Autor Tópico: FUJIFILM apresenta "mockup" de câmera GFX modular  (Lida 706 vezes)

Fábio Kruschewsky Lemos

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Online: 08 de Fevereiro de 2019, 22:17:09
FUJIFILM apresenta "mockup" de câmera GFX modular :D :clap: :worship:

Fonte: https://www.fujirumors.com/fujifilm-gfx-modual-camera-concept-unveiled/

Fujifilm GFX Modual Camera Concept Unveiled



"...Fujifilm just unveiled a Fujifilm GFX modular system concept (in Ricoh GXR/S10 style) at their Fujifilm X Summit here.

We thought it is worth to dedicate to this mock up an own article, so that you can discuss it properly.

The message Fujifilm is sending is clear: we are going to make medium format small!

The arrival of the global shutter will help, since the shutter design is one of the challanges Fujifilm faces to minimize medium format. Then there is the battery life efficiency as well as the heat dissipation and more.

Also, a modular system allows for flexibility. For example you will be able to chose your grip size and attach it to the camera
..."









Definitivamente é a câmera digital mirrorless com que venho sonhando há alguns anos :worship:  Um sistema modular, configurável para diversos tipos de trabalhos fotográficos, de acordo com as necessidades de cada fotógrafo  :)   E este sistema apresentado hoje é extremamente compacto :clap:

Reparem no "anel" de controle da velocidade do obturador, ao redor da baioneta!  Exatamente como nas Olympus OM Séries (Filme).  Tive duas destas Oly (OM-1n e OM-4); foi com elas que aprendi a fotografar, há quase 3 décadas e tal sistema funcionava muito bem!

Interessante!  A letra "Omega" no canto superior esquerdo, ao lado do símbolo "X" :ponder: Será uma nova família de câmeras usando o GFX Mount?

Adoraria ver também um sistema modular usando o X Mount :ok:

Aguardando os próximos capítulos :snack: 


cfcsosa

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Resposta #1 Online: 08 de Fevereiro de 2019, 22:21:05
É bem ruim esse anel das Olympus
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LeandroR

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Resposta #2 Online: 08 de Fevereiro de 2019, 22:32:22
Como conceito achei fantástico!!!! Bom ver uma marca pensando fora da caixa!!
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Fábio Kruschewsky Lemos

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Resposta #3 Online: 08 de Fevereiro de 2019, 22:35:27
É bem ruim esse anel das Olympus

Minha experiência com as Olympus foi muito boa, incluindo ai o uso do anel. Usava a mesma mão (esquerda) tanto para ajustar a abertura do diafragma quanto a velocidade do obturador.  Algo impossível de se fazer com os comandos tradicionais ("dial" do obturador no lado direito superior do corpo).

Nas Fuji, não sinto tanto este incômodo por fotografar no modo "prioridade de abertura" 95% do tempo (algo que, aliás, aprendi com a Oly OM-4...)

Qual foi o problema que você teve com o sistema OM?
« Última modificação: 08 de Fevereiro de 2019, 22:37:35 por Fábio Kruschewsky Lemos »


AFShalders

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Resposta #4 Online: 08 de Fevereiro de 2019, 23:23:06
Legal, mas não é inovação alguma. É basicamente um "revamp" do que a Mamiya e outros fabricantes da era do filme médio formato fizeram 30, 40 anos atrás. Vide as Mamiya 645: Corpo + prisma + grip com controles. É tão similar à Mamiya 645 Pro que assusta.

Mas que é legal, é.
« Última modificação: 08 de Fevereiro de 2019, 23:25:03 por AFShalders »
A maioria das lentes são melhores que a maioria dos fotógrafos.

Não dou mais explicações técnicas em postagens públicas. Somente em caráter excepcional por mensagem privada.
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cfcsosa

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Resposta #5 Online: 08 de Fevereiro de 2019, 23:42:36
Legal, mas não é inovação alguma. É basicamente um "revamp" do que a Mamiya e outros fabricantes da era do filme médio formato fizeram 30, 40 anos atrás. Vide as Mamiya 645: Corpo + prisma + grip com controles. É tão similar à Mamiya 645 Pro que assusta.

Mas que é legal, é.
Sem dúvida
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cfcsosa

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Resposta #6 Online: 08 de Fevereiro de 2019, 23:42:50
Minha experiência com as Olympus foi muito boa, incluindo ai o uso do anel. Usava a mesma mão (esquerda) tanto para ajustar a abertura do diafragma quanto a velocidade do obturador.  Algo impossível de se fazer com os comandos tradicionais ("dial" do obturador no lado direito superior do corpo).

