fotografia artística não mudou nada desde a sua concepção mais de 100 anos atrás, mesmo com as tecnologias digitais.

Hoje podemos produzir fotografia através de sinais digitais ao invés de processos químicos. Podemos distribuir as fotos eletronicamente, para todos os cantos do mundo, ao invés de imprimi-las no papel. Podemos usar o Flickr, Instagram, Facebook, Snapchat.

E, ainda assim, a fotografia artística não faz nada disso. A fotografia de arte hoje ainda é baseada no papel, em fotolivros, em impressões emolduradas na parede, em exposições em museus e galerias, em críticos de artes, em acadêmicos em universidades e curadores em instituições estabelecidas. Ninguém na internet, e usando puramente as ferramentas da internet, está fazendo arte.

O que a internet está fazendo é somente amplificar o que as pessoas sempre faziam, mas antes numa escala menor: tirar fotos inanes e compartilhar essas fotos inanes entre familiares através do famoso album de família, ou compartilhar-las com entusiastas amadores em fotoclubes onde eles trocavam, discutiam a incentivavam uns aos outros a continuarem tirando essas fotos inanes e comprando equipamento.

Com a internet e a fotografia digital, esse processo foi multiplicado e acelerado, mas não inventado. Ficou mais fácil e barato produzir mais fotos inanes por conta das câmeras digitais. Ficou mais fácil de mostrar seu álbum de família para um grupo maior por conta do Facebook. Ficou mais fácil fazer parte de um fotoclube de fotos inanes porque todo fórum de fotografia ou o Flickr são somente isso, fotoclubes de fotos inanes.

Mas a arte fotográfica de verdade ocorre longe da internet, como sempre foi. A fotografia artística ainda é lenta e elitista, e não baseada na disseminação em massa e em apelo coletivo. E sempre foi assim.


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Resposta #19 Online: 26 de Outubro de 2017, 04:35:47
E nem por isso namoro deixou de se chamar namoro, assim como guerras de espadas e arco e flecha evoluíram para caças supersônicos e bombas nucleares e também não deixaram de se chamar guerras, e assim por diante.

Entendo e concordo com a mudança descrita e a forma diferente que podemos ver na essência, tanto da fotografia quanto de todos os exemplos dados. Mas ainda assim me parece romantismo demais pensar que até o termo que define tais atividades deveriam mudar.
Nao tem nada a ver com romantismo, mas meramente com o fato de que em geral as pessoas nao pecebem as mudancas de seu tempo e nelas mesmas, achando que estao fazendo o mesmo que antes apenas com ferramentas novas, nao atentas ou cientes do impacto das ferramentas na nossa forma de pensar.

E enxergar e distinguir tais diferencas eh importante para nao fazer a confusao que muitos fazem hoje entre informacao e distracao, educacao e entretenimento, politica e publicidade, saber que o capitalismo e a mao invisivel do mercado que os sociologistas e economistas liberais classicos se referiam nao tem como existir hoje pq o capitalismo daquele tempo ja se foi e nao tem volta. O Mesmo quando falado de Marxismo, etc.

Nada disso eh romantismo mas se nao a mais importante, eh uma das mais importantes e questoes que as pessoas precisam entender para um raciocinio lucido sobre tais questoes.

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Resposta #20 Online: 26 de Outubro de 2017, 04:50:44
Mas o lance é: a fotografia artística não mudou nada desde a sua concepção mais de 100 anos atrás, mesmo com as tecnologias digitais.

Hoje podemos produzir fotografia através de sinais digitais ao invés de processos químicos. Podemos distribuir as fotos eletronicamente, para todos os cantos do mundo, ao invés de imprimi-las no papel. Podemos usar o Flickr, Instagram, Facebook, Snapchat.

E, ainda assim, a fotografia artística não faz nada disso. A fotografia de arte hoje ainda é baseada no papel, em fotolivros, em impressões emolduradas na parede, em exposições em museus e galerias, em críticos de artes, em acadêmicos em universidades e curadores em instituições estabelecidas. Ninguém na internet, e usando puramente as ferramentas da internet, está fazendo arte.

