Autor Tópico: Falar portugês incorretamente é reflexo de insegurança ?  (Lida 1740 vezes)

peridapituba

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Resposta #15 Online: 03 de Novembro de 2020, 13:01:28
Uma das questões é que não se ensina mais como antes.
E alguns motivos podem ser responsáveis.
Um professor bem intencionado não pode repreender um aluno pois os próprios pais, em alguns casos, não aceitam.
Isso para dizer a melhor das hipóteses, pois em alguns casos o próprio aluno quer agredir quem ensina.
A velocidade da informação e a pressa em se comunicar pode ser outro ponto.
São vários os fatores.
Quando fui alfabetizado e pouco depois eu tinha aula de caligrafia na escola, o professor era autoridade  e meus pais lhes apoiavam.
O colégio era extensão do lar e os alunos deveriam respeitar uma hierarquia  vigente.
Sempre gostei de ler e fui incentivado a isto, algo que não se faz mais salvo exceções.
Então, é um conjunto, que vem desde a degradação de nossa língua promovida por ações como este tosco acordo Brasil-Portugal até a impossibilidade de reprovar alunos que algumas escolas adotam.
E só vai piorar pois os jovens de hoje tem outras preocupações em mente e dão valor, erroneamente, a outros assuntos.

Olá amigos,

    Há muito venho notando que existem pessoas que me parece, se esforçam para falar Português (escrever no caso) de forma incorreta. Conversando com uma amiga que é pisicóloga, comentei hoje sobre isso e sobre a quantidade de pessoas que se esforçam para saber tudo sobre equipamentos mas simplesmente se contentam com o parco conhecimento de nossa língua mãe. Segundo ela, as pessoas quando buscam um micro conhecimento (exemplo: equipamentos ou fotografia) e o obtém de forma relativamente mais simples, acreditam que isto lhes basta, entram numa zona de conforto e deixam de procurar melhorar como indivíduos, mantendo seus conhecimentos rasos em outras áreas importantes como a comunicação. Saber se comunicar corretamente, além de demonstrar firmeza, demonstra respeito e segurança.

O que vocês acham ? Há espaço em 2020 quase 2021 para as pessoas não conseguirem mais falar corretamente nossa língua?
« Última modificação: 03 de Novembro de 2020, 13:06:44 por peridapituba »


cfcsosa

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Resposta #16 Online: 03 de Novembro de 2020, 13:05:10
Uma das questões é que não se ensina mais como antes.
E alguns motivos podem ser responsáveis.
Um professor bem intencionado não pode repreender um aluno pois os próprios pais, em alguns casos, não aceitam.
Isso para dizer a melhor das hipóteses, pois em alguns casos o próprio aluno quer agredir quem ensina.
A velocidade da informação e a pressa em se comunicar pode ser outro ponto.
São vários os fatores.
Quando fui alfabetizado e pouco depois eu tinha aula de caligrafia na escola, o professor era autoridade  e meus pais lhes apoiavam.
O colégio era extensão do lar e os alunos deveriam respeitar uma hierarquia  vigente.
Sempre gostei de ler e fui incentivado a isto, algo que não se faz mais salvo exceções.
Então, é um conjunto, que vem desde a degradação de nossa língua promovida por ações como este tosco acordo Brasil-Portugal até a impossibilidade de reprovar alunos que algumas escolas adotam.
E só vai piorar pois os jovens de hoje tem outras preocupacoes em mente e dão valor, erroneamente, a outros assuntos.
Você tocou num ponto importante: Cada vez mais o conhecimento é veloz e raso. Textos rasos geram especialistas em assuntos, por vezes não se tem o tempo necessário para absorver e aprender. Todos precisam ser especialistas da próxima novidade.

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nandoespinosa

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Resposta #17 Online: 03 de Novembro de 2020, 13:44:04
Sempre houve uma distância entre o português correto e o português utilizado aqui no Brasil.
Mas escrever de forma incorreta denota insegurança?
Ou será que o uso de uma linguagem extremamente rebuscada é que sinaliza alguma incoerência na mensagem enviada?
Essa discussão não tem certo e errado.
Como afirmei anteriormente, o que importa na maioria das vezes é levar a mensagem a ser compreendida.

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cfcsosa

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Resposta #18 Online: 03 de Novembro de 2020, 13:46:22
Sempre houve uma distância entre o português correto e o português utilizado aqui no Brasil.
Mas escrever de forma incorreta denota insegurança?
Ou será que o uso de uma linguagem extremamente rebuscada é que sinaliza alguma incoerência na mensagem enviada?
Essa discussão não tem certo e errado.
Como afirmei anteriormente, o que importa na maioria das vezes é levar a mensagem a ser compreendida.

Enviado pelo Tapatalk - talvez por isso, com erro de português.
Por isso foi um questionamento, não uma afirmação.

