Autor Tópico: Como vc começou a fotografar e estudar fotografia?  (Lida 3672 vezes)

rogerio_prazeres

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Online: 16 de Maio de 2008, 20:53:03
Olá Pessoal!

Tenho acompanhado algumas discussões aqui e essa última sobre composição em particular chamou minha atenção para o modo como as pessoas encaram de forma distinta o ato de fotografar.
Sem mais delongas, até para evitar desvirtuar o assunto principal, vou começar o meu depoimento:

...

Eu comecei a fotografar quando fiz uma viagem à chapada diamantina e não tinha câmera.

Tava em uma turma e sempre acontece de alguém ter que clicar as fotos do grupo... Eu fui gostando da idéia de registrar as cenas e acabei por ficar de fotógrafo oficial do grupo.

Era filme ainda e ao revelar o resultado foi meio frustrante pois além das fotos não chegarem bem perto da beleza do lugar, as meninas reclamaram muito das fotos que eu priorizei a paizagem em detrimento de mostrar os rostos :hysterical: .

Daí eu comecei a olhar outras fotografias de profissionais e pensar "Como esses caras conseguem fazer fotos bonitas a partir de coisas feias e eu só consigo fotos feias mesmo de coisas bonitas??"

Fiquei fuçando um pouco por um tempo e numa oportunidade comprei uma SLR antiga( Pentax KX ).  No começo eu nem sabia o que era profundidade de campo. Colocava uma velocidade fixa e regulava a luz no diafragma etc... Mesmo sem saber usar a KX a qualidade subiu significativamnte.

Comecei a estudar e as fotos melhoraram muuuito. Com compactas digitais o resultado foi próximo da frustração inicial das primeiras fotos. Um pouco melhor em fotos com dia claro rsrs.

Agora com a DSLR, que entrega fotos "instantânes", a evolução tem sido muito mais rápida.
A possibilidade de expor algumas aqui para críticas também é algo fantástico pro aprendizado.

Pois é... anos se passaram e apenas hoje refleti para algo interessante:

Percebo que au ainda estudo fotografia como o ojetivo inicial de representar bem as cenas que vejo. Eu não sonho em expor em uma galeria ou minha foto sair num jornal, não tenho vontade de expressar meus sentimentos numa foto, não saio de casa sedento por fotografar e muito menos ganho dinheiro com isso.

Graças ao fórum tenho arriscado um pouco e me interessado pela fotografia considerando o ato em si e até tenho começado a aproveitar textos de caráter mais artístico, fotografias mais abstratas etc. Porém a essência do simples registro de imagens permanece forte.

Juro que nunca tinha atentado pra isso até hoje.  :ponder:

Tive a idéia a abrir esse tópico pois fiquei curioso de como foi e como continua sendo o processo para os outros daqui. Espero que participem!!  :D

Abraços!
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Ivan de Almeida

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Resposta #1 Online: 17 de Maio de 2008, 20:21:00
Rogério;

Creio que sua pergunta não vai produzir as respostas desejadas por voc~e, pois a questão, penso, não é bem essa, mas sim "Por que sua abordagem da fotografia é essa -seja lá qual seja?"

Começar, comecei há muito tempo, mas a fotografia que faço é menos influenciada por esse começo do que pela ideologia que me habita. Ideologia no sentido dado pelo Gramsci como um conjunto de vaores e visões de mundo, doutrinas, etc. Essa ideologia modela a minha fotografia, tanto no objeto dela quanto na abordagem.

Essa ideologia, por sua vez, não foi produzida pela fotografia, embora a fotografia me tenha permitido reconhecer parte dela. Porque nossa ideologia só é reconhecível pela observação das nossas ações e pelo que elas têm em comum, e a fotografia nesse sentido é muito benéfica, pois fotografamos muito em relação ao que produzimos em outros campos. Por outro lado, a diferença é que na linguagem verbal a ideologia já aparece como conceitos, enquanto na fotografia devemos extrair os conceitos da imagem.

Assim, gera-se uma fotografia sem artifícios de luz ou sem busca de espetáculo, porque essa é minha maneira de viver, gera-se uma fotografia de ambientes comuns porque penso que a descrição da vida é interessante, gera-se uma fotografia sem preparação, porque o contrário seria sair do ambiente de vida normal, gera-se uma fotografia sempre com luz ambientel porque ela é a luz da vida comum. Minha fotografia é uma fotografia da vida comum, somente que lida pela preocupação compositiva e estética.


rogerio_prazeres

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Resposta #2 Online: 18 de Maio de 2008, 02:25:36
Rogério;

Creio que sua pergunta não vai produzir as respostas desejadas por você, pois a questão, penso, não é bem essa, mas sim "Por que sua abordagem da fotografia é essa -seja lá qual seja?"


