Autor Tópico: Fotografia de documentos históricos  (Lida 12777 vezes)

Kika Salem

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Resposta #15 Online: 06 de Maio de 2008, 02:09:48
Fui fazer umas pesquisas na Funarte, no Rio, e aproveitei nossa conversa aqui para fazer uns testes. Como não fui até lá com esse propósito, não levei o tripé nem nenhum recurso adicional.
Trabalhei com minha câmera, uma lente zoom 17-50 f/ 2.8, fotografando o documento em cima da mesa, mas tentei também utilizar um suporte, parecido com uma mesa de partitura, bem perto da janela para aproveitar a luz do dia.

Como teste, cheguei a algumas conclusões:
1) Com o papel em cima da mesa, a câmera na mão e documentos em vários tamanhos/formatos ficou difícil utilizar uma distância focal entre 50 e 60 mm. Fui até 50 mm para fotografar notas de jornais e coisas bem pequenas.
2) Para documentos de vários tamanhos/formatos e em grande volume, desde textos datilografados, manuscritos, recortes de jornais (de páginas inteiras ou apenas uma nota), convites, anúncios etc., uma lente zoom e autofocus faz muita diferença.
3) Utilizei, quando deu, o menor iso (200), em algumas ocasiões (400), uma velocidade em torno de 1/60 e a abertura entre 4-8. A maioria ficou bem mais nítida do que as experiências anteriores com a Sony P93.
4) Tentei fazer o balanço de branco personalizado, mas não sei porque tive a impressão de que ele azulava a imagem enquanto o balanço de branco automático deixava a imagem mais amarelada. Não sei se estava fazendo certo.
5) Não levei meu cartão cinza, teria sido bem útil e me daria mais precisão nesse tipo de trabalho.
6) Da próxima vez não esquecerei o tripé, o cartão e quem sabe um suporte (tipo porta-bíblia) tem a mesma função de uma mesa de partitura e é mais fácil de carregar.

Enfim, vou fazendo as experiências e alcançando melhores resultados a passos lentos, porém contínuos. Numa hora mais adequada seleciono algumas imagens e posto aqui.
« Última modificação: 13 de Agosto de 2008, 17:26:18 por Kika Salem »


Pictus

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Resposta #16 Online: 06 de Maio de 2008, 10:44:44
No Photoshop com uma curva/levels é possível melhorar bastante o resultado...
As vezes até na base do automático SHIFT+CTRL+L (Auto Levels)
Vai no esquema http://www.mundofotografico.com.br/forum/index.php?topic=19315.0


Kika Salem

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Resposta #17 Online: 06 de Maio de 2008, 11:53:52
Melhora e muito Pictus, obrigada pela dica. Também anotei um livro que você indicou ontem num outro tópico.

Se eu der cabo de uma idéia antiga, de disponibilizar todo o material que venho acumulando ao longo dos anos, mais ou menos como nesse site http://www.memoriacinebr.com.br/default.asp, só que voltado para as conexões entre história-teatro, terei que melhorar muito as imagens, sobretudo as mais antigas, feitas com a Sony. Mas vou fazendo isso aos poucos, sem pressa.

Vai aí algumas imagens desse lote-teste, estão como saíram da câmera, pretendo melhorá-las muito. Quando tratá-las posto o antes e depois. Essas podem ser fotocopiadas/escaneadas, mas o serviço é caro quando se trata de um montante muito grande, demorado e depende de terceiros.






Isso não é propaganda política, esse anúncio é de décadas passadas. Não custa nada lembrar né...
« Última modificação: 06 de Maio de 2008, 12:05:24 por Kika Salem »


pedrozo

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Resposta #18 Online: 23 de Julho de 2008, 00:17:45
EU já vi tripés antigos com  um encaixe da lente voltada pra baixo.


Kika Salem

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Resposta #19 Online: 13 de Agosto de 2008, 17:09:35
Olá pessoal!

Voltei a esse tópico para postar algumas informações não só sobre como fotografar documentos históricos, mas também registrar os empecilhos impostos à tarefa, assim, caso alguém interessado procure no google métodos para fotografar documentos históricos, como já aconteceu, terá disponível um painel geral.

Preparei-me toda pra fazer uma boa reprodução fotográfica de um conjunto documental que está sob custódia da Biblioteca Nacional e que é a base da minha pesquisa atual, mas não adiantou nada, pois cheguei lá e as restrições são surreais. Pra entrar com a câmera, precisa de uma autorização do chefe do setor que, por sua vez, só autoriza a reprodução de 15 fotos mediante a apresentação de uma declaração da universidade de origem, o restante custa 10 reais cada foto, ainda que tirada por mim mesma, com meu próprio equipamento.

Detalhe importante: o acervo que eu pesquiso tem de mais de 5.000 processos, cada um com cerca de 100 páginas. Além disso, eu sou pesquisadora da Biblioteca Nacional, no período de seis meses, paga pelo governo federal para fazer essa pesquisa que tem como o objetivo divulgar o acervo da biblioteca. Curioso que a minha proposta aprovada era, além da análise do material, a de digitalização de parte do acervo. (!?)

Antes de "dar com os burros n'água" na BN, tinha ido na biblioteca da ECA/USP, fazer um trabalho parecido. Eu tive que marcar hora (das 10-12, ficar três esperando para começar novamente das 15-19 horas), não tinha acesso à mesa dos usuários e ficava junto ao setor de funcionários, na entrada da biblioteca, prestando informações, porque parecia que eu trabalhava lá, numa mesa que não cabia um jornal aberto, mas pelo menos podia fotografar (só com a câmera, porque tripé e outros equipamentos, além de proibidos, não cabiam no espaço destinado aos pesquisadores). Todas essas limitações/restrições pra pesquisar jornais e revistas que, se são antigos (anos 1970), estão muito longe de serem raros.

Conclusão: não existe uma sistemática dos arquivos e bibliotecas públicas no país, além de preocuparem-se muito mais com o arquivamento do material (guarda) do que com a consulta a ele (usuário), sendo que o acesso público é o princípio básico da arquivologia, ao menos em teoria.

Bem, nem tudo está perdido. As coisas são bem diferentes, muito mais organizadas e acessíveis, nos seguintes arquivos e bibliotecas: Arquivo Edgar Leuenroth (Unicamp-Campinas), Funarte (Rio de Janeiro), Arquivo Nacional (superintendência regional de Brasília), seção de periódicos da Biblioteca Pública do Paraná (Curitiba), entre outros.

P.S.: Já que não podia fotografar os documentos, perguntei se podia fotografar as dependências e responderam que só o rol de entrada, sem subir a escadaria que é interditada.
« Última modificação: 13 de Agosto de 2008, 19:20:23 por Kika Salem »


Chello

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Resposta #20 Online: 13 de Agosto de 2008, 18:06:43
Hehehe Brasil véio de guerra e sua "BURROcracia" que só atrapalha.

É, srta Kika... esse seu relato daria uma filme: "Indiana Jones e a biblioteca de acesso restrito"

Barbaridade!!!

Chello
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Gomes.mil

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Resposta #21 Online: 23 de Agosto de 2008, 08:38:58
Olá !

Abri um topico, que talves te ajude no que você precisa.
Não sei se bem isso, que você procura, mas é uma solução bem caseira.

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http://picasaweb.google.com/vejafotosgalicia/DigilitaODeDocumentosPorFotografiaDigitalCaseiro