Autor Tópico: Algumas Fotos  (Lida 19084 vezes)

Leo Terra

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Resposta #30 Online: 08 de Outubro de 2007, 17:03:57

Tetons and Snake River - Ansel Adams

É difícil escolher entre as fotos do Adams, a grande maioria são fotos impecáveis.
Nesta por exemplo a composição é fluída, acompanha a leitura com uma naturalidade impressionante, a distribuição dos elementos é equilibrada e acima de tudo a exposição é impecável, é possível notar os detalhes e a vivacidade dos elementos da cena mesmo com o contraluz, é um trabalho primoroso, típico de um gênio da técnica que também dominava com perfeição o lado artístico da fotografia, ou seja, um fotógrafo completo.
« Última modificação: 08 de Outubro de 2007, 17:05:35 por Leo Terra »
Leo Terra

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Vitor C

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Resposta #31 Online: 10 de Outubro de 2007, 10:32:20


We Moved In Silence.
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Florida, 2007.


Fernanda Maia

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Resposta #32 Online: 11 de Outubro de 2007, 09:07:18


foto de Gari Hickin, simplesmente belíssima...
Esta foto tem a luz na quantidade certa, a profundidade e principalmente a delicadeza da imagem.
Uma coisa meio zen, por mais sutil e delicado que seja o objeto, ele ainda tem capacidade de sustentar algo mais...
caso alguém não consiga ver.... http://www.fotocommunity.com/pc/pc/channel/56/extra/new/display/10358719
« Última modificação: 11 de Outubro de 2007, 17:05:28 por Fernanda Maia »
Fernanda Maia
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Alex Biologo

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Resposta #33 Online: 12 de Outubro de 2007, 11:56:32
Eu pensei em colocar alguma foto do Adams ou de algum fotógrafo de natureza brasileiro, mas a foto que mais me chama a atenção (e infelizmente não to achando o link dele, nem a mesma na internet pra postar aqui), é a foto de um menino africano correndo e sorrindo no meio de uma nuvem de gafanhotos, ela estava exposta na Photopress de uns dois anos atrás, em que fui com o Melão, o Fernando e a Joyce aqui do fórum, até hoje essa foto não me sai da cabeça, pra mim uma cena especial e confesso que gostaria de produzir alguma imagem parecida
Alex Martins dos Santos - São Paulo/SP
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rafaelfrota

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Resposta #34 Online: 12 de Outubro de 2007, 14:14:33


Dwarf from Naples (2006)  Joel-Peter Witkin

Não é uma das minhas favoritas, mas representa bem o olhar bizarro do fotógrafo sobre temas clássicos, como o nu, natureza-morta etc.
Pra uma pessoa que tem como lembrança da infância um acidente de carro onde uma menina foi decaptada e sua cabeça rolou ate seus pés e que teve sua primeira experiência sexual com um hermafrodita, não dava pra se esperar muita coisa.


rafaelfrota

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Resposta #35 Online: 12 de Outubro de 2007, 14:20:50


Outro doente que produz imagens inconfundíveis. Até hoje não conheço bem a técnica que ele utiliza pra colorir as fotos. Já vi trabalohos que parecem aquarelas, outros parecem aerógrafo.
O fato é que o absurdo e a beleza plástica sempre caminham lado a lado


Miliandre Garcia

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Resposta #36 Online: 13 de Outubro de 2007, 09:13:28
Rafael:
Witkin é um fotógrafo muito intrigante mesmo. Esses dias assisti a um filme sobre a vida de Diane Arbus e fiquei pensando, ainda estou pensando, se existe alguma relação entre os dois, ainda que distante. A idéia de ambos é chocar, não tenho dúvida disso, mas fico pensando até que ponto esse choque tem sentido e se não tira a atenção do espectador para elementos que de fato interessam no processo de composição/criação. Não sei com você, mas comigo essa abordagem do choque não funciona, eu não me choco com isso, fico apenas tentando entender as intenções do fotógrafo, o que ele queria despertar etc. Mas deve ser o modo como vejo as coisas, no teatro, por exemplo, sou muito mais Teatro de Arena e Teatro Opinião do que Teatro Oficina, embora valorize igualmente as três trajetórias e respeite muito José Celso. Vai ver sou muito racional para me envolver com essa abordagem.

