Autor Tópico: O mercado de trabalho na fotografia - Presente e Futuro  (Lida 2935 vezes)

LeandroR

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Online: 04 de Dezembro de 2019, 22:02:03
Iniciamos o assunto em outro tópico no fórum e estou criando esse tópico dedicado para o assunto.

O objetivo é conversarmos sobre o mercado de trabalho na fotografia no dia de hoje e também debater as tendências do setor para o futuro conforme a visão de cada um e dentro do seu nicho na fotografia.  :ok:

Acho que era extremamente interessante especialmente se tiver a participação de pessoas no mercado profissional em diferentes áreas de atuação.

Temos algumas previsões que assustam, como a do fotógrafo Sebastião Salgado que decretou que a fotografia profissional existirá por mais 20 ou 30 anos no máximo. Será?

Como está o mercado de trabalho no seu ramo? E comparado com o passado, melhor ou pior? Quais suas previsões e planos para o futuro?
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guizaunzin

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Resposta #1 Online: 04 de Dezembro de 2019, 22:25:23
Temos algumas previsões que assustam, como a do fotógrafo Sebastião Salgado que decretou que a fotografia profissional existirá por mais 20 ou 30 anos no máximo. Será?

FOTOGRAFIA até acredito que possa acabar (apesar de achar o termo `acabar` muito forte), acho que em 20/30 anos a forma como consumimos mídia vai mudar tanto que as formas que usamos pra captar vão ficar defasadas. Nas próximas décadas provavelmente consumiremos muito mais vídeo e as fotos em si vão ficar no passado.

Vejo futuro naquelas câmeras Lytro, acredito que podem voltar com muita força, aliadas a essas câmeras tipo a Insta360, vão tonar as mídias muito mais dinâmicas e podem acabar com a fotografia, ou pelo menos tornar ela uma coisa muuuito de nicho.

Como está o mercado de trabalho no seu ramo? E comparado com o passado, melhor ou pior? Quais suas previsões e planos para o futuro?

Eu sinto que o mercado está caminhando pra uma coisa mas Multimídia (foto+video+audio), que os híbridos irão ganhar muita força e até mesmo o vídeo irá prevalecer em cima da fotografia e que será a forma de mídia mais consumida pois a tecnologia nas próximas décadas vai permitir isso.

Tenho notado uma busca maior por vídeo do que a uns anos atrás, pessoas estão deixando de encarar vídeo de casamento como um custo extra e encarando como algo essencial. Em breve acredito que será prioritário em relação à fotografia.

Tbm tenho notado uma evolução muito forte nos equipamentos e  que se está tendo mais cuidado ao entregar o produto final da filmagem, então o mercado de vídeo que era totalmente sem graça com poucos players se destacando, agora está ganhando muito mais competitividade.

(se acham que falei bosta, ignorem  :D)
« Última modificação: 04 de Dezembro de 2019, 22:25:35 por guizaunzin »
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Lucas M. Dias

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Resposta #2 Online: 05 de Dezembro de 2019, 08:04:51
Em um futuro próximo todas as profissões predominantemente operacionais estão fadadas ao fim, e isso já é uma preocupação em diversos países desenvolvidos. Como comportar tanto desemprego? Como ter uma distribuição de renda justa se não existe a renda da maioria? E por aí vai...

Hoje, com a evolução dos equipamentos, vejo a fotografia se caminhando cada vez mais para algo operacional em diversas áreas, e com isso se enquadraria no que comentei acima...
Juntando com alguns pontos ditos pelo guizaunzin, a evolução clara é capturar toda a informação possível e aproveitar o que interessa. Não vejo jeito melhor por enquanto do que usando uma espécie de vídeo de ultra resolução e velocidade. Agora imaginem algumas câmeras dessas em uma igreja ou uma festa, posicionadas estrategicamente, fica muito fácil de extrair o que quiser com um simples corte no vídeo, um crop na imagem, e por aí vai. Isso que não estou nem colocando na conta mini drones pra ficarem seguindo o tema principal...
É algo futurista, é, mas já está aí!

Pensando nesses pontos que citei o que restará para o fotógrafo/cine será a parte artística e de montagem de álbum e vídeos.

Escolhi eventos pois é algo bem difundido, então fica mais fácil de imaginar. Outros tipos de fotografia como arquitetura e decoração qualquer um que tiver um celular deverá conseguir fazer em breve com as novas lentes que estão saindo, só melhorar um pouco o DR e pronto. Sobrarão áreas de nicho, principalmente voltadas pra arte ou comercial mais avançado (produtos de alto valor e dificuldade de captura), mas a captura também será diferente como o que citei antes. No fim fotografia mesmo será apenas tirar um quadro de imagem de um arquivo de vídeo muito grande, mas com ctz poucos o farão!


