Autor Tópico: Na beira do canal  (Lida 187 vezes)

Ivan de Almeida

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Online: 20 de Julho de 2015, 10:21:13


Postei duas deste canal, esta e uma outra lá no Corredor Polonês. Mas, por favor, não tenham cerimônia aqui também, podem dizer o que pensam, não ficarei aborrecido nem serei hostil a ninguém.

EOS 5D Mark II
Lente SMC Takumar 1.4/50
1/200s
ISO 200

« Última modificação: 20 de Julho de 2015, 10:27:21 por Ivan de Almeida »


Bretas

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Resposta #1 Online: 20 de Julho de 2015, 15:59:17
Ivan, suas fotos são do tipo "ame ou odeie", não tem meio termo. Eu geralmente me incluo no primeiro grupo na maioria delas... Nestes dois casos, EU aumentaria um pouco as altas luzes, para acentuar alguns detalhes. De qualquer forma, ambas me agradam muito (fui de excelente na do Corredor...). Abç.
« Última modificação: 20 de Julho de 2015, 16:01:00 por Bretas »


Ivan de Almeida

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Resposta #2 Online: 20 de Julho de 2015, 17:03:40
Eu sei Bretas. Mas na verdade minhas fotos não são assim tão radicais, acho que o gosto geral é que é conservador demais, a tal ponto de atingir o gostar de coisas que nem tão avançadas assim são.

Lhe agradeço muito, e sobretudo a sinceridade.

Há mil fotografias. Há aquilo que vemos na tela, ou numa revista, e há aquilo que fica na parede. Busco aquilo que pode ficar na parede, e isso só funciona bem quando é algo de certa profundidade. A beleza muito comum cansa, é como ver publicidade mil vezes. A beleza muito comum é parente da publicidade.

Você vai achar engraçado, mas na minha sala não há uma única foto minha. No quarto apenas uma, no meio de muitas outras coisas, e no meu corredor onde num local mais alargado é meu escritório, sim, ali há algumas fotos.

Qual foto não cansa? Isto é difícil de responder. Uma vez fiz uma exposição de fotografias do mato lá da serra, paisagens, fotos de caminhos de terra e trilhas, etc. Para mim é muito clara a questão. Umas duraram, outras não joguei fora só por causa da moldura. Poucas duraram, e dessas poucas, três, de um total de 12, de fato gosto muito.

O gostar de longo prazo não é a estética quase publicitária da maioria das fotografias. Lembro, olha só, de uma preto e branco de mais ou menos 20X30 que ficava no hall onde tinha um banheiro, numa casa de Petrópolis de uma família de lá, mas uma casa tradicional e a fotografia idem. Lembro até hoje desta foto.

As pessoas pensam que o por do sol é a solução. Não, não é. Ponha na parede e uma semana depois já quererá jogar fora. Cansa. Enjoa. Tenho poucas fotos, fiz poucas fotos que podem ficar indefinidamente na parede. Essas, com o tempo, sequer as vejo como minhas, as vejo como coisas, coisas que me envolvem, que me agradam. Aqui do meu lado tem uma foto feita pelo meu filho, um PB tosco na cópia, mas a foto é um descanso para o olhar. Ele estava fazendo um trabalho na faculdade dele sobre o Cartier-Bresson, matéria Fotografia, e eu, para compor a foto, passava de bicicleta na rua lá embaixo da escada da nossa casa, escada no jardim. A foto está aqui do meu lado, e é um doce para mim. Ele foi feliz, nossa combinação foi feliz.

Quantas dessas fotos nós podemos ver sem enjoar? São Poucas, Bretas. Bem poucas. E não são as fotos "caretas" de composição careta e objeto retratado idem.

Um abração. Desculpe o papo longo.