Autor Tópico: Review EF 300mm f/4L IS USM  (Lida 2816 vezes)

Rafael Lima

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Online: 02 de Outubro de 2016, 23:10:47
Esse tópico é para os que estão em dúvida se vale a pena o investimento alto numa tele série L, mas principalmente para os "passarinheiros" e fotógrafos de vida selvagem em geral.

Depois de dois anos usando a EF-S 55-250MM F/4-5.6 IS II, resolvi pegar uma lente mais completa, por diversos motivos que vou explicar durante o tópico. Por um bom tempo estive pesquisando, e estava em dúvida entre a lente que comprei e as Sigma e Tamrom que vão até 500mm ou 600mm. Também seria uma opção a nova EF 100-400mm f/4.5-5.6L IS II USM, mas esta já ficava fora do meu orçamento.

*Essa revisão foi feita com base no uso prático, e não com fotos em ambientes controlados com objetivo de produzir um review.


  • Qualidade de imagem (olhar as fotos com zoom no Flickr):
Sem dúvida a EF-S 55-250MM F/4-5.6 IS II é uma lente espetacular, pois a mesma, ao meu ver, está no mesmo nível da EF 300mm f/4L IS USM nesse quesito, custando essa cerca de 9x o valor da outra. Até então eu não pude notar nenhuma diferença gritante na qualidade de imagem entre elas.

Acerca da nitidez, eu esperava mais dessa lente. Sempre acabo tendo expectativa de mais quando vou comprar algo novo, e dessa vez não foi diferente. Eu achava que teria um grande ganho na nitidez das fotos, mas foi algo bem sutil, que só pode ser notado em condições de luz excelentes, e se tratando do tipo de fotografia que eu faço, não dá pra escolher a luz ou preparar o ambiente da foto.

Como pode ser visto abaixo, não há nenhuma grande diferença na nitidez entre ambas as lentes. As duas primeiras fotos foram feitas com a 300mm, e as duas últimas com a 55-250mm. Ambas com a mesma câmera (7D) e com o mesmo tratamento de imagem.

Eupetomena macroura by Rafael Lima, no Flickr

Elaenia cristata by Rafael Lima, no Flickr

Camptostoma obsoletum by Rafael Lima, no Flickr

Cathartes burrovianus by Rafael Lima, no Flickr

Com relação ao desfoque (bokeh), a EF 300mm f/4L IS USM já leva um pouco de vantagem. Achei o bokeh dela mais homogêneo, e mais bonito no geral, sem contar que ela parece ter uma profundidade de campo bem menor que a 55-250mm, mesmo estando ambas em f/5.6. Abaixo coloquei duas fotos com a 300mm (as duas primeiras), e a última com a 55-250mm. Repare também que nas fotos abaixo, dá pra notar novamente que a nitidez de ambas as lentes é muito equivalente, quando o foco está bem cravado.

by Rafael Lima, no Flickr

Athene cunicularia by Rafael Lima, no Flickr

Polioptila plumbea by Rafael Lima, no Flickr

Já em relação a aberração cromática, essa lente me decepcionou. Esse foi o único ponto negativo que vi nela, mas ainda vou averiguar esse ponto, visto que em todas as fotos que fiz com ela até agora, estive usando filtro de proteção (um Hoya HMC UV(c) 77mm). Não sei se o filtro pode ter culpa nisso, mas para ter certeza, vou fotografar uma vez sem ele, e depois acrescento aqui o resultado. Seguem abaixo alguns exemplos, mas em quase 90% das fotos que fiz com ela até agora tive que corrigir, mesmo que pouco, a AC.

Em f/4:

by Rafael Lima, no Flickr

by Rafael Lima, no Flickr

Em f/5.6 (além de diminuir um pouco a AC, percebe-se também um ganho em nitidez):

by Rafael Lima, no Flickr

by Rafael Lima, no Flickr

Outro exemplo da AC:

by Rafael Lima, no Flickr

Eu poderia postar muitos exemplos da AC dela aqui, visto que apareceu em praticamente todas as fotos, mas essas acima já exemplificam bem. Fiquei decepcionado nesse ponto, pois a 55-250mm que é 9x mais barata tem essa mesma AC, então eu esperava isso corrigido ou pelo menos mais controlado na 300mm.


