Autor Tópico: A redução drástica das vendas da Canon e o que vem por aí.  (Lida 5293 vezes)

waldyrneto

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Resposta #45 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 16:14:31
Dando mais um exemplo...

Em 2008 lancei um livro impresso : Guia de Trilhas de Petrópolis. Foram 2 anos mapeando trilhas, vendendo anúncios, etc. E eu lancei o livro. E vendeu bem e eu recuperei o custo (produção independente) e tive lucro.

Mas depois de um tempo alguns blogueiros começaram a fazer as trilhas e praticamente botar o roteiro completo no blog. As vezes copiava até o texto.

Não ganharam nada além de uns minutinhos de fama. E eu perdi vendas.

Hoje a turma me cobra uma nova versão, com atualizações, trilhas novas. Mas não tenho interesse em encarar uns 2 anos de empreitada pra isso. Não vale a pena criar conteúdo hoje.

E (vamos ver se o Croix entende agora) esse conteúdo não é obsoleto como uma máquina de escrever. É um conteúdo desejado, como a música, as notícias, etc. Mas se você não vai ser remunerado você não se mete num projeto de 2 dois pra fazer uma coisa bem feita.

A "socialização" gera uma ilusão de curto prazo que você levou vantagem, tem música de graça, foto de graça, notícia de graça. Mas no médio prazo ela mata a geração de conteúdo de qualidade. É um tiro. O pé.

É não tem relação nenhuma com a obsolescência do ascensorista. Tem a ver com fazer um churrasco com a vaca que te dá leite.
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Leonardo Tonin

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Resposta #46 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 17:01:10
    copiar na cara dura, sem fazer referencia, e algo que ... 
   
     
     


Ernesto

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Resposta #47 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 17:02:08
Dando mais um exemplo...

Em 2008 lancei um livro impresso : Guia de Trilhas de Petrópolis. Foram 2 anos mapeando trilhas, vendendo anúncios, etc. E eu lancei o livro. E vendeu bem e eu recuperei o custo (produção independente) e tive lucro.

Mas depois de um tempo alguns blogueiros começaram a fazer as trilhas e praticamente botar o roteiro completo no blog. As vezes copiava até o texto.

Não ganharam nada além de uns minutinhos de fama. E eu perdi vendas.

Hoje a turma me cobra uma nova versão, com atualizações, trilhas novas. Mas não tenho interesse em encarar uns 2 anos de empreitada pra isso. Não vale a pena criar conteúdo hoje.

E (vamos ver se o Croix entende agora) esse conteúdo não é obsoleto como uma máquina de escrever. É um conteúdo desejado, como a música, as notícias, etc. Mas se você não vai ser remunerado você não se mete num projeto de 2 dois pra fazer uma coisa bem feita.

A "socialização" gera uma ilusão de curto prazo que você levou vantagem, tem música de graça, foto de graça, notícia de graça. Mas no médio prazo ela mata a geração de conteúdo de qualidade. É um tiro. O pé.

É não tem relação nenhuma com a obsolescência do ascensorista. Tem a ver com fazer um churrasco com a vaca que te dá leite.

Cara, muito bom :ok: Sua forma de escrever mostra que você é jornalista, de fato.

Como você observou, a "conta não fecha".

E, o buraco no TITANIC, é maior do que parece.



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« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2019, 17:02:28 por Ernesto »


Claudio Rombauer

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Resposta #48 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 17:18:25
Eu sou (era) músico.

Toquei por uns 30 anos, fiz shows em praticamente todas as capitais do Brasil e em algumas no mundo.

Antigamente a gente ganhava, no mínimo, 200, 300 dólares por músico pra tocar nos bares de curitiba e muito mais que isso pra acompanhar artistas. A gente se virava bem com isso, todo mundo tinha carro velho, instrumentos ruins, mas tocava quase toda noite.

Hoje mudou, em Curitiba pagam 150 REAIS, fixo, por músico, na maioria dos bares. Mas o curioso é que você vai ensaiar nessas salas de estúdio e tem outras bandas ensaiando, só carrão, só músico rico. com instrumentos caríssimos. Ou seja, essa turma tomou conta do mercado, pra eles qualquer cachê serve.

Onde estão os músicos profissionais? Isso eu não sei.
« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2019, 17:18:53 por Claudio Rombauer »


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Resposta #49 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 18:01:15
Eu sou (era) músico.

Toquei por uns 30 anos, fiz shows em praticamente todas as capitais do Brasil e em algumas no mundo.

Antigamente a gente ganhava, no mínimo, 200, 300 dólares por músico pra tocar nos bares de curitiba e muito mais que isso pra acompanhar artistas. A gente se virava bem com isso, todo mundo tinha carro velho, instrumentos ruins, mas tocava quase toda noite.

