Autor Tópico: Qual sua película 35mm preferida?  (Lida 8351 vezes)

Braga.SP

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Resposta #15 Online: 24 de Janeiro de 2014, 23:27:57
Até hoje o que mais gostei foi o Fuji Neopan Acros 100. Me deu um grão quase imperceptível, tons escuros bem profundos, os brancos num limite quase estourado e os cinzas sem contraste nenhum. Pra quem busca mais contraste nos meios tons pode ficar meio frustrado, mas  o peso que ele dá nos extremos do histograma são o que dão o diferencial. Só tive uma oportunidade de usá-lo, nunca puxei ou usei em condições de iluminação não tão favoráveis, mas gostei muito. Filme muito limpo!

Você usou apenas um rolo de filme? Eu devo ter entendido errado, sei lá. Mas, por favor, comente.
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Resposta #16 Online: 24 de Janeiro de 2014, 23:51:44
Puxei o fuji neopan 100 pra 400, 120mm. Confesso que tenho medo do resultado. Acho que pode ficar exageradamente contrastado.  :shock:
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Resposta #17 Online: 25 de Janeiro de 2014, 00:32:23
Puxei o fuji neopan 100 pra 400, 120mm. Confesso que tenho medo do resultado. Acho que pode ficar exageradamente contrastado.  :shock:

O Neopan aguenta fácil 2 stops.
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Resposta #18 Online: 25 de Janeiro de 2014, 00:42:15
O Neopan aguenta fácil 2 stops.
Bom saber!  :D
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Guilherme Ambrosio

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Resposta #19 Online: 25 de Janeiro de 2014, 15:41:54
Você usou apenas um rolo de filme? Eu devo ter entendido errado, sei lá. Mas, por favor, comente.

Sim, só usei um rolo e o resultado que eu tive foi esse. Mas eu gostei bastante.
A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;

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Resposta #20 Online: 25 de Janeiro de 2014, 19:53:46
Você usou apenas um rolo de filme? Eu devo ter entendido errado, sei lá. Mas, por favor, comente.


Também fiquei com esta dúvida Braga. Como é que alguém usando um único rolo consegue avaliar isso ? Basta pegar uma iluminação diferente que o resultado pode variar bastante.

Faltou contraste nos meios tons ? Não faz muito sentido, ainda mais levando em conta que o uso de filme P&B praticamente obriga a pessoa a usar filtros justamente para controle de contraste. A questão básica, mas báscica mesmo é que existirão cores que darão intensidades quase identicas no P&B, tais como o azul do ceu e o branco das nuvens.

Recomendo ao colega refazer o teste com varios filmes e com filtros amarelo, laranja, verde e vermelho.
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Resposta #21 Online: 25 de Janeiro de 2014, 20:33:07

Também fiquei com esta dúvida Braga. Como é que alguém usando um único rolo consegue avaliar isso ? Basta pegar uma iluminação diferente que o resultado pode variar bastante.

Faltou contraste nos meios tons ? Não faz muito sentido, ainda mais levando em conta que o uso de filme P&B praticamente obriga a pessoa a usar filtros justamente para controle de contraste. A questão básica, mas báscica mesmo é que existirão cores que darão intensidades quase identicas no P&B, tais como o azul do ceu e o branco das nuvens.

Recomendo ao colega refazer o teste com varios filmes e com filtros amarelo, laranja, verde e vermelho.

Shalders,

Concordo integralmente com o que vc disse.
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Resposta #22 Online: 25 de Janeiro de 2014, 20:57:23
Sim, só usei um rolo e o resultado que eu tive foi esse. Mas eu gostei bastante.

Guilherme,

Na boa, cara! Por favor, não tome isso como uma agressão, não entenda isso como... (ah! deixa pra lá).

Eu deveria dizer que "acho precipitado", mas vou preferir dizer... que "acho prematuro" que você faça tais afirmações tendo usado apenas um rolo desse filme. E, não quero, nem vou ficar aqui colocando à prova o seu conhecimento na área. Pela forma como você escreve, me parece sim que você seja uma pessoa do meio e com experiência no que diz respeito a uma película fotográfica.

Ainda que você tenha tido contato com outros filmes, e deles possa fazer uma avaliação mais esmiuçada, falar do Acros do modo como você descreveu, eu penso que isso pode influenciar negativamente a opinião e/ou aprendizado das pessoas que estão começando.

Vou dar um exemplo disso. Tenho um amigo e mestre em fotografia que certa vez resolveu fazer a Curva de Sensitometria de um filme. Escolheu um, começou a trabalhar e levou seis meses, repito, SEIS MESES, para concluir aquilo.

Note bem o seu relato num único rolo:

  • Me deu um grão quase imperceptível
  • tons escuros bem profundos
  • os brancos num limite quase estourado
  • cinzas sem contraste nenhum
  • Pra quem busca mais contraste nos meios tons pode ficar meio frustrado
  • mas  o peso que ele dá nos extremos do histograma são o que dão o diferencial.

Por tudo o que você afirmou, apenas um pequeno detalhe pode "derrubar a sua tese": O REVELADOR. Sim, basta você mudar o revelador e tudo o que você afirmou vai pelo ralo. Assim, as características que você atribui ao filme Acros podem ser completamente antagônicas às suas descrições, item a item, bastando apenas mergulhar a película numa química diferente da outra.

Quer um exemplo? Vamos lá. Vamos pensar num rolinho de 35mm.

- Faça a exposição do jeito que você quiser.
- Depois vá no "quarto escuro" e corte a tira na metade.
- Revele uma das metades num revelador à base de Metol e a outra num revelador à base de Fenidona.
- Deixe secar as tiras e depois coloque-as na mesa de luz.
- Pegue uma lupa de boa qualidade e analise (no olhômetro mesmo!) as densidades na emulsão.
- O item anterior pode ser subjetivo, segundo o olho de cada um, então bote a porcaria da tira num ampliador e amplie a foto usando o mesmo tipo de papel, tempo, temperatura, etc.

Depois de tudo isso, releia a sua descrição a respeito do Acros e, tenho certeza, isso tudo vai te dar um nó na cabeça.

Por fim, eu quero que você tenha a certeza de que eu não estou aqui pra ensinar nada a ninguém. Meu intuito, meu objetivo, num forum de fotografia é aprender. Desse modo, se você entender que eu falei alguma bobagem, pode xingar a minha mãe. Daí, portanto, pense que meu comentário é apenas um convite à reflexão. Mas, se ele não ajudou, então, por favor, ignore tudo o que eu falei.

 :assobi:
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Resposta #23 Online: 25 de Janeiro de 2014, 21:02:12
Guilherme,

Na boa, cara! Por favor, não tome isso como uma agressão, não entenda isso como... (ah! deixa pra lá).

Eu deveria dizer que "acho precipitado", mas vou preferir dizer... que "acho prematuro" que você faça tais afirmações tendo usado apenas um rolo desse filme. E, não quero, nem vou ficar aqui colocando à prova o seu conhecimento na área. Pela forma como você escreve, me parece sim que você seja uma pessoa do meio e com experiência no que diz respeito a uma película fotográfica.

Ainda que você tenha tido contato com outros filmes, e deles possa fazer uma avaliação mais esmiuçada, falar do Acros do modo como você descreveu, eu penso que isso pode influenciar negativamente a opinião e/ou aprendizado das pessoas que estão começando.

Vou dar um exemplo disso. Tenho um amigo e mestre em fotografia que certa vez resolveu fazer a Curva de Sensitometria de um filme. Escolheu um, começou a trabalhar e levou seis meses, repito, SEIS MESES, para concluir aquilo.

Note bem o seu relato num único rolo:

  • Me deu um grão quase imperceptível
  • tons escuros bem profundos
  • os brancos num limite quase estourado
  • cinzas sem contraste nenhum
  • Pra quem busca mais contraste nos meios tons pode ficar meio frustrado
  • mas  o peso que ele dá nos extremos do histograma são o que dão o diferencial.

Por tudo o que você afirmou, apenas um pequeno detalhe pode "derrubar a sua tese": O REVELADOR. Sim, basta você mudar o revelador e tudo o que você afirmou vai pelo ralo. Assim, as características que você atribui ao filme Acros podem ser completamente antagônicas às suas descrições, item a item, bastando apenas mergulhar a película numa química diferente da outra.

Quer um exemplo? Vamos lá. Vamos pensar num rolinho de 35mm.

- Faça a exposição do jeito que você quiser.
- Depois vá no "quarto escuro" e corte a tira na metade.
- Revele uma das metades num revelador à base de Metol e a outra num revelador à base de Fenidona.
- Deixe secar as tiras e depois coloque-as na mesa de luz.
- Pegue uma lupa de boa qualidade e analise (no olhômetro mesmo!) as densidades na emulsão.
- O item anterior pode ser subjetivo, segundo o olho de cada um, então bote a porcaria da tira num ampliador e amplie a foto usando o mesmo tipo de papel, tempo, temperatura, etc.

Depois de tudo isso, releia a sua descrição a respeito do Acros e, tenho certeza, isso tudo vai te dar um nó na cabeça.

Por fim, eu quero que você tenha a certeza de que eu não estou aqui pra ensinar nada a ninguém. Meu intuito, meu objetivo, num forum de fotografia é aprender. Desse modo, se você entender que eu falei alguma bobagem, pode xingar a minha mãe. Daí, portanto, pense que meu comentário é apenas um convite à reflexão. Mas, se ele não ajudou, então, por favor, ignore tudo o que eu falei.

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ui!  8-)
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Resposta #24 Online: 25 de Janeiro de 2014, 21:04:33
Me parece que há filmes certos para determinados tipos de trabalho, no sentido de que nenhum filme é ruim e nenhum filme é bom mas simplesmente mais adequado aquilo que voce deseja. Estou certo?
Ou tem filme que é ruim ou bom pra qualquer situação?
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Resposta #25 Online: 25 de Janeiro de 2014, 21:46:49
Aranha,

Cada filme tem a sua própria personalidade, por isso que cada um dos fabricantes tinha alguns modelos diferentes de filmes. Por exemplo, a Kodak tinha para PB o Tri-X, o Panatomic-X, o Plus-X, o TMAX... Fora is diversos Ektachromes e Kodachromes. A fuji tem Velvia 50, Velvia 100, Provia 100, 100F, 400F , 400X....  A Agfa tinha Ultra 50, Optima 100, etc. A Ilford HP5, FP4, Delta 100, Delta 400.

Tem filmes mais polivalentes, como o Provia, o TMax e o Superia por exemplo. Outros altamente especializados, como o Panatomic-X. Pena que quase isso tudo sumiu.
« Última modificação: 25 de Janeiro de 2014, 21:48:10 por AFShalders »
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Resposta #26 Online: 26 de Janeiro de 2014, 08:18:24
Até hoje o que mais gostei foi o Fuji Neopan Acros 100. Me deu um grão quase imperceptível, tons escuros bem profundos, os brancos num limite quase estourado e os cinzas sem contraste nenhum. Pra quem busca mais contraste nos meios tons pode ficar meio frustrado, mas  o peso que ele dá nos extremos do histograma são o que dão o diferencial. Só tive uma oportunidade de usá-lo, nunca puxei ou usei em condições de iluminação não tão favoráveis, mas gostei muito. Filme muito limpo!
O preto do Fuji acros nao eh escuro mas meio acinzentado. Ate mesmo em situacooes de luz muito contrastosas. Eu mudei para Delta 100 justamente por isso. Mas eh sim um otimo filme.

Eu usei por muito tempo esse filme e pelos meus testes o resultado que dava granulados mais finos e imagens mais nitidas era com Rodinal ou R90 (sao basicamente a mesma coisa).

Me parece que há filmes certos para determinados tipos de trabalho, no sentido de que nenhum filme é ruim e nenhum filme é bom mas simplesmente mais adequado aquilo que voce deseja. Estou certo?
Ou tem filme que é ruim ou bom pra qualquer situação?
Exatamente. Cada filme tem suas vantagens e desvantagens e isso depende do gosto pessoal para cada tipo de trabalho

Para retratos em preto em brando eu prefiro o Delta 100
Para longas exposicoes Neopan 100
Para fotos coloridas, seja paisagem ou retrato, Portra
Para fotos de rua Kentmare 400
Para uso geral HP5 ou HP4
Para retratos com tons mais cremosos eu prefiro PanF
Para situacoes de pouca luz Kentmare 400 @ 800/1600 ou Delta 3200.

Uma vantagem que os filmes da Ilford tem eh que eles nao ficam encaracolando muito depois de seco. Kentimare tambem eh da Ilford.
Um problema da Fuji Neopan e acros eh que eles arranham muito facil entao eh preciso ter mais cuidado.
« Última modificação: 26 de Janeiro de 2014, 08:30:43 por C R O I X »


Guilherme Ambrosio

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Resposta #27 Online: 26 de Janeiro de 2014, 14:48:22
Guilherme,

Na boa, cara! Por favor, não tome isso como uma agressão, não entenda isso como... (ah! deixa pra lá).

Eu deveria dizer que "acho precipitado", mas vou preferir dizer... que "acho prematuro" que você faça tais afirmações tendo usado apenas um rolo desse filme. E, não quero, nem vou ficar aqui colocando à prova o seu conhecimento na área. Pela forma como você escreve, me parece sim que você seja uma pessoa do meio e com experiência no que diz respeito a uma película fotográfica.

Ainda que você tenha tido contato com outros filmes, e deles possa fazer uma avaliação mais esmiuçada, falar do Acros do modo como você descreveu, eu penso que isso pode influenciar negativamente a opinião e/ou aprendizado das pessoas que estão começando.

Vou dar um exemplo disso. Tenho um amigo e mestre em fotografia que certa vez resolveu fazer a Curva de Sensitometria de um filme. Escolheu um, começou a trabalhar e levou seis meses, repito, SEIS MESES, para concluir aquilo.

Note bem o seu relato num único rolo:

  • Me deu um grão quase imperceptível
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Por tudo o que você afirmou, apenas um pequeno detalhe pode "derrubar a sua tese": O REVELADOR. Sim, basta você mudar o revelador e tudo o que você afirmou vai pelo ralo. Assim, as características que você atribui ao filme Acros podem ser completamente antagônicas às suas descrições, item a item, bastando apenas mergulhar a película numa química diferente da outra.

Quer um exemplo? Vamos lá. Vamos pensar num rolinho de 35mm.

- Faça a exposição do jeito que você quiser.
- Depois vá no "quarto escuro" e corte a tira na metade.
- Revele uma das metades num revelador à base de Metol e a outra num revelador à base de Fenidona.
- Deixe secar as tiras e depois coloque-as na mesa de luz.
- Pegue uma lupa de boa qualidade e analise (no olhômetro mesmo!) as densidades na emulsão.
- O item anterior pode ser subjetivo, segundo o olho de cada um, então bote a porcaria da tira num ampliador e amplie a foto usando o mesmo tipo de papel, tempo, temperatura, etc.

Depois de tudo isso, releia a sua descrição a respeito do Acros e, tenho certeza, isso tudo vai te dar um nó na cabeça.

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 :assobi:

 Quando contei minha experiência com o Acros 100 fiz questão de que ficasse claro que foi a única vez que tive oportunidade de usá-lo (o que infelizmente não ficou). Como disse, não tive outras oportunidades por não encontrar mais ele à venda. Gostaria de testá-lo em condições mais variadas, já que quando o utilizei estava praticamente em uma situação ideal. O céu estava limpo, um dia de sol pleno em Junho aqui no RJ, num horário entre 8h às 11h, sem o uso de filtros e em exposição normal. Quando terminei o filme não podia revelar por mim mesmo então levei ele no Speed Lab, um dos poucos laboratórios de confiança que ainda fazem PB no RJ, não solicitei puxadas ou um processo de revelação específico, até porque não soube o que pedir já que não conhecia o filme e nem seu comportamento nos diferentes processos de revelação.
 Considerei as condições de exposição desse rolo como ideais para um teste padrão, já que tinha condições de luz excelentes para um filme 100 e exposição padrão 0 e um processo de revelação específico realizado pelo laboratório que acredito ter usado o mais indicado pelo fabricante.


Braga, não levo a mal seu comentário e nem tenho motivo pra ofendê-lo já que em nenhum momento me senti desrespeitado com seu comentário. De fato, me expressei de forma superficial. Deveria ter entrado em detalhes sobre em que condições estava quando cheguei a esse resultado. Sei da gama de resultados que pode-se obter na variedade de processos de revelação, mas no meu caso usei o Fuji em condições quase perfeitas, bem cru mesmo. Ele me deu pretos muito escuros, cinzas sem contraste e brancos muito claros, muito nítido e zero de grão. Usaria ele nessas mesmas condições outras vezes para tentar obter esse mesmo resultado.
 Não se engane, não sei muito de fotografia. Respeito quem faz, mas não me interesso em passar metade de um ano em um estudo profundo sobre a latitude de um rolo de filme. Sou o cara que carrega a K1000 com um rolo, dispara, põe pra revelar e vê no que dá. Não sou cientista só gosto de fotografar de vez em quando. Gosto das coisas nas suas formas mais simples.
 Errei na escolha das palavras, relendo percebi que definindo acabei limitando o filme naquelas características que apresentei, mas não disse em que condições estava e não considerei que os resultados podem ser muito variados. Não era um tese ou um grande estudo sobre o comportamento do filme, era só a primeira impressão que tive ao ver minhas fotos.
 Me desculpem o comentário infeliz, tem muita gente aqui que se dedica em conhecer a fotografia a fundo e eu respeito isso. Às vezes o fato de alguém tecer um comentário superficial atinge essas pessoas e é perfeitamente compreensível que haja a discussão.

Acredito aqui que qualquer comentário é válido e o seu com certeza foi para perceber que usei as palavras erradas e acabei fazendo um julgamento precipitado, limitado e inexperiente.

Retificando minha resposta ao tópico:

Até hoje o que mais gostei foi o Fuji Neopan Acros 100. Só o usei uma única vez, de uma forma bem genérica ele me deu um grão quase imperceptível, tons escuros bem profundos, os brancos num limite quase estourado e os cinzas sem contraste nenhum. Pra quem usá-lo como usei  pode achar o contraste nos meios tons bem fracos. Mas ficou bem bonito o contraste do brancão e do pretão. É uma pena não encontrá-lo mais disponível, adoraria carregar a K1000 com ele e ir tirar umas fotos por aí e em outras condições só pra ver como ele é de fato em outras condições, talvez até dê umas puxadas ou, ousando mais um pouco, use um outro revelador. Nada muito trabalhoso, só fotografia mesmo!  :ok:
A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;

Mateus 6:22


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Resposta #28 Online: 26 de Janeiro de 2014, 15:43:31
Guilherme,

Ninguém aqui está ou ficou ofendido, pelo contrário !

Se você não está acostumado com fotografia em P&B (principalmente película), recomendo que faça uns testes, usando os filtros tradicionais. Esses filtros só funcionam bem com película, ou com sensores tipo Foveon ou Monochrom. Procure na internet ou aqui no forum por filtros para fotografia preto e branca.
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Resposta #29 Online: 26 de Janeiro de 2014, 16:22:17
Em geral a avaliacao do guilherme esta certa. Fuji acros 100 eh um filme de tons medios (ou seja, tem mais zonas nos tons medios / ou mais zonas com tons medios) e por isso tende a nao ter muito contraste nos tons medios. Os tons mais claros chega realmente ao limite (por ter menos zonas / ou menos zonas com tons claros). E quando bem revelado o potencial do filme eh de graos bem finos e alta nitidez. E justamente por conseguir essa qualidade de grao e nitidez que eu usei por muito tempo. Mas depois comecei a criar gosto por maiores contrastes e tons escutos e claros mais "vivos" eu troquei pelo Delta 100 que tambem um potencial de alta nitidez mas o nao chega a ter graos tao finos quanto o across. Mas como eu costumo fazer retratos com medio formato isso ja nao importa tanto. Com 35mm ja faz uma certa diferenca o grao. Across tambem eh o melhor filme para se fazer longa exposicao. A reciprocity failure (nao faco ideia do nome em portugues) eh extremamente baixa.

Claro que vc pode usar filtros para conseguir mais contraste, seja na lente da camera ou na lente do enlarger (nao sei como eh chamado em portugues), ou fazer dodges e burns (nao sei o nome em portugues e nao me condene por usar palavras em ingles) durante a impressao. Opcao para se obter contraste sao inumeras, mas a caracteristica do filme nao deixa de ser essa. Mas se o seu negocio eh contraste nos tons medianos eh melhor procurar por outro filme.
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