Autor Tópico: ISO nas digitais. Uma trapaça?  (Lida 8121 vezes)

Pollo

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Resposta #45 Online: 05 de Fevereiro de 2010, 14:23:12
Mt boa explicação msmo.
Mas geralmente esses coisas que envolvem tecnologia sao assim msmo,1gb nunca é um 1gb,500gb nunca são 500gb, e qnt maior,mais há uma perda.


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Resposta #46 Online: 05 de Fevereiro de 2010, 16:44:34
Resumindo o que tenho lido aqui, o que temos é:

ISO é uma norma sobre a capacidade de captação de luz pelo sensor.
Desse modo ela garante que todos os sensores tenham uma capacidade de captação correta e mensurável.

ISO 100 é a melhor "leitura" possível de uma determinada quantidade de luz durante 1 segundo de exposição. Isso garante que toda vez que fizer essa leitura, a resposta será a mesma. Não terá variações indesejadas.


Com esse sinal captado, o fabricante escolhe numa escala própria qual será a tonalidade representada. Daí as aproximações e divergências entre resultados. Mas o desempenho do sensor tá lá... mensurado.

PERFEITO. É bem por ai, só ressalvo que ele está mensurado mas a resposta não é a mesma e sim a máxima possível para aquele dispositivo naquela densidade de fluxo luminoso. :)
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Resposta #47 Online: 05 de Fevereiro de 2010, 16:52:06
Mt boa explicação msmo.
Mas geralmente esses coisas que envolvem tecnologia sao assim msmo,1gb nunca é um 1gb,500gb nunca são 500gb, e qnt maior,mais há uma perda.
Existem ai alguns problemas bem sérios.
1M qualquer coisa é 1.000.000 de qualquer coisa. Não há discussão quanto a isso.
Existem algumas falhas conceituais graves adotadas pelo pessoal de informática, pois estas empresas começaram a produzir recursos sob a determinação antiga do sistema internacional de unidades, que é baseada em um sistema decimal. Como os sistemas de informática eram binários, então estes não conseguiam uma medição precisa. Quando falavam em 1K (1000) acabavam tendo que trabalhar com 1024, devido a esta questão.
Atualmente o sistema internacional de unidades já contempla sulfixos para o sistema binário. 1Kib seria 1024 bits. O grande problema é que, neste caso, os fabricantes ainda continuam arredondando, pois o resultado oferecido não causa danos ao cunsumidor (ninguém sairá prejudicado se  fabricante falar que oferece 1000 e entregar 1024), já outros tipos de medições e uso equivocado de normas e padrões podem causar danos e sérios processos. A norma ISO de sensibilidade é uma delas, pois uma inadequação à norma pode produzir resultados ruins para profissionais, inclusive da área científica (onde a exposição e polarização da luz são fundamentais para validar certos resultados).
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Resposta #48 Online: 05 de Fevereiro de 2010, 17:40:44
Pequenas correções já que sou da área...

Citar
1M qualquer coisa é 1.000.000 de qualquer coisa. Não há discussão quanto a isso.
:ok:

Citar
Como os sistemas de informática eram binários, então estes não conseguiam uma medição precisa.
:no:

É uma unidade precisa sim, mas que não é base decimal. 1 byte é equivalente a 8 bits (binários que podem ser 0 ou 1).

Muito resumidamente, por não ser base decimal e nunca por não ser precisa é que a multiplicação de bytes resulta em que 1kb é igual 1024bytes e não em 1000, isso porque é usada potência de 2 ao invés de potência de 10.

1 Kbyte = 1024 Bytes (210) bytes e não (103). Isso não tem nada de impreciso.

As ultimas normas atribuem nomenclaturas diferentes para as medidas com calculos sobre a potência de 2 e a potência de 10.

O lance dos fabricantes não é arredondamento é adoção de base 10 para a produção dos discos rígidos.

Resumidamente :

É errada a unidade 1 GB (significando, incorretamente, um gigabyte, em vez de um gibibyte) de memória RAM instalada, como a memória é contada em potência de dois, o adequado é dizer 1 GiB, que equivale a 1024 MiB.