Leonardo Tonin

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Resposta #3 Online: 05 de Dezembro de 2019, 08:32:08
O Brasil vive um momento dificil, e o impacto social é grande. Nao tem como alimentar o mercado sem distribuicao correta de renda. E com clima de briga.




Rick99

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Resposta #5 Online: 05 de Dezembro de 2019, 12:22:33
Na construção civil (área que atuo), a maioria esmagadora utiliza celulares para fotografar imóveis, ambientes e decoração. Talvez os únicos que utilizam equipamentos mais "robustos" o fazem para colocar as fotos numa revista especializada ou para divulgação em outdoor. Tiro a foto e imediatamente mando pro cliente ou empresa.

Com a chegada de celulares com multi câmeras e sensores melhores, já atende a mais de 95% dos usuários dessa área. Hoje posso fotografar uma sala de 3x3 m com a grande angular do celular, sem precisar gastar mais de R$ 3k em uma lente específica.


Lindsay

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Resposta #6 Online: 05 de Dezembro de 2019, 20:38:50
 :snack:
Conhecimento importa mais que equipamento.


peridapituba

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Resposta #7 Online: 05 de Dezembro de 2019, 21:23:37
Deixando meus 5 cents, eu acho que a fotografia nunca vai morrer.
E o vídeo nunca vai substituí-la.
O que acontece pra mim são ciclos, uma hora um deles tem mais apelo, outra hora outro tem.
Tanto que os grandes fabricantes de aparelhos que produzem mídia não os desvinculam, sempre dando a opção dos 2.
Sempre, podem reparar.
Se houvesse um processo no qual a fotografia fosse por um caminho de extinção eles a aboliriam de verdade.
Quanto ao fato dela ser um mercado de trabalho, eu já acho que isso tende a decair, porque bem ou mal, a capacidade de produzir fotografias de recordação por qualquer  pessoa se expande a cada dia.
Não estou falando de qualidade, mas de possibilidade.
Mesmo que um evento seja mal fotografado o importante para quem participa é poder ter a recordação daquele fato.
Da forma que for e com a qualidade que for.
E para isso não existe, ainda, nada que se assemelhe à fotografia.

:snack:

X2.
« Última modificação: 05 de Dezembro de 2019, 21:25:18 por peridapituba »


Roberto Dellano

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Resposta #8 Online: 05 de Dezembro de 2019, 21:58:15
... a capacidade de produzir fotografias de recordação por qualquer  pessoa se expande a cada dia.
Não estou falando de qualidade, mas de possibilidade.
Mesmo que um evento seja mal fotografado o importante para quem participa é poder ter a recordação daquele fato.
Da forma que for e com a qualidade que for.

Em se tratando de ganhar a vida com isso, o "artista" e suas "ferramentas românticas" estão ficando obsoletos.



cheferson

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Resposta #9 Online: 05 de Dezembro de 2019, 23:35:43
Deixando meus 5 cents, eu acho que a fotografia nunca vai morrer.
E o vídeo nunca vai substituí-la.
O que acontece pra mim são ciclos, uma hora um deles tem mais apelo, outra hora outro tem.
Tanto que os grandes fabricantes de aparelhos que produzem mídia não os desvinculam, sempre dando a opção dos 2.
Sempre, podem reparar.
Se houvesse um processo no qual a fotografia fosse por um caminho de extinção eles a aboliriam de verdade.
Quanto ao fato dela ser um mercado de trabalho, eu já acho que isso tende a decair, porque bem ou mal, a capacidade de produzir fotografias de recordação por qualquer  pessoa se expande a cada dia.
Não estou falando de qualidade, mas de possibilidade.
Mesmo que um evento seja mal fotografado o importante para quem participa é poder ter a recordação daquele fato.
Da forma que for e com a qualidade que for.
E para isso não existe, ainda, nada que se assemelhe à fotografia.

X2.

É difícil dizer o que vai acontecer daqui a 20 ou 30 anos. Se formos observar, a fotografia tem menos de 200 anos e os avanços na área foram notáveis. O digital tem menos de 30 anos e já teve grandes evoluções.

No mundo capitalista profissões antigas desaparecem e dão lugar a novas. Precisamos estar atentos e praticar o desapego quanto a isso. Daqui 20 a 30 anos a fotografia será uma profissão obsoleta? A verdade é que ninguém tem bola de cristal pra saber, mas precisamos estar preparados.


lsd

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Resposta #10 Online: 06 de Dezembro de 2019, 07:56:21
As crianças que nascem hoje vão ter uma relação com as imagens diferentes da nossa (óbvio).

A minha geração teve uma relação idêntica à que o meu pai teve - inclusive eu tenho aqui cameras que eram do meu pai, e eu as uso.

Mas se eu tiver um filho, ele não vai usar minha A7II e muito menos o meu iphone.

Na prática a palavra "fotografia" vai ter um significado diferente pra ele do que tem pra mim.