Hoje mudou, em Curitiba pagam 150 REAIS, fixo, por músico, na maioria dos bares. Mas o curioso é que você vai ensaiar nessas salas de estúdio e tem outras bandas ensaiando, só carrão, só músico rico. com instrumentos caríssimos. Ou seja, essa turma tomou conta do mercado, pra eles qualquer cachê serve.

Onde estão os músicos profissionais? Isso eu não sei.

Falou tudo... hoje os caras tocam por hobby...

Daqui há pouco os "músicos" playboys vão pagar para tocar nos bares... por prestígio pessoal...

Anote aí !!!


Eu tenho ex-clientes e "amigos" muito ricos que fotorafam de graça, por hobby, para aparecer e dar uma de fotógrafo



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« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2019, 18:02:39 por Ernesto »


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Resposta #50 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 18:13:54
Realidade neste novo mundo liberal...  indefinido

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« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2019, 18:14:38 por Leonardo Tonin »


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Resposta #51 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 18:37:02
Dando mais um exemplo...

Em 2008 lancei um livro impresso : Guia de Trilhas de Petrópolis. Foram 2 anos mapeando trilhas, vendendo anúncios, etc. E eu lancei o livro. E vendeu bem e eu recuperei o custo (produção independente) e tive lucro.

Mas depois de um tempo alguns blogueiros começaram a fazer as trilhas e praticamente botar o roteiro completo no blog. As vezes copiava até o texto.

Não ganharam nada além de uns minutinhos de fama. E eu perdi vendas.

Hoje a turma me cobra uma nova versão, com atualizações, trilhas novas. Mas não tenho interesse em encarar uns 2 anos de empreitada pra isso. Não vale a pena criar conteúdo hoje.

E (vamos ver se o Croix entende agora) esse conteúdo não é obsoleto como uma máquina de escrever. É um conteúdo desejado, como a música, as notícias, etc. Mas se você não vai ser remunerado você não se mete num projeto de 2 dois pra fazer uma coisa bem feita.

A "socialização" gera uma ilusão de curto prazo que você levou vantagem, tem música de graça, foto de graça, notícia de graça. Mas no médio prazo ela mata a geração de conteúdo de qualidade. É um tiro. O pé.

É não tem relação nenhuma com a obsolescência do ascensorista. Tem a ver com fazer um churrasco com a vaca que te dá leite.

Isso que vc relata nao eh de hoje, todo bom projeto e trabalho sempre foi copiado desde que o mundo eh mundo. William Shakespeare pegava os trabalhos dos outros e reescrevia com a narrativa dele, Led Zeppelin fazia a mesma coisa, Beatles tambem, Star Wars tambem usou muitos elementos criados por outros,  nenhum deles pagou direitos autorais a ninguem. Criar eh isso, pegar o que existe, mesclar e recriar a sua maneira. Eu sei que vc nao vai ver o conteudo como nao viu o que mostrei anteriormente para enteder o que estou presentando, mas para aqueles interessados no assunto:




Eu entendi o seu raciocinio mas como eu ja expliquei, tal raciocinio eh defasado, eh do mundo da decada de 20. Eh don Quixote vendo dragoes em moinhos de ventos pq nao perebeu que a realidade eh outra.

Eu concordo que a qualidade eh pior, eu concordo que nao eh um conteudo obsoleto, eu concorso que eh imediatista, mas nao tem o que fazer, eh a realidade de hoje e a technologia criou tal realidade, que nao vai mudar enquanto a technologia nao regredir, e ela nao ira.

Faz uma pesquisa no google com a frase "reality free photos", "reality free videos", "reality free music". Vc vai encontrar centenas de sites com milhares de material que fotografos, musicos, escritores, etc criaram e disponibilizam gratuitamente para qualquer um usar para qualquer coisa. inclusive vender ou usar comercialmente sem custo nenhum. Essa eh a realidade de hoje.

Vc quer ganhar dinheiro, mas existem milhares de pessoas mundo a fora que estao satisfeitos e entregar de graca e eh com eles que vc tera que competir, e ira perder a nao ser que continue criando algo novo, inedito, vc ficar ganhando com criacao velha em um mundo onde copiar eh facil nao eh um negocio sustenavel.
« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2019, 18:40:27 por C R O I X »


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Resposta #52 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 18:51:04
    copiar na cara dura, sem fazer referencia, e algo que ... 
   
     
     

Continuando a sua frase:

Copiar na cara dura, sem fazer referência, é algo que ... virou padrão  :ok:

E fazer referência não ajuda nos caso dos músicos que tem seu trabalho pirateado no YouTube  :ok:

O YouTube está cheio de filmes também...



