Autor Tópico: FOTO REALISTA X FOTO COMERCIAL  (Lida 995 vezes)

Robson_Ribeiro

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Online: 10 de Dezembro de 2018, 17:16:54
Às vezes fico tentando entender porque uma pessoa prefere lambuzar uma criança num bolo de chantilly ao invés de registrá-la brincando com seu brinquedo favorito. Não entendo porque preferem coloca-la num matinho aleatório, cheio de bandeirolas coloridas no fundo, ao invés de mostrá-la no colo dos pais, dos irmãos ou avós, ou na varanda de casa, ou na sua primeira caminha. Não entendo porque as mulheres geralmente preferem fazer ensaios com vestidos de cor forte  e caudas quilométricas esvoaçando pelos ares como asas de uma borboleta ao invés de mostrarem o que realmente são, com um rosto levemente maquiado (não obrigatoriamente, porque a beleza natural também conta), fazendo as coisas que gostam, coisas simples como tocar um violão ou passear com o cachorro, quem sabe. Se as pessoas querem registrar lembranças da sua vida, porque não fotografam algo que valha ser lembrado. Ás vezes parece que preferimos o espetáculo às lembranças, likes ao invés de sorrisos. Não quero aqui sobrepor minha opinião, estou certo de que não existem regras absolutas na fotografia, por isso gostaria de saber a opinião de vocês. Não sou contra ensaios do tipo smash the cake, muito pelo contrário. Só acho que deve haver uma história prevalecente nesses ensaios.

« Última modificação: 10 de Dezembro de 2018, 17:20:39 por Robson_Ribeiro »


Ernesto

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Resposta #1 Online: 10 de Dezembro de 2018, 17:30:31
Às vezes fico tentando entender porque uma pessoa prefere lambuzar uma criança num bolo de chantilly ao invés de registrá-la brincando com seu brinquedo favorito. Não entendo porque preferem coloca-la num matinho aleatório, cheio de bandeirolas coloridas no fundo, ao invés de mostrá-la no colo dos pais, dos irmãos ou avós, ou na varanda de casa, ou na sua primeira caminha. Não entendo porque as mulheres geralmente preferem fazer ensaios com vestidos de cor forte  e caudas quilométricas esvoaçando pelos ares como asas de uma borboleta ao invés de mostrarem o que realmente são, com um rosto levemente maquiado (não obrigatoriamente, porque a beleza natural também conta), fazendo as coisas que gostam, coisas simples como tocar um violão ou passear com o cachorro, quem sabe. Se as pessoas querem registrar lembranças da sua vida, porque não fotografam algo que valha ser lembrado. Ás vezes parece que preferimos o espetáculo às lembranças, likes ao invés de sorrisos. Não quero aqui sobrepor minha opinião, estou certo de que não existem regras absolutas na fotografia, por isso gostaria de saber a opinião de vocês. Não sou contra ensaios do tipo smash the cake, muito pelo contrário. Só acho que deve haver uma história prevalecente nesses ensaios.



Amigo,

O cinema e a fotografia sempre venderam ilusões.

Desde nossa atriz/cantora favorita, até o atleta futeboleiro. Vendemos vidas lindas e de sucesso.

O cinema lhe conta alguma história onde o pobre, sai do nordeste, jovem, forte, querendo vencer na vida, chega a SP, aceitando todo tipo de trabalho pesado, perigoso e sujo e morre mendigando na praça da Sé, em frente a igreja Matriz, com vergonha de voltar à terra natal ? E, gerando filhos e filhas "no foda-se" que crescerão na imundície e serão revoltados e, se não forem fortes de cabeça, serão aliciados à cachaça, à prostituição, à criminalidade e ao tráfico ?




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« Última modificação: 10 de Dezembro de 2018, 17:47:01 por Ernesto »
O google não é tão confiável quanto eu mas, às vezes, linka os meus textos...


eduedmais

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Resposta #2 Online: 10 de Dezembro de 2018, 20:00:35
Eu gostei do tópico, e gostei da resposta acima.