Quem manda nisso é quem tem dinheiro.

Apple, Samsung, Qualcomm... todas tem muito mais dinheiro que Canon, Nikon...

Se depender delas, DSLR vai ser coisa de tiozinho maluco, assim como camera de filme pra quem revela filme PB em casa.

O mainstream mesmo vai ser celular e depois outro dispositivo que tomar o lugar do telefone. E cada vez mais a figura do operador de camera (seja de foto ou de video) vai sumindo...



Mike Castro

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Resposta #11 Online: 06 de Dezembro de 2019, 10:24:26
Deixando meus 5 cents, eu acho que a fotografia nunca vai morrer.
E o vídeo nunca vai substituí-la.
O que acontece pra mim são ciclos, uma hora um deles tem mais apelo, outra hora outro tem.
Tanto que os grandes fabricantes de aparelhos que produzem mídia não os desvinculam, sempre dando a opção dos 2.
Sempre, podem reparar.
Se houvesse um processo no qual a fotografia fosse por um caminho de extinção eles a aboliriam de verdade.
Quanto ao fato dela ser um mercado de trabalho, eu já acho que isso tende a decair, porque bem ou mal, a capacidade de produzir fotografias de recordação por qualquer  pessoa se expande a cada dia.
Não estou falando de qualidade, mas de possibilidade.
Mesmo que um evento seja mal fotografado o importante para quem participa é poder ter a recordação daquele fato.
Da forma que for e com a qualidade que for.
E para isso não existe, ainda, nada que se assemelhe à fotografia.

X2.


Concordo 100%!

Falando sobre a questão foto x video, na área em que trabalho, casamentos e eventos:
Antigamente, filmagem de casamento era uma MERDA. Aquela filmadorazona ruim, com uma luz forte e quente na cara dos outros, e o vídeo em si, era um lixo.
Duas horas corridas, uma tortura. Era ótimo para espantar visita: "vamos ver o vídeo do meu casamento"
Na entrada dos padrinhos, o povo já vazava.
Aí vieram as filmadoras digitais, possibilidade de edição, autoração do DVD. Era um sonho, o menu de títulos todinho, ver apenas o trailer (na época era "melhores momentos") ou assistir apenas a troca de alianças, top! E com boa qualidade.
Veio o full HD. Uauu, ver os filmes direto no PC, ou plugar o pendrive na TV, melhor ainda.!

Porém...

Antigamente se filmava conforme acontecia o evento. Hoje, os filmmakers (não pode mais chamar cinegrafista) estão tomando conta do eventos. Não estão lá para registrar o que acontece, e sim para dirigir a produção. Acredito que seja uma questão de tempo até os casais e promoters encherem o saco com tanta intromissão.

Enquanto isso, "fotógrafos jornalísticos de casamento" seguirão pegando sorrisos espontâneos, olhares apaixonados e lágrimas involuntárias.

Vai cair o movimento? LOGICO. Tem gente demais fazendo as mesmas coisas. Mas isso não é só na fotografia. Tem engenheiro assinando planta "minha casa, minha vida" por duzentão.
Tem bacharel em direito guiando Uber.

Sobre mim: eu já abandonei aniversário infantil. Não consigo precificar decentemente, e nem mostrar pro cliente que minhas fotos valem mais do que os outros cobram.
Fulano posta pedindo indicação no feicebuque, em 30 minutos tem 100 comentários de gente novata fazendo niver por 150 conto.
Pra mim não dá, infelizmente.
Então, tô migrando pra outro lado: formatura. Algo que gosto, e sempre vai ter. Peguei algumas turmas para mim, sempre focando no que falta a muitas empresas de formatura: honestidade.
Em vez de dar as fotos "de graça" e mandar um vendedor entubar um albinho ruim de 5 mil, tô oferecendo pacotes às comissões de formatura, onde fica claro o que cada um vai receber, e o valor. Quem quiser algo extra, ok. Se ninguém quiser, ótimo, o meu já tá pago.
Tenho tido algum sucesso nessa direção.

Abraço.


renatocortez

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Resposta #12 Online: 07 de Dezembro de 2019, 09:52:28
Também tenho dúvidas se a Fotografia acaba nas próximas duas ou três décadas. Passará por transformações, óbvio, mas não acredito que será extinta. Como dito acima, talvez fique mais especializada. Mas duvido que acabe.

Minha área, fotojornalismo, acredito que seguirá presente, porém com remunerações cada vez piores. Hoje chegam a pagar R$ 7 em uma imagem publicada nas edições on-line dos jornalões...e quem trabalha com fotojornalismo precisa de equipamentos rápidos e robustos, ou seja, equipamentos caros! Na minha última atualização de equipamentos não consegui seguir no sistema 1D da Canon, precisei dar um passo atrás e ficar no sistema 5D. Equipamentos excelentes, mas a perda de velocidade e robustez é sentida no dia-a-dia do fotojornalista.

O mercado fotojornalístico é selvagem. Rapidez na produção, edição e publicação das imagens é fundamental. Para isso, novamente necessitamos de equipamentos de ponta (notebooks, celulares) o que encarece a montagem de um kit básico para fotojornalismo.

Porém, sigo otimista. A Fotografia Digital experimentou diversos avanços em um curto espaço de tempo e talvez as coisas ainda não tenham se encaixado. O mercado como conhecíamos antigamente mudou, isso é fato, e não voltará a ser como era. A tecnologia atualizou não apenas equipamentos mas também os modelos de negócio. O tal clichê do "valor agregado" ao produto oferecido para a clientela. Mas fotografar não é apenas apertar botão. Requer estudo, muito estudo. E creio que isso continuará sendo um diferencial. Falaram aí que as fotos para recordação serão cada vez mais produzidas por amadores munidos com seus celulares. Mas a Fotografia comercial, aquela usada para fazer negócios, creio que seguirá restrita ao mercado profissional e aqueles que encaram a Fotografia como um campo de estudo e não apenas uma meio de pagar as contas.



peridapituba

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Resposta #13 Online: 07 de Dezembro de 2019, 11:10:49
7 reais uma imagem???
Vc é  freelancer?
No caso de fotógrafos contratados quem fornece o equipo, é seu ou do veículo?

Também tenho dúvidas se a Fotografia acaba nas próximas duas ou três décadas. Passará por transformações, óbvio, mas não acredito que será extinta. Como dito acima, talvez fique mais especializada. Mas duvido que acabe.

Minha área, fotojornalismo, acredito que seguirá presente, porém com remunerações cada vez piores. Hoje chegam a pagar R$ 7 em uma imagem publicada nas edições on-line dos jornalões...e quem trabalha com fotojornalismo precisa de equipamentos rápidos e robustos, ou seja, equipamentos caros! Na minha última atualização de equipamentos não consegui seguir no sistema 1D da Canon, precisei dar um passo atrás e ficar no sistema 5D. Equipamentos excelentes, mas a perda de velocidade e robustez é sentida no dia-a-dia do fotojornalista.

O mercado fotojornalístico é selvagem. Rapidez na produção, edição e publicação das imagens é fundamental. Para isso, novamente necessitamos de equipamentos de ponta (notebooks, celulares) o que encarece a montagem de um kit básico para fotojornalismo.

Porém, sigo otimista. A Fotografia Digital experimentou diversos avanços em um curto espaço de tempo e talvez as coisas ainda não tenham se encaixado. O mercado como conhecíamos antigamente mudou, isso é fato, e não voltará a ser como era. A tecnologia atualizou não apenas equipamentos mas também os modelos de negócio. O tal clichê do "valor agregado" ao produto oferecido para a clientela. Mas fotografar não é apenas apertar botão. Requer estudo, muito estudo. E creio que isso continuará sendo um diferencial. Falaram aí que as fotos para recordação serão cada vez mais produzidas por amadores munidos com seus celulares. Mas a Fotografia comercial, aquela usada para fazer negócios, creio que seguirá restrita ao mercado profissional e aqueles que encaram a Fotografia como um campo de estudo e não apenas uma meio de pagar as contas.


renatocortez

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Resposta #14 Online: 07 de Dezembro de 2019, 11:41:30
7 reais uma imagem???
Vc é  freelancer?
No caso de fotógrafos contratados quem fornece o equipo, é seu ou do veículo?

Trabalho contratado como jornalista, mas paralelamente trabalho com fotojornalismo freelancer. Essa é minha área de especialização, o fotojornalismo. No meu caso, todo o equipo é próprio. Mas já trabalhei contratado em agências de imagens. Nesses casos, o equipamento é fornecido pela empresa. Algumas não possuem equipamento de ponta e a gente acaba usando uma ou outra coisa nossa.

Em todo caso, é importante atentar para os detalhes do contrato de trabalho, seja como freelancer, seja como empregado de agência. Muitas vezes as imagens são de propriedade exclusiva da empresa e você não pode negociá-las posteriormente.

De qualquer forma, dá para sobreviver sim com fotojornalismo. Trabalha-se muito e na maioria das vezes em condições precárias e extenuantes. Planejamento da pauta é fundamental para se fazer um bom trabalho e receber remuneração decente. O mercado tá saturado, a exemplo de outros nichos da Fotografia. Mas o novo contexto de produção e consumo de notícias aliado à multiplicidade de plataformas de mídia para divulgação abrem espaço para desenvolver diversos trabalhos imagético-noticiosos. Algo parecido com a Fotografia Documental, mas com o recorte de hardnews adequado aos hábitos dos consumidores de notícias de hoje.