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« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2019, 18:52:09 por Ernesto »


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Resposta #53 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 19:01:38
Realidade neste novo mundo liberal...  indefinido

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Tecnologia não é pirataria.

Editoras estão falindo...

Se ninguém mais publicar livros novos, como aprenderemos a fabricar a tecnologia ?

Ex.:
Um colega que trabalha com tecnologia veio falar do leitor de digital do banco que ele trabalha

Eu perguntei, como ele lê a digital ?

Ele disse: Ele fotografa o fluxo sanguíneo

Eu perguntei: Como ele fotografa o fluxo ?

Ele respondeu: com uma câmera

Eu falei, tá mas como ? Ultravioleta/Infravermelho, uma câmera não vê isso de fluxo sanguíneo...


Ele disse: Ah, mas aí você está indo longe demais... isso eu não sei...



Resumo:
Hoje todo mundo esfrega dedo mas não sabe como funciona nada.

Se acham sabichões mas estamos nas mãos de outros países e estes sim, estudam tecnologia




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« Última modificação: 07 de Fevereiro de 2019, 19:06:28 por Ernesto »


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Resposta #54 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 19:12:47
Eu sou (era) músico.

Toquei por uns 30 anos, fiz shows em praticamente todas as capitais do Brasil e em algumas no mundo.

Antigamente a gente ganhava, no mínimo, 200, 300 dólares por músico pra tocar nos bares de curitiba e muito mais que isso pra acompanhar artistas. A gente se virava bem com isso, todo mundo tinha carro velho, instrumentos ruins, mas tocava quase toda noite.

Hoje mudou, em Curitiba pagam 150 REAIS, fixo, por músico, na maioria dos bares. Mas o curioso é que você vai ensaiar nessas salas de estúdio e tem outras bandas ensaiando, só carrão, só músico rico. com instrumentos caríssimos. Ou seja, essa turma tomou conta do mercado, pra eles qualquer cachê serve.

Onde estão os músicos profissionais? Isso eu não sei.

Eu tenho muitos amigos musicos, alguns nao ganham poha nenhuma e outros ganham alguma coisa fazendo turnes pela Europa e vendendo mudicas e discos, alguns nunca chegaram a estudar musica e outros estudaram praticamente a vida toda. Mas absolutamente nenhum deles ganha a vida com musica, todos eles tem suas profissoes para ganhar dinheiro, sustentar a familia e pagar as contas. Sao medicos, mecanicos, engenheiros, tradutores, etc. O que significa que nenhum deles toca musica por dinheiro mas pq gostam. E diferente de como vejo entre os fotografos no Brasil, nenhum deles ficam chorando por isso, nenhum deles ficam apontando dedo culpando outros musicos mas pelo contrario, estao sempre encorajando e apoiando uns aos outros.

Um desses meus amigos se chama David Nesselhauf. Ele eh medico e toca baixo em tres bandas (Afrokraut, Diazpora e The Drawnbars). Tem gravadora lancando os discos dele, ele faz turne pela Europa e estudou baixo por muitos anos. Apesar disso, ele volta e outra faz parcerias com musicos amadores experimentais, a ultima chamada Kosmodrone.

Se ele nao fosse medico e vivesse so de musica ele nao sobreviveria, e ele nao ve problema nenhum nisso.

Assim como eu tambem nao sobreviveria se eu fosse fotografo e nao tivesse outra fonte de renda, e mesmo assim eu nao vejo problema nenhum. Muito pelo contrario, fico muito feliz que qualquer um pode hoje fazer fotos e oferecer ao mundo pelo puro prazer de fotografar.

Curtam a musica que The Drawnbars disponibilizaram gratuitamente e sem rancores por musicos estudados para nos apreciarmos:



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Resposta #55 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 19:25:49
Tá agora vamos ver se há diferença de nível técnico entre os músicos da musica amadora do sec 21, onde música virou "bico" nas horas vagas dos médicos e engenheiros..

versus a música feita por músicos profissionais que só viviam de música nos anos 80/90:

Aqui "oficialmente"divulgadas pelo Youtube:

curtam a vontade, é grátis:









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Lindsay

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Resposta #56 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 20:20:02

A Super Interessante publicou uma matéria de capa chamada "A era da burrice"...  :no:

"A era da burrice"...  :no:

Estou começando a ler o tópico agora, e já de cara queria recomendar a todos a leitura deste artigo.
Fotografando com a memória


waldyrneto

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Resposta #57 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 20:22:48
Isso que vc relata nao eh de hoje, todo bom projeto e trabalho sempre foi copiado desde que o mundo eh mundo. William Shakespeare pegava os trabalhos dos outros e reescrevia com a narrativa dele, Led Zeppelin fazia a mesma coisa, Beatles tambem, Star Wars tambem usou muitos elementos criados por outros,  nenhum deles pagou direitos autorais a ninguem. Criar eh isso, pegar o que existe, mesclar e recriar a sua maneira. Eu sei que vc nao vai ver o conteudo como nao viu o que mostrei anteriormente para enteder o que estou presentando, mas para aqueles interessados no assunto:




Eu entendi o seu raciocinio mas como eu ja expliquei, tal raciocinio eh defasado, eh do mundo da decada de 20. Eh don Quixote vendo dragoes em moinhos de ventos pq nao perebeu que a realidade eh outra.

Eu concordo que a qualidade eh pior, eu concordo que nao eh um conteudo obsoleto, eu concorso que eh imediatista, mas nao tem o que fazer, eh a realidade de hoje e a technologia criou tal realidade, que nao vai mudar enquanto a technologia nao regredir, e ela nao ira.

Faz uma pesquisa no google com a frase "reality free photos", "reality free videos", "reality free music". Vc vai encontrar centenas de sites com milhares de material que fotografos, musicos, escritores, etc criaram e disponibilizam gratuitamente para qualquer um usar para qualquer coisa. inclusive vender ou usar comercialmente sem custo nenhum. Essa eh a realidade de hoje.

Vc quer ganhar dinheiro, mas existem milhares de pessoas mundo a fora que estao satisfeitos e entregar de graca e eh com eles que vc tera que competir, e ira perder a nao ser que continue criando algo novo, inedito, vc ficar ganhando com criacao velha em um mundo onde copiar eh facil nao eh um negocio sustenavel.

Croix, você diz que entendeu, mas passou batido... não entendeu mesmo.     :no:

Led Zeppelin copiou e ganhou dinheiro, Beatles idem. E quem foi copiado também ganhou. As gravadoras ganharam, as rádios ganharam, as lojas ganharam. Então compensava criar, mesmo que um roubasse parte da ideia do outro. E compensava dedicar uma carreira para ser excelente, mestre, numa área de criação, pois você pagava suas contas com isso. Hoje virou um jogo de soma zero. Você cria conteúdo e não ganha. Quem copia também não ganha. E quem tem acesso a coisas grátis tem uma sensação de ganho imediato, mas perde no longo prazo. Isso por que, como ninguém ganha, ninguém quer gerar conteúdo.

O que está acontecendo na música está mais avançado, e serve pra gente prever o futuro das outras áreas de criação. Todas as bandas são cover de bandas antigas. Todos os músicos são intérpretes. Você vai num barzinho e vai ouvir música dos anos 70 e 80... A gente assina Spotify pra baixar Led, Pink Floyd, Queen, etc. Quando escuta algo mais "atual" vai chegando no Pearl Jam, Nirvana, bandas que já são BEM velhas. A produção musical realmente inspirada e criativa parou na metade dos anos 90. E o que acabou não foi a inspiração, foi o dinheiro.

Entender isso não é negar a evolução, ou negar que produtos são substituídos, formas de fazer negócio evoluem, etc. Mas esse caso da geração de conteúdo está mais para uma teoria chamada "Tragédia dos comuns", quando todos agem individualmente para obter uma vantagem, que faz com que, coletivamente, todos percam.

Se te interessar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Trag%C3%A9dia_dos_comuns
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Resposta #58 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 20:29:45
Um monte de velho aqui querendo falar sobre o que os jovens estão ouvindo... Vcs todos estão errados, é uma visão de véio, por um ângulo de antigos...
Estão contrariando a natural influenciação cultural que vaza pelo tempo.
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Resposta #59 Online: 07 de Fevereiro de 2019, 20:31:48
Sao pontos de vista completamente diferentes e ninguem precisa entrar em choque.

Por um lado quem tem muito contato com arte, sabe que poucos conseguiram ter estabilidade.

Quem tem perspectivas mais comerciais, tera que fidelizar clientes, e a tecnologia tirou os pequenos jobs.

Agora a internet socialmente é um ambiente louco. E na fotografia acho que algumas vezes nao respeitam mais o tempo. Querem comprar uma câmera e uma experiencia. Nesse sentido os servicos podem cair. Mas a internet é algo feio de se olhar como um todo.  Muito feio.
Sites OK... Mas redes sociais... Alem de problemas sociais que Dao vergonha. Loucura. Acho que o ser humano nao tem estrutura para ver o todo, todo tempo em um ritmo frenetico. Pessoas estao tornando se ansiosas.