  • Corpo da lente e funcionalidades:
Comparação de tamanho entre a EF-S 55-250MM F/4-5.6 IS II e a EF 300mm f/4L IS USM:

Como dá pra ver acima a diferença de tamanho é grande (e de peso também, rsrs). Falando em peso, o conjunto dessa lente com a 7D fica com cerca de 2kg, o que torna um pouco desconfortável fazer longas caminhadas com ela pendurada no ombro pela alça da câmera, quem dirá no pescoço, então já encomendei uma alça transversal daquelas genéricas que engatam na rosca de tripé. Acredito que distribui melhor o peso, tornando o uso contínuo mais confortável.
Alguns amigos e conhecidos meus passarinheiros, que têm lentes maiores e mais pesadas, como 300mm f/2.8, 500mm f/4, e por aí vai, usam geralmente aquelas alças originais da Black Rapid. Quem sabe indo aos EUA eu pego umas dessas.


Aqui nesse ponto vem o segundo principal motivo que me levou a trocar de lente, e que também me fez escolher uma Canon série L, e não uma Sigma ou Tamrom daquelas que vão até 500 ou 600 mm: robustez. Quem fotografa aves, ou vida selvagem em geral, sabe que é preciso um equipamento resistente, que aguente bem umidade, chuva e poeira quando for preciso.
Eu achei que essa lente vinha com aquela borrachinha no mount (weather sealing rubber) que ajuda a vedar a câmera, mas infelizmente não vem. Na verdade nunca vi nenhuma lente Canon com isso, então nem sei se têm, mas quando eu usava Nikon, até a minha 35mm 1.8G tinha, e olhe que era uma lente DX de entrada. Mas no geral, ela passa bastante confiança, e tem uma construção excelente, diferente da 55-250mm que de boa só tem a ótica, porque o corpo é todo de plástico e a mecânica não é lá essas coisas, como vou descrever nos pontos seguintes.
Não encontrei na internet nada a respeito das entranhas dessa lente, ou o quão ela é protegida contra intempéries, mas se até a 55-250mm aguentou, ela não deve ter problemas com isso.

by Rafael Lima, no Flickr

Essa lente também tem a funcionalidade "Full-time manual focus" - isso é extremamente importante para o meu uso, vocês verão no próximo ponto.

  • Velocidade e precisão do foco:
Aqui estamos no principal motivo pelo qual comprei essa lente, exatamente esse modelo. A 55-250mm peca nesse ponto. É uma lente com ótica excelente, mas o foco, assim como a construção não são lá essas coisas. E as Sigma e Tamrom, daquelas que falei que vão até 500 ou 600mm, também não são muito legais aqui nesse ponto.

Em 13 de maio desse ano, fiz minha primeira viagem com objetivo exclusivo de fotografar aves. Fui até Guaramiranga (um polo de mata úmida no Nordeste brasileiro, repleto de raridades que ficaram isoladas na serra do Baturité, após a divisão da mata atlântica e floresta amazônica, há algumas centenas de anos), no Ceará, que fica a mais ou menos 6h de carro daqui de Mossoró-RN, onde eu moro. Lá eu me encontrei com um amigo, Sanjay, que me guiou na serra, onde pude fotografar muitos bichos raros (pude, mas em alguns casos não consegui o fazer direito). Lá foi onde eu vi que tinha que trocar de lente se pretendesse seguir mais sério nisso de fotografar aves.
Abaixo temos a foto do Vira-folha-cearense (Sclerurus cearensis). Bicho extremamente raro, de ocorrência muito restrita, e ameaçado de extinção. Pois é, eu tive a chance de fotografar esse bicho. Isso durou uns 60 segundos, onde fiz umas 30 fotos, todas sem foco. A lente não focava de jeito nenhum, e para passar para foco manual eu tinha que desligar uma chavinha na lente, caso contrário o anel de foco ficava travado. Desliguei, consegui fazer uma foto (abaixo), e o bicho sumiu.

Sclerurus cearensis by Rafael Lima, no Flickr

Essa não foi a única foto que perdi por causa da lentidão e falta de precisão no foco da 55-250mm em situação de pouca luz, mas acredito que ela seja suficiente para exemplificar.