Olá Ivan. Obrigado pela resposta.

Minha intenção era realmente saber o início de tudo para podermos observar as fotos nas galerias e "flickers" com um dado a mais e talvez fazer alguma associação entre cada estilo e a origem dos autores.

Mas como o tópico não fez muito sucesso mesmo, que seja dito o porquê da abordagem atual... tb é interessante.
"Tamo aqui pra conversar mêrmo".  :D

No meu caso meu modo de fotografar está mudando e eu sinceramente ainda não tenho uma abordagem definida. Então vou expor o que me motiva e quem sabe isso pode ser o início de uma abordagem.

Eu costumava ser aficcionado pela qualidade técnica. Isso mudou e hoje, apenas como exemplo, eu já não iria a um zoológico fazer uma foto perfeita de um animal enjaulado num ambiente artificial. Não me interessa... acho que os animais não devem ser privados de sua liberdade para que possamos apreciá-los.

Também não gosto de retratos de pessoas pobres em casebres ou coisas do gênero. São belas fotos mas acho relativamente fácil fazer um retrado interessante de um rosto cheio de marcas de pobreza. Além disso incomoda muito o ato de mostrar belezas de cenas que pra mim não deveriam existir.

Pensando por aí sobra pouco. Com isso tenho experimentado um dilema em alguns casos...

Imagine que vou fazer uma foto de uma paisagem que achei bonita numa viagem.
Faço uma composição cuidadosa, deixo talvez um elemento vulgar no primeiro plano para dar profundidade, peso a importância do céu, das pedras, observo as cores, a geometria, antecipo o efeito da ótica da câmera, evito a sub ou sobre exposição e enfim faço uma foto bonita e representativa pelo menos para a grande maioria das pessoas.

E daí? É apenas mais uma foto de paisagem como muitas outras... talvez eu até veja uma semelhante num cartão postal na próxima esquina :ponder:

Ela pode servir talvez pra inflar meu ego ao mostrá-la e receber um "que foto linda!!" porém isso logo perde o sentido ao perceber que a maioria dos observadores dirão o mesmo de uma foto totalmente descuidada do mesmo lugar deste que o ângulo de visão seja próximo.

Percebo que no fundo a foto teria maior significado pra mim que estive lá e quero ter algo para lembrar daquele momento quando revê-la. Dito isso, ao final dessa resposta me parece até que já consigo definir uma abordagem:

Em geral fotografo o que eu gostei de ver e interagir... pessoas em seu ambiente, amigos, paisagens, crianças, cachorros, plantas, meu primeiro carro, os lugares que morei etc.
Gosto de folhear meus álbuns em papel e lembrar dos momentos. Rever inclusive as fotos com defeito e lembrar o que eu errei pois aprender a fotografar tem sido parte da minha vida.

Então acho que posso dizer que tenho uma abordagem de registro pessoal com um cuidado extra de qualidade. Os motivos já foram expostos. O que faço diferente geralmente é um exercício de técnica pois é frustrante perder o registro pela falta de domínio do equipamento.

Gosto também do simples fato de estudar. Me divirto apenas estudando a técnica fotografica e suas nuances, ou seja, o que chamam de hobby. :)

Acho que é isso...  :ok:
Abraços.
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Ivan de Almeida

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Resposta #3 Online: 18 de Maio de 2008, 11:03:51
Pois é, Rogério;

Há essa grande questão. Porque uma parte de nossa fotografia é puramente um brinquedo, fotografamos para ver que saiu bom, mas a foto em si não tem importância nenhuma. Somente uma pequena parte tem importância. E por isso que coloco no lugar mais alto da hierarquia a fotografia familiar, essa que todo fotógrafo "sério" despreza. Porque são as fotos familiares as únicas que guardarão para mim significado ao longo das décadas. E por isso que essa fotografia é natural, sem artifícios, porqque de fato quero fogorafar as coisas como as vivo.

E o resto, bem, aí á uma ou outra felicidade entre milhares de fotos. Entre milhares, há umas poucas que merecem conservação, ainda quando o seu objeto não é diretamente ligado a nós.


