Autor Tópico: Melhor uso do Dynamic Range  (Lida 897 vezes)

waldyrneto

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Resposta #30 Online: 08 de Novembro de 2019, 17:16:48
Acho que tudo já foi dito, mas eu deixo aqui minha contribuição...

Eu uso ETTR ou um HDR a partir de uma foto ETTR. Vou explicar abaixo:



Acima um slide da minha Oficina. ETTR é basicamente levantar o máximo possível as sombras até o limite do estouro. A foto desse slide é uma foto feita com essa técnica.




Mas hoje, como os algorítimos de HDR entregam um resultado cada vez mais natural, eu acrescentei o HDR no meu processo. Basicamente, quando encontro um contraste muito grande, eu faço a foto HDR e mais duas, subindo 2 pontos cada e usando o auto-braketing da câmera (os disparos contínuos minimizam o problema do movimento das nuvens, que podem descasar na montagem), conforme slide abaixo:



Às vezes é preciso "enganar" o auto-braketing da câmera, pois algumas câmeras sempre partem da foto central. A minha Canon 5D mkII é assim - eu faço a medição ETTR, subo dois pontos na mão e disparo com auto-braketing. E aí a câmera faz as fotos que eu quero.

Exemplo: O ETTR está dando 1". Então eu preciso de 3 fotos: 1", 4" e 16". Aí eu regulo a câmera para 4" e disparo com auto-braketing de -2EV e +2EV, e a câmera faz as fotos com 4", 1" e 16", que era o que eu queria.

No tratamento eu primeiro tento recuperar as sombras da foto ETTR (a primeira do slide). Se volta com muito ruído eu monto o HDR da primeira com as outras duas.

Vamos dizer que é um método moderno/digital de "cercar" a foto. Eu montei esse processo todo da minha cabeça e ensino nos meus cursos, mas acho tão obvio que imagino que mais gente deva fazer isso.

A foto abaixo é um HDR




Já em fotos de interiores, onde tudo está imóvel, eu nem perco tempo. Já monto o tripé e faço um HDR (sem o auto-braketing). Faço na mão mesmo, um clique de cada vez.

Exemplo abaixo - HDR:




Já o UniWB eu já testei e confesso que não vi grande vantagem. Você ganha um pouco de precisão na leitura do histograma, mas perde a capacidade de avaliar as cores das fotos na hora. E na prática eu uso o histograma RGB, para evitar estouros individuais nas cores formadoras, principalmente do vermelho em fotos da hora mágica. E aí o UniWB nem funciona.

Enfim, meu processo hoje é esse - ETTR e se preciso capturar as fotos que vão me permitir fazer um HDR no caso das sombras da foto inicial não voltarem boas.
[]´s     Waldyr Neto


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Lindsay

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Resposta #31 Online: 08 de Novembro de 2019, 18:13:14
Acho que tudo já foi dito, mas eu deixo aqui minha contribuição...

Eu uso ETTR ou um HDR a partir de uma foto ETTR. Vou explicar abaixo:

Acima um slide da minha Oficina. ETTR é basicamente levantar o máximo possível as sombras até o limite do estouro. A foto desse slide é uma foto feita com essa técnica.

Mas hoje, como os algorítimos de HDR entregam um resultado cada vez mais natural, eu acrescentei o HDR no meu processo. Basicamente, quando encontro um contraste muito grande, eu faço a foto HDR e mais duas, subindo 2 pontos cada e usando o auto-braketing da câmera (os disparos contínuos minimizam o problema do movimento das nuvens, que podem descasar na montagem), conforme slide abaixo:

Às vezes é preciso "enganar" o auto-braketing da câmera, pois algumas câmeras sempre partem da foto central. A minha Canon 5D mkII é assim - eu faço a medição ETTR, subo dois pontos na mão e disparo com auto-braketing. E aí a câmera faz as fotos que eu quero.

Exemplo: O ETTR está dando 1". Então eu preciso de 3 fotos: 1", 4" e 16". Aí eu regulo a câmera para 4" e disparo com auto-braketing de -2EV e +2EV, e a câmera faz as fotos com 4", 1" e 16", que era o que eu queria.

No tratamento eu primeiro tento recuperar as sombras da foto ETTR (a primeira do slide). Se volta com muito ruído eu monto o HDR da primeira com as outras duas.

