Autor Tópico: "Fotografia alternativa"  (Lida 12196 vezes)

Ana Adams

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Resposta #15 Online: 04 de Agosto de 2008, 20:53:36
Eu compreendo quando o Luiz e o Pedro Cupertino (que fui checar o fotolog pra ver se era isso mesmo) exploram as potencialidades técnicas da fotografia, isso é válido não só como brincadeira, mas também como processo de aprendizado ao ampliar o rol de possibilidades.

Mas considero de extrema validade explorar as considerações do Ivan acerca da narrativa como forma de agregar sentidos e significados às experimentações técnicas. E isso não deve ficar restrito à jargão "fotografia autoral", pois acredito que quase todos procuram ser autores das suas fotos, não fosse assim, não haveria a necessidade de assiná-las.

Além disso, tenho visto que tais "brincadeiras" nem sempre são vistas desse modo por quem as faz. Não é o caso do Luiz e parece não ser o do Pedro Cupertino, mas tenho visto artistas plásticos apropriarem-se da fotografia como suporte, apresentarem resultados insatisfatórios do ponto de vista técnico (mas não só nesse quesito) e esquivarem-se das críticas quando estas são feitas ao registro fotográfico, afinal o que importa ali, argumentam, não é a foto, mas a idéia, o conceito. (Estou citando um caso específico, nem todos os artistas plásticos agem da mesma forma)

Mas achei legal a Marina postar as fotos que lhe chamam atenção, querer saber como elas são feitas (fiquei com vontade de criar uns fantasmas aqui também) e abrir uma porta para as tais discussões, sem reservas.

Oi Kika,

A fotografia é uma arte, e como arte é livre em todos os seus meios de expressão.
Desculpe se pareci usar o termo " brincadeira"  de maneira depreciativa, não é isso.
É uma brincadeira no sentido do descompromisso com regras técnicas rígidas, e você pode ver isso nos vários grupos lomográficos espalhados pela internet. Tenho duas Holga, e frequento os sites de muitos destes artistas. Se eles levam sua arte `a sério? Provavelmente sim. Se a executam com o descompromisso e a leveza de uma brincadeira, é o que o resultado inspira.  ;)
Adoro a " farra"  lomográfica, acho bem anos 70, me diverte.  :) :) :wub:
Chamo de " brincadeira"  porque o resultado me sugere um grande descompromisso , mas tb acho que é mais um conhecimento sobre a arte fotográfica. Assim como o flash com gel, assim como a fish-eye em muitas situações, assim como experimentos com novos pigmentos no papel fotográfico, químicas alternativas na revelação de filme, e por aí vai.
Acho que pela própria limitação de controle que esta técnica oferece, ela é bastante experimental .

()s

GuiGui  :)




Kika Salem

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Resposta #16 Online: 04 de Agosto de 2008, 21:34:00
Oi Kika,

A fotografia é uma arte, e como arte é livre em todos os seus meios de expressão.
Desculpe se pareci usar o termo " brincadeira"  de maneira depreciativa, não é isso.
É uma brincadeira no sentido do descompromisso com regras técnicas rígidas, e você pode ver isso nos vários grupos lomográficos espalhados pela internet. Tenho duas Holga, e frequento os sites de muitos destes artistas. Se eles levam sua arte `a sério? Provavelmente sim. Se a executam com o descompromisso e a leveza de uma brincadeira, é o que o resultado inspira.  ;)
Adoro a " farra"  lomográfica, acho bem anos 70, me diverte.  :) :) :wub:
Chamo de " brincadeira"  porque o resultado me sugere um grande descompromisso , mas tb acho que é mais um conhecimento sobre a arte fotográfica. Assim como o flash com gel, assim como a fish-eye em muitas situações, assim como experimentos com novos pigmentos no papel fotográfico, químicas alternativas na revelação de filme, e por aí vai.
Acho que pela própria limitação de controle que esta técnica oferece, ela é bastante experimental .

()s

GuiGui  :)


Desculpe-me Guigui se pareceu que eu respondia a você, não foi minha intenção. Pensava numa outra coisa, mas não quis entrar em detalhes para não cansar o leitor. Devo ser menos prolixa, me atentar mais à narrativa e menos ao excesso de informações, foi o que o meu orientador, que é chato, mas tem certa razão, me disse. :D
Tenho uns colegas que praticam lomografia, eles são muito viscerais no que fazem, parece até meio militância, que fiquei interessada em conhecer a proposta deles. Não tenho problema com experimentação, desde que agregue coisas.