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nandoespinosa

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Resposta #19 Online: 03 de Novembro de 2020, 13:50:30
Você tocou num ponto importante: Cada vez mais o conhecimento é veloz e raso. Textos rasos geram especialistas em assuntos, por vezes não se tem o tempo necessário para absorver e aprender. Todos precisam ser especialistas da próxima novidade.

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Concordo.
É a mentalidade atual. Pois todo o conhecimento está disponível de forma rápida e fácil.
Mas talvez essa mudança seja a nossa evolução. Menos conhecimento, mais QI e QE. Várias empresas de ponta já contratam pessoas avaliando o intelecto de forma diferente. Mais em torno de como a pessoa reage, suas características e ações. Pois inteligência e conhecimento nem sempre andam juntos.
Acredito que isso se aplique em parte à escrita também.

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Roberto Dellano

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Resposta #20 Online: 03 de Novembro de 2020, 14:11:18
Um professor bem intencionado não pode repreender um aluno pois os próprios pais, em alguns casos, não aceitam.
Isso para dizer a melhor das hipóteses, pois em alguns casos o próprio aluno quer agredir quem ensina.

Minha sobrinha trabalhava com educação infantil, certa vez um aluno "bateu no amiguinho", minha sobrinha foi falar com a mãe do menino, e a resposta da mãe foi: "Eu que mandei bater".

Quando fui alfabetizado e pouco depois eu tinha aula de caligrafia na escola, o professor era autoridade  e meus pais lhes apoiavam.

Também sou dessa época, e "ai" se minha fosse chamada na escola.


Roberto Dellano

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Resposta #21 Online: 03 de Novembro de 2020, 14:12:00
Que tópico mais bizarro. O autor deveria resolver suas questões com o Ernesto por MP em vez de envolver todo o fórum nisso. Aliás, postura muito negativa para um moderador.

Nossa, viajei, qual foi a treta?


peridapituba

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Resposta #22 Online: 03 de Novembro de 2020, 14:52:55
Não entendi a distância entre "português correto" e o "utilizado no Brasil."
Para mim é uma coisa só neste aspecto.
O Português ensinado no Brasil é o correto aqui.
Isso me indica que é o mesmo que se utiliza por aqui também.
Pode haver diferença entre o Português coloquial e o usual, mas o usual apena se utiliza de aspectos da linguagem, como gírias, expressões, ditados e etc.

Sempre houve uma distância entre o português correto e o português utilizado aqui no Brasil.

Não. Na minha opinião o uso do português correto apenas demanda aos interlocutores uma escrita precisa e exata.
Mas nem isso garante, admitindo-se que ambos estejam escrevendo de maneira correta, que a interpretação do escrito seja 100% precisa.

Citar
Mas escrever de forma incorreta denota insegurança?
Ou será que o uso de uma linguagem extremamente rebuscada é que sinaliza alguma incoerência na mensagem enviada?
Essa discussão não tem certo e errado.
Como afirmei anteriormente, o que importa na maioria das vezes é levar a mensagem a ser compreendida.

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peridapituba

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Resposta #23 Online: 03 de Novembro de 2020, 14:58:08
Também fiquei curioso.
Abre o bico aí Rodrigo. Kkkk

Nossa, viajei, qual foi a treta?


Marcelo Rezende

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Resposta #24 Online: 03 de Novembro de 2020, 14:58:35
Falaram em educação rasa...ótimo termo!
Lembre-se que hoje implementaram o conceito de não reprovação, de aprovação continuada, direta e outros nomes!  :doh: O cara não sabe a matéria e passa adiante!
Isso e reflexo de um estado quebrado socialmente, intelectualmente, culturalmente, pois esse conceito de não reprovação existe pq o estado não consegue implementar politicas educacionais efetivas, ou seja. ele não consegue ensinar, logo, e melhor não cobrar do aluno! Você finge que estuda eu finjo que ensino e vida que segue!

Com a pandemia deve ser muito pior...alunos sem acesso a aula, sem acesso a internet e tal serão aprovados e irão ao conteúdo do ano seguinte  :doh:, qual será o resultado disso?!  :no: pessoas que escreverão errado, voltando ao nosso tópico!
Agora, vai falar que vão ter fazer o ano letivo de novo...ai vem OAB, direitos humanos, ativistas especialistas (?) e afins dizer que os alunos não podem ser prejudicados perdendo um ano. Uma cegueira estrutural!!!
« Última modificação: 03 de Novembro de 2020, 15:02:48 por Marcelo Rezende »


peridapituba

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Resposta #25 Online: 03 de Novembro de 2020, 15:03:23
Se por um lado o Estado se preocupa com a manutenção de uma base efetiva futura de pouco conhecimento, base esta que poderá ser manipulada em benefício próprio, por outro a escola particular, às vezes, não reprova para não perder o aluno e nem sua renda mensal.
Acredite, este é um pensamento vigente em muitas escolas particulares.

