Autor Tópico: Smartphones estão prejudicando o mercado de câmeras?  (Lida 11276 vezes)

Di Torres

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Resposta #15 Online: 19 de Novembro de 2018, 16:40:21
Outro dia, vi um video de um professor de ortopedia da USP, comentando sobre as mudanças no comportamento dos médicos atuais, da tal "geração Y".

Um dos pontos comentados por ele, que achei muito interessante, era sobre a mudança do VALOR DA RETENÇÂO do CONHECIMENTO, que existia nas gerações anteriores e nas atuais.

A idéia geral era a de que, como a aquisição do conhecimento pelas gerações anteriores era "penosa" (vinha de livros, era necessário buscar em bibliotecas, a propria busca por artigos e revistas especializadas era complicada e lenta), o fato de conseguir GUARDAR esse conhecimento adquirido possuia um valor intrinsico.

Mas, para as gerações que já cresceram com as "facilidades" dos sistemas de busca pela internet, o conhecimento (na verdade, a informação) está ACESSIVEL FACILMENTE. Assim, não faz sentido, para a geração "Y", a retenção do conhecimento. É algo SEM VALOR.

Isso é um efeito bem interessante que está acontecendo.
Eu acho incrível, e acho que será exatamente essa mudança de comportamento que irá desencadear a maior metamorfose dos sistemas de ensino já vista pela humanidade.

Essa é a primeira geração que saber perguntar tem mais valor do que saber responder.
E, filosoficamente falando, o poder de uma pergunta realmente vale mais do que uma resposta.
É através de perguntas que evoluímos, não de respostas.
« Última modificação: 19 de Novembro de 2018, 16:41:15 por Di Torres »


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Resposta #16 Online: 19 de Novembro de 2018, 16:42:51
Mas por que as pessoas seriam obrigadas a aprender sobre isso? Em quantas atividades a gente se aprofunda, estuda? Na maior parte delas a gente só quer o resultado. A gente se aprofunda em culinária, escrita, oratória, pintura, jardinagem, mecânica de automóveis, arquitetura, design, carpintaria? Não, a gente escolhe uma ou outra atividade como hobby, as outras a gente só quer o resultado sem preocupação mesmo.
Spot on.

Recentemente discuti com um colega e ele decidiu por comprar um smartphone ao invés de uma câmera, justo pra não ter que estudar o domínio da máquina e da técnica de fotografar. O aparelho custou mais caro que uma DSLR de entrada e ele sequer parou pra pensar isso. Pra essas pessoas o que conta é a facilidade de tirar e expor a foto (compartilhar). Por outro lado não se cria memória afetiva destas fotos fáceis, simplesmente apaga e faz outra por cima. As pessoas não sabem mais onde revelar fotos também e sim, existem laboratórios espalhados e filmes ainda são fabricados.

Várias pessoas não tem consciência de dar 4000 pilas num celular, não sabem que uma câmera custa menos e faz mais possibilidades e melhor. Existe um analfabetismo em torno de tantos megapixels que um aparelho registra fotos, onde não se sabe interpretar o juízo de valor quando se fala em megapixels ou na real capacidade do equipamento.

É o preço dessas mudanças culturais, mas por outro lado há pessoas que ainda se interessam nos antigos métodos. Há a facilidade de ingressar em cursos de fotografia, onde tem quem use celular, pode-se ingressar em grupos de fotógrafos e assim desenvolver uma noção de que nem tudo se limita ao celular.

No grupo de trilhas que participo, de oitenta pessoas três tem câmera. Postei algumas fotos comparando câmera com celular, relatei custos pra trazer um pouco de noção.

Amaneira que eu vejo eh que antes ter uma "camera profissional" dava mais status. Hoje todo mundo eh fotografo e qualquer um pode ter um DSLR, logo ja nao tem o mesmo status de antes. Ter um celular novo hoje da mais status.