O que a internet está fazendo é somente amplificar o que as pessoas sempre faziam, mas antes numa escala menor: tirar fotos inanes e compartilhar essas fotos inanes entre familiares através do famoso album de família, ou compartilhar-las com entusiastas amadores em fotoclubes onde eles trocavam, discutiam a incentivavam uns aos outros a continuarem tirando essas fotos inanes e comprando equipamento.

Com a internet e a fotografia digital, esse processo foi multiplicado e acelerado, mas não inventado. Ficou mais fácil e barato produzir mais fotos inanes por conta das câmeras digitais. Ficou mais fácil de mostrar seu álbum de família para um grupo maior por conta do Facebook. Ficou mais fácil fazer parte de um fotoclube de fotos inanes porque todo fórum de fotografia ou o Flickr são somente isso, fotoclubes de fotos inanes.

Mas a arte fotográfica de verdade ocorre longe da internet, como sempre foi. A fotografia artística ainda é lenta e elitista, e não baseada na disseminação em massa e em apelo coletivo. E sempre foi assim.
Mais uma vez concordo com tudo.
Mas nao eh a questao que trato no topico.

Mas falando no caso de arte, a arte sempre sofre impacto do conciente coletivo de seu tempo. Mesmo o artista e industria que continua fazendo arte ao modo passado, o artista e as pessoas nessas insustrias tambem tem suas cameras digitais, seus celulares, seus emails, assistem YT, tem facebook, acompanham artistas via Instagram, blogs, websites, etc. E tudo molda nossa realidade, entao a maneira que enxergamos e nos expressamos, e consequentemente as artes.

Veja Pocasso que resgatou maneiras de expressoes passadas, mas para expressar o conciente de seu tempo e influenciado pelo seu tempo, assim a pintura mesmo sendo feita da mesma forma do que antes (dentro de um estudio com tinta e tela), a pintura renascentista nao tem absolutamente nada a ver com cubusmo, ou impressionismo em geral, ou com a pontura abistrata. A fotografia mudou a pontura mesmo se os pintores nunca tivessem tocado em uma maquina fotografica.

Mas o topico nao eh sobre arte, no entanto tambem vale para as artes.
« Última modificação: 26 de Outubro de 2017, 04:55:04 por C R O I X »


Leonardo Tonin

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Resposta #21 Online: 26 de Outubro de 2017, 16:26:00
      Nao raramente acho que um assunto tem diversas perspectivas. Darei minha opiniao.
Li o texto, sem duvida alguma ver fotografias sem pretensoes artististicas mas que acabam sendo genuinas pela aproximacao com a historia de outros artistas e algo notavel. Do mesmo modo, Wim Wenders nao precisa se intitular fotografo, porque ele e Wim Wenders famoso.Desde o renascimento a arte tem este status intelectual.A materia como um todo valoriza as fotos de Wenders.

      Uma pessoa publica como ele, ter um artigo comentado seu trabalho e diferente de um anonimo produzir uma serie de fotos e publicar em redes sociais, e ganhar likes sem reconhecimentos instintucionais. Galerias, museus, concursos.

     Pra mim soa, uma treta muito antiga entre status de arte e meios de massa.
No texto ele fala que a imagem perdeu seu apelo, sua necessidade. Eu diria que tambem esta sendo falado implicitamente que a fotografia perdeu seu valor economico. ficou muito disponivel.

Em suma, tem que ter historia e ser alguem. Senao....


   
« Última modificação: 26 de Outubro de 2017, 16:27:09 por Leonardo Tonin »


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Resposta #22 Online: 27 de Outubro de 2017, 02:52:14
      Nao raramente acho que um assunto tem diversas perspectivas. Darei minha opiniao.
Li o texto, sem duvida alguma ver fotografias sem pretensoes artististicas mas que acabam sendo genuinas pela aproximacao com a historia de outros artistas e algo notavel. Do mesmo modo, Wim Wenders nao precisa se intitular fotografo, porque ele e Wim Wenders famoso.Desde o renascimento a arte tem este status intelectual.A materia como um todo valoriza as fotos de Wenders.

