Autor Tópico: [ARTIGO] Entendendo a Profundidade de Campo (DOF)  (Lida 31367 vezes)

Joaca

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Resposta #14 Online: 22 de Março de 2009, 13:46:51
Joaca como eu trato logo no inicio do tópico a DOF é um fenômeno perceptivo. Só há foco em um único plano infinitamnte curto da imagem, os demais estão todos fora de foco e com perdas de nitidez. O que acontece é que nossa percepção não é suficiente para perceber esta perda de nitidez em um dado intervalo no qual ela é menor do que nossa capacidade sensorial e a este intervalo damos o nome de profundidade de campo.

Quando você aumenta o tamanho da cópia os círculos de confusão também aumentam de tamanho na mesma proporção, assim círculos de confusão que não percebiamos antes passam a ser percebidos, reduzindo a profundidade de campo. Já quando afastamos a imagem percebemos estes círculos menores, até um ponto que nossa capacidade visual fiquei abaixo da necessária para dintingui-los, aumentando assim a profundidade de campo.


Por este teu ponto de vista, a profundidade de campo seria diferente de acordo com a distância entre o observador e uma impressão da foto?


Leo Terra

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Resposta #15 Online: 22 de Março de 2009, 15:01:52
Joaca é bom deixar claro que não é um ponto de vista, é a teoria por trás do conceito. O conceito de profundidade de campo está relacionado com percepção de um fenômeno ótico.
Sim a profundidade de campo muda se você mudar a distância com a qual você observa a imagem.
Leo Terra

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Resposta #16 Online: 22 de Março de 2009, 15:19:08
Vejo de uma forma diferente - considero profundidade de campo o fenômeno ótico que afeta a projeção da imagem sobre o sensor ou filme - uma vez feito o registro, a porção em foco é definitiva - estando o observador mais próximo ou distante não vai tirar ou colocar elementos na faixa de foco, quer dizer, não aumenta nem diminui os círculos de confusão.



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Resposta #17 Online: 22 de Março de 2009, 15:51:32
Joaca sua visão é equivocada, mas muito comum, porque ela é fruto de uma propagação incompleta do conceito. As pessoas calculam a profundidade de campo, mas não sabem o que estão calculando e a idéia por trás do fenômeno.
Esta etapa é apenas uma parte do processo, a parte que se convencionou controlar com mais frequencia, porque a maioria das calculadoras são simplificações para facilitar a vida do usuário. Com essa informação que você está trabalhando temos apenas tamanhos de círculos de confusão, mas não o define o que é um tamanho aceitável para tais círculos, sem esta definição você não consegue determinar o intervalo onde o tamanho destes círculos é abaixo do que é considerado aceitável. Você precisa do carater perceptivo da relação para definir o que é aceitável (e assim definir a DOF).
Se você for considerar apenas o espaço com nitidez de fato (círculos de confusão com raio igual a zero ou C=0 como aceitáveis) você terá uma DOF que tende a 0 (você pode até usar esta informação, coloque o círculo de confusão aceitável como um número muito pequeno, em qualquer calculadora que permita você manipular esta informação que você verá que a DOF também vai tender a 0). Não há como desligar o conceito de profundidade de campo da percepção, porque você precisa definir o que é aceitável, pois quando falamos de DOF falamos de um intervalo onde a nitidez é aceitável.
Então na verdade a profundidade de campo define quão aceitável é o resultado de um fenômeno ótico, são dois elementos básicos que precisamos abordar. Os autores mais conhecidos e muitas das calculadoras de DOF consideram sempre uma ampliação de 20x25cm ou 24x16cm a 25cm de distância, o que na verdade foi o fator que levou a este equioco de entender o conceito de forma incompleta, porque a maioria já recebia esta variável de percepção pronta (como o caso do formato 135 um círculo de confusão máximo de 0,03mm de diâmetro). ;)
Na sua colocação final fica clara sua confusão com o conceito, não existe faixa de foco, foco só existe em um plano que tende a 0 de profundidade, qualquer elemento fora deste intervalo já apresenta impacto do fenômeno de cáustica (no caso os círculos de confusão) e está com elementos sem nitidez, a questão ai é dizer quão aceitável é esta perda de nitidez.
O círculo de confusão realmente não vai aumentar ou diminuir sobre a mídia, mas na cópia vai e com ele a nossa percepção de nitidez da imagem, pois toda vez que o círculo final for maior do que 0,2mm de diâmetro a 25cm de distância nós perceberemos o desfoque, sempre que este círculo da cópia for menor do que isso (ou estiver mais distante onde a resolução de nossa visão cai) você terá a impressão de nitidez, possibilitando que em um determinado intervalo as coisas pareçam nítidas, coisa que de fato não estão.
Bom espero que tenha conseguido deixar o conceito claro desta vez. :)
« Última modificação: 22 de Março de 2009, 15:55:14 por Leo Terra »
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Resposta #18 Online: 22 de Março de 2009, 16:47:10
Quando eu disse que os círculos de confusão não diminuirão ou aumentarão não cometi um equívoco - compreende-se que eles não se alteram em relação ao tamanho da imagem - eles mantém a proporção.
Não uso calculadoras, vejo imagem e não números.

Acredito que não se pode associar um padrão de resolução(com ou sem fórmulas) ao conceito de DOF.

Desculpe minha insistência, mas é que eu não percebo como uma fórmula poderia determinar algo em uma imagem, um elemento totalmente subjetivo. Mesmo com uma câmera de fole, com todos os tilts e shifts o resultado que vale é o olho no despolido - ou nas reflex, aquele botãozinho do DOF preview. Estas fórmulas deveriam considerar mais uma variável, o formato do diafragma da lente - e ter uma fórmula para cada tipo, com 3, 5, 6, 8, 9, N lâminas ou lados.

De qualquer maneira, gosto da sua consistência de argumento - mata a cobra e mostra 'a arma'... hehe!! :worship:

Final de tarde tá bom, vou ver o final da maratona fotográfica!

Abração!!!



Leo Terra

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Resposta #19 Online: 22 de Março de 2009, 19:25:08
Joaca o fenômeno de profundidade de campo possui uma descrição matemática que é totalmente explicativa do mesmo. Olhar para números e imagens comparando com os mesmos deve dar o resultado esperado. ;)
Quando eu digo equívoco digo em relação a esquecer uma parte fundamental do CONCEITO de profundidade de campo.
Mesmo em uma única imagem você não tem os mesmos tamanhos de círculos de confusão, eles diminuem conforme os elementos se aproxinam do plano em foco e aumentam conforme eles se afastam. Depois de feita a imagem eles estarão registrados e poderão ou não ser ampliados.

O elemento que é subjetivo na DOF é determinado por aproximação a partir da resolução do olho de um ser humano médio, entende-se que se o círculo de confusão é menor na ampliação (este é o ponto importante da conversão do fenômeno físico, porque você ve ampliação e não o que foi registrado no sensor) do que a resolução do seu olho, então você pode considerar isso nítido. Mas sem dúvida a DOF como CONCEITO carrega um certo grau de subjetividade, porque ela trata de nitidez aceitável. De qualquer forma as afirmações acima valem da mesma forma, independente do que você considera aceitável, se você considera aceitável um intervalo aceitável em uma dada distância, então vai considerar um ainda intervalo ainda maior a mais distancia. Claro se houver alguma transitividade e racionalidade nas suas decisões.... rs... O que podemos discutir ai é o elemento subjetivo do processo que é o que é um círculo de confusão ACEITÁVEL na ampliação (o que importa é como vemos, ampliado e a uma certa distância e isso a matemática modela fácil, o que é mais complicado é a definição do que é aceitável e não o tamanho relativo que os círculos de confusão podem ser vistos).
Eu e todos os que trabalham com isso usamos definição fisiológica que diz que o humano médio consegue distinguir elementos de 0,2mm vistos a 25cm de distância. Porém na calculadora de DOF que desenvolvi eu coloquei a opção de alterar o círculo de confusão aceitável manualmente, ou seja, você pode usar o referencial padrão (que todo mundo usa, que é o padrão para a calculadora), pode modificar o referencial ainda baseando-se na fisiologia humana (que na minha opinião é a melhor abordagem) não inclui a possibilidade de atribuir valores pessoais, porque acredito que ai você não precisa de uma calculadora para trabalhar no achismo, é algo pessoal rs.
O número de lâminas só vai mudar a forma do desfoque, mas não a idéia de campo, se os elementos de desfoque forem quadrados ou redondos eles ainda terão o limite máximo de ampliação e distância mínima no qual não poderão ser percebidos, se puderem ser percebidos já não importa a forma do diafragma, já não teremos mais nitidez aceitável. Discutir a forma do diafragma faz mais sentido quando vamos discutir a qualidade do desfoque (bokeh) e não a nitidez. ;)
Os Tilts podem ser calculados também, porque o que acontece neste caso é uma mudança na inclinação do plano em foco, mas o conceito de DOF continua existindo e respeita exatamente a estas regras, o que teremos neste caso é uma mudança na inclinação dos campos, que não serão mais perpendiculares aos eixos óticos das lentes. É possível de calcular, mas sem dúvida é mais complicado, porque você terá que incluir os ângulos como elementos. Porém é importante deixar claro que o olho no visor não consegue garantir que a DOF será como você espera, porque o visor tem uma ampliação e distâncias fixas, dependendo de como você ampliar e expor o trabalho o que você acreditava ser DOF pode ou não ser DOF. ;)

« Última modificação: 19 de Fevereiro de 2011, 01:45:47 por Leo Terra »
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Blasius

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Resposta #20 Online: 23 de Março de 2009, 15:09:05
Não Blasius, é exatamente como escrevi, quanto MENOR a mídia MENOR a DOF. Na verdade esse é o erro mais grosseiro que se propagou na era da fotografia digital. Mantendo todas as demais variáveis fixas e reduzindo a mídia você REDUZ o DOF. Leia novamente o texto que ele explica o caso das compactas, que na verdade foi o que causou a disseminação deste erro.

Oi Leo, li tudo novamente e já entendi.  :ok:

Obrigado!  :)
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