Mesmo assim, eu acho muito original a leitura que ele fez das "Três Graças", um dos, senão o tema mais retratado na história da arte. Aliás, é impressionante a releitura que ele faz de temas clássicos como os perfis de Arcimboldo e "O nascimento de Vênus", de Botticelli, e muitos outros.
Tem um artigo muito bom sobre o trabalho dele na revista Studium, da qual sou leitora assídua. Em resumo, Witkin conheceu as técnicas de fotografia nos anos 1950, quando esteve no exército fazia fotografia dos acidentes militares, depois, entre outros trabalhos, fez fotos para a área médica; ganhou muitas prêmios e fez muitos cursos na área de fotografia e artes; criou até um programa permanente de fotografia que expandiu por toda Europa.
A estranheza das imagens desvia o olhar para questões secundárias ao processo fotográfico que é bem complexo. Esse aspecto "rústico", desfocado das imagens dele é intencional, diz o próprio fotógrafo. Ele criou um método próprio de tratamento das fotos para deixá-las com um aspecto "envelhecido" que ia desde arranhar o negativo até utilizar cera de abelha na ampliação. Diz o autor do texto que esse método é tão trabalhoso que o fotógrafo não produz mais de 10 trabalhos por ano. Já coloquei na agenda visitar a BNF para ver de perto o trabalho dele.
O que mais me surpreendeu foi que ele fez fotografias com gente morta mesmo, nunca tinha visto isso enquanto processo de criação. Quando fez um trabalho na Cidade do México passou dias procurando em hospitais corpos de pessoas desconhecidas. Uma dos seus trabalhos mais conhecidos, chamado "The Glassman", foi realizada depois de uma autópsia. Esse tratamento da morte não deixa de ser um tabu na nossa sociedade. Segundo o autor do texto, "não queremos acreditar que ele, justo o referente da foto, está morto e que o fotógrafo trabalha com pessoas sem vida. Retemo-nos a maneira como o fotógrafo trabalha e isso pode impedir-nos de tentar pensar num sentido mais amplo e profundo a imagem fotográfica".
Veja: http://www.studium.iar.unicamp.br/14/4.html



P.S.: Queria postar uma foto chamada "Saül Steinberg e sua banheira" na qual Doisneau utiliza recurso semelhante, do fundo decorativo que podia tirar a atenção do fotografado, mas não tira, como na primeira fotografia postada pelo I. de Almeida, do Bresson. Mas não encontrei na rede e não tenho como escanear.



« Última modificação: 13 de Outubro de 2007, 10:33:01 por M. Garcia »


LeandroFabricio

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Resposta #37 Online: 13 de Outubro de 2007, 11:20:37
Citar
Não sei com você, mas comigo essa abordagem do choque não funciona, eu não me choco com isso

 Acredito que nós fotógrafos, amantes da fotografia, somos "vacinados" contra esse tipo de choque. Isso é uma coisa que não gosto em mim. Que é ver com "olhos" treinados alguns temas da arte fotográfica.
 Acredito que assim eu esteja aproveitando a arte de uma forma diferente da intenção do artista. Muitas vezes eu queria ter o olhar mais ingênuo das coisas que observo justamente para sentir melhor a "vibração" da obra.
 É como um mágico assistir o show de outro mágico, duvido que tenha alguma graça.


 Em tempo, as fotos das pessoas mortas em "forma de arte" até o momento são as coisas mais estranhas que já ví.

 Até mais,
 Leandro
P.S.: Gosto do seu nome, que origem tem?