***

Mas falando da "fotografia autoral", sei lá porque entrei nesse assunto, mas acho importante pensá-la como uma busca de todos e não como um fator de distinção ou uma simples opção (devo ou não me preocupar com isso), ainda que eu nem esteja apta a apresentar resultados satisfatórios.

Não sei se estou correta, pois careço de leitura sobre o assunto, aquelas leituras que eu propus fazer em conjunto, num clube de leitura, mas imagino que a "fotografia autoral" não é um ramo como a fotografia de natureza, still, nu, moda, espetáculo etc. Ela é uma busca que pode ser feita dentro de todas essas modalidades. Por favor, Ivan e Rodrigo que pensam essas questões há muito mais tempo corrijam-me no que estiver errada.

Não sei se estou enganada, mas sempre que ouço falar em "fotografia autoral" tenho a impressão de que ela soa como uma coisa para poucos, até meio "elitista" no sentido de uma minoria que detém o prestígio e domínio sobre o ato fotográfico. Talvez existe uma minoria que domine esse ofício, de fato, mas não é porque esse grupo nasceu "iluminado", acredito eu.

***

Rodrigo:
Gostei muito das suas duplas exposições, sobretudo da segunda e da terceira. Quando eu crescer eu quero fazer umas fotos de S. Paulo assim. :D
Comecei a ler o livro e achei um tópico aqui sobre ele, assim que terminar, na lentidão que me é peculiar, dou retorno.

***
[EDIT: Viajei completamente nesse tópico e fugi do assunto, ignorem-me, por favor. Às vezes, eu quero dizer coisas e a maneira que eu escolho dizer, por inúmeras questões, nem sempre apresenta uma intenção clara. Deve ser efeito do ácido que eu ando tomando. Não é droga, veja bem, é vitamina  :D]
« Última modificação: 04 de Agosto de 2008, 22:57:57 por Kika Salem »


Ivan de Almeida

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Resposta #17 Online: 05 de Agosto de 2008, 00:40:14
Citar
"fotografia autoral" não é um ramo como a fotografia de natureza, still, nu, moda, espetáculo etc. Ela é uma busca que pode ser feita dentro de todas essas modalidades.

Penso da mesma forma. Ocorre de hoje em dia fotografia autoral ser sinônimo de fotografia esquisita, mas toda fotografia feita com atenção é autoral, seja lá oq ue for o tema.


marinabellini

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Resposta #18 Online: 05 de Agosto de 2008, 07:25:47
nossa, não pensei que as fotografias fossem gerar um debate tão legal assim
fiquei feliz, achei que ninguém fosse dar muita bola pro tópico haha
tenho visto mais alguns fotógrafos reinventando estilos de fotografias, mas qdo eu me surpreender com alguma foto mostro pra vocês
Nikon D50 + Nikkor 18 - 55mm
Sony a300 + Sony Macro 18 - 70mm
Olympus Trip
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www.flickr.com/photos/marinabellini
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LuizNdo

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Resposta #19 Online: 05 de Agosto de 2008, 08:53:01
Acabei de ver um caminho em seus exemplos, RFP. ;)

Aliás, deixem eu aproveitar para dar meu ponto de vista sobre fotografia autoral.

Eu considero "autoral" qualquer fotografia que seja realizada para suprir uma necessidade de expressão do fotógrafo.
E isso realmente pode permear todos os estilos/ramos/nichos fotográficos. Basta o fotógrafo sentir necessidade de mostrar mais do que a cena.

Enquanto eu posto várias fotos de passeios fotográficos, onde a maioria se limita a registro do momento para ilustrar, o Fábio Yamauti e o Ivan de Almeida postam fotos de momentos familiares que vão além do mero registro do momento. Tem todo um esmero com a técnica e a necessidade de expressar-se dessa forma carregando a imagem com certa nostalgia. Isso é extremamente autoral pra mim.

Autoral não precisa ser hermético e ter aquela aura "cult".
Precisa apenas ter um desejo maior do fotógrafo sobre o tema.

Eu poderia fazer toda uma série de pannings, explorando o tema, esmerando na técnica, buscando uma certa "qualidade aos meus olhos". E isso, sim, seria extremamente autoral ao contrário das minhas brincadeiras e provocações.

Kika, eu também falo pelos cotovelos tá vendo? Nem sei mais porque quis dizer essas coisas ou se elas fazem sentido pras outras pessoas.  8-) :doh:

Mas é isso, o que vale é o brainstorming. :ok:
« Última modificação: 05 de Agosto de 2008, 09:13:17 por LuizNdo »
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Ivan de Almeida

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Resposta #20 Online: 05 de Agosto de 2008, 10:03:42
Muito bem colocado, Luiz. É isso mesmo. É a narraqtiva do fotógrafo, o que ele quer narrar, o compromisso dele com essa narrativa. O gênero da foto pode ser qualquer, mas a fotografia será autoral se o fotógrafo aportar nela uma visão de mundo sua que vá além da produção da imagem eficiente.