Falaram em educação rasa...ótimo termo!
Lembre-se que hoje implementaram o conceito de não reprovação, de aprovação continuada, direta e outros nomes!  :doh: O cara não sabe a matéria e passa adiante!
Isso e reflexo de um estado quebrado socialmente, intelectualmente, culturalmente, pois esse conceito de não reprovação existe pq o estado não consegue implementar politicas educacionais efetivas, ou seja. ele não consegue ensinar, logo, e melhor não cobrar do aluno! 

Com a pandemia deve ser muito pior...alunos sem acesso a aula, a internet e tal serão aprovados e irão ao conteúdo do ano seguinte  :doh:, qual sera o resultado disso?! 
Agora, vai falar que vão ter fazer o ano letivo de novo...ai vem OAB, direitos humanos, ativistas especialistas (?) e afins dizer que os alunos não podem ser prejudicados perdendo um ano. Uma cegueira estrutural!!!
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Marcelo Rezende

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Resposta #26 Online: 03 de Novembro de 2020, 15:08:38
Se por um lado o Estado se preocupa com a manutenção de uma base efetiva futura de pouco conhecimento, base esta que poderá ser manipulada em benefício próprio, ppr outro a escola particular, às vezes, não reprova para não perder o aluno e nem sua renda mensal.
Acredite, este é um pensamento vigente em muitas escolas particulares.

sim! e isso perpetua o abismo da desigualdade.
Apesar de acreditar nesse pensamento que vc cita, existem diversos estudos que exibem a diferença entre os resultados da escola privada X publica...e triste!


felipemendes

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Resposta #27 Online: 03 de Novembro de 2020, 15:31:32
Alguma vez se falou o português corretamente em fóruns? Na internet, em geral?
Acho que há várias explicações para o teu questionamento.
Mas a mais clara delas é que a comunicação precisa, em primeiro lugar, ser efetiva. Só numa segunda instância ela necessita de correção.
Na agilidade de tópicos e mensagens instantâneas isso acaba não sendo levado em consideração.
E aí eu te pergunto: Está errada essa postura? Eu entendo que não.
Comunique primeiro, clara e diretamente. Só depois, SE POSSÍVEL, corretamente.

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Sua resposta me lembrou um assunto relacionado com a ideia:
https://g1.globo.com/e-ou-nao-e/noticia/facebook-desligou-robo-que-abandonou-ingles-e-criou-linguagem-propria-nao-e-verdade.ghtml

Dois robôs de inteligência artificial (assunto de outro tópico do bate-papo) foram instruídos a conversar um com o outro. Só que as regras não eram pra falar em inglês correto. Em pouco tempo, os dois estavam falando palavras em inglês, mas em frases incompreensíveis para nós:
Citar
    Bob: Eu posso posso Eu Eu tudo o mais.
    Alice: Bolas resultam em zero para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim para.
    Bob: Você eu tudo o mais.
    Alice: Bolas têm uma bola para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim.
    Bob: Eu eu posso eu eu eu todo o mais.
    Alice: Bolas têm uma bola para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim.
    Bob: Eu
    Alice: Bolas têm zero para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim para mim para.

O mesmo pode acontecer (e acontece) em locais isolados: surgem dialetos, gírias locais, etc. Note que um fórum também é uma comunidade de certa forma isolada (assim como o FB, por exemplo). Claro que estes podem (e devem) existir, mas o "esqueleto", a língua-mãe, deve existir. E essa não pode mudar.

Existem limitações pra uso da liguagem, tais como o teclado diminuto do smartphone (já foi muito pior, quando só haviam as teclas dos números, com as letrasm em cima). Mas hoje em dia, com corretores de palavras, teclados com sugestão, fica até difícil escrever "Blz" ao invés de "Beleza".


Mike Castro

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Resposta #28 Online: 03 de Novembro de 2020, 23:25:59

Há também um outro aspecto: a escrita à mão. A gente se acostuma a digitar, às vezes até ditar um endereço para o Google, quando precisa pegar na caneta, complica, hahaha!

Gente do céu, um dia desses fui escrever um texto à mão, parecia um retardado. "Comi" perninha das letras, embolei outras, fiquei pasmo em como minha escrita está ruim.

Tô pensando seriamente em pegar o caderno de caligrafia do pequeno, e treinar um pouco, senão minha letra vai virar um hieróglifo que nem eu entendo.  :shock:

E digito relativamente rápido, meu português não é dos melhores, mas não sou analfabeto funcional, leio bastante, enfim... É a questão prática mesmo, hahaha!



amador47sc

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Resposta #29 Online: 03 de Novembro de 2020, 23:43:28
Também fiquei curioso.
Abre o bico aí Rodrigo. Kkkk


kkkkk

Saudade de uma treta pra esquentar os ânimos.