Autor Tópico: Equipamento fotográfico virando nicho  (Lida 1479 vezes)

RFP

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Online: 18 de Julho de 2017, 23:00:14
O mercado de câmeras fotográficas e lentes vem encolhendo drasticamente desde 2010 (redução de 81% comparando 2016 e 2010). Mesmo a produção de mirrorless está diminuindo (redução de 4% no último ano).



Link para o artigo completo (em inglês).

A previsão é de que o mercado encolha ainda mais, tendo como alguns efeitos o deslocamento para o segmento profissional e o aumento dos preços.


lee.

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Resposta #1 Online: 19 de Julho de 2017, 02:49:02
Realmente nesse período teve um boom de gente comprando DSLR voltado pra profissionais. Pessoas que não tinham nem noção de como clicar, estavam gastando 4 dígitos pra participar da brincadeira.. Eu me incluo nisso. Não sabia nem os pilares básicos da fotografia quando resolvi torrar 10mil no kit da 5D MarK II e mais uns itens e acessórios pra mesma.

Lembro que muitos amigos meus compraram na época a Canon T2i, T3i, 60D, Nikon D3500, etc. Não deu um ano pra perceberem que era pesado demais e chato demais pra levar num bar ou numa balada pra tirar foto com os amigos. Que enchia o saco usar nas viagens por ser um trambolho. Que só valia a pena usar quando a viagem era internacional! Perceberam tarde que lente é caro pra cacete, etc.

Das 10 pessoas que conheço q compraram na época q tava na moda, uns 3 continuaram com a brincadeira investindo em estudos e lentes novas. Fui um dos poucos amadores que sobreviveu e se manteve firme e forte até os dias atuais  :fight:

Esses consumidores perceberam que é uma brincadeira cara q não vale tanto a pena a não ser que goste muito. Compactas não é opção com o avanço dos smartphones então... ficaram nos smartphones/tablets. Evolução e escolha lógica.

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Bucephalus

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Resposta #2 Online: 19 de Julho de 2017, 06:18:01
No futuro não muito distante os smartphones vão ficar ainda melhores do que são hoje. Todos os amadores e entusiastas, e alguns profissionais ocasionais que usam DSLRs e mirrorless de entrada vão passar a usar smartphones com mais frequência, ou exclusivamente. Sim, o entusiasta de fim de semana e a pessoa que não entende nada de fotografia vão ser impossíveis de se distinguir, ambos estarão usando smartphones.

Nesse futuro, as câmeras fotográficas ficarão concentradas nos profissionais mais frequentes. Profissionais que usam hoje câmeras intermediárias (Canon 80D, 6D, 5D; Nikon D500, D750, D810; Fuji XT20, X-Pro2) irão no futuro adotar o equivalente a câmeras de entrada (Canon Rebel, Nikon D3300, Fuji X-A1). Somente os profissionais que fazem uso pesado e frequente do equipamento vão conseguir comprar câmeras que hoje são consideradas intermediárias, junto com as lentes e acessórios.

Os profissionais que hoje usam câmeras super-fodas (Canon 1Dx, Nikon D5, médio formato digital) vão nesse futuro, pelo menos em parte, adotar as câmeras que hoje são consideradas intermediárias. Somente uma minúscula parcela vai realmente usar esses tanques de guerra e as câmeras com sensores enormes, e essas se tornaram ainda mais caras e ainda mais raras do que são atualmente.

Ou pelo menos essa é a tendência a se julgar por esses relatórios.


lcmartinez.j

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Resposta #3 Online: 19 de Julho de 2017, 09:31:04
Posso estar falando bobagem, mas não acredito que nenhum celular consiga empatar com uma Rebelzinha, tendo em vista o tamanho do censor e as lentes que são utilizadas.

Fotos de selfie, ocasionais, baladas sem compromisso podem ser feitas com celular, mas pensou em impressão ou divulgação, mesmo futuramente, fica inviável.

Digamos que aumentem o tamanho do censor e uma mudança no mecanismo de lentes nos smartphones, qual o custo para essa mudança, não iria encarecer d+ o aparelho? Não vejo isso acontecer.

Melhorias na tecnologia empregada nos celulares irá dar uma canibalizada nas câmeras digitais comuns, com sensores minúsculos, mas pensar que irá afetar as Mirrorless e DSLR, não acredito.

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marciodeluca

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Resposta #4 Online: 19 de Julho de 2017, 09:59:53
Acho que isso é um efeito cíclico que toma conta do mercado de tempos em tempos, em função de novas tecnologias.

Quando as câmeras viraram digitais, no início eram bem caras, passou o tempo, ficaram bem baratas e todo mundo passou a comprar. Nessa leva, as DSLR começaram a ficar baratas, então muita gente preferia comprar uma, do que as "semi-profissionais". Quando percebiam que com a lente que normalmente vem no kit (geralmente 18-555mm) não conseguiam fazer muita coisa e lentes não é um negócio barato, desistiam de continuar com a mesma.

Nesse mesmo período os smartphones começaram a baratear cada vez mais, as câmeras passaram a ficar melhores e a galera começou a perceber, que para o uso fotográfico que eles tinham, o celular dava e sobrava.

Hoje, o smartphone está mais barato do que nunca e as DSLR tem preços para todos os gostos e usos, porém, quem não quer se aventurar no mundo da fotografia, está deixando de lado câmeras e como diz o título do tópico, está se tornando algo de nicho mesmo, porém um nicho bem grande ainda, pois os entusiastas e profissionais, vão continuar consumindo.

Só para comparar, em 2014 haviam 280,73 milhões de linhas de celulares no Brasil, contra 244 milhões em 2016.
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A arte de fotografar está no saber quando apertar o botão de disparo e não no quanto o apertar.


fabianob

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Resposta #5 Online: 19 de Julho de 2017, 10:14:10
Ao meu ver, tudo depende da oferta e da procura. logo o preço se torna atrativo e a Sansung lança uma nova fod**tica câmera com super sensor blablabla... as chinesas veem o nicho de mercado e lançam uma nova marca...  :shock: :shock: :shock:. e logo depois desse tempo a Nikon, Canon, e outras consagradas vão se ver obrigadas a baixar o preço de seus lançamentos com sensores super foda***ticos novos.

E no meio de tudo isso a propaganda... hahhhh  o marketing... com sua música doce fazendo você se convencer que precisa de uma DSLR Full Frame para poder ter fotos de finais de semanas lindas...

É tudo um ciclo... interminável... daqui uns anos este gráfico se inverte.
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Rick99

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Resposta #6 Online: 19 de Julho de 2017, 11:02:51
Acho que só a partir de meados de 2012 é que começaram a surgir smartphones com ótima resolução de câmera e com preço bom.  Lembro que as câmeras compactas ainda eram bem procuradas nas galerias da av. Paulista.

Atualmente a maioria das pessoas já acham a câmera do smartphone boa o suficiente, e não precisam de uma DSLR. No máximo uma superzoom (por causa do zoom... :D).



leonobox

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Resposta #7 Online: 19 de Julho de 2017, 11:05:56
Acho que vale lembrar a durabilidade do equipamento, eu mesmo uso até hj uma câmera 40D que comprei em 2007/2008, e as lentes duram tanto quando as cameras, assim como temos os consumidores desenfreados que trocam de equipo a cada lançamento tb temos aqueles que espremem ao máximo (tenho uma amiga que até pouco tempo trabalhava com uma 10D), e até 2010 ainda estávamos tendo uma grande transição de filme para digital (muitas agências, por exemplo ainda preferiam trabalhar com cromo do que com digitais, hj nem ouço mais falar de cromo...)...
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Tiago C.

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Resposta #8 Online: 19 de Julho de 2017, 16:12:09
Da mesma forma, na época do filme, a gente sabia (ou desconfiava) que quem estava com uma SLR era profissional e quem estava com uma compacta, não  ;)


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Resposta #9 Online: 19 de Julho de 2017, 16:37:51
Significa que o mercado estara cheio de cameras usadas a precos bem baixos para os que ainda estao na brincadeira.  :D


AFShalders

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Resposta #10 Online: 19 de Julho de 2017, 17:00:02
Não acho que o mercado esteja encolhendo. Pelo menos a base de usuarios de câmeras não.

- Para muita gente o celular basta. Pra que gastar mais ?

- Muitas pessoas que tem cameras não tem GAS. Ninguem aqui do forum é claro, mas existem e muitas...

- Como o Croix disse, o mercado de usados está quentissimo pela metade do preço.


Isso nao muda a base mas impacta nas vendas.
« Última modificação: 19 de Julho de 2017, 17:01:03 por AFShalders »
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lee.

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Resposta #11 Online: 19 de Julho de 2017, 17:23:55
Posso estar falando bobagem, mas não acredito que nenhum celular consiga empatar com uma Rebelzinha, tendo em vista o tamanho do censor e as lentes que são utilizadas.

Fotos de selfie, ocasionais, baladas sem compromisso podem ser feitas com celular, mas pensou em impressão ou divulgação, mesmo futuramente, fica inviável.

Digamos que aumentem o tamanho do censor e uma mudança no mecanismo de lentes nos smartphones, qual o custo para essa mudança, não iria encarecer d+ o aparelho? Não vejo isso acontecer.

Melhorias na tecnologia empregada nos celulares irá dar uma canibalizada nas câmeras digitais comuns, com sensores minúsculos, mas pensar que irá afetar as Mirrorless e DSLR, não acredito.

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A questão não é se a qualidade é equiparável ou não. Para o consumidor médio a praticidade vem antes da qualidade. Isso não quer dizer que o mesmo não queira qualidade. Só que para o cara, uma foto de smartphone atende suas necessidades e é bonita o suficiente. Na cabeça dele a foto é tão boa quanto (com suas devidas proporções e em "condições ideais"). Pelo menos pra visualização pequena, pra postar no facebook ou instagram.

Smartphone quebra um galhão. Tem muitos problemas de qualidade ainda e só é bonito em condições ideais mas é bom o suficiente pra 90% da população que não encana com detalhes e refinamento.

Não estão trocando suas DSLR por smart por acreditarem de fato q as duas brigam pau a pau.
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Resposta #12 Online: 22 de Julho de 2017, 17:01:48
Fico pensando: se hoje o número de câmeras vendidas é de 1/5 do que era em 2010, será que existirá mercado para todas as marcas que ainda se veem hoje? É capaz que daqui a algum tempo existam menos opções e só as mais sólidas sobrevivam. Outra coisa é que o artigo original diz que haverá menos inovação (o que parece lógico, já que se tem muito menos grana para investir). Se hoje sair na rua com uma câmera grande já chama a atenção, imagina daqui a 10 anos... Fotografar com câmera vai ser algo retrô para a maior parte das pessoas.


marciodeluca

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Resposta #13 Online: 27 de Julho de 2017, 08:29:22
Fico pensando: se hoje o número de câmeras vendidas é de 1/5 do que era em 2010, será que existirá mercado para todas as marcas que ainda se veem hoje? É capaz que daqui a algum tempo existam menos opções e só as mais sólidas sobrevivam. Outra coisa é que o artigo original diz que haverá menos inovação (o que parece lógico, já que se tem muito menos grana para investir). Se hoje sair na rua com uma câmera grande já chama a atenção, imagina daqui a 10 anos... Fotografar com câmera vai ser algo retrô para a maior parte das pessoas.

Em 1994 quando cursava engenharia mecânica, um professor dizia que por volta de 2030 existiriam apenas umas poucas montadoras no mundo inteiro e hoje o que vemos é que há uma convergência para isso - VW é dona de Audi, Porsche, Bentley, Lamborghini, Bugatti, Seat, Skoda e algumas outras; BMW é dona da Mini, Rolls Royce e Rover; FIAT é dona do grupo Chrysler, Ferrari, Maserati e Alfa Romeo; Renault dona da Nissan; Peugeot-Citroen dona da Opel e assim por diante.

Creio que com o tempo haverá uma convergência nesse sentido também, onde a Sony por ser uma gigante não apenas nesta área de fotografia, poderá adquirir outras, tal como a Samsung, que é uma gigante mundial em áreas até fora da eletrônica, porém não acredito que Canon e Nikon deixe de existir, pois além de serem marcas fortes, detém tecnologias e conhecimento imenso na área de óptica que a farão durar um pouco mais - o tempo passou, as crises vieram, mas elas se mantiveram na frente de Pentax, Minolta, Vivitar e tantas outras que já até sumiram.

Mas por exemplo Leica, acho que será como as fabricantes que são dona de nichos específicos, como é o caso da Pagani, Koenigsegg e McLaren Cars - podem até serem compradas por uma grande montadora (como ocorreu com a Aston Martin que havia sido da Ford, mas hoje é independente novamente), mas acho que ainda demora.

Mas temos que lembrar que mercados de forma cíclica contraem e expandem com frequência; ocorreu com TVs de tela plana; desktops e notebook; tablets e chegou aos smartphones - o mercado projeta sempre vendas crescentes, mas há um ponto de saturação do produto, o que faz com que os consumidores mirem seus interesses em algo que ainda não tem, ou algo que possua e esteja "defasado" e isso fatalmente ia ocorrer com equipamentos fotográficos, que conta concorrentes que possuem a plataforma multimidia ao seu dispor, que é o caso do smartphone e isso inclusive tem haver com status, pois muitos acham que uma câmera é algo melhor, mas o status de sacar do bolso um celular que tem o logo da maça no meio de restaurante, é mais impactante que estar num parque com um DSLR nas mãos.
« Última modificação: 27 de Julho de 2017, 08:29:47 por marciodeluca »
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Resposta #14 Online: 27 de Julho de 2017, 08:32:27

Mas temos que lembrar que mercados de forma cíclica contraem e expandem com frequência; ocorreu com TVs de tela plana; desktops e notebook; tablets e chegou aos smartphones - o mercado projeta sempre vendas crescentes, mas há um ponto de saturação do produto, o que faz com que os consumidores mirem seus interesses em algo que ainda não tem, ou algo que possua e esteja "defasado" e isso fatalmente ia ocorrer com equipamentos fotográficos, que conta concorrentes que possuem a plataforma multimidia ao seu dispor, que é o caso do smartphone e isso inclusive tem haver com status, pois muitos acham que uma câmera é algo melhor, mas o status de sacar do bolso um celular que tem o logo da maça no meio de restaurante, é mais impactante que estar num parque com um DSLR nas mãos.

x2  :ok: :clap:
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