Kika Salem

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Resposta #21 Online: 06 de Agosto de 2008, 00:09:13
Acabei de ver um caminho em seus exemplos, RFP. ;)

Aliás, deixem eu aproveitar para dar meu ponto de vista sobre fotografia autoral.

Eu considero "autoral" qualquer fotografia que seja realizada para suprir uma necessidade de expressão do fotógrafo.
E isso realmente pode permear todos os estilos/ramos/nichos fotográficos. Basta o fotógrafo sentir necessidade de mostrar mais do que a cena.

Enquanto eu posto várias fotos de passeios fotográficos, onde a maioria se limita a registro do momento para ilustrar, o Fábio Yamauti e o Ivan de Almeida postam fotos de momentos familiares que vão além do mero registro do momento. Tem todo um esmero com a técnica e a necessidade de expressar-se dessa forma carregando a imagem com certa nostalgia. Isso é extremamente autoral pra mim.

Autoral não precisa ser hermético e ter aquela aura "cult".
Precisa apenas ter um desejo maior do fotógrafo sobre o tema.

Eu poderia fazer toda uma série de pannings, explorando o tema, esmerando na técnica, buscando uma certa "qualidade aos meus olhos". E isso, sim, seria extremamente autoral ao contrário das minhas brincadeiras e provocações.

Kika, eu também falo pelos cotovelos tá vendo? Nem sei mais porque quis dizer essas coisas ou se elas fazem sentido pras outras pessoas.  8-) :doh:

Mas é isso, o que vale é o brainstorming. :ok:

Putz Luiz, como você descobriu que eu falo pelos cotovelos? Estou ficando muito óbvia. kkkk Mas, veja bem, pra mim faz o maior sentido o que você disse, deve ser porque dois "conversado" se entendem. 

Mas voltando à dupla exposição, estava aqui consultando um manual para postar no tópico "Manuais de fotografia" e encontrei algumas experiências de dupla exposição bem interessantes. Vou ver se posto aqui também quando eu conseguir escanear.


RFP

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Resposta #22 Online: 06 de Agosto de 2008, 07:57:10
Que usava muito múltiplas exposições era o Geraldo de Barros.


MarceloAugustus

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Resposta #23 Online: 22 de Setembro de 2009, 21:22:06
Caro Ivan, sou novo por aqui e novato na fotografia. Gostaria de ver mais fotos suas, tem algum site... se for bom que nem é com as palavras será um sucesso.
Abraços!
Marcelo Augustus
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Ivan de Almeida

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Resposta #24 Online: 22 de Setembro de 2009, 23:26:12
Caro Ivan, sou novo por aqui e novato na fotografia. Gostaria de ver mais fotos suas, tem algum site... se for bom que nem é com as palavras será um sucesso.
Abraços!

Marcelo;

Na assinatura de cada postagem minha há alguns liks. Neles há fotos. Não são sites de fotos mas neles há fotos.

Escrever e fotografar são coisas distintas, uma não implica em fazer a outra bem. Mas também não é proibido saber fazer as duas ou mais outras coisas.

Cada um de nós tenta fazer aquilo que gosta o melhor possível, não é?


rafaelfrota

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Resposta #25 Online: 23 de Setembro de 2009, 01:18:31
Eu vou meter o bedelho aqui um pouquinho

Eu fiquei extremamente satisfito de ver o assunto de fotografia alternativa aqui no fórum, pq eu, como já disse antes aqui, não sou fotógrafo, sou artista plástico e ultimamente meu meio de expressão é a apropriação da fotografia como linguagem alternativa.
O que digo aqui neste post não é direcionado a nenhuma das opiniões citadas anteriormente, até pq foram bem claras dentro do aspecto opinativo. Só queria acrescentar alguns parâmetros de discussão aqui.

• A Fotografia autoral não necessariamente necessita ser uma fotografia alternativa e/ou hermética. Basta ser um trabalho que diz unicamente ao autor ou seja, um trabalho pessoal. Eu, particularmente, não gosto do termo "autoral". Acho que "pessoal" diz muito mais. Esse termo não pertence só a fotografia, mas também a qualquer segmento artístico. Quem usa a definição "autoral" pra fazer um trabalho inacessível merece é levar umas chibatadas.

