Autor Tópico: [ARTIGO] Porque você não precisa trocar sua câmera  (Lida 10401 vezes)

Diogo Figueira

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Resposta #15 Online: 18 de Janeiro de 2008, 10:35:44
Sim o bom de se ter uma UZ... por exemplo não precisa ficar carregando um monte de lente, a minha por exemplo possui uma lente muito boa 35-430 que supri muito minhas necessidades além de muito prática, peguei uma XTi de um amigo, muito boa opr sinal, só que a lente que à acompanha não tem um "zoom" tão grande qnto a minha (não estou falando de qualidade) para isso ele teria que investir mais $$$ para comprar uma ouuutra lente, por isso a praticidade das UZ, vejo hoje profissionais que possuem reflex optando até por uma compact de qualidade, pois qndo se vai a alguma festa, aninversario ou balada ninguem vai ficar levando toda a "parafernalha"....


Leo Terra

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Resposta #16 Online: 18 de Janeiro de 2008, 10:42:07
Sim o bom de se ter uma UZ... por exemplo não precisa ficar carregando um monte de lente, a minha por exemplo possui uma lente muito boa 35-430 que supri muito minhas necessidades além de muito prática, peguei uma XTi de um amigo, muito boa opr sinal, só que a lente que à acompanha não tem um "zoom" tão grande qnto a minha (não estou falando de qualidade) para isso ele teria que investir mais $$$ para comprar uma ouuutra lente, por isso a praticidade das UZ, vejo hoje profissionais que possuem reflex optando até por uma compact de qualidade, pois qndo se vai a alguma festa, aninversario ou balada ninguem vai ficar levando toda a "parafernalha"....

Exato, para dia a dia SLR é uma insanidade....
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GutoVilaça

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Resposta #17 Online: 18 de Janeiro de 2008, 15:14:53
Concordo Diogo...a minha também me satisfaz muito bem com seu zoom 12x. Dificilmente irei optar por uma SLR pq no meu caso gosto de ir fotografar em lugares que quanto menos é mais. Imagine caminhar por 32 km entre subidas e descidas íngremes tudo isso em terreno acidentado como é o caso de trilhas e montanhas. Na mochila tem que se levar somente o necessário. Um tripé, um máquina enorme e mais as lentes significam mais peso e no fim vc odiará ter levado tudo isso. A gente vê essas fotos da National Geographic e ficamos babando mas atrás disso rola uma "super produção" para levar o fotógrafo e seus equipamentos até o local da foto além de carros de apoio, helicópteros, barcos e etc...Assim até eu que sou mais bobo!!!  8)
« Última modificação: 18 de Janeiro de 2008, 15:17:31 por GutoVilaça »
VAMOS ESTUDAR MAIS FOTOGRAFIA ANTES DE CRITICAR UMA FOTO ALHEIA. VAMOS CRITICAR SE O AUTOR PEDIR. SE VAMOS CRITICAR E COMENTAR, VAMOS FAZER COM SABEDORIA, COM EMBASAMENTO E DE MODO QUE SEJA ALGO CONSTRUTIVO. NÃO APELE SE O AUTOR DAS FOTOS REBATER ÀS CRÍTICAS AFINAL ISSO É DIREITO DELE. VAMOS DÁ BONS EXEMPLOS COM NOSSAS FOTOS POIS SÓ FICAR CRITICANDO FOTOS DOS OUTROS NÃO FAZ DA GENTE UM BOM FOTÓGRAFO.  VAMOS FOTOGRAFAR MAIS E CORNETAR MENOS!!!


Braga.SP

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Resposta #18 Online: 06 de Março de 2008, 15:40:33
Guto,

Você tocou num ponto fundamental. O que vemos é mesmo uma pasteurização das fotografias de hoje, especialmente as digitais. Temos as cores, a nitidez e a plastificação típicas do sistema, e principalmente um vazio de conteúdo enorme. A escolha do assunto, a proposta, a idéia são todas secundárias ao equipamento: o que ele pode ou não fazer parecem se sobrepor à criação do fotógrafo. O que valida a produção é o nível de adequação técnica, não a construção que é feita.

Não sei a comparação é justa, se cabe no contexto aqui discutido. Mas, quero chamar a essa comparação de "analogia barata em balcão de buteco", se assim os senhores me permitirem.

Do que estou falando? Vejam o acontecerá com a temporada 2008 de Fórmula 1 (só pra cita dois exemplos):
- fim do controle de largada;
- fim do controle de tração.

A tecnologia embarcada nesses carros, ao longo do tempo, acabou subjugando o talento de pilotos que sequer sonhamos ter tido a oportunidade de conhecer, isto é, poderíamos ter tido grandes pilotos, pondo à prova seu talento, não fosse tamanha a diferença que o poderio tecnológico faz numa situação de competição como essa onde quem fala mais alto é quem tem mais dinheiro.

Percebe-se, claramente, um nivelamento de todos ao padrão da tecnologia, em detrimento da qualidade artística do ser humano.

Voltemos, agora, ao mundo da fotografia. Não nos parece uma infeliz coincidência?

O Rodrigo levantou uma bandeira que, na minha humilde opinião, jamais deverá ser arriada. Olhar para esta flâmula da consciência, e nela enxergar a possibilidade da nossa sobrevivência artística, e por quê não dizer, admirá-la com reverência num gesto de puro respeito. Hã?! O quê?! Que bandeira?! A da inteligência, caros amigos.
-22.352971,-48.775582


JLCL

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Resposta #19 Online: 04 de Junho de 2008, 17:33:06
Não querendo criar polêmica, mas a sua comparação não foi muito feliz.
Se assim fosse deveríamos todos voltar a usar "Pinholes", porque dessa forma só os "criativos" e mais "capazes" "sobreviveriam", algo como o que o "Unabomber" pregava quando ia contra a tecnologia moderna.
Não devemos ser tão radicais, a tecnologia esta ai para ser utilizada, a forma como a utilizamos é que deve ser questionada.   
Quanto à “prostituição” da fotografia, qual o problema de que tenhamos mais e mais pessoas tirando fotos, vamos querer instituir reserva de mercado para a fotografia, só pode tirar foto quem é “criativo” ?    Quanto mais gente fotografando melhor, barateia o preço dos equipamentos, a produção de fotos/imagens melhora, etc.



Guto,

Você tocou num ponto fundamental. O que vemos é mesmo uma pasteurização das fotografias de hoje, especialmente as digitais. Temos as cores, a nitidez e a plastificação típicas do sistema, e principalmente um vazio de conteúdo enorme. A escolha do assunto, a proposta, a idéia são todas secundárias ao equipamento: o que ele pode ou não fazer parecem se sobrepor à criação do fotógrafo. O que valida a produção é o nível de adequação técnica, não a construção que é feita.

Não sei a comparação é justa, se cabe no contexto aqui discutido. Mas, quero chamar a essa comparação de "analogia barata em balcão de buteco", se assim os senhores me permitirem.

Do que estou falando? Vejam o acontecerá com a temporada 2008 de Fórmula 1 (só pra cita dois exemplos):
- fim do controle de largada;
- fim do controle de tração.

A tecnologia embarcada nesses carros, ao longo do tempo, acabou subjugando o talento de pilotos que sequer sonhamos ter tido a oportunidade de conhecer, isto é, poderíamos ter tido grandes pilotos, pondo à prova seu talento, não fosse tamanha a diferença que o poderio tecnológico faz numa situação de competição como essa onde quem fala mais alto é quem tem mais dinheiro.

Percebe-se, claramente, um nivelamento de todos ao padrão da tecnologia, em detrimento da qualidade artística do ser humano.

Voltemos, agora, ao mundo da fotografia. Não nos parece uma infeliz coincidência?

O Rodrigo levantou uma bandeira que, na minha humilde opinião, jamais deverá ser arriada. Olhar para esta flâmula da consciência, e nela enxergar a possibilidade da nossa sobrevivência artística, e por quê não dizer, admirá-la com reverência num gesto de puro respeito. Hã?! O quê?! Que bandeira?! A da inteligência, caros amigos.