      Uma pessoa publica como ele, ter um artigo comentado seu trabalho e diferente de um anonimo produzir uma serie de fotos e publicar em redes sociais, e ganhar likes sem reconhecimentos instintucionais. Galerias, museus, concursos.

     Pra mim soa, uma treta muito antiga entre status de arte e meios de massa.
No texto ele fala que a imagem perdeu seu apelo, sua necessidade. Eu diria que tambem esta sendo falado implicitamente que a fotografia perdeu seu valor economico. ficou muito disponivel.

Em suma, tem que ter historia e ser alguem. Senao....


 
Acho que vc nao notou que ele nao se referia as fotos dele como apreciacao mas o oposto, a materia fala dele como um exemplo de uma epoca que as pessoas fotogragavam nao motivado pela divulgacao de seu titulo, status ou da foto mas pela foto em si, sem pretencao a mostrar, obter opiniao ou ser apreciado. Nao tem haver com a fama dele e das fotos dele, pq na epoca que ele diz ser diferente boa parte dessa epoca ele nao era famoso e tais fotos dele so passou a vir a publico e "virar arte" quando a "fotografia morreu". Entao nao vejo base para a sua conclusao ou perspectiva.

Lembrando que ele esta longe de ser o unico em abordar isso. Esse eh um asunto que ja tem centenas de anos, o caso aqui se trata mais da fotografia, mas como dito eh um fenomeno que nao se limita a fotografia.

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Resposta #23 Online: 27 de Outubro de 2017, 08:36:45
Uma outra forma de entender o ponto, eh que podemos dizer que com as midias digitais e internet fotografar passou a ser mais um ato de performace, por causa da cultura da criacao de conteudo e compartilhamento criado pelas novas tecnologias. Quando antes, o ato de fotografar pertencia somente ao impulso do momento pelo momento.

Eu acabeu vendo uma recomendacao de um filme do Wrnders que talvez possa ajudar a entender o ponto de vista. Chamado Until the end of the world.

https://www.youtube.com/watch?v=zfFWBWKwQT8

Pelo visto o forum rejeita mostrar videos... Se virem ai para achar.
« Última modificação: 27 de Outubro de 2017, 08:37:24 por C R O I X »


ArmandoFerreira

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Resposta #24 Online: 27 de Outubro de 2017, 09:26:08
Não acho isso não... não tínhamos centenas fotos porque o processo era caro e demorado, cada clique era contado, uma relação de escassezxdemanda

Certamente hoje a ofertaxdemanda mudou, temos "infinitos" cliques à disposição e a produção de lixo é proporcional.

Nada impede alguém de usar racionalmente uma câmera digital, não precisa ser uma metralhadora mas também não chega ao extremo de 36 poses...
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Resposta #25 Online: 27 de Outubro de 2017, 09:58:59
Não acho isso não... não tínhamos centenas fotos porque o processo era caro e demorado, cada clique era contado, uma relação de escassezxdemanda

Certamente hoje a ofertaxdemanda mudou, temos "infinitos" cliques à disposição e a produção de lixo é proporcional.

Nada impede alguém de usar racionalmente uma câmera digital, não precisa ser uma metralhadora mas também não chega ao extremo de 36 poses...
Nao eh questao de haver mais lixo antes ou hoje. Ou se pensar antes e hoje metralhar. A questao vem muito antes disso. Eh sobre o que nos impulsiona a fotografar.

As fotos de Wenders sao Lixo, ele era uma metralhadora. Nada elaborado e nem pensado e muitas fotos como a dele de tal epoca, tem o que mesmo os fotografos que hoje param para pensar e buscam fazer arte nao tem vice-versa. Pq o que era feito antes eh outra cousa.