• A fotografia como linguagem, assim como qualquer outra arte visual, universalmente (ou seja, como própria existência) não tem o compromisso direto com a liguagem cognitiva. Tudo depende de quem faz e de quem vê. Ela pode ser amparada tanto na estética quanto na comunicação. Aí cabe de quem vê escolher o que prefere pra si.

• A questão de nomenclatura do que pode ou do que não pode ser fotografia é de uma profundidade absurda. Até porque a arte, com seu aspecto orgânico, traz um mistura de conceitos onde tudo pode ser nada e o nada pode ser tudo. Primeiramente, no aspecto técnico, muitas coisas caem nessa discussão. Os processos alternativos criam outra identidade para o que conhecemos como fotografia. As fotografias da época do pictorialismo eram boa parte remodeladas na base do desenho tradicional, mas entendemos e respeitamos elas como fotografia. Os trabalhos de Thereza Miranda(http://www.thereza.miranda.nom.br) são classificados como fotogravuras, mas são um processo exatamente igual ao que Niepce utilizou para criar a primeira fotografia da janela de sua casa. Sem contar as cianotipias, serigrafias, fotogramas e todos os outros recursos "alternativos" para se tratar uma imagem fotográfica. Creio haver mais uma distinção "moral" do que "conceitual" no que define uma fotografia de qualquer outra coisa. Eu mesmo faço fotogravuras e as classifico como tal por mera questão moral.

• A fotografia enquanto arte acaba se trancafiando no mundo do autor. Como a Kika mencionou, muitos artistas plásticos fazem qualquer porcaria e dão um significado. E eu concordo em absoluto. Isso acontece com qualquer meio expressivo: pintura, escultura,gravura instalação. Quanto a isso, acaba no questionamento da posição do autor, não quanto a essencia da linguagem artística em si. Numa escola de artes, onde deveria ser um centro de cultura, vemos as mais risíveis palhaçadas que se apoiam em um fundo filosófico. Tem quem goste, tem quem não goste.
Há alguns anos fui em uma exposição no CCBB-RIO que era só sobre "arte que se utiliza da fotografia como linguagem". Boa parte era uma grande bosta.
Mas uma proposta artística embasada em experimentalismo geralmente está pautada na exploração visual,no apelo estético. É um recurso que sempre foi abordado nas linguagens visuais e não seria diferente na fotografia. Tem coisas que, teoricamente são desnecessárias e não agregam nenhum valor específico ao trabalho, mas é a exploração gráfica que toma conta. O importante nesse aspecto é buscar o que a linguagem explorada tem a oferecer. Fazer gravura em plena época de impressão digital parece desnecessário. E é se não hover o comprometimento com a linguagem da própria gravura. Recursos estéticos, de uma maneira bem grossa, sao desnecessários. O que importa é a relação que se tem com o objeto.
Eu, particularmente, só conseguia gostar das minhas fotos quando aplicava alguns recursos do photoshop para chegar em algum resultado estético desejado. Agregar valor não agrega, mas é simplesmente uma questão de personalidade estética...foge ao compreensível. Eu poderia simplesmente fotografar e mandar ampliar em um laboratório do que ter toda a trabalheira de fazer uma tela de serigrafia ou uma chapa de calcogravura. Não é questão de preciosismo, de fazer algo trabalhoso. É simplesmente uma questão estética, que "apraz sem conceito".

No mais, fico por aqui com a deixa da Ana Adams:
"A fotografia é uma arte, e como arte é livre em todos os seus meios de expressão."

ps: Isso tá virando concurso pra ver quem fala mais que a Kika? :hysterical: :hysterical: :hysterical: Brincadeira, Kika!

ps2: Pra não fugir do tema proposto pela Marina, só posso mencionar oq ue eu acho mais valioso em uma crítica de arte: "gostei ou não gostei". E nesse caso, eu não gostei. Poderia citar 3000 motivos, mas o que no final conta é que eu não gostei.

ps3: pra quem gosta de fotografia alternativa: http://alternativephotography.com/
« Última modificação: 23 de Setembro de 2009, 01:21:00 por rafaelfrota »


Elmo

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Resposta #26 Online: 23 de Setembro de 2009, 06:38:01
Prefiro no esquema de PS mesmo, o que perde em espontaneidade ganha e possibilidades criativas. :ponder:


Pictus, um dia te convido, caso se interesse, em presenciar técnicas de laboratório para manipulação de imagens, seja no processamento do negativo ou na ampliação em si. Assim como a fotografar com uma Grande Formato, mostrando o que seria as possibilidades criativas fotográficas artesanais.