Eu penso que fotografia engloba todo tipo de situação, mas nem todas elas possuem o mesmo objetivo. Na fotografia você pode transmitir algo (beleza, imaginação, emoção, entre outras coisas). Não é de se estranhar quando alguém quer ser fotografado de forma completamente diferente do dia-a-dia. É de se estranhar, entretanto, que todos queiram a mesma coisa. Há, de fato, preferências. Eu gosto muito das fotografias que transmite situações comum, como as que você citou. Prefiro também maquiagens mais leves. Mas gosto também de fotografias diferentes, bem trabalhadas as vezes. Depende muito da situação, e do que faça o fotografado ficar mais feliz.
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Lindsay

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Resposta #3 Online: 10 de Dezembro de 2018, 20:33:42
Se as pessoas querem registrar lembranças da sua vida, porque não fotografam algo que valha ser lembrado. Ás vezes parece que preferimos o espetáculo às lembranças, likes ao invés de sorrisos.


Primeiramente, bem vindo ao fórum Robson!!!

Olha só, fotografia é um veiculo para expressar alguma escolha, no meio de um oceano de coisas, inclusive essa intenção que vc está comentando, fotografia é só isso.
E quando vc vê uma foto que alguém produziu, lembre que aquilo é só um fragmento da produção de um indivíduo, e que vc ainda não viu todo resto.

Tem muita gente que esta sintonizado com outras intenções.

Mas normalmente em uma fotografia, vc enxerga você mesmo, ou melhor aquilo que vc crê.
Fotografando com a memória


Millano

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Resposta #4 Online: 10 de Dezembro de 2018, 23:31:59
Ao meu ver a fotografia, e outras artes em geral, não precisam ficar restritas a realidade (as vezes, comum e banal) e podem sim ir para um mundo do "querer ser" ou até mesmo pra Fantasia.
Pegue situações distintas como um "Desfile de Moda", um "Concurso de Miss", um "Carro Conceito" ou um filme, que nem precisa ser uma fantasia, mas apenas tenha uma estética "exagerada", exemplo os filmes do Baz Luhrman (como o Moulin Rouge ou o Grande Gatsby).
- O estilista do desfile de moda sabe que eventualmente uma roupa exagerada, altamente conceitual, nunca será vendida, mas, uma pequena porcentagem daquele conceito aparecerá nas roupas da próxima estação, ou seja ele passou a mensagem dele.
- No concurso de Miss, a garota, comprou um vestido que só serve para aquela ocasião, está toda produzida, tentando chegar no seu "auge de beleza", é uma situação irreal, ela na faculdade ou em casa não é daquele jeito. Ainda é bela, mas não está vivendo aquele "sonho" meio de princesa, mas aquilo a deixa feliz. É como uma festa de debutante.
- O "Carro Conceito" é similiar a roupa, é uma experimentação, é um lançamento de tendência, que pode vir a dar certo ou não;
- Um filme com estética exagerada, é uma forma diferente de transmitir uma mensagem, sentimentos, sensações.
Eu particularmente gosto muito da estética do mangá, universo cosplay, gosto de filmes que experimentam estéticas diferentes, de Baz Luhrman, a Blade Runner, a filmes do Andrew Niccol.
Eu acho que são formas diferentes de comunicar ou registrar algo apenas.

Agora faço um adendo, e talvez seja o ponto que te incomode. Os Modismos repetidos a exaustão, e todo mundo nadando pro mesmo lado.
- Newborn como você citou é algo que poderia ser muito variado, indo das fotos junto a família, mais clean, até as fantasias e fundos pintados.
- Boudoir (que é basicamente o bom e velho ensaio sensual, mas que querem deixar mais "chique" usando o termo francês) que parece ser sempre uma coisa meio "escura" cheia de sombras... Nada contra sombras. Mas fotografia também é Luz, mas parece que o mercado repete muitas fórmulas.