Em resumo podemos dozer que antes a relacao era com o momento pelo momento. Hoje eh com a fotografia pela fotografia.

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Leonardo Tonin

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Resposta #26 Online: 27 de Outubro de 2017, 16:16:55
Acho que vc nao notou que ele nao se referia as fotos dele como apreciacao mas o oposto, a materia fala dele como um exemplo de uma epoca que as pessoas fotogragavam nao motivado pela divulgacao de seu titulo, status ou da foto mas pela foto em si, sem pretencao a mostrar, obter opiniao ou ser apreciado. Nao tem haver com a fama dele e das fotos dele, pq na epoca que ele diz ser diferente boa parte dessa epoca ele nao era famoso e tais fotos dele so passou a vir a publico e "virar arte" quando a "fotografia morreu". Entao nao vejo base para a sua conclusao ou perspectiva.

Lembrando que ele esta longe de ser o unico em abordar isso. Esse eh um asunto que ja tem centenas de anos, o caso aqui se trata mais da fotografia, mas como dito eh um fenomeno que nao se limita a fotografia.

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Croix, eu lerei novamente o texto. Eu compreendo e admiro esta reflexao sobre a fotografia. Mas nao acredito que a carreira dele e a proximidade dele com o meio artistico nao crie uma aurea artistica. Na real quando vejo a palavra despretensao na fala de artistas, eu sinto calafrios. Acredito bastante no poder das instituicoes, do mercado de arte. Neste ponto eu acho que o artista esta coerentemente mostrando algo que valoriza. E no meu entender esta dizendo... Redes sociais nao sao reconhecidas como instituicoes.

Croix, nao posso deixar de lhe agradecer pela atencao nos topicos que temos discutido.  :ok:
 
« Última modificação: 27 de Outubro de 2017, 16:20:48 por Leonardo Tonin »


AFShalders

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Resposta #27 Online: 27 de Outubro de 2017, 16:23:21
A fotografia não acabou, pelo contrário. Se expandiu como nunca imaginado.

Li o texto e achei tanto hipocrita quanto auto promoçao e querer dar uma de crítico de arte, estar por cima da carne seca... Fala sério.

Concordo que o trabalho do Wenders não é lá grande coisa. O cara faz cem mil fotos e destas algumas dezenas ou mesmo centenas prestam. Isso põe ele acima dos outros  ? Não sei não, mas isso é mais ou menos síndrome de fotógrafo de evento e de casamento. Se nada salvar o cara ou é incrivelmente ruim ou muito azarado.

Lixo sempre houve e sempre haverá, assim como bons trabalhos.

« Última modificação: 27 de Outubro de 2017, 16:23:44 por AFShalders »
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Resposta #28 Online: 27 de Outubro de 2017, 17:07:01
A fotografia não acabou, pelo contrário. Se expandiu como nunca imaginado.

Li o texto e achei tanto hipocrita quanto auto promoçao e querer dar uma de crítico de arte, estar por cima da carne seca... Fala sério.

Concordo que o trabalho do Wenders não é lá grande coisa. O cara faz cem mil fotos e destas algumas dezenas ou mesmo centenas prestam. Isso põe ele acima dos outros  ? Não sei não, mas isso é mais ou menos síndrome de fotógrafo de evento e de casamento. Se nada salvar o cara ou é incrivelmente ruim ou muito azarado.

Lixo sempre houve e sempre haverá, assim como bons trabalhos.

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Leonardo Tonin

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Resposta #29 Online: 27 de Outubro de 2017, 18:28:12
Eu gosto do trabalho dele e do trabalho do Salgado, que inclusive foi filmado por ele.

Ambos falam que a fotografia morreu. Coincidencia? Se ambos estao se referindo a fotografia do cotidiano, tudo bem. Se eles estao falando da fotografia mais tecnica, e das instituicoes. Ai meu camarada.... Lascou!
« Última modificação: 27 de Outubro de 2017, 18:28:51 por Leonardo Tonin »