Carlos Magalhaes

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Resposta #4 Online: 18 de Maio de 2008, 11:57:49
Rogério, minha história é meio incerta. Sempre tive algum interesse em fotografia (minha monografia no final da graduação foi sobre cinema), mas demorei a levá-lo adiante. Lá pelo ano 2000 comprei uma compacta de filme e comecei a fotografar nas viagens que fazia. Foi parecido com o que aconteceu com você. Ao mostrar as fotos, quase todo mundo estranhava a falta de fotos de gente e as muitas fotos de paisagens, pedaços de pau e pedras (que não eram boas). Depois comprei uma compacta digital e o mundo de ruído que ela produzia me fez pesquisar para tentar entender aquilo e assim descobri que existiam digitais melhores e com controles manuais.

Em 2006 comprei uma Fuji S5200 (que ainda tenho) e comecei a ler sobre fotografia e buscar um desenvolvimento mais consistente. Mas os anos de 2005 e 2006 foram muito difíceis e no final de 2006 eu estava jogando fora todo o peso extra para o barco não afundar. E a fotografia foi uma das coisas sacrificadas. É o velho erro: colocar o trabalho na frente de tudo e depois amargar um belo stress.

Em 2008 resolvi voltar a me dedicar ao aprendizado da fotografia. Aproveitei uma oportunidade, comprei a K100D e estou me divertindo. Mesmo estando numa fase de muito trabalho, sempre reservo um tempo do dia para ler sobre fotografia e um pedaço do fim de semana para praticar um pouco. Acho que a melhor forma de descansar é desenvolver uma atividade que não tenha outra utilidade que não seja o prazer.

Gostei muito do que você e o Ivan falaram. Tenho pensado muito no lugar que a fotografia deve ocupar em minha vida. E penso que ela deve ser submissa, isto é, devo fotografar o que vivo e não viver o que fotografo. É legal ter a câmera à mão e a habilidade (técnica, estética e afetiva) para transformar uma situação vivida em uma boa fotografia.  Mas não tenho interesse em sair por aí à caça de fotos, como se estivesse em um safári fotográfico.
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Ivan de Almeida

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Resposta #5 Online: 18 de Maio de 2008, 13:50:03
Citar
Tenho pensado muito no lugar que a fotografia deve ocupar em minha vida. E penso que ela deve ser submissa, isto é, devo fotografar o que vivo e não viver o que fotografo. É legal ter a câmera à mão e a habilidade (técnica, estética e afetiva) para transformar uma situação vivida em uma boa fotografia.  Mas não tenho interesse em sair por aí à caça de fotos, como se estivesse em um safári fotográfico.

É isso, muito bem dito por você, Carlos. Às vezes parece que a pessoa está dizendo a mesma coisa, mas a forma de dizer evidencia outros significados e essa forma usada por você foi muito feliz.

Há algum tempo venho falando da fotografia servir, mas servir à vida, e não tentar fazer dela objetivo.

Aliás, parafraseando o Oscar Niemeyer: "A Arquitetura não importa. O que importa é a vida", coisa que ele sempre repete, e repete a partir do absoluto vértice, do cume dos cumes da atividade que ele pratica.

Os próprios problemas estéticos são mais importantes pelo que revelam sobre nós (ou seja, disso que a estética significa na vida) que em si mesmos.


Discaciate

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Resposta #6 Online: 19 de Maio de 2008, 11:20:24
Gostei das histórias da galera. Minha história com a fotografia é recente.... E a minha razão é um pouco cafona, mas não deixa de ter a beleza dela.

Eu sempre tive um interesse adormecido por fotografia. Eu digo adormecido pois na época nem eu sabia que era por fotografia. Eu só sabia que eu queria me expressar, queria "tocar e ser tocado". Deixar que os outros enxergassem o mundo pelos meus olhos.

Como não sabia pintar, escrever ou cantar... Restou a fotografia.  :hysterical:

Mas o fato que me fez descobrir que era mesmo a fotografia que eu buscava foi um termino de namoro um tanto sofrido, em 2004 (quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra).

Nessa época eu tinha uma compacta digital, mas não dava a menor bola a ela. Usava como P&S para fotos de baladas e coisas do tipo, sem nem me interessar muito pelo resultado.

