Autor Tópico: Para quem chama a experiencia artistica e metafisica de "espiritual"...  (Lida 802 vezes)

C R O I X

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...se quiserem entender a perspectiva da neuro-ciencia, eu recomendo a leitura "A woman looking at men looking at women" por Siri Hustvedt.

Ao contrario do que os ceticos dizem ou acreditam, a metafisica por tras da experiencia artistisca consiste em um conhecimento real agregado ao qual nosso cerebro guarda e se torna automatizado em nos, como forma de economizar energia (da mesma forma que o que acreditamos ver quando olhamos em nossa volta consiste em sua maioria em reproducao da memoria do cerebro, e menos da metade no que realmente enxergamos com os olhos). Ser um artistas, e as vezes cienctistas como Einstein por exemplo, cosiste em confiar nesse conhecimento, que seria o sentimento e emocoes.

O que o livro apresenta eh que nao existe conhecimento (e nem ciencia) dissociado de emocoes e sentimentos. O aprendizado e memorizacao acontece por meio de experiencia emocionais assim como a memoria.

E nada disso tem a ver com a fe religiosa em que se acredita em algo imaginario que nao existe.

Eu recomendo a leitura do livro para entender mais, que junto tem muitas referencias tambem muito boas.


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Resposta #1 Online: 02 de Novembro de 2018, 08:06:15
Marcio, a partir de um ponto de vista, podemos entender tudo como processos cerebrais. Eu, como psicólogo, no entanto, não acho interessante encarar todos os aspectos da experiência humana dentro do campo da psicologia ou das neurociências. Acho reducionista.

Além disso, o cérebro é extremamente plástico. Podemos encará-lo como causa ou como apenas um intermediário, ou um espelho, daquilo que acontece conosco. Quando o encaramos como causa, o que parece uma nova forma de antropocentrismo, estamos fazendo um recorte muito estreito da experiência humana.

Quanto ao papel das emoções no aprendizado e na memória, aí não vejo muito o que discutir. Acho até que as separações entre processos 'racionais' e 'emocionais' são artificiais.


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Resposta #2 Online: 02 de Novembro de 2018, 10:09:30
Marcio, a partir de um ponto de vista, podemos entender tudo como processos cerebrais. Eu, como psicólogo, no entanto, não acho interessante encarar todos os aspectos da experiência humana dentro do campo da psicologia ou das neurociências. Acho reducionista.

Além disso, o cérebro é extremamente plástico. Podemos encará-lo como causa ou como apenas um intermediário, ou um espelho, daquilo que acontece conosco. Quando o encaramos como causa, o que parece uma nova forma de antropocentrismo, estamos fazendo um recorte muito estreito da experiência humana.

Quanto ao papel das emoções no aprendizado e na memória, aí não vejo muito o que discutir. Acho até que as separações entre processos 'racionais' e 'emocionais' são artificiais.

Esse eh um dos pontos que o livro aborda, ela extensivamente questiona a psicologia e neurociencia como forma disassociada de outras questoes para examinar seus respectivos campos. E fala extensivamente da plasticidade do cerebro. Ela aborda a questao de forma classica, o que agrega diferentes campos do conhecimento alem da neurociencia, incluindo biologia, psicologia, artes, linguinstica, etc. e nao da forma que a ciencia atual eh feita em que se limita a expecializacoes desassociadas dos demais campos. E ela apresenta muitas citacoes de pensadores e estudiosos desses diferentes campos, e de opinioes diferentes investidando e questionando os diferentes lados de opinioes para apresentar o raciocinio que ela traz.


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Resposta #3 Online: 02 de Novembro de 2018, 10:36:47
Interessante, parece ser muito bem embasado. Com todos esses cuidados, pode falar com autoridade sobre o assunto.