Essas pessoasestao pagando pelo status, nao pelo celular, nao pela camera, nao pela facilidade e nem pela foto.
« Última modificação: 19 de Novembro de 2018, 16:44:25 por C R O I X »


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Resposta #17 Online: 19 de Novembro de 2018, 16:49:26
Isso é um efeito bem interessante que está acontecendo.
Eu acho incrível, e acho que será exatamente essa mudança de comportamento que irá desencadear a maior metamorfose dos sistemas de ensino já vista pela humanidade.

Essa é a primeira geração que saber perguntar tem mais valor do que saber responder.
E, filosoficamente falando, o poder de uma pergunta realmente vale mais do que uma resposta.
É através de perguntas que evoluímos, não de respostas.

O que nao seria problema nenhum, se nao fosse o fato de termos a tendencia de nao questionarmos nada e nos satisfazer-mos com qualquer correlacao que de uma compreencao simplista de uma resposta rapida. Quem quer ler e entender um livro ou um pensamento, ou mesmo um filme ou video mais longo, quando se pode ter a sensacao de aprender tudo em conteudo descontextualizados espalhados pela internet em trechos minusculos.

Ate seriados estao ficando mais popular pq as pessoas ja nao tem mais atencao para ver um filme de mais de 1h.
« Última modificação: 19 de Novembro de 2018, 16:50:26 por C R O I X »


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Resposta #18 Online: 19 de Novembro de 2018, 17:02:07
O que nao seria problema nenhum, se nao fosse o fato de termos a tendencia de nao questionarmos nada e nos satisfazer-mos com qualquer correlacao que de uma compreencao simplista de uma resposta rapida. Quem quer ler e entender um livro ou um pensamento, ou mesmo um filme ou video mais longo, quando se pode ter a sensacao de aprender tudo em conteudo descontextualizados espalhados pela internet em trechos minusculos.

Ate seriados estao ficando mais popular pq as pessoas ja nao tem mais atencao para ver um filme de mais de 1h.

Isso sempre existiu, de diversas formas.

Já houve um tempo em que afirmar que a terra é plana e que o sol gira em torno dela era praticamente uma unanimidade.
O que nos fez mudar essa "resposta" foi justamente novas perguntas.
Perguntas nos guiam para a verdade.

Um episódio interessante que presenciei:

Um professor estava dando uma aula sobre ciência para uma turma do ensino fundamental, falando sobre como o ambiente espacial é diferente do da terra.
Citando diversos exemplos para mostrar como o ambiente espacial pode ser hostil.
Uma criança, levantou a mão e perguntou se no espaço ela também teria cáries. Se lá as cáries conseguiriam crescer.
Isso é uma pergunta que ainda não se tem uma resposta. Eu até pesquisei para ver se achava algum estudo que poderia se correlacionar e não encontrei.
E olha só o que um estudo baseado nessa pergunta poderia trazer pra gente... observar como esse organismo se comporta no ambiente espacial poderia nos trazer respostas incríveis, inclusive sobre novas formas para combater as cáries aqui no nosso planeta.

Os benefícios de uma geração condicionada a fazer perguntas e não apenas a gravar respostas são inimagináveis.

Eu estou realmente encantado com os tempos em que estamos vivendo.
A cada dia que passa eu fico mais impressionado com o quão marcante está sendo e ainda será essa era da internet para a história da humanidade.


Lindsay

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Resposta #19 Online: 19 de Novembro de 2018, 17:17:45
Assunto do tópico:

Smartphones estão prejudicando o mercado de câmeras?
Conhecimento importa mais que equipamento.


Ernesto

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Resposta #20 Online: 19 de Novembro de 2018, 17:44:43
Outro dia, vi um video de um professor de ortopedia da USP, comentando sobre as mudanças no comportamento dos médicos atuais, da tal "geração Y".

Um dos pontos comentados por ele, que achei muito interessante, era sobre a mudança do VALOR DA RETENÇÂO do CONHECIMENTO, que existia nas gerações anteriores e nas atuais.

A idéia geral era a de que, como a aquisição do conhecimento pelas gerações anteriores era "penosa" (vinha de livros, era necessário buscar em bibliotecas, a propria busca por artigos e revistas especializadas era complicada e lenta), o fato de conseguir GUARDAR esse conhecimento adquirido possuia um valor intrinsico.