Agora, depois desse exemplo, vamos falar da lente do tópico. Até então ela se saiu muito bem comigo. O foco é muito mais rápido e preciso que a 55-250mm, além de que eu tenho uma 7D há dois anos, e essa finalmente é uma lente a altura dessa câmera, que pode aproveitar todo o potencial do sistema de foco dela.
Ainda não testei a lente em situações como a de Guaramiranga, mas acredito que ela atenderá bem. E mesmo se não atender como eu espero, posso utilizar da funcionalidade  "Full-time manual focus" para fazer o foco manualmente sem precisar desligar nenhum seletor da lente, garantindo ao menos um bom registro.
* Para fazer funcionar o "Full-time manual focus" no meu conjunto 7D + EF 300mm f/4L IS USM, eu tive que fazer uma mudança: tirei o AF do botão de disparo, deixando ele exclusivamente para disparar a foto, enquanto o AF é feito agora no botão traseiro AF-ON. Caso contrário, sem fazer essa mudança, o botão de disparo só liberava o disparo quando a câmera entendesse que a cena estivesse focada, o que em situações de baixíssima luz pode não acontecer, mesmo eu tendo feito o foco manual perfeitamente pelo anel de foco da lente. Nesse caso, a foto estaria focada, mas a câmera sem detectar foco não liberaria o disparo. Também passei a usar agora o modo AI-SERVO o tempo todo, recomendado pelo amigo Luciano Queiroz que tem a mesma lente. Estou gostando. Antes eu usava o ONE-SHOT.

  • Estabilização (IS):
Aqui a lente me surpreendeu positivamente. Eu não esperava nada de mais no sistema de estabilização dela, achando que seria igual ao da 55-250mm, mas é bem melhor!

Ela tem dois modos de IS, sendo o segundo para fotos do tipo "panning", pelo que li a respeito, mas ainda não o testei na prática.

Ela é uma lente pesada e balança bastante na mão, ainda mais no mato onde se está sempre em solo irregular e não se tem o apoio ideal, mas o IS dela supre bem isso. Abaixo deixei duas fotos que fiz com ela usando uma velocidade mais baixa (1/60 e 1/50) e o IS segurou muito bem. Na segunda foto, não foi usado flash, havendo apenas uma lanterna apontada para a coruja.
Não lembro de ter muitas fotos com velocidades baixas assim com a 55-250mm, mas lembro que ela não segurava tão bem, e olhe que é uma lente levinha que não balança na mão como essa.


Tolmomyias flaviventris by Rafael Lima, no Flickr

Megascops choliba by Rafael Lima, no Flickr

Deixo também um vídeo que fiz com ela segurando a lente na mão, mostrando a eficácia do IS da mesma.



  • Geral:
No geral eu posso dizer que estou satisfeito com esse upgrade, e recomendo muito essa lente para os "birdwatchers". É um excelente custo-benefício nessa faixa de preço, e que pode ser combinada com um teleconversor de 1.4x por exemplo, tornando-se uma 420mm f/5.6, cobrindo o range que uma 100-400mm cobriria, e mantendo o range de 300mm em boa abertura (f/4) para usar em mata mais fechada quando preciso.
« Última modificação: 02 de Outubro de 2016, 23:39:27 por Rafael Lima »
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vangelismm

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Resposta #1 Online: 02 de Outubro de 2016, 23:54:23
Acho que vale a pena rever a nitidez sem o filtro tb.
"A perspectiva de uma imagem é controlada pela distância entre a lente e o assunto; mudando a distancia focal da lente muda o tamanho da imagem , mas não altera a perspectiva . Muitos fotógrafos ignoram este fato, ou não têm conhecimento de sua importância." -  Ansel Adams, Examples – The Making of 40 Photographs


Germano

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Resposta #2 Online: 03 de Outubro de 2016, 01:06:08
Esse negócio de filtro é fogo mesmo...

Vlw


sakco

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Resposta #3 Online: 03 de Outubro de 2016, 14:48:33
Rafa, excelente review... Só dois pontos que eu queria ponderar: essa franja roxa que chamas de AC tem um outro nome, na gringa eles chamam de franja roxa, ela é decorrente de alto-contraste de borda, e fácil de corrigir num Lightroom da vida (o LR 4 em diante tem uma ferramenta que faz isso por conta). AC mesmo normalmente tem cor verde ou vermelha, e essa lente não tem quase nada, aparentemente (analisando teus recortes a 100%). Segundo que seria legal frisar que a comparação foi usando uma 7D, pois se o cara tem uma FF, nem tem como utilizar a 55-250 IS. Eu tive a 55-250 na época do crop, achava ótima pelo preço, mas medíocre demais comparada a qualquer lente L (tive a 100-400L, que punha ela no chinelo, justificando a diferença (10x) de preço). Abraço.
« Última modificação: 03 de Outubro de 2016, 14:51:59 por sakco »
Silvio A. Kronbauer & Co. - Fotografia de paisagens, natureza, arquitetura e (às vezes) "gente"...
Canon 5D Mark II, até sair algo realmente melhor!
Viva a fotografia!