Nas Fuji, não sinto tanto este incômodo por fotografar no modo "prioridade de abertura" 95% do tempo (algo que, aliás, aprendi com a Oly OM-4...)

Qual foi o problema que você teve com o sistema OM?
Eu não curti.
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Ernesto

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Resposta #7 Online: 09 de Fevereiro de 2019, 01:52:05
Boa !  :ok:


Precisamos mesmo de ideias sobre o que será do médio formato nos próximos anos  :ok:




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Ernesto

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Resposta #8 Online: 09 de Fevereiro de 2019, 04:08:49
Isso aí não seria para facilitar o uso em drone ?  :ponder:




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felipemendes

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Resposta #9 Online: 09 de Fevereiro de 2019, 12:42:56
Isso aí não seria para facilitar o uso em drone ?  :ponder:


Pode ser, sim. Se for isso, imagino que trabalhem bastante na qualidade de vídeo.

Mas pode ser também só pra baratear a parte central. Daí o camarada compra um "grip" e vai trocando de miolo quando for atualizar. Do ponto de vista da sustentabilidade (onde eu acho que celulares já não deveriam vir com carregador faz tempo), eu gostei também.
Felipe


Fábio Kruschewsky Lemos

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Resposta #10 Online: 09 de Fevereiro de 2019, 19:57:54
Isso aí não seria para facilitar o uso em drone ?  :ponder:

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Existe esta possibilidade sim.

Pode ser, sim. Se for isso, imagino que trabalhem bastante na qualidade de vídeo.


Não necessariamente vídeo!  Existem diversas aplicações críticas que demandam imagens de alta resolução, tais como levantamento aerofotográfico de construções em cidades, áreas rurais, mapeamento de áreas de florestas, mapeamento de áreas de risco para propósitos de defesa civil, segurança pública e defesa do território nacional, atualização de mapas usados como base de dados para sistemas de navegação baseados em GNSS (Global Navigation Sattellite System - Navstar, GLONASS, Galileo etc) e por ai vai.

Phase One e Hasselblad sempre disponibilizaram câmeras específicas para estas atividades, todas de médio formato (filme e digital). O principal cliente deste tipo de imagens (e, em alguns casos, o único) são os órgãos e agências governamentais (Adm. Federal, Adm. Estadual, Adm. Municipal, IBAMA, Defesa Civil, Receita, Forças Policiais, Forças Armadas etc.).  Este tipo de atividade sempre foi feito usando-se aviões, alguns com extensas modificações estruturais para poder receber e operar os equipamentos, porém nos últimos anos o uso de drones tem aumentado, especialmente em operações que oferecem alto risco para o uso de aeronaves tripuladas.  A operação com drones é, entretanto, mais restrita e no Brasil obedece aos requisitos do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil - RBAC E-94, publicado pela Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC.  De um modo geral, os drones só podem ser utilizados em áreas isoladas do espaço aéreo brasileiro, longe dos aeroportos e das rotas utilizadas pela aviação comercial e demais aeronaves tripuladas.

Voltando ao "mockup" da Fujifilm, vê-se que seu design pode ter sido também pensado para utilização em drones, uma vez que o grip removível é desnecessário para o uso embarcado, só acrescentando peso inútil. Dessa forma, drones menores, utilizados para câmeras mirrorless poderiam transportar uma dessas GFX sem riscos para a operação, para as pessoas envolvidas e, principalmente para terceiros no solo.


Ernesto

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Resposta #11 Online: 09 de Fevereiro de 2019, 20:45:18
Existe esta possibilidade sim.

Não necessariamente vídeo!  Existem diversas aplicações críticas que demandam imagens de alta resolução, tais como levantamento aerofotográfico de construções em cidades, áreas rurais, mapeamento de áreas de florestas, mapeamento de áreas de risco para propósitos de defesa civil, segurança pública e defesa do território nacional, atualização de mapas usados como base de dados para sistemas de navegação baseados em GNSS (Global Navigation Sattellite System - Navstar, GLONASS, Galileo etc) e por ai vai.

Phase One e Hasselblad sempre disponibilizaram câmeras específicas para estas atividades, todas de médio formato (filme e digital). O principal cliente deste tipo de imagens (e, em alguns casos, o único) são os órgãos e agências governamentais (Adm. Federal, Adm. Estadual, Adm. Municipal, IBAMA, Defesa Civil, Receita, Forças Policiais, Forças Armadas etc.).  Este tipo de atividade sempre foi feito usando-se aviões, alguns com extensas modificações estruturais para poder receber e operar os equipamentos, porém nos últimos anos o uso de drones tem aumentado, especialmente em operações que oferecem alto risco para o uso de aeronaves tripuladas.  A operação com drones é, entretanto, mais restrita e no Brasil obedece aos requisitos do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil - RBAC E-94, publicado pela Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC.  De um modo geral, os drones só podem ser utilizados em áreas isoladas do espaço aéreo brasileiro, longe dos aeroportos e das rotas utilizadas pela aviação comercial e demais aeronaves tripuladas.

