Autor Tópico: O declínio da fotografia no Brasil?  (Lida 8076 vezes)

Rick99

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Resposta #90 Online: 04 de Janeiro de 2018, 09:53:04
Mas é que nem eu falei para um amigo...se eu sair vendendo balas nos semáforos eu ia ganhar mais do que na fotografia hehe.

Fiz uma planilha de custos quando pensei em iniciar profissionalmente na fotografia (ensaios). Nos meus cálculos e considerando o início de carreira + com a quantidade de fotógrafos na região (SP) + preço praticado pela concorrência + custos fixos e variáveis, o lucro seria mínimo.

Se o vendedor de balas cobra R$ 1/pacote (com custo de R$ 0,50), vendendo 200 unidades num dia, terá R$ 100 líquido. Trabalhando 25 dias/mês, daria R$ 2500 "limpos". Faturaria mais do que os cálculos que fiz se fosse fotógrafo....rs


spositom

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Resposta #91 Online: 05 de Janeiro de 2018, 01:24:22
Na verdade é isso que ocorre com qualquer ramo de atividade pela lei de procura e oferta

Muita oferta faz o valor do que esta sendo oferecido cair e me lembro de gente fazendo ensaio naqueles programas de compra coletivas a preço de banana... ou um pouco menos creio eu


sri_canesh

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Resposta #92 Online: 05 de Janeiro de 2018, 08:01:44

Não é só na fotografia, mas em varias áreas...

Existem fatos que comprovam.

Nos anos 75-95 (20 anos), era comum garotos virarem mega empresários. Entendiam de programação de computadores para empresas ou de audio para sintetizadores. Inventavam videogames, desenvolveram o celular, o CD audio, o VHS e o DVD...o MP3...As Tvs de LCD, as cameras digitais...a injeção eletrônica...etc..


Não era tão comum. Do universo de técnicos apenas alguns se destacavam. Se fosse tão comum teríamos na área de TI um batalhão de mulheres mega-empresárias já que no começo da popularização da TI as mulheres tinham uma forte presença (só para citar um exemplo)

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Nos 95-2017 (23 anos), a única coisa que revolucionou foi feita por um dos garotos dos 80...o Steve Jobs...
Nada mais se fez... o ensino piorou, o interesse pelo estudo piorou

A internet foi, na prática, "criada" nessa época. A internet gerou uma série de "sub-revoluções". Ou você imaginava, por exemplo, antes de 1995 que poderia alugar de casa praticamente qualquer filme e pagar isso no fim do mês como paga a conta de água. Sem contar outras revoluções, diria até mais importantes que o iPhone, tais como o carro elétrico do Elon Musk, os foguetes reaproveitáveis do Elon Musk, a utilização cada vez maior de energias realmente renováveis (solar e eólica), os drones, etc.

O ensino para quem não podia pagar escola particular sempre foi uma droga. Eu fiz o primeiro e segundo grau em escola pública (1982-1993). Perdi a conta de quantas vezes comecei a matéria de inglês do ano "aprendendo" o verbo To Be ao invés de avançar. Sem contar a perda de tempo com matérias como OSPB e Educação Moral e Cívica, que nunca me serviram para nada, pura perda de tempo.

Citar

Engenheiro que não sabe dirigir ? PQP...é uma incoerência total... Engenheiros (mesmo que civis ou eletronicos, eram super curiosos a atentos a isso nos 75-95)

Eu sei e adoro dirigir, mas não vejo isso como uma incoerência. Dirigir é algo condenado à morte (mais uma das revoluções em andamento). Muitos Engenheiros que conheço consideram dirigir uma perda de tempo já que você poderia estar fazendo outra coisa nesse tempo, além de que uma máquina dirigindo é muito mais eficiente.
Cássio R. Eskelsen - Blumenau/SC


sri_canesh

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Resposta #93 Online: 05 de Janeiro de 2018, 08:25:37
Um pouco disso tudo pode ser impressão também. Por exemplo, eu participava de alguns grupos que saíam para fotografar e era muito divertido.
Com o tempo a galera foi casando, tendo filhos, assumindo empregos desgastantes,etc. Ou seja, passaram a ter outras prioridades.
Se fosse tomar como base meu círculo já poderia quase decretar a morte da fotografia  :D
Cássio R. Eskelsen - Blumenau/SC


Rick99

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Resposta #94 Online: 05 de Janeiro de 2018, 09:02:35
O engenheiro civil precisa saber dirigir. Vai visitar e vistoriar obras a toda hora, reuniões com fornecedores no interior, numa emergência (quebra de estrutura ou talude desmoronando) terá que se deslocar imediatamente. Se for um engenheiro de computação ainda dá pra passar, mas pro civil e elétrico não.