vangelismm

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Resposta #4 Online: 03 de Outubro de 2016, 14:57:36
Rafa, excelente review... Só dois pontos que eu queria ponderar: essa franja roxa que chamas de AC tem um outro nome, na gringa eles chamam de franja roxa, ela é decorrente de alto-contraste de borda, e fácil de corrigir num Lightroom da vida (o LR 4 em diante tem uma ferramenta que faz isso por conta). AC mesmo normalmente tem cor verde ou vermelha, e essa lente não tem quase nada, aparentemente (analisando teus recortes a 100%). Segundo que seria legal frisar que a comparação foi usando uma 7D, pois se o cara tem uma FF, nem tem como utilizar a 55-250 IS. Eu tive a 55-250 na época do crop, achava ótima pelo preço, mas medíocre demais comparada a qualquer lente L (tive a 100-400L, que punha ela no chinelo, justificando a diferença (10x) de preço). Abraço.

purple fringing é AC sim.
Existem 2 tipos de aberração cromática, a lateral e longitudinal.
https://photographylife.com/what-is-chromatic-aberration
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Resposta #5 Online: 03 de Outubro de 2016, 15:44:19
Acho que vale a pena rever a nitidez sem o filtro tb.
Gostaria de fazer um teste mais minucioso acerca da qualidade ótica dela, comparando-a com a 55-250mm, mas estou sem tripé, e fazendo o teste não mão o resultado acaba não sendo tão justo. Mas assim que eu sair para fotografar com ela de novo, vou sem filtro para avaliar o resultado. Também estou acreditando que ele está contribuindo com essa AC. Já na nitidez acredito que ele pouco interfere.

Esse negócio de filtro é fogo mesmo...
As vezes é um mal necessário. Como eu fotografo no mato, e muitas vezes em condições adversas, uma proteção no elemento frontal cai bem, ainda mais se tratando de uma lente mais cara. É melhor precisar trocar um filtro de 100 Reais do que uma lente de 5 mil.

Rafa, excelente review... Só dois pontos que eu queria ponderar: essa franja roxa que chamas de AC tem um outro nome, na gringa eles chamam de franja roxa, ela é decorrente de alto-contraste de borda, e fácil de corrigir num Lightroom da vida (o LR 4 em diante tem uma ferramenta que faz isso por conta). AC mesmo normalmente tem cor verde ou vermelha, e essa lente não tem quase nada, aparentemente (analisando teus recortes a 100%). Segundo que seria legal frisar que a comparação foi usando uma 7D, pois se o cara tem uma FF, nem tem como utilizar a 55-250 IS. Eu tive a 55-250 na época do crop, achava ótima pelo preço, mas medíocre demais comparada a qualquer lente L (tive a 100-400L, que punha ela no chinelo, justificando a diferença (10x) de preço). Abraço.
Valeu Silvio! De fato essa franja roxa é um tipo de AC, a que ocorre em áreas de alto contraste. O Lightroom que eu uso é aquele que vem no pacote do Adobe Creative Cloud, e ele tem essa correção de AC, mas nunca fica 100%, e é algo a mais que tem que ficar corrigindo em foto por foto.
Realmente vale a pena salientar que a câmera usada foi uma APS-C, no caso uma 7D, mas o comparativo entre as lente foi só para exemplificar melhor os pontos.

purple fringing é AC sim.
Existem 2 tipos de aberração cromática, a lateral e longitudinal.
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Exato, no caso das fotos que mostrei acima, dá pra notar os dois tipos. Mas vamos ver como ela se sai sem o filtro para concluirmos se essa AC é devido a ele.
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Resposta #6 Online: 03 de Outubro de 2016, 16:00:02
Rafael, aposto no filtro também, apesar de não se comparar, tive muito problema com a 18-135mm, as imagens saiam com cores muito estranhas e algumas vezes fugiam totalmente da realidade e chegou até a atrapalhar na nitidez, estava quase condenando a lente, ai tive a ideia de tirar o filtro....  :clap: lente salva....