Voltando ao "mockup" da Fujifilm, vê-se que seu design pode ter sido também pensado para utilização em drones, uma vez que o grip removível é desnecessário para o uso embarcado, só acrescentando peso inútil. Dessa forma, drones menores, utilizados para câmeras mirrorless poderiam transportar uma dessas GFX sem riscos para a operação, para as pessoas envolvidas e, principalmente para terceiros no solo.

Só tem uma coisa:

No chão, câmeras de altíssima resolução, já recomendam tripés


No ar, em um drone, lógico que temos estabilidade mas, teríamos o suficiente para tantos Mpix ?



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Fábio Kruschewsky Lemos

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Resposta #12 Online: 09 de Fevereiro de 2019, 21:51:14
Só tem uma coisa:

No chão, câmeras de altíssima resolução, já recomendam tripés


No ar, em um drone, lógico que temos estabilidade mas, teríamos o suficiente para tantos Mpix ?



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Ernesto!  Concordo contigo quanto ao uso de tripés e outros apoios sólidos para câmeras de alta resolução, inclusive no solo.  Em relação à fotografia aérea, mostrarei um exemplo dos equipamentos que mencionei acima:



https://industrial.phaseone.com/iXM-RS_150F_Camera.aspx

"...The iXM-RS150F enables increased productivity for a range of aerial image acquisition projects as it provides wider aerial coverage compared to previous generations of Phase One’s cameras. With its ultra-high resolution (14204 x 10652) and the backside-illuminated sensor, it enables perfect image quality, even in low light conditions. As a result, more flying hours a day and more flight days a year can be easily achieved. The iXM-RS cameras are available in RGB and Achromatic..."

Reparou na resolução desta câmera (14204 x 10652)?

A câmera acima mostrada é utilizada em aviões. Ela é afixada a um suporte estabilizado (e dotado de amortecedores), o qual por sua vez é afixado à estrutura da aeronave (na parte interna). Veja um outro exemplo abaixo:



https://industrial.phaseone.com/Aerial_System_190MP_System.aspx

"...The iXU-RS1900 technology is designed specifically for the toughest demands of aerial imaging projects, offering exceptional aerial-image coverage, accuracy, and image quality. It presents an excellent cost-effective alternative to traditional large-format cameras in diverse aerial survey applications, such as:

Mapping
3D City modeling
Remote sensing
Precision agriculture
Disaster management
Monitoring
..."

O problema é que a aeronave que vai receber uma ou mais câmeras deste tipo é obrigada a sofrer modificações estruturais, uma vez que a fuselagem será aberta, recebendo "janelas" adicionais, para permitir que a câmera visualize o solo. Esta modificação estrutural deve ser previamente aprovada pela Autoridade de Certificação da Aviação Civil (ANAC no Brasil, FAA nos EUA, EASA na União Europeia etc.) e a instalação só pode ser feita em uma Organização de Manutenção Aeronáutica certificada para realizar a tarefa. Dito isto, sim, existe estabilidade de sobra para uma câmera de alta resolução apesar das vibrações de alta frequência produzidas pela aeronave (por qualquer aeronave - helicópteros são extremamente críticos neste aspecto, por isso o uso destas câmeras é mais comum em aviões)

No caso dos drones, haverá também o problema da vibração porém drones maiores realmente são mais estáveis :ok:

Fotografia aérea é quase tão velha quanto a própria aviação.  Já se afixavam câmeras a aeronaves antes da Primeira Guerra Mundial e, se não me engano, as primeiras câmeras fabricadas pela Nikon (nos anos 30, para uso nas aeronaves da Marinha Imperial do Japão) e Hasselblad eram câmeras para fotografia aérea com finalidades militares.

Depois da Segunda Guerra, o uso de fotografia aérea para finalidades civis explodiu e a demanda, hoje em dia, é ainda maior (e se trata de uma demanda permanente pois estamos falando de uma atividade que fornece subsídios para outras atividades essenciais a sobrevivência das sociedades, sejam elas urbanas ou rurais). O uso dos sistemas GNSS que requerem mapas detalhados e atualizados constantemente contribui para manter a demanda permanente para este tipo de fotografia.



Bom final de semana :ok:
« Última modificação: 09 de Fevereiro de 2019, 21:53:07 por Fábio Kruschewsky Lemos »