Todos os fabricantes de dispositivo de armazenamento usam potências de dez. Então o anunciado disco com 80 GB (ainda incorretamente, pois o certo é 80 Gbytes), terá aproximadamente 80 bilhões de bytes, que correspondem a ~74,5 GiB.

Quando os computadores tinham 32 KiB de memória RAM, esta confusão não era séria, já que a diferença entre 210 e 103 é de aproximadamente 2,4%; mas com o crescimento das capacidades, tanto da memória RAM como dos discos rígidos, provoca um erro relativo cada vez maior. A diferença entre um TiB e um terabyte chega a cerca de 10,0%.





mairowsky

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Resposta #49 Online: 05 de Fevereiro de 2010, 17:57:28
Leo,

Só para saber: você está dizendo que a sensibilidade do sensor é exatamente a mesma em todas as câmeras quando se seleciona um determinado ISO?



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Resposta #50 Online: 05 de Fevereiro de 2010, 19:13:50
Rodrigo quando falei precisa quis dizer no que tange a enquadrar os sistemas binários dentro dos sufixos decimais do sistema internacional de unidades (que foi o que relatei acima).
Não se conseguia colocar 2^10 precisamente dentro de um sufixo de 10^3. :)
Eles deveriam usar a norma referente ao sistema binário, mas esta só foi implementada em uma reunião mais recente do comitê, por isso se consagrou esse "arredondamento", que como você bem lembrou está ficando cada vez mais distante do real. Para falar a verdade eu não sei até hoje porque os fabricantes não usam os sufixos binários, já que eles foram implementados exatamente para atender às necessidades do ramo da computação. :( Você que é da área saberia dizer o porque?
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Resposta #51 Online: 05 de Fevereiro de 2010, 19:33:26
Leo,

Só para saber: você está dizendo que a sensibilidade do sensor é exatamente a mesma em todas as câmeras quando se seleciona um determinado ISO?



O que eu e TODAS as equações matemáticas da norma dizem é o seguinte:
Para a norma ISO quando você oferece uma iluminância de X lux/s e o desempenho do sensor é máximo, em termos de sinal para ruído, exatamente nesta densidade de fluxo luminoso, então você terá um ISO Y (que na verdade é calculado a partir de uma linearização da densidade do fluxo luminoso).
Isso não quer dizer que para o ISO Y todos os sensores responderão da mesma forma, tampouco quer dizer que os sensores darão o mesmo tom (esse é o grande equívoco na compreensão da norma ISO e ocorre desde 1994). Isso quer dizer apenas, que para um determinado ISO Y, se você entregar X lux/s para o sensor, o desempenho desse sensor, em termos de sinal para ruído, será máximo e isso vale todo e qualquer sensor naquele ISO.
Por exemplo: a norma ISO espera que uma mídia de ISO 100 tenha seu melhor desempenho quando submetida um fluxo luminoso de densidade 2,5lux/s. Isso quer dizer que todos os cálculos de exposição visam fazer com que esta seja a densidade de fluxo luminoso a atingir a mídia para ela ser bem exposta. Mas como o que a norma espera é que a mídia tenha o seu melhor desempenho, em termos de sinal para ruído, neste ponto e não um tom específico ou um nível de resposta específico, então nada garante que o resultado que você terá ao oferecer a mesma quantidade de luz será o mesmo. A única coisa que ela te garante é que se você expuser naquele ISO para 0EV você terá uma melhor relação entre sinal e ruído do que se fizer a exposição para +1EV ou -1EV. :) Ou seja, a norma só te fala sobre a qualidade do registro nestes termos, nada além disso. Esperar qualquer coisa a mais dela (como um tom específico, ou um nível mínimo de sinal) pode levar o fotógrafo ao erro no processo fotográfico. :/
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Resposta #52 Online: 09 de Fevereiro de 2010, 09:02:05
Citar
Eles deveriam usar a norma referente ao sistema binário, mas esta só foi implementada em uma reunião mais recente do comitê, por isso se consagrou esse "arredondamento", que como você bem lembrou está ficando cada vez mais distante do real. Para falar a verdade eu não sei até hoje porque os fabricantes não usam os sufixos binários, já que eles foram implementados exatamente para atender às necessidades do ramo da computação. Triste Você que é da área saberia dizer o porque?

Leo, não existe (até onde eu saiba) nada oficial sobre a postura do mercado todo com relação aos sufixos binários após a norma que, como já mencionamos, é recente.

Eu acredito que a normatização tentou levar em conta essa distanciação e resolver o "problema" da distanciação real mas não atentaram que poderia ou não ser aceita (na prática) pelos fabricantes e pelo mercado todo que por tradição já usa essa nomenclatura.

Seria muito confuso para todos se a partir de um instante X tudo "mudasse" de nome por causa da norma; causaria um enorme estranhamento.

Também ninguém vai modificar arquiteturas de todos os equipamentos e dispositivos para ao invés de cálculos binários usar cálculos decimais, um impacto que seria muitíssimo maior do que a nomenclatura.

Penso que é o típico caso de que "treino é treino e jogo é jogo..."; trata-se de uma norma existente mas não aceita na prática em nenhuma instância.

E TODOS os SOs fazem algo para amenizar isto. Compra-se um HD ou até mesmo um pendrive de XGB e quando lidos pelos SOs estes mostram XXXXMB, como disse, para amenizar o problema da distanciação.

 :ok:


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Resposta #53 Online: 09 de Fevereiro de 2010, 15:57:59
Rodrigo a questão ai é que esta não é uma norma qualquer, é uma norma do sistema internacional de unidades, que é considerada regulamentada em uma série de países, inclusive o Brasil.
Quando alguém fala em 1MB espera-se receber 1*10^6 Bytes. Isso não dá nenhum problema, para o caso em questão, porque quando você manda 1*2^20 Bytes (1MiB) você está mandando mais do que 1*10^6 Bytes. Neste caso o cliente não tem motivos para reclamar judicialmente. Mas se você falasse que está enviando 1MiB, mas mandasse 1MB você provavelmente teria sérios problemas judiciais. Pois aos olhos da lei você estaria enviando ao cliente menos do que o informado. A coisa é bem simples, por mais nova que seja a norma 1GB é 1GB e pronto. Você pode arredondar sua entrega, mas ela nunca poderá ser inferior ao indicado, pois isso lhe causaria problemas com o cliente. É como colocar 290ml de refrigerante em uma garrafa de 250ml, ninguém reclama, pois não causa dano. Mas é preciso atenção, porque se você encaminhar um um frasco de 250ml de um determinado ácido, contendo 300ml e isso causar danos ao cliente você pode se complicar. Isso porque, no Brasil, a lei reconhece o sistema internacional de unidades e, portanto, quando se fala em 250ml espera-se que se encontrem 250*10^-3l.
Particularmente, isso não faz a menor diferença para mim rs. Mas que o pessoal da área de informática está errado não há como negar, ainda mais porque esta mudança na nomemclatura seria bastante simples de ser feita e passaria despercebida pela maioria esmagadora dos clientes.
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Resposta #54 Online: 09 de Fevereiro de 2010, 16:05:12
Eu não quis desprezar nenhuma norma não Leo, concordo contigo, poderia ser feito.

Talvez o "pessoal" como pessoas mesmo até assimilem, mas o "pessoal" enquanto grandes implementadores em todos os níveis é que são o grande problema. É isso que tentei dizer no outro post.

Mas concordo contigo de que norma é norma e pronto. 1m não é 102cm e pronto... :hysterical:



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Resposta #55 Online: 09 de Fevereiro de 2010, 16:35:50
Rs.
Talvez o "pessoal" como pessoas mesmo até assimilem, mas o "pessoal" enquanto grandes implementadores em todos os níveis é que são o grande problema. É isso que tentei dizer no outro post.

Mas concordo contigo de que norma é norma e pronto. 1m não é 102cm e pronto... :hysterical:


:ok:
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