« Última modificação: 14 de Outubro de 2008, 00:26:39 por Kika Salem »
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rafaelfrota

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Resposta #38 Online: 13 de Outubro de 2007, 21:02:27

>> Esses dias assisti a um filme sobre a vida de Diane Arbus e fiquei pensando, ainda estou pensando, se existe alguma relação entre os dois, ainda que distante


A diferença que eu, particularmente, encontro no trabalho dos dois é o fator estetico. Arbus usa a fotografia de forma mais documental, mais fria, como se ela quisesse te mostrar aquilo. Witkin, ao meu ver, é mais poético, mais "artistico"está muito mais ligado com a estética da coisa do que com o assunto em si.


>>A idéia de ambos é chocar, não tenho dúvida disso

Eu, particularmente, já tenho dúvidas disso. Creio que a idéia de chocar é algo que soa um tanto quanto plastificado, artificial para os trabalhos tanto do Witkin quanto de Diane Arbus. Creio que  quando a pessoa faz algo para chocar fica tão superficial quanto a exposição onde um tubarão foi cortado pela metade. Eu tenho uma certa trava quanto a imaginar o que um autor quis dizer com determinado trabalho.
Não só na fotografia com o witkin, Arbus, Saudek e outros. Mas imagino também no cinema, com a direção impecável de Kubrick em "laranja mecânica" e "de olhos bem fechados" ou até sendo mais escrachado, a direção de Gaspar Noé em irreversível ou "o baixio das bestas", no cinema nacional.
Apelativo, talvez...mas não gratuito. Sinto que o fazer artístico, quando o publico acha grotesco, está mais na forma do autor ver o mundo do que unicamente fazer para chocar terceiros. Eu mesmo fiz uma foto onde uma menina simulava injetar heroina. Nunca me propus a chocar ninguém, mas talvez a minha concepção, o que me agrada, o que eu quero dizer, acabe chocando algumas pessoas mais incautas.
Mas como dizia Oscar Wilde: "um artista tudo pode expressar".

>>mas fico pensando até que ponto esse choque tem sentido e se não tira a atenção do espectador para elementos que de fato interessam no processo de composição/criação

Eu sou do partido que arte não se entende, não se analisa. Gosta-se ou não. Toca ou não.  É mais ou menos como a teoria kantiana de fruição da arte: "o que apraz sem conceito". É por isso que não faço idéia do que são elementos que de fato interessam no processo. Pra mim, o que interessa mesmo é o sublime, a fruição.

>>Não sei com você, mas comigo essa abordagem do choque não funciona

Quando estamos no meio da arte, acho que nada acaba chocando ou exercendo aquela fascinação inocente.  É como o nu. Poucas pessoas conseguem entender que playboy nao me causa o menor furor ou entao que fotografar uma mulher nua e uma natureza morta dá o mesmo tesão.

>> O que mais me surpreendeu foi que ele fez fotografias com gente morta mesmo, nunca tinha visto isso enquanto processo de criação. Quando fez um trabalho na Cidade do México passou dias procurando em hospitais corpos de pessoas desconhecidas.

Uma vez eu tentei fazer isso no anatômico da UFRJ, mas não consegui! rs



Leandro

>>Isso é uma coisa que não gosto em mim. Que é ver com "olhos" treinados alguns temas da arte fotográfica.

Creio que não há nada mais "novo" pra se criar na arte. Mas creio que quando algo nos toca de verdade, ou, como eu disse acima, nos "apraz sem conceito", não há olho treinado que resista ao deleite. É tudo uma questao de apenas sentir. pelo menos eu vejo assim.
Clarica lispectos costumava falar sobre os trabalhso dela:
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca".
« Última modificação: 14 de Outubro de 2008, 00:27:12 por Kika Salem »


rafaelfrota

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Resposta #39 Online: 13 de Outubro de 2007, 21:07:27
Milli

Seria essa a foto?