Mas, por alguma razão que eu desconheço, eu consegui tirar um retrato dessa minha namorada que é sem dúvidas a melhor foto que eu já fiz. Capturou tão bem a essência do que ela era, do que eu era e do nosso relacionamento. Parte foi acidente e parte foi intuição. Dai para a frente eu decidi que eu queria era aquilo... Fazer fotos que tivessem algum significado... Mesmo que só para mim.


lee oliveira

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Resposta #7 Online: 20 de Maio de 2008, 00:43:51
não sei porque comecei..,mas eu tinha uns 12anos..e fiquei maravilhado com uma maquina que meu pai tinha..eu ja sabia o que era uma fotografia...nisso meu primo que estava voltando da Alemanha onde foi estudar fotografia
abriu um curso junto com uma loja de fotografia..infelizmente não tinha horario para eu poder assistir

mas desde essa epoca eu fui futucando maquinas e tirando fotos como lia nos livros  ..ate deu certo..
já com mais idade,,17,18 anos, veio outras preferencias ,Motos,Namoradas...ai deixei um pouco de lado a fotografia.
..+ou-..com 25 anos minha namorada me perguntou o que eu gostaria de ser na vida..eu respondi que gostaria de ser fotografo..no dia seguinte ela veio com uma inscrição de um curso de fotografia...e para me dar mais força,se matriculou no curso de video..no mesmo predio..dai para cá não parei mais..a namorada não é a mesma
mas hoje ,sobrevivo somente da fotografia..
só que hoje com a digital,diminuiu muito os clientes..tem gente fazendo foto só no automatico..mas tudo bem..
mas estou falando isso porque sinto falta de fazer fotos particulares como arte para mim mesmo..não da tempo
tenho sempre que ta trabalhando..mas eu aindo fico rico rsrs :D
um abraço


zecahue

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Resposta #8 Online: 21 de Maio de 2008, 12:06:54
Meu começo na fotografia também foi em uma viagem. Um tio me emprestou uma yashica com 3 lentes manuais e o unico conhecimento que eu tinha da camera era: abre diafragma entra mais luz. Rumo aos andes, nesta primeira viagem fotográfica, a paixão pela fotografia começou. Acredito que a beleza do lugar abriu uma porta de percepção em mim, pois o que era para durar 1 mes, me rendeu 11 meses morando na bolívia e região. Foi a vontade de fotografar o lugar e as pessoas que me fez ficar mais tempo no lugar.

A fotografia mudou completamente minha vida, nao ganhei premios, nem fiquei famoso. Muito menos uso a fotografia como ganha pão. Mas esta paixão me fez abrir os olhos para a existência de um mundo enorme  a minha volta.


Kika Salem

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Resposta #9 Online: 25 de Maio de 2008, 12:31:30
Eu não vou contar a minha história aqui pra ninguém, rir, chorar e muito menos dormir.
Mas estou lendo a de todo mundo.

penso que [...] devo fotografar o que vivo e não viver o que fotografo.
Só para atestar estou pensando nisso há dias.



pedro_raythz

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Resposta #10 Online: 25 de Maio de 2008, 18:44:36
penso que [...] devo fotografar o que vivo e não viver o que fotografo.


Eu também concordo, mas infelizmente minha mãe não rs


Minha história é sem graça de certa maneira fútil...
Mas resumiindo, acho que tenho interesse pela fotografia desde muito pequeno. Porque lembro do tempo que minha mãe não deixava eu pegar e tirar uma foto. E lembro também que a primeira foto que tirei foi em uma viagem em Rio das Ostras, que eu fiquei enchendo o saco para tirar a foto que todo mundo da viagem aparecia e minha mãe acabou me cedendo a câmera pra eu não perturbar mais... conclusão: a foto ficou toda torta rs

Depois só fui me interessar em fotografia com o surgimento e popularização das Sonys Mavica (em 2001/2002). Uma amiga da minha irmã tinha uma e eu achava o máximo. Pura futilidade, mas por causa disso fui me interessando aos poucos :)

Ainda não sei meu estilo. Gosto de fotografia apenas. Entretanto sei que estúdio e social não são minhas áreas. Parece que não me agrada fotografar nada que seja artificial, seja uma pose ou iluminação...
Procuro sempre "buscar" fotos no meu dia-adia, mesmo que eu esteja sem câmera... acho que esses pequenos detalhes fazem o cotidiano ficar mais agradável :)


Adriana Barros

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Resposta #11 Online: 01 de Junho de 2008, 22:16:46
   
    Oi,pessoal...gosto da idéia de compartilhar...é meio o que fazemos com fotos.Compartilhamos o que percebemos e valorizamos.
    Um dos primeiros brinquedