Autor Tópico: Objetivas de Rosca  (Lida 1463 vezes)

Paulinho Cé

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Online: 16 de Setembro de 2006, 10:20:12
Amigos do fórum, eis as minhas "meninas" Takumar 50mm 1.4 -
MIR 1B  37mm 2.8 - Helios 44 M-6 2.0 .



Com a Helios e com a MIR, estou encontrando alguma dificuldade em focalizar, por isso pergunto aos amigos:
Como fazer o foco baseado nas escalas de DOF das objetivas?
A distancia nelas está em metros ou feet?
Vejam as escalas:


Eu presumo que a primeira é a que indica a distancia do objeto, e é alterada pelo movimento do anel de foco.
A segunda, a verdinha, é fixa e está impressa no corpo da objetiva.
A terceira seleciona a abertura, e esta nem precisa explicar.

Então mais uma pergunta: porque a escala verdinha tem um traço com um ponto vermelho e um "R" vermelho ao lado direito?
Porque esta escala varia para ambos os lados?

Muito obrigado e um abraço a todos.
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Paulo Machado

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Resposta #1 Online: 16 de Setembro de 2006, 10:49:07
A distância é em metros. Voce escolhe a distância do objeto a ser fotografado e coloca na marca. Os número em baixo vão mostrar a profundidade de foco na abertura determinada.
Na foto que voce o foco em 1,7m a profundidade de campo em f16 vai ser entre 1,3 e 2,5m.
Deu para entender?

A marca R deve ser para focar com infra-vermelho.
« Última modificação: 16 de Setembro de 2006, 11:30:53 por pmachado »
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totok

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Resposta #2 Online: 16 de Setembro de 2006, 11:15:23
Esse é um metodo de foco pouco exato, profundidade de campo não é foco, é algo como uma "nitidez aceitável". Para canon, existe um adaptador que permite a confirmação de foco com lentes manuais. Nas pentax essa confirmação existe com todas as lentes manuais.
Pentax MZ-5n e K100D


Paulinho Cé

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Resposta #3 Online: 16 de Setembro de 2006, 11:28:48
Existe uma maneira fácil para saber o local exato de focagem, usando a distância hiperfocal.
Quando regulamos a objetiva no infinito, existe uma distância entre ele e a câmera em que a imagem fica em foco. A distância entre este ponto máximo de foco e a câmera fotográfica, é a chamada distância hiperfocal.

Figura 1  A escala de profundidade de campo que existe na objetiva nos informa a área de foco que obtemos para cada abertura da lente. No exemplo da figura 1, para uma abertura f11 conseguimos uma profundidade de campo que vai de 1 a 5metros.

Para determinar o ponto exato de focagem para determinada abertura e conseguir o máximo de foco em uma imagem desde o primeiro plano até o infinito usamos o seguinte procedimento:

Coloque o foco da lente na posição infinito (°). Escolha uma abertura pequena (f11, f16 ou f22), que produzem uma foto com grande profundidade de campo.

Observe na lente a distância em metros que corresponde à abertura escolhida, que é exatamente a distância hiperfocal (figura 2).

Em seguida gire o anel de foco da lente até a posição identificada no passo anterior (figura 3). Pronto! É só enquadrar a foto e não mexer mais na lente. Este é o ponto de focagem que irá lhe proporcionar o máximo de profundidade de campo.  

Figura1


Figura 2  


Figura 3
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Ivan de Almeida

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Resposta #4 Online: 16 de Setembro de 2006, 12:07:12
Paulinho:

Na Helios 44m não tem jeito. Você tem de fazer foco visual, pois como ela não é uma lente de paisagem, não dá para fazer foco estimado. O que deve estar acontecendo, Paulinho, é que o foco é mais crítico na Helios 44m que na Takumar por dois motivos, ambos seriam pouco importantes, mas no somatório eles fazem diferença.

O primeiro é que a Helios é de 58mm, não 50mm, e você sabe que auqnto maior o comprimento focal, menor o DOF, e assim a tolerância do foco.

O segundo é que ele é f2, e isso a faz bastate "borradora", DOF curto.

Para fazer foco na Helios, abra a lente, focalize e feche ao diafragma escolhido, ganhando DOF ao fazê-lo.

Na Mir, o mesmo método pode valer, facilitado pelo anel de preset através do qual você escolhe a abertura e deixa lá a regulagem, abrindo e fechando a lente para o foco no anle de preset.

Normalmente eu uso a escala de DOF para fotos planejadas com objetos em primeiro e segundo plano, segundo plano distante, nas quais quero nitidez em todo o campo.

Nesse caso, faço um pouco diferente de voc~e. Estipulo como referência na escala de DOF um diafragma mais aberto do que o efetivemente usado (por exemplo, se uso f8, tomo como referência f5.6. Por que? Pois bem, na digital o círculo de confusão em relação ao sensor fica maior, e assim a tolerância diminui muito para grandes ampliações. Normalmente, escolhida a abertura, coloco infinito no ponto correspondente a um ponto a mais (como disse, se escolhi f8, coloco infinito em f5.6) e pronto.
« Última modificação: 16 de Setembro de 2006, 12:39:15 por Ivan de Almeida »


Ivan de Almeida

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Resposta #5 Online: 16 de Setembro de 2006, 12:08:25
A risca vermelha refere-se à referência para foco em infravermelho.

A escala varia para ambos os lados para indicar a distãncia de nitidez aceitável antes do ponto de foco para um lado e depois do ponto de foco para o outro lado.
« Última modificação: 16 de Setembro de 2006, 12:09:49 por Ivan de Almeida »


Paulinho Cé

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Resposta #6 Online: 16 de Setembro de 2006, 12:48:25
Boa tarde Ivan e amigos,
Agora sim entendi como interpretar as escalas na objetiva, confesso que nunca usei estas opções pois o foco automático sempre fazia isso.
Entendi tambem a sua referencia ao infinito num ponto a mais.
Depois que postei as perguntas, o Marcelo no BRfoto passou o link onde tem esta materia sobre distancia hiperfocal e consegui entender melhor.
Voce viu o estado externo da Takumar? parece que jogaram futebol com ela, coitadinha...
Ontem chegou a MIR, fiz apenas duas fotos com ela e me apavorei pela dificuldade de focar, a Helios então..pior ainda.
A Takumar é uma beleza, consigo focar na boa, quase não perco mais fotos com ela.
Outra pergunta Ivan, se uma abertura selecionada proporciona uma faixa de foco aceitável, onde está situado o ponto ideal? no meio da faixa?

Valeu pelos esclarecimentos, pena que está chovendo aqui senão iria fotografar hoje à tarde com a MIR para testar as fórmulas.

Bom fim de semana e um abraço
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Ivan de Almeida

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Resposta #7 Online: 16 de Setembro de 2006, 13:12:43
Engraçado, Paulinho, pois não acho focar com a Helios mais difícil que com qualquer outra lente. Ao contrário, como é uma lente com a qual estou extremamente acostumado, acho fácil.

O foco mesmo, este só no olho ou com confirmação de foco. Não dá para saber qual é baseado na escala de DOF. O ponto ideal está onde o traço de foco disser que está.

No caso de uso da escala de DOF, ela é melhor que o automático. Senão, vejamos: imagine, como acontece comigo, que quero fotografar uma paisagem com as montanhas ao fundo nítidas mas com uma planta em primeiro plano nítida também...

Se eu colocar o foco nas montanhas, perco a planta. Se colocar na planta, perco as montanhas ou terei de usar diafragma muito fechado, perdendo nitidez. Então, o ponto de foco ficará um pouco atrás das plantas, e o que eu preciso saber é que ponto de foco me deixará ambos os planos com nitidez aceitaável. O autofoco não pode interpretar isso, até porque pode inexistir qualquer objeto no ponto de foco. Pode não haver onde fazer foco, entende?

Fotos de paisagem com vários planos são impossívels para o autofoco. Só a escala de DOF resolve.
« Última modificação: 16 de Setembro de 2006, 13:13:41 por Ivan de Almeida »


Paulo Machado

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Resposta #8 Online: 16 de Setembro de 2006, 13:24:40
Citar
Outra pergunta Ivan, se uma abertura selecionada proporciona uma faixa de foco aceitável, onde está situado o ponto ideal? no meio da faixa?
Mais ou menos 1/3 na frente e 2/3 do ponto de foco é o quanto varia a profundidade de campo aceitável.
« Última modificação: 16 de Setembro de 2006, 13:25:32 por pmachado »
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