Miliandre Garcia

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Resposta #40 Online: 14 de Outubro de 2007, 08:14:12
Oi Rafael!
É essa mesma, o fundo parece-me ter o mesmo papel da primeira foto postada, quando vi a segunda associei imediatamente à primeira, mas também pode ser uma tendência decorativa da época e funcional para os fotógrafos. Obrigada!
São muitas questões e formas diferentes de apreensão da obra de arte. Aliás, a gente já entrou num debate parecido em outro momento. Mas eu respeito seu ponto de vista, embora transite por outras vias. Aliás, vejo que essa perpepção está muito mais associada à nossa experiência, anseios e trajetórias do que necessariamente com o trabalho do fotógrafo. (Está lacônico isso né e passível de mil interpretações).

***

Oi Leandro!
Não sei explicar a origem, coisas do meu pai. Mas pode me chamar de Mili também.

***

Abraço nos dois.
« Última modificação: 17 de Outubro de 2007, 21:28:20 por M. Garcia »


rafanubi

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Resposta #41 Online: 15 de Outubro de 2007, 23:06:37
Mudando o rumo um pouco. Faz um tempo encontrei esta galeria na SI.com com fotos impressionantes de esportes. E há 2 que eu não canso de ver:

Tem tanta coisa acontecendo nessa que só olhando mesmo:

Photo: Jeff Vinnick

Reparem que o taco que está buscando o puck é do defensor que está atrás do atacante!!



Está faltando alguma coisa?

Photo: Bryn Lennon

Acho que pra esse cara já nem faz mais falta!

e-mail: r.a.s.santos@globo.com
skype: rafanubi
Rio de Janeiro/RJ


Juliana Dedavid

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Resposta #42 Online: 17 de Outubro de 2007, 11:18:31
Muito legal o tópico mesmo!

Eu trago duas fotos de Helmut Newton, que me chamaram a atenção pelas sombras do corpo das modelos. A princípio são fotos simples, mas gostei bastante do alto-contraste em preto e branco e da jogada de sombras com as pernas.

O Newton foi um fotógrafo de moda alemão, famoso por seus ensaios de nus femininos, freqüentemente com alusões sado-masoquistas e fetichistas.
Era filho de pai judeu, então passou por alguns percalços durante a 2ª GM, quando fugiu da Alemanha. Depois disso se estabeleceu em Melbourne, inclusive tendo se naturalizado australiano. Trabalhou para a Vogue francesa e ganhou notoriedade com a série Big Nudes, feita na década de 80. Morreu em 2004 num acidente de carro.

Bom, vamos as fotos!






Para quem gostou, esse site tem uma galeria bem extensa dele:
http://monsieurphoto.free.fr/index.php?menu=1&Id=32
« Última modificação: 17 de Outubro de 2007, 11:25:29 por illis »
Juliana Dedavid
Porto Alegre - RS
Pentax MX; Pentax 1:1.7 50mm, Tokina 1:2.8 28mm, Samyang 1:4.0-5.6 70-210mm;
Minolta AL; Minolta SRT-102.


ICSousa

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Resposta #43 Online: 17 de Outubro de 2007, 17:17:41


Poughkeepsie - New York - 1937
André Kertész

    Gosto muito desta foto; por ser P&B, pelo olhar de cima da cena, pela simetria, mas sobretudo pela indiferença dos retratados, como se cada um deles ali estivesse sozinho ( será que não estão ? ). Cenas como essa, sempre me proporcionam o exercício de tentar desvendar o mistério que passa na cabeça de cada um.
    Abraços

PS. Ivan, muito feliz essa sua iniciativa, parabéns.
« Última modificação: 17 de Outubro de 2007, 17:19:21 por ICSousa »
"...toda fotografia testemunha a dissolução inexorável do tempo." (Ensaios de Fotografia) Susan Sontag


LeandroFabricio

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Resposta #44 Online: 29 de Outubro de 2007, 07:11:35
 "Ilustres desconhecidos"


 Uma "fotografia bonitinha" de Daniel Oliveira.
 

 Paulo Almeida
 

 Jana Vieras
 

 Rildo Cundiev
 
« Última modificação: 29 de Outubro de 2007, 07:12:52 por LeandroFabricio »
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