Vamos dizer que é um método moderno/digital de "cercar" a foto. Eu montei esse processo todo da minha cabeça e ensino nos meus cursos, mas acho tão obvio que imagino que mais gente deva fazer isso.

A foto abaixo é um HDR

Já em fotos de interiores, onde tudo está imóvel, eu nem perco tempo. Já monto o tripé e faço um HDR (sem o auto-braketing). Faço na mão mesmo, um clique de cada vez.

Exemplo abaixo - HDR:

Já o UniWB eu já testei e confesso que não vi grande vantagem. Você ganha um pouco de precisão na leitura do histograma, mas perde a capacidade de avaliar as cores das fotos na hora. E na prática eu uso o histograma RGB, para evitar estouros individuais nas cores formadoras, principalmente do vermelho em fotos da hora mágica. E aí o UniWB nem funciona.

Enfim, meu processo hoje é esse - ETTR e se preciso capturar as fotos que vão me permitir fazer um HDR no caso das sombras da foto inicial não voltarem boas.
Esse é o tipo de técnica, show de bola Waldyr, muito bom!!!

 :clap: :clap: :clap:
« Última modificação: 08 de Novembro de 2019, 18:13:44 por Lindsay »
Fotografando com a memória


vangelismm

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Resposta #32 Online: 08 de Novembro de 2019, 19:47:24
@waldyrneto

Perfeito, o pessoal prefere usar mascara de luminosidade do que HDR para fazer essa junção final.

Só não entendi isso aqui: "principalmente do vermelho em fotos da hora mágica. E aí o UniWB nem funciona."

Já que a ideia do UniWB seria justamente alertar estouro em qualquer um dos 3 canais.
"A perspectiva de uma imagem é controlada pela distância entre a lente e o assunto; mudando a distancia focal da lente muda o tamanho da imagem , mas não altera a perspectiva . Muitos fotógrafos ignoram este fato, ou não têm conhecimento de sua importância." -  Ansel Adams, Examples – The Making of 40 Photographs


waldyrneto

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Resposta #33 Online: 08 de Novembro de 2019, 21:14:03
@waldyrneto

Perfeito, o pessoal prefere usar mascara de luminosidade do que HDR para fazer essa junção final.

Só não entendi isso aqui: "principalmente do vermelho em fotos da hora mágica. E aí o UniWB nem funciona."

Já que a ideia do UniWB seria justamente alertar estouro em qualquer um dos 3 canais.

Nos testes que eu fiz usando o histograma de luminância funcionava bem. Teoricamente o histograma é mais preciso. Mas quando você usa o histograma RGB o canal verde sempre fica mais adiantado no UniWB, e aí perde o sentido. Pode ser que eu esteja enganado, mas eu realmente testei e não gostei do resultado.
[]´s     Waldyr Neto


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vangelismm

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Resposta #34 Online: 09 de Novembro de 2019, 18:31:06
Nos testes que eu fiz usando o histograma de luminância funcionava bem. Teoricamente o histograma é mais preciso. Mas quando você usa o histograma RGB o canal verde sempre fica mais adiantado no UniWB, e aí perde o sentido. Pode ser que eu esteja enganado, mas eu realmente testei e não gostei do resultado.

Mais a logica é essa mesma.

Porque 50% dos pixels são verdes, ficando 25% vermelhos e 25% azuis.
Na pratica, tudo que é vermelho ou azul, na verdade tem uma interpolação de um pixel verde, ou seja, superexpor o canal verde significa superexpor os outros 2 canais por tabela.
Ao garantir a exposição ótima pro canal verde, automaticamente estamos protegendo todos os canais.
Se você fotografar o ceu azul, pode ver que no WB ajustado o canal azul vai trocar de lugar com o verde quase que 100%.

Se você verificar um estouro do canal vermelho sem uniwb, por exemplo, pode ter certeza que o canal verde estourou muito antes do vermelho.



Não importa pode onde você começa, sempre vai pegar 2 pixels verdes ao interpolar 4 pixels.
« Última modificação: 09 de Novembro de 2019, 18:33:26 por vangelismm »
"A perspectiva de uma imagem é controlada pela distância entre a lente e o assunto; mudando a distancia focal da lente muda o tamanho da imagem , mas não altera a perspectiva . Muitos fotógrafos ignoram este fato, ou não têm conhecimento de sua importância." -  Ansel Adams, Examples – The Making of 40 Photographs