Faça o teste, acredito que irá melhorar muito.
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Rafael Lima

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Resposta #7 Online: 08 de Outubro de 2016, 11:32:23
Já em relação a aberração cromática, essa lente me decepcionou. Esse foi o único ponto negativo que vi nela, mas ainda vou averiguar esse ponto, visto que em todas as fotos que fiz com ela até agora, estive usando filtro de proteção (um Hoya HMC UV(c) 77mm). Não sei se o filtro pode ter culpa nisso, mas para ter certeza, vou fotografar uma vez sem ele, e depois acrescento aqui o resultado. Seguem abaixo alguns exemplos, mas em quase 90% das fotos que fiz com ela até agora tive que corrigir, mesmo que pouco, a AC.

Hoje saí com ela sem o filtro, fiz cerca de 80 fotos, e realmente grande parte da AC era culpa do filtro. Não notei nenhuma "franja roxa" como nas fotos acima que postei. Apenas uma leve AC no plano desfocado, mas muito mais fácil de corrigir do que a que estava aparecendo antes com o uso do filtro.
Ótimo ver que a lente não apresenta esse defeito, mas agora que já gastei R$130,00 nesse filtro da Hoya, vou deixar ele guardado pra usar só quando for na praia com a lente. Quanto a nitidez não notei qualquer diferença, mas devo notar algo mínimo em uma situação de luz ideal.

Nunca usei filtro pra proteção nas minhas lentes, mas também nunca tive uma lente desse valor. Seria uma boa proteção pra ela contra algum possível acidente, mas por sacrificar a qualidade, vou acabar por não usá-lo sempre.
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rafael1904

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Resposta #8 Online: 08 de Outubro de 2016, 12:57:20
Hoje saí com ela sem o filtro, fiz cerca de 80 fotos, e realmente grande parte da AC era culpa do filtro. Não notei nenhuma "franja roxa" como nas fotos acima que postei. Apenas uma leve AC no plano desfocado, mas muito mais fácil de corrigir do que a que estava aparecendo antes com o uso do filtro.
Ótimo ver que a lente não apresenta esse defeito, mas agora que já gastei R$130,00 nesse filtro da Hoya, vou deixar ele guardado pra usar só quando for na praia com a lente. Quanto a nitidez não notei qualquer diferença, mas devo notar algo mínimo em uma situação de luz ideal.

Nunca usei filtro pra proteção nas minhas lentes, mas também nunca tive uma lente desse valor. Seria uma boa proteção pra ela contra algum possível acidente, mas por sacrificar a qualidade, vou acabar por não usá-lo sempre.

Esse lance de filtro é bem complicado mesmo. Ainda não tenho a "mente aberta" em deixar exposto o elemento frontal da lente. Claro que um bom filtro ajuda muito a diminuir essa perda de qualidade nas fotos, porém é bem melhor quebrar um filtro de R$ 300,00 de que um vidro de uma lente de R$ 8.000,00 (85L, no meu caso), não sei quanto custa uma 300mm F4.  :ok:
« Última modificação: 08 de Outubro de 2016, 12:58:34 por rafael1904 »


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Resposta #9 Online: 08 de Outubro de 2016, 13:31:51
Esse lance de filtro é bem complicado mesmo. Ainda não tenho a "mente aberta" em deixar exposto o elemento frontal da lente. Claro que um bom filtro ajuda muito a diminuir essa perda de qualidade nas fotos, porém é bem melhor quebrar um filtro de R$ 300,00 de que um vidro de uma lente de R$ 8.000,00 (85L, no meu caso), não sei quanto custa uma 300mm F4.  :ok:
Verdade. Eu não usava filtro até então, porque minhas lentes não eram tão caras, mas esse 300mm f/4L custa em média 5 mil Reais. Mas pela AC que esse filtro gerou nas imagens, vou acabar por não usá-lo.
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Resposta #10 Online: 08 de Outubro de 2016, 15:16:54
O problema é que temos uma falacia nessa historia de proteção.
O filtro é muito mais frágil que o elemento frontal, difícil afirmar que quando o filtro quebra, ele salvou a lente. Pois não sabemos se o impacto seria forte o suficiente para danificar o elemento frontal.

Acho que o para-sol cumpre melhor essa função sem efeitos colaterais.
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Resposta #11 Online: 08 de Outubro de 2016, 16:01:24
O problema é que temos uma falacia nessa historia de proteção.
O filtro é muito mais frágil que o elemento frontal, difícil afirmar que quando o filtro quebra, ele salvou a lente. Pois não sabemos se o impacto seria forte o suficiente para danificar o elemento frontal.