Nikon D5300
AF-S 50mm F/1.8G | AF-S  DX 35mm F/1.8G |  AF-S DX 18-140mm F/3.5-5.6G | SB-700


Robson_Ribeiro

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Resposta #5 Online: 11 de Dezembro de 2018, 08:50:19
Agora faço um adendo, e talvez seja o ponto que te incomode. Os Modismos repetidos a exaustão, e todo mundo nadando pro mesmo lado.
- Newborn como você citou é algo que poderia ser muito variado, indo das fotos junto a família, mais clean, até as fantasias e fundos pintados.
- Boudoir (que é basicamente o bom e velho ensaio sensual, mas que querem deixar mais "chique" usando o termo francês) que parece ser sempre uma coisa meio "escura" cheia de sombras... Nada contra sombras. Mas fotografia também é Luz, mas parece que o mercado repete muitas fórmulas.

Concordo com todas as respostas anteriores, de fato não há que se negar a importância do fictício, de se partir para algo além da realidade às vezes, seja comercialmente ou como um trabalho autoral. Mesmo assim, isso que você citou é a definição do grande problema, dos modismos que banalizam o conceito, fotos feitas sem coração, um simples "vai ali e faz uma pose", ou enfiar a criança num cesto e torcer para a luz estar certa. O brega se tornou clichê, e o pior é que isso vende. As pessoas pagam porque é barato, não porque é bom. Os clientes preferem preço a qualidade, e é por essas e outras que saí do comercial e fiquei só no autoral mesmo. Quando digo que a fotografia "real" prevalece sobre a comercial, estou me referindo na verdade a esses ensaios bregas. O conceito de fotografia autoral, desfiles de moda, etc. todos esses trazem uma ideia, tem uma profundidade, estão muito além dos ensaios meia boca que o público costuma pagar.


por essas e outras voltei para o autoral.
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2018, 08:54:08 por Robson_Ribeiro »


vangelismm

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Resposta #6 Online: 11 de Dezembro de 2018, 10:58:45
São 2 estilos que temos hoje na fotografia de família.
O que chamam de lifestyle é que essa interação entre as pessoas.
E os ensaios lúdicos, que muitas vezes são o supra sumo do brega, crianças em fantasias, gestantes vestidas de anjo e por ai vai.
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2018, 10:58:57 por vangelismm »
"A perspectiva de uma imagem é controlada pela distância entre a lente e o assunto; mudando a distancia focal da lente muda o tamanho da imagem , mas não altera a perspectiva . Muitos fotógrafos ignoram este fato, ou não têm conhecimento de sua importância." -  Ansel Adams, Examples – The Making of 40 Photographs


Robson_Ribeiro

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Resposta #7 Online: 11 de Dezembro de 2018, 11:05:26
São 2 estilos que temos hoje na fotografia de família.
O que chamam de lifestyle é que essa interação entre as pessoas.
E os ensaios lúdicos, que muitas vezes são o supra sumo do brega, crianças em fantasias, gestantes vestidas de anjo e por ai vai.

Não conhecia o termo "lifestyle". Agradeço a informação.


Millano

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Resposta #8 Online: 11 de Dezembro de 2018, 14:01:55
por essas e outras voltei para o autoral.

Realmente, fotografar por hobby, com os assuntos, estéticas e linguagem que apreciamos, nos dá muito mais liberdade e gratificação, do que por exemplo, ter que seguir a modinha do Newborn, ou fotografar algum evento maçante.

O melhor dos mundos, ou talvez o equilíbrio entre arte/trabalho, é sermos remunerados, mas termos bastante liberdade criativa, ou caso seja algo menos livre, gostarmos MUITO de fotografar determinado tema.

Eu no momento estou num período sabático com a fotografia. Apenas estudando, melhorando técnica, equipamentos e principalmente fotografando de forma livre, para após esse aperfeiçoamento (sem prazo fatal para acontecer) eu tentar me aventurar a ganhar dinheiro com isso novamente. Mas principalmente criando conteúdo e depois vendendo.
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Lindsay

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Resposta #9 Online: 11 de Dezembro de 2018, 15:24:01
Eu queria deixar um comentário aqui, mas com todo respeito ao pensamento dos colegas que expuseram suas opiniões neste tópico.

Ressaltando que a beleza, a magia da fotografia é justamente a diversidade de pensamentos, e diversidade de intenções.

Quando entramos mais fundo nos conceitos, procurando o entendimento sobre como a fotografia se relaciona com as pessoas, com maneira de se expressar das pessoas, ou ainda para entender como as pessoas reagem ao ler uma fotografia, acabamos aceitando com mais tranquilidade toda e qualquer divergência. Ao longo dos anos, das diferentes épocas e por consequência dos padrões e pensamentos comuns na sociedade e culturas, a fotografia se reinventa, se transforma e não para nunca de ser alguma coisa igual e ao mesmo tempo diferente daquilo que sempre foi.

Ao colega Robson_Ribeito, digo que seu questionamento é muito bom, é construtivo, vale a pena entrar a fundo no assunto. Procure opiniões dos grandes pensadores da fotografia, pois o tema é de grande valia para todos os fotógrafos.
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2018, 15:24:47 por Lindsay »
Fotografando com a memória


Robson_Ribeiro

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Resposta #10 Online: 11 de Dezembro de 2018, 16:11:29
Eu queria deixar um comentário aqui, mas com todo respeito ao pensamento dos colegas que expuseram suas opiniões neste tópico.

Ressaltando que a beleza, a magia da fotografia é justamente a diversidade de pensamentos, e diversidade de intenções.

Quando entramos mais fundo nos conceitos, procurando o entendimento sobre como a fotografia se relaciona com as pessoas, com maneira de se expressar das pessoas, ou ainda para entender como as pessoas reagem ao ler uma fotografia, acabamos aceitando com mais tranquilidade toda e qualquer divergência. Ao longo dos anos, das diferentes épocas e por consequência dos padrões e pensamentos comuns na sociedade e culturas, a fotografia se reinventa, se transforma e não para nunca de ser alguma coisa igual e ao mesmo tempo diferente daquilo que sempre foi.

Ao colega Robson_Ribeito, digo que seu questionamento é muito bom, é construtivo, vale a pena entrar a fundo no assunto. Procure opiniões dos grandes pensadores da fotografia, pois o tema é de grande valia para todos os fotógrafos.

Caro Lindsay, primeiramente gostaria de agradecer pelas boas vindas que me deu em outro comentário, e peço perdão por não dizê-lo antes. É mais que um prazer, é um privilégio poder compartilhar da experiência de vocês. Sobre a diversidade mencionada, compreendo perfeitamente, pois acima de tudo devemos respeito a todo profissional que faz seu trabalho honestamente, independente do estilo ou qualidade, pois cada um desenvolve-se em uma determinada linha. Salvo raros superdotados, a maioria de nós teve que se esforçar muito para conseguir as primeiras fotos com alguma qualidade considerável, o que torna uma crítica ao trabalho dos iniciantes injusta, e aos já avançados, o mínimo de respeito pelo esforço já despendido. Por outro lado, confesso, dói os olhos ver certos tipos de trabalhos "profissionais". O que o cliente pede muitas vezes são coisas (convenhamos) bregas demais. Porque eles fazem isso? talvez por causa do consumismo estético (li essa expressão em outro tópico), eles vêem outras pessoas fazendo e resolvem fazer igual "porque é legal". O público consumidor em geral escolhe fazer um ensaio por intuição (geralmente após ver o ensaio de um conhecido), e o fotógrafo, por preço. Ainda assim, a simplicidade faz parte do trabalho, e se assim não fosse, a fotografia seria restrita a um público seleto. Permitir uma qualidade reduzida ou um produto popular torna o serviço mais comum e acessível a toda uma classe. Acho sua opinião muito válida e agradeço imensamente pela contribuição.
Com certeza vou procurar enriquecer essa visão através da opinião de grandes fotógrafos, a começar pela sua e dos demais colegas.
« Última modificação: 11 de Dezembro de 2018, 16:25:01 por Robson_Ribeiro »


Lindsay

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Resposta #11 Online: 11 de Dezembro de 2018, 16:39:49
Caro Lindsay, primeiramente gostaria de agradecer pelas boas vindas que me deu em outro comentário, e peço perdão por não dizê-lo antes. É mais que um prazer, é um privilégio poder compartilhar da experiência de vocês. Sobre a diversidade mencionada, compreendo perfeitamente, pois acima de tudo devemos respeito a todo profissional que faz seu trabalho honestamente, independente do estilo ou qualidade, pois cada um desenvolve-se em uma determinada linha. Salvo raros superdotados, a maioria de nós teve que se esforçar muito para conseguir as primeiras fotos com alguma qualidade considerável, o que torna uma crítica ao trabalho dos iniciantes injusta, e aos já avançados, o mínimo de respeito pelo esforço já despendido. Por outro lado, confesso, dói os olhos ver certos tipos de trabalhos "profissionais". O que o cliente pede muitas vezes são coisas (convenhamos) bregas demais. Porque eles fazem isso? talvez por causa do consumismo estético (li essa expressão em outro tópico), eles vêem outras pessoas fazendo e resolvem fazer igual "porque é legal". O público consumidor em geral escolhe fazer um ensaio por intuição (geralmente após ver o ensaio de um conhecido), e o fotógrafo, por preço.
Com certeza vou procurar enriquecer essa visão através da opinião de grandes fotógrafos, a começar pela sua e dos demais colegas.
Então, veja, tem tanto conhecimento ai no meio de suas colocações...

Entre elas eu destaco aqui, a necessidade de entender a sociedade, principalmente no entendimento do que chamamos de "conhecimento", que se relaciona com regras dispostas a classificar as coisas. Mas observe, o "conhecimento" que a principio parece ser um mar infinito de noções, no fundo acaba sendo um limitador, que põe limites aos pensamentos, que cerca as possibilidades; são "convenções" e tudo que está fora dos limites dessas "convenções" torna-se estranho para aquele tempo e sociedade.
Mas esse assunto, que é super conectado com a fotografia, é extenso e bem difícil de discutir por um tópico aqui. Veja é um fundamento e eu estou apenas te provocando. Tem mais, porem no momento vamos ficar por aqui...
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Robson_Ribeiro

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Resposta #12 Online: 12 de Dezembro de 2018, 08:27:46
Então, veja, tem tanto conhecimento ai no meio de suas colocações...

Entre elas eu destaco aqui, a necessidade de entender a sociedade, principalmente no entendimento do que chamamos de "conhecimento", que se relaciona com regras dispostas a classificar as coisas. Mas observe, o "conhecimento" que a principio parece ser um mar infinito de noções, no fundo acaba sendo um limitador, que põe limites aos pensamentos, que cerca as possibilidades; são "convenções" e tudo que está fora dos limites dessas "convenções" torna-se estranho para aquele tempo e sociedade.
Mas esse assunto, que é super conectado com a fotografia, é extenso e bem difícil de discutir por um tópico aqui. Veja é um fundamento e eu estou apenas te provocando. Tem mais, porem no momento vamos ficar por aqui...

Depende do ponto de vista, se estivermos falando do que a sociedade conhece e entende como certo, então minha visão está sendo de fora da caixa. Se olharmos o que eu entendo como certo, pode me classificar como alguém com conhecimento limitante. É uma questão de perspectiva, e o ângulo que você escolhe também é um critério determinante, por assim dizer. Não acho que entrar nesse assunto seja ir longe demais, uma vez que entender como se constrói um conceito, como funciona um conceito pré-estabelecido, etc. vai ajudar muito a elaborar estratégias de marketing e construção da marca. Espaço livre, fique à vontade para concluir seu pensamento.
« Última modificação: 12 de Dezembro de 2018, 08:36:23 por Robson_Ribeiro »


Lindsay

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Resposta #13 Online: 12 de Dezembro de 2018, 09:59:27
Depende do ponto de vista, se estivermos falando do que a sociedade conhece e entende como certo, então minha visão está sendo de fora da caixa. Se olharmos o que eu entendo como certo, pode me classificar como alguém com conhecimento limitante. É uma questão de perspectiva, e o ângulo que você escolhe também é um critério determinante, por assim dizer. Não acho que entrar nesse assunto seja ir longe demais, uma vez que entender como se constrói um conceito, como funciona um conceito pré-estabelecido, etc. vai ajudar muito a elaborar estratégias de marketing e construção da marca. Espaço livre, fique à vontade para concluir seu pensamento.
Sim, muito bom, é por ai mesmo, temos dois elementos, pensar dentro da caixa e pensar fora da caixa. Mas observe que aqui os dois pensamentos estão referenciados pela caixa do conhecimento. Então o problema permanece nesta relação que temos com o conhecimento. Veja, enquanto indivíduos inseridos em uma sociedade, é praticamente é impossível se livrar das arestas e dos limites do conhecimento, ou, explicando melhor, daquilo que a sociedade acha bacana ou chato, de acordo com os conceitos pré estabelecidos pelas regras embutidas em nossa mente, em nosso pensamento.

Mas ai vem o outro elemento, o tempo, que permite à tudo mudar e variar. O tempo passa e novas linhas raciocínio sobre o que é bacana ou chato vai se modificando, e aquilo que parecia impossível de ser bacana no passado, pode se tornar muito bom e bacana no futuro.

Observe que continuo falando no âmbito da fotografia, onde as coisas podem ser só uma questão de ponto de vista, conectado ao momento.
« Última modificação: 12 de Dezembro de 2018, 10:01:54 por Lindsay »
Fotografando com a memória


Robson_Ribeiro

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Resposta #14 Online: 12 de Dezembro de 2018, 11:01:47
Sim, muito bom, é por ai mesmo, temos dois elementos, pensar dentro da caixa e pensar fora da caixa. Mas observe que aqui os dois pensamentos estão referenciados pela caixa do conhecimento. Então o problema permanece nesta relação que temos com o conhecimento. Veja, enquanto indivíduos inseridos em uma sociedade, é praticamente é impossível se livrar das arestas e dos limites do conhecimento, ou, explicando melhor, daquilo que a sociedade acha bacana ou chato, de acordo com os conceitos pré estabelecidos pelas regras embutidas em nossa mente, em nosso pensamento.

Mas ai vem o outro elemento, o tempo, que permite à tudo mudar e variar. O tempo passa e novas linhas raciocínio sobre o que é bacana ou chato vai se modificando, e aquilo que parecia impossível de ser bacana no passado, pode se tornar muito bom e bacana no futuro.

Observe que continuo falando no âmbito da fotografia, onde as coisas podem ser só uma questão de ponto de vista, conectado ao momento.

Está certíssimo, os pontos de vista são variáveis relacionadas ao momento, ao ambiente e ao período histórico. Então vamos aprofundar o pensamento... Porque hoje é legal um bebê destruir um bolo com as mãos, algo impensável anos atrás? A que variáveis isso está relacionado?
Tenho como regra pessoal que tudo aquilo em que acreditamos passa necessariamente por três filtros:
1- Toda crença parte inicialmente de uma suposição;
2- Aquilo que imaginamos ser possível, pressupomos ser provável quando atribuímos emoções a ela;
3- Acreditamos em tudo que temos motivos para acreditar.

transferindo para uma crença do público consumidor de serviços fotográficos:
1- Fotografar crianças destruindo um bolo é legal (suposição)
2- imaginando meu filho/sobrinho/neto/etc. fazendo isso, consigo visualizar, logo, atribuir emoções a essa ideia e aderir a ela.
3- isso é legal porque meu vizinho fez, porque vou me recordar para o resto da vida, porque vou fazer um quadro, porque não é tão caro, porque... (nesse caso um motivo vai servir apenas para fazer o cliente tomar a decisão final. Se ele conseguir uma explicação racional para a emoção que ele sentiu no ítem 2, vai fechar o ensaio).

É um desenho básico do que pode acontecer, e acho que os fatores que você descreveu se encaixam no terceiro ítem, na motivação, ou seja, se a sociedade já tiver uma aceitação para a ideia, isso funcionará como um motivo para o cliente fazer o ensaio.
« Última modificação: 12 de Dezembro de 2018, 11:02:56 por Robson_Ribeiro »