Mas, para as gerações que já cresceram com as "facilidades" dos sistemas de busca pela internet, o conhecimento (na verdade, a informação) está ACESSIVEL FACILMENTE. Assim, não faz sentido, para a geração "Y", a retenção do conhecimento. É algo SEM VALOR.

Esse discurso sempre existiu. Na primeira vez que eu o ouvi, décadas atrás, uma amiga mais experiente me disse: "Não, cai nele"... Mas eu acreditei no discurso e eu desprezei o conselho.

Esse discurso é feito para novos contratados, no mínimo desde que eu comecei a trabalhar, há décadas atrás.

Esse discurso é uma técnica de administração de empresas. :ok:

Eu fui assim. Todos jovens ingênuos são assim.  :(




No meu primeiro contrato, ensinei todos os novatos. Três anos depois, os amigos do chefe ganhavam mais que eu e eu quase fui demitido

Bronqueado, decidi mudar e, no meu segundo contrato, eu ensinei todo mundo. Dois anos depois, ficaram com os novatos (que ganhavam 1/3 do meu salário e nem eram registrados) e eu fui demitido

No meu terceiro contrato, eu ensinei todo mundo mas, decidi mudar de área por causa de uma bronca que levei e considerei injusta...Fui a outra área e quase fui demitido, pq descobri que todos tinham, pelo menos 20 anos de casa e ninguém me ensinava e nem ensinava ninguém. Eu aprendi a aprender sozinho.

Nesses contratos, aprendi com a vida, vendo os sonegadores de informação de todos os contratos anteriores, subirem e crescerem feito cometas. Sem falar das moças que cresciam através de favores sexuais. Perdi até minha fé, irmão... demorou 15 anos...resisti bastante mas a perdi.

De coração, não entra nessa desse discurso. Aprende com a vida,.o mais rápido que você conseguir. Antes que ela te ensine na marra  :(



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« Última modificação: 19 de Novembro de 2018, 18:01:34 por Ernesto »
"You can fool some of the people all of the time, and all of the people some of the time, but you can not fool all of the people all of the time."
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Resposta #21 Online: 19 de Novembro de 2018, 18:16:58
Isso sempre existiu, de diversas formas.

Já houve um tempo em que afirmar que a terra é plana e que o sol gira em torno dela era praticamente uma unanimidade.
O que nos fez mudar essa "resposta" foi justamente novas perguntas.
Perguntas nos guiam para a verdade.

Um episódio interessante que presenciei:

Um professor estava dando uma aula sobre ciência para uma turma do ensino fundamental, falando sobre como o ambiente espacial é diferente do da terra.
Citando diversos exemplos para mostrar como o ambiente espacial pode ser hostil.
Uma criança, levantou a mão e perguntou se no espaço ela também teria cáries. Se lá as cáries conseguiriam crescer.
Isso é uma pergunta que ainda não se tem uma resposta. Eu até pesquisei para ver se achava algum estudo que poderia se correlacionar e não encontrei.
E olha só o que um estudo baseado nessa pergunta poderia trazer pra gente... observar como esse organismo se comporta no ambiente espacial poderia nos trazer respostas incríveis, inclusive sobre novas formas para combater as cáries aqui no nosso planeta.

Os benefícios de uma geração condicionada a fazer perguntas e não apenas a gravar respostas são inimagináveis.

Eu estou realmente encantado com os tempos em que estamos vivendo.
A cada dia que passa eu fico mais impressionado com o quão marcante está sendo e ainda será essa era da internet para a história da humanidade.

Eh por isso que eu disse que temos a tendencia. Eh natural que quando nos aconstumamos com uma informacao tida como geral, nao questionar-mos. Todos nos fazemos isso ao ponto de fazermos coisas que nao gostamos acreditando que gostamos, por nunca questionar.