Acho que o para-sol cumpre melhor essa função sem efeitos colaterais.
Pra mim a proteção seria mais contra riscos. É muito difícil que aconteça algo que chegue a quebrar a lente, visto que eu estou sempre com o parasol (e o parasol dessa 300m, é embutido na lente e muito forte, além de ser emborrachado na frente), mas depois de uns 3 ou 4 anos de uso, sempre limpando o pó na frente da lente, vai criando micro-riscos, que com o filtro não aconteceria.

Mas eu vou ter bastante cuidado com isso, afinal quando eu tiver teles maiores, não vai ter como proteger disso, já que ela nem tem rosca pra filtro frontal.
« Última modificação: 08 de Outubro de 2016, 16:03:56 por Rafael Lima »
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Ernesto

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Resposta #12 Online: 08 de Outubro de 2016, 17:34:01
Me agrada muito ver suas observações.
Eu falei dessa 55-250mm STM, aquj no forum, há um tempo atras. Logo que saiu.
Para quem busca nitidez no centro da imagem e não se importa com leves vinhetas (diga-se passarinheiros), ela supera também a 70-200m f4 e a 70-200mm 2.8 (I e II).

Como eu disse na época, a Canon fez um "ou vai ou racha". Ou ela mostrava que o APS-C tinha seu lugar no mundo, ou ela perderia todo o mercado APS-C aos celulares.

E foi o que fez: as 10-18mm STM e 55-250mm STM são espetaculares e tem um formidável preço competitivo.

E nem tente pegar a 400mm 5.6 ou a 400mm 2.8 vai se decepcionar igual.

Eu, como você, já tinha me dado mal, da mesma forma que você se deu.. Mas como essas lentes são 'mitos', pois quase ninguém as tem... nós não vamos conseguir tirar o papai noel da casa das pessoas... E que venha o próximo igual a nós dois...
« Última modificação: 08 de Outubro de 2016, 17:52:21 por Ernesto »
O google não é tão confiável quanto eu mas, às vezes, linka os meus textos...

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Ernesto

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Resposta #13 Online: 08 de Outubro de 2016, 17:56:07
Pra mim a proteção seria mais contra riscos. É muito difícil que aconteça algo que chegue a quebrar a lente, visto que eu estou sempre com o parasol (e o parasol dessa 300m, é embutido na lente e muito forte, além de ser emborrachado na frente), mas depois de uns 3 ou 4 anos de uso, sempre limpando o pó na frente da lente, vai criando micro-riscos, que com o filtro não aconteceria.

Mas eu vou ter bastante cuidado com isso, afinal quando eu tiver teles maiores, não vai ter como proteger disso, já que ela nem tem rosca pra filtro frontal.

Uma vez zoei uma....ficou com uma mancha no coating (segundo o representante oficial da Nikon).

Fui chorar na Nikon e me disseram: Sem chances...só trocando o elemento que custa quase o preço da lente...
Eu falei: bota o coating de novo ! Disseram: Não dá...

Fui em um independente com mais de 20 anos de serviço: E ele me disse: Sem chances...só pagando polimento e sem garantias se perderá o foco infinito..

Fui pra casa, tentei de tudo que fosse leve e nao muito abrasivo.. desisti.
Larguei ela em casa... os anos se passaram...e lançaram os paninhos de microfibra para celulares.... e eu triste...um dia fui limpar ela.. (limpeza periodica)...passei o paninho...todo triste...lembrando do passado e dos bons momentos... e a mancha SUMIU !   :hysterical: :hysterical: :hysterical: :hysterical:
@#$!&*%  :doh: q ódio !!,!!,,!!!
« Última modificação: 08 de Outubro de 2016, 18:09:24 por Ernesto »
O google não é tão confiável quanto eu mas, às vezes, linka os meus textos...

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Rafael Lima

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Resposta #14 Online: 09 de Outubro de 2016, 09:32:17
[...]E nem tente pegar a 400mm 5.6 ou a 400mm 2.8 vai se decepcionar igual. [...]
Fiquei curioso. Por que se decepcionaria com essas lentes? Tenho amigos que tem teles 300mm e 400mm f/2.8L e são muito boas, sem contar que essa grande abertura é um grande atrativo para uso em matas fechadas, que são mais escuras.
 :ponder:
Ornitólogo e fotógrafo de natureza.
Canon 7D Mark II - EF 300mm f/4 L IS USM - TC 1.4x II
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