Sobre carros autônomos, ainda não é uma realidade (pelo menos não está totalmente confiável). Desde a década de 1970 os desenhos animados, filmes e até alguns cientistas achavam que em meados de 2000 a 2020 existiriam skates planadores, carros que voam,  etc. Estamos em 2018 e mais de 95% dos automóveis no mundo ainda utilizam combustíveis fósseis.

Não dá pra ficar de braços cruzados no presente esperando pelo futuro (incerto).


sri_canesh

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Resposta #95 Online: 05 de Janeiro de 2018, 10:34:12
O engenheiro civil precisa saber dirigir. Vai visitar e vistoriar obras a toda hora, reuniões com fornecedores no interior, numa emergência (quebra de estrutura ou talude desmoronando) terá que se deslocar imediatamente. Se for um engenheiro de computação ainda dá pra passar, mas pro civil e elétrico não.

Sim, isso concordo. Mas meu comentário foi em relação à generalização do Ernesto.
Cássio R. Eskelsen - Blumenau/SC


Marcelo Sakamoto

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Resposta #96 Online: 09 de Janeiro de 2018, 17:43:22
Nossa, Léo!

Acho que não te via há uns bons anos.
Acabei retornando ao fórum, com a noticia do falecimento do Ivan.

Bastante curioso o tópico. Estive pensando um pouco sobre o assunto (e muitos desdobramentos dele) nas últimas semanas.
Pura coincidência, creio eu...

TALVEZ o que percebemos nos fóruns de fotografia, no fundo, seja parte de algo um pouco...maior...E que talvez existam muitos "pequenos detalhes", que estão intimamente incorporados a própria natureza do ser humano, e a sua essência.


RFP

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Resposta #97 Online: 09 de Janeiro de 2018, 19:55:10
TALVEZ o que percebemos nos fóruns de fotografia, no fundo, seja parte de algo um pouco...maior...E que talvez existam muitos "pequenos detalhes", que estão intimamente incorporados a própria natureza do ser humano, e a sua essência.

Por exemplo?


Bucephalus

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Resposta #98 Online: 09 de Janeiro de 2018, 21:25:42
Acredito que ele esteja falando sobre como no mundo atual a crescente influência da mídia faz parte de um processo de gerenciamento das diversas correntes de pensamento. Por outro lado, a consulta aos diversos militantes estimula a padronização dos índices pretendidos. E isso tudo influencia a fotografia.

Fonte: gerador de lero lero


Marcelo Sakamoto

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Resposta #99 Online: 10 de Janeiro de 2018, 10:00:13
Por exemplo?

Ao que parece, estamos presenciando alguns "fenômenos" esquisitos ao redor do mundo todo. Não parecem ter, a principio, uma explicação que faça muito sentido "RACIONAL".

E que, embora a princípio pareçam coisa de velhos com ataques de nostalgia, estão na verdade "contaminando" uma nova geração de jovens - e mais esquisito - com uma importante parcela composta por MULHERES!!!!!

Comentei sobre a "irracionalidade", porque isso não parece fundamentado em NADA com o PRÁTICO, o EXATO, o RÁPIDO ou MENOR CUSTO.

Um dos exemplos é o interesse ACELERADO nos discos de vinil. A estimativa norte-americana demonstra que, depois do ano de 2012, o mercado de vinil está CRESCENDO 20% AO ANO...Sem nenhum sinal de DESACELERAÇÂO.

Algo que reacendeu o interesse inclusive da fabricação de novos toca-discos e vitrolas. Fabricantes com a Pionner e a audio technica possuem vitrolas e toca-discos em produção...

Isso é um TOTAL ABSURDO, quando consideramos as facilidades de serviços de venda de música on line, dos celulares e serviços de streaming (rapidez, portabilidade, fidelidade).

Para quem ficou maravilhado com o som isento de ruidos e o avanço por faixas, quando apareceram os CDs, parecia algo quase inimaginável. Um caminho sem volta...


Marcelo Sakamoto

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Resposta #100 Online: 10 de Janeiro de 2018, 10:30:43
Acredito que ele esteja falando sobre como no mundo atual a crescente influência da mídia faz parte de um processo de gerenciamento das diversas correntes de pensamento. Por outro lado, a consulta aos diversos militantes estimula a padronização dos índices pretendidos. E isso tudo influencia a fotografia.

Fonte: gerador de lero lero

Sim, acredito nisso também.

Na verdade, achei bastante curioso que parte do tópico tenha tratado, em certo momento, do relativismo estético.
E creio que isso tenha DE FATO, muito a ver com a atual "confusão de valores" do "pop", e da nova busca das pessoas, por um novo conceito de valores.

Aquelas historias bizarras sobre objetos esquecidos em museus, e que foram confundidas com obras de arte. E obras que foram confundidas com lixo e jogadas fora, talvez sejam o mais gritante aspecto da confusão de valores.

SE o valor subjetivo e individual de algo NÃO PODE SER MEDIDO OBJETIVAMENTE, o que as pessoas podem utilizar como PARÂMETRO DE VALOR????

Em um mundo INUNDADO de imagens, o que EU, como indivíduo, deveria priorizar para meu julgamento de valor? Ou o que UM GRUPO deveria priorizar?

Outro segmento em que isso poderia muito bem se encaixar: músicas...

Se temos um "depósito" quase infinito de músicas, COMO EU SELECIONO o que eu QUERO escutar?

Ou, mais complicado: o que eu considero BOM, para que eu ESCOLHA ouvir (em um MUNDO INFINITO DE OPÇÔES)?

O que está "escondido" nisso, na verdade, são dois aspecto esquisitos na própria natureza do pensamento humano:

1 - O cérebro humano parece priorizar a ECONOMIA de energia. E não o máximo desempenho.

Quando o cérebro é exposto a uma quantidade muito grande de opções de escolha, ele simplesmente "trava". Não consegue decidir.

Talvez, a zoeira que todos fazem com serviços como o Netflix, em que ninguem assiste nada, por se cansar na hora da escolha, reflita isso...

E talvez também explique porque, com uma biblioteca ENTUPIDA de músicas no iTunes, as pessoas passaram a OUVIR CADA VEZ MENOS música...

2 - Há uma idéia muito esquisita, na "filosofia do pensamento", de que SE não tivessemos NECESSIDADES, nosso cérebro seria INCAPAZ DE DECIDIR EM QUE PENSAR!!!!!
(Se não há FOME, talvez estivessemos indecisos sobre pensarmos nos satélites de Júpiter, a cor das meias da gaveta ou nos pêlos da capivara, ao invés de um belissimo omelete com calabresa...



Danilo_cs

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Resposta #101 Online: 10 de Janeiro de 2018, 16:21:33
Fiz uma planilha de custos quando pensei em iniciar profissionalmente na fotografia (ensaios). Nos meus cálculos e considerando o início de carreira + com a quantidade de fotógrafos na região (SP) + preço praticado pela concorrência + custos fixos e variáveis, o lucro seria mínimo.

Se o vendedor de balas cobra R$ 1/pacote (com custo de R$ 0,50), vendendo 200 unidades num dia, terá R$ 100 líquido. Trabalhando 25 dias/mês, daria R$ 2500 "limpos". Faturaria mais do que os cálculos que fiz se fosse fotógrafo....rs
Rssss....não falei? :D
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Ernesto

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Resposta #102 Online: 10 de Janeiro de 2018, 17:24:13
Sim, isso concordo. Mas meu comentário foi em relação à generalização do Ernesto.

Bem, de qq forma, idependente da divergência de opiniões, a fotografia "deu uma parada".

OK, seus amigos foram deixando de fotografar por X motivos...(envelhecimento, filhos, emprego...), mas, para o mercado, o problema não é o sumiço deles mas, o fato de que novos "players" não chegaram...




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Ernesto

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Resposta #103 Online: 10 de Janeiro de 2018, 17:30:51
Fiz uma planilha de custos quando pensei em iniciar profissionalmente na fotografia (ensaios). Nos meus cálculos e considerando o início de carreira + com a quantidade de fotógrafos na região (SP) + preço praticado pela concorrência + custos fixos e variáveis, o lucro seria mínimo.

Se o vendedor de balas cobra R$ 1/pacote (com custo de R$ 0,50), vendendo 200 unidades num dia, terá R$ 100 líquido. Trabalhando 25 dias/mês, daria R$ 2500 "limpos". Faturaria mais do que os cálculos que fiz se fosse fotógrafo....rs

Os fotógrafos se canibalizaram. É isso. Agora com dolar alto e necessidade de câmera reserva, se Fu....

Assim como aconteceu com TI quando todos ganhavam fortunas nos 80,o excesso de pessoas chegando e "ganhando no preço", levaram a área ao chão.

Agora é hora de chorar, o fotógrafo de Médio Formato continua ganhando 5mil por dia/sessão e trabalha de segunda a sexta, 5 dias por semana...enquanto os loucos da area de eventos, se matam muito mais e cobram 500 conto...e trabalham só aos sábados e à noite...e só um dia por semana




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« Última modificação: 10 de Janeiro de 2018, 17:37:54 por Ernesto »
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Danilo_cs

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Resposta #104 Online: 10 de Janeiro de 2018, 22:40:08
Os fotógrafos se canibalizaram. É isso. Agora com dolar alto e necessidade de câmera reserva, se Fu....

Assim como aconteceu com TI quando todos ganhavam fortunas nos 80,o excesso de pessoas chegando e "ganhando no preço", levaram a área ao chão.

Agora é hora de chorar, o fotógrafo de Médio Formato continua ganhando 5mil por dia/sessão e trabalha de segunda a sexta, 5 dias por semana...enquanto os loucos da area de eventos, se matam muito mais e cobram 500 conto...e trabalham só aos sábados e à noite...e só um dia por semana




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Exatamente....agora compensa mais vender balinhas
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