Caso esteja interessado: https://books.google.de/books?id=7riAWTUY5CoC&pg=PT17&lpg=PT17&dq=My+mother,+phineas,+morality,+and+feelings&source=bl&ots=0InP8KNAVh&sig=ZaW7tw1NAieMMHr9IKc7xLY7QZw&hl=en&sa=X&ved=2ahUKEwjXhr_6oeHeAhVH_qQKHb2BBkAQ6AEwAHoECAkQAQ#v=onepage&q=My%20mother%2C%20phineas%2C%20morality%2C%20and%20feelings&f=false


A epoca que vc descreve foi da dominacao e restricao do conhecimento pela igreja catolica que tinha o dominio ditatorial do ensino. Desde a grecia antiga ja se sabia que a terra era redonda e que ela girava em torno do sol. Ou mesmo antes disso por outros povos talvez.

Mas em relacao a atencao, conteudo e midias tal como a internet, eu recomendo a leitura do livro: Amusing Ourselves to Death por Neil Postman. Ele aborda sobre o desenvolvimento das tecnologias e velocidade de informacao, assim como desenvolvimento das telas e consequentemente dalinguagem delas.

Em suma, o que muita pessoa pensa ser informacao hoje em dia eh na verdade mero entretenimento.


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Resposta #22 Online: 19 de Novembro de 2018, 18:18:48
Assunto do tópico:

Smartphones estão prejudicando o mercado de câmeras?

Olha ai Di Torres e Marcelo Sakamoto, se comportem que ja estao te dando bronca.
« Última modificação: 19 de Novembro de 2018, 18:20:38 por C R O I X »


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Resposta #23 Online: 19 de Novembro de 2018, 18:22:03
Esse discurso sempre existiu. Na primeira vez que eu o ouvi, décadas atrás, uma amiga mais experiente me disse: "Não, cai nele"... Mas eu acreditei no discurso e eu desprezei o conselho.

Esse discurso é feito para novos contratados, no mínimo desde que eu comecei a trabalhar, há décadas atrás.

Esse discurso é uma técnica de administração de empresas. :ok:

Eu fui assim. Todos jovens ingênuos são assim.  :(




No meu primeiro contrato, ensinei todos os novatos. Três anos depois, os amigos do chefe ganhavam mais que eu e eu quase fui demitido

Bronqueado, decidi mudar e, no meu segundo contrato, eu ensinei todo mundo. Dois anos depois, ficaram com os novatos (que ganhavam 1/3 do meu salário e nem eram registrados) e eu fui demitido

No meu terceiro contrato, eu ensinei todo mundo mas, decidi mudar de área por causa de uma bronca que levei e considerei injusta...Fui a outra área e quase fui demitido, pq descobri que todos tinham, pelo menos 20 anos de casa e ninguém me ensinava e nem ensinava ninguém. Eu aprendi a aprender sozinho.

Nesses contratos, aprendi com a vida, vendo os sonegadores de informação de todos os contratos anteriores, subirem e crescerem feito cometas. Sem falar das moças que cresciam através de favores sexuais. Perdi até minha fé, irmão... demorou 15 anos...resisti bastante mas a perdi.

De coração, não entra nessa desse discurso. Aprende com a vida,.o mais rápido que você conseguir. Antes que ela te ensine na marra  :(



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Fico pensando aqui: será que o Ernesto leu o que o Marcelo escreveu???
Depois pensei: Será que o Ernest entendeu o que o Marcelo disse???

Depois depois pensei: Será que o Lindsay ..........................
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Resposta #24 Online: 19 de Novembro de 2018, 19:37:07
Fico pensando aqui: será que o Ernesto leu o que o Marcelo escreveu???
Depois pensei: Será que o Ernest entendeu o que o Marcelo disse???

Depois depois pensei: Será que o Lindsay ..........................


 :hysterical: :hysterical: :hysterical: :ok:

Muito boa  :ok: :ok: :ok:



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Resposta #25 Online: 19 de Novembro de 2018, 19:52:51
Sem dúvida alguma.

E MAIS: acredito que há um outro efeito "indireto" das imagens obtidas com celulares.

PESSOALMENTE acredito que a alta quantidade de imagens geradas e espalhadas por aí, está gerando uma espécie de "saturação" das pessoas.
Já faz um tempo, que comecei a acreditar que a busca de imagens cada vez mais "extremas" e mesmo "incomuns", era parte de uma tentativa de impressionar visualmente. Devido a um "amortecimento" causado pelo excesso de imagens.

Concordo 100%

Hoje vejo na minha esposa que ela não consegue comer nem um lanche, sem bater uma foto antes e publicar. No hábito e na pressa da fome, já nem se cuida de evitar distorção ou de enquadrar corretamente...

Essa atitude gera um número enorme de imagens inúteis, misturadas entre as poucas úteis.

Ao final ninguém mais segue ninguém (de verdade) e ninguém está vendo o que é bom, na hora que algo aparecer.




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« Última modificação: 19 de Novembro de 2018, 19:53:15 por Ernesto »
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sri_canesh

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Resposta #26 Online: 20 de Novembro de 2018, 11:06:03

Ate seriados estao ficando mais popular pq as pessoas ja nao tem mais atencao para ver um filme de mais de 1h.

Nesse ponto discordo pois o interesse por seriados se dá justamente pelo fato da história poder se desenvolver mais, afinal, cada temporada são mais de 10 horas (alguns mais de 20).

Eu, mesmo sendo "velho" (> 40 anos), não gosto mais de filmes pois parece tudo corrido e feito de qq jeito para conseguir caber em uma hora e meia de filme.


cheferson

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Resposta #27 Online: 20 de Novembro de 2018, 11:44:46
Estava navegando hoje e me deparei com essa matéria que traz uma pesquisa onde 76% das pessoas acreditam que os smartphones estão prejudicando o mercado de câmeras. O que vocês acham?

https://pplware.sapo.pt/gadgets/76-acha-que-os-smartphones-tem-prejudicado-o-mercado-das-camaras-fotograficas/

Fiz uma postagem aqui que no fórum que, infelizmente, ninguém leu ou comentou.

A Youngnuo está fazendo uma câmera Mirrorless com sensor Micro 4-3; com câmera própria, sistema Android,gravador de vídeo 4K e encaixe para as lentes EF da Canon.

Ou seja, a Youngnuo está, de certo modo, inovando o mercado ao fazer a fusão perfeita de cãmeras com suporte a objetivas profissionais e mesclando isso com atividades de um smartphone. Creio que essa fusão seja, com o tempo, inevitável.

Sobre o mercado amador de fotografia, o smarthphone substituiu as câmeras portáteis como a Sony Cybershot, por exemplo. Se você analisar as vendas entre 2008 a 2010, o mercado vendeu muitas dessas câmeras. O número de câmeras profissionais (diga-se DSLR e Mirrorless) ficou estabilizado, mas as vendas das portáteis despencaram por causa do celular.


bjp77

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Resposta #28 Online: 20 de Novembro de 2018, 12:01:59
Croix,

sua descrição é coerente, as pessoas estão preocupadas com o status. Teoricamente um aparelho que custa menos de 25% faz o que o outro de 100% faz. E aí pergunto porque não foi comprado o que custa menos e faz a mesma coisa ? Resposta: é o status de dizer que tem, de provar aos outros que fez "assim assado".

Voltando ao tema do tópico.
Os smartphones não só ocupam espaço no mercado de câmeras, como isso é a reflexão do comportamento de uma sociedade, reflexão de dimensões culturais, onde as pessoas pensam ser moderno ter um aparelho que cabe no bolso e se deixam cair em uma bolha. Eu só vim adquirir uma câmera aos 33 anos, de forma incipiente, sem estudar foto e funcionamento da máquina. Há três anos estando "verde" comprei uma DSLR e estou estudando recuperar uma outra antiga SLR do meu pai. Naquele hiato eu dormi no ponto, tinha internet, via fotos pela net...
Na compra da DSLR ainda tento entender quais as limitações da linha Rebel pois a comprei perdido de informações acerca do modelo. Assim mesmo estou me contentando com a compra e procurando aprender com o erro.
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Resposta #29 Online: 20 de Novembro de 2018, 12:05:12
Cheferson,

adquirimos uma câmera shot da Nikon Coolpix que é bem ruim, uma porcaria, a imagem sai tremida. Por vezes tinha de tirar foto no celular pra poder usar no  trabalho. Hoje está aposentada esta câmera.
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