Longe de querer voltar à velha e insípida discussão de analógicas x digitais, vejo que muita gente tende a dizer que uma coisa é melhor sem conhecer o outro lado muito bem.

Por que não conhecer os dois lados e se divertir com a fotografia? Manipular fotos no PS é diversão para muitos, assim como poderia ser também o fazer com o filme. Uma Holga é muito divertida, mas uma diversão diferente de fazer a mesma coisa que ela faz no PS. Por que não curtir a fotografia em TODA a sua existência?

Explorar as possibilidades fotográficas que nossa atual condição permite é que acho válida. Dizer que uma coisa é melhor que a outra e descartar a possibilidade de brincar com uma, creio ser puro preconceito, no sentido da palavra, ou seja, antes de conhecer mesmo.

Evidente que o preconceito inibe a disposição. Isso é uma lástima.

Fotografia pra mim, antes de tudo, é uma possibilidade maravilhosa de divertimento. Vamos brincar de Cianótipia, Marrom de Van Dick, Goma Bicromatada, Lomografia, Pinhole, Colódio, juntar tudo, digitalizar, trabalhar no PS ou no Lightroom, aproveitar o que resta da Polaroid, revelar e ampliar uns filmes p&b no banheiro da empregada, Platinotipia, etc. Pra que travar o processo criativo?
« Última modificação: 23 de Setembro de 2009, 08:27:56 por Elmo »


Ivan de Almeida

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Resposta #27 Online: 23 de Setembro de 2009, 09:13:04
Por diversas razões, penso que a fotografia tem um problema central que a caracteriza como manifestação. Todas as atividades têm seu problema central, a pintura, por exemplo, tem como problema aplicar tinta sobre uma superfície plana.

Sem olhar esse problema de forma redutora, ainda assim ele circunscreve a prática.

No caso da fotografia, a prática é curcunscrita pela produção de imagens usando um dispositivo de projeção geométrica da reflexão da luz emitida pelos objetos exteriores à câmera. Isso a faz referente-dependente, ainda que não seja meramente uma reprodução neutra de um referente. O método da fotografia cria suas oportunidades, assim, essas oportunidades são o mundo da fotografia.

Usar a fotografia para "pintar" é possível, é válido, mas não interessa para a prática fotográfica, visto ser uma ruptura com a questão central da fotografia. É como alguém pintar uma escultura. Usa tinta, mas não é mais uma pintura e sim uma escultura pintada.

Alternativa é uma palavra difícil. Devemos ter cuidado para não usar essa palavra como uma validadora apriorística de qualquer coisa. Nada tenho contra experimentos, mas devemos sempre lembrar que eles validam-se à posteriori, ou seja, eles são válidos quando de alguma forma se relacionam com o problema central da fotografia e apresentam esse problema em uma nova configuração.



Kika Salem

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Resposta #28 Online: 23 de Setembro de 2009, 12:58:00
ps: Isso tá virando concurso pra ver quem fala mais que a Kika? :hysterical: :hysterical: :hysterical: Brincadeira, Kika!

Sem querer fugir do tema, mas já fugindo. Alguém, por favor, retome a discussão e desconsidere minha intervenção, digo, intromissão.
Isso é uma INJUSTIÇA Rafael, até porque você quando decide falar fala muito mais do que eu. kkkk Mas isso não é uma crítica, é um elogio. kkkk
Eu ando falando bem pouco e só tenho passado rapidinho por aqui. Então é JUSTO o concurso. Candidatos manifestem-se.

Vocês acreditam se eu disser que na vida real eu nem falo tanto assim? Ou melhor, falo bem menos do que já falei um dia. O Chello fala muito mais do que eu. kkkk

Voltemos à fotografia "alternativa". A propósito, alternativa a que exatamente?
« Última modificação: 23 de Setembro de 2009, 13:06:35 por Kika Salem »


rafaelfrota

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Resposta #29 Online: 23 de Setembro de 2009, 13:08:44
Kika, eu não podia deixar de te "cutucar" pra ver se vc fala mais... :hysterical: vc tá falando bem pouquinho, tá muito quietinha. Saudade das suas divagações sempre pertinentes!  :worship:

Essa questão de alternativo é interessante. Fala-se muito em "música alternativa" (que eu, por sinal, escuto muito)mas eu digo que alternativo mesmo é Elymar Santos ou Sidney Magal. É uma nomenclatura meio besta pra designar "não-convencional", "experimental", mas, como diria Oscar Wilde "definir é limitar".
É um rótulo pedante, mas eu uso por não ter nada melhor pra usar...