Autor Tópico: foto ganhadora do Pulitzer  (Lida 799 vezes)

Fernanda Maia

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Fernanda Maia
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padu

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Resposta #1 Online: 15 de Abril de 2008, 11:36:34
Interessante, mas nao vai ficar marcada na minha cabeca como varias outras.
http://www.flickr.com/photos/padu_merloti/ http://padu.merlotti.com <br />Sony Alpha 100, Minolta Maxxum 7, Toyo4x5  View Camera, Calumet 4x5 View Camera, 1942 US Navy 4x5 Combat Camera, Voighlander Bessa R, Canon Powershot SD800, Minolta Maxxum 7000 (aposentada), Zenit 12XP (aposentada)<br />San Diego, California


MateusZF

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Resposta #2 Online: 15 de Abril de 2008, 12:05:32
É uma P... foto, mas o que tem nela de especial além do registro, alias, a maioria dos prêmios Pulitzer são o registro fotográfico e não a técnica.
Parabéns. :clap:
Minha máquina fotográfica e prolongamento natural do meu braço.
Foto é algo que depende de uma certa visão... De quem fotografa, de quem vê e de quem interpreta...

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Marcelo Favero

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Resposta #3 Online: 15 de Abril de 2008, 14:49:28
Eu, do "alto" de minha insignificância, ouso dizer que pessoalmente, nem como registro. É mais o contexto e a repercussão. Pois o plano fechado mal conseguiu ambientar a cena. Sem o texto nem saberia que era cinegrafista, nem japonês, nem que havia sido baleado...
A foto jornalística tem de contar uma história praticamente sózinha, como aquela FANTÁSTICA do ano passado em que uma mulher enfrenta uma tropa israelense (composição primorosa),e para mim...  bem, quem sou eu???
« Última modificação: 15 de Abril de 2008, 14:52:43 por Marcelo Favero »
Marcelo dos Santos

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acolla

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Resposta #4 Online: 15 de Abril de 2008, 14:59:17
Foi mais pela enorme importância que tem. Jornalista/fotógrafo baleado e
morto pelas tropas do governo, repressão à imprensa, o governo nega tudo,
mas aí tinha a foto pra provar e desmentir.



charles247

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Resposta #5 Online: 15 de Abril de 2008, 16:09:23
Eu, do "alto" de minha insignificância, ouso dizer que pessoalmente, nem como registro. É mais o contexto e a repercussão. Pois o plano fechado mal conseguiu ambientar a cena. Sem o texto nem saberia que era cinegrafista, nem japonês, nem que havia sido baleado...
A foto jornalística tem de contar uma história praticamente sózinha, como aquela FANTÁSTICA do ano passado em que uma mulher enfrenta uma tropa israelense (composição primorosa),e para mim...  bem, quem sou eu???

Concordo 100% e é também minha opinião.

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Francisco

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Resposta #6 Online: 15 de Abril de 2008, 16:55:44
Não gosto muito de fotojornalismo. Às vezes parece mais uma fotoespionagem, bastando ter uma supertele, uma supercâmera, puxar o zoom e clicar na hora certa. Claro que mesmo isso é muito difícil durante uma guerra civil, mas não é o tipo de fotografia que me atrai.

Nesse tipo de foto, o momento vale mais que a imagem. O fotógrafo se torna uma espécie de Rambo-Clicador, que se mete no meio do fogo cruzado para registrar a guerra. Imagina como devia ser nos tempos do Capa, com foco manual e umas telezinhas curtas e escuras... e ainda dava tempo de compor, fotometrar, focar...

Francisco Amorim
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Marcelo Favero

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Resposta #7 Online: 15 de Abril de 2008, 22:59:09
Às vezes parece mais uma fotoespionagem, bastando ter uma supertele, uma supercâmera, puxar o zoom e clicar na hora certa. Claro que mesmo isso é muito difícil durante uma guerra civil,...

Nesse tipo de foto, o momento vale mais que a imagem.

Então Francisco, mas fotornalismo é muito "composição". O registro da forma como você está falando pode ser feito por qquer portador de uma câmera no momento oportuno. Mas compor uma cena a ponto dela se auto-explicar, enquadrar elementos que dão ao leitor entendimento e até a dramaticidade de uma situação... putz, é sensacional!

http://blog.riguardare.com.br/2007/04/19/pulitzer-2007-a-foto-vencedora/

Essa é a do ano passado a qual me referi.

abraço


Marcelo dos Santos

Associado Fototech


MateusZF

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Resposta #8 Online: 15 de Abril de 2008, 23:43:28
Não gosto muito de fotojornalismo. Às vezes parece mais uma fotoespionagem, bastando ter uma supertele, uma supercâmera, puxar o zoom e clicar na hora certa. Claro que mesmo isso é muito difícil durante uma guerra civil, mas não é o tipo de fotografia que me atrai.

Nesse tipo de foto, o momento vale mais que a imagem. O fotógrafo se torna uma espécie de Rambo-Clicador, que se mete no meio do fogo cruzado para registrar a guerra. Imagina como devia ser nos tempos do Capa, com foco manual e umas telezinhas curtas e escuras... e ainda dava tempo de compor, fotometrar, focar...



Não tem nada a ver com espionagem para capturar algo inédito e sim, ter uma boa retaguarda.
Trabalhei 10 anos em jornal e sei como é, tenho vasta experiência nisso.
 
Tínhamos uma boa retaguarda, sem ela não éramos nada. Ela que informava o local exato do fato, em muitos casos, chegávamos antes mesmo que a polícia.
Vejo os Paparazzi como os verdadeiros espiôes, seguem a pessoa, se escondem etc, não deixa de ser fotojornalismo.
Não precisa ter uma supertele, salvo quando se vai fazer esportes, ou algum fato específico, mas uma grande angular para o dia-a-dia basta.
Exemplo de uma foto que me marcou muito dos ataques do PCC em Ribeirão Preto:
Modéstia parte, fui um dos únicos no Brasil a fazer este tipo de foto. Outros fotógrafos chegavam sempre depois do fato ou quando os ônibus já haviam sido queimados.

grande abraço
Mateus
Minha máquina fotográfica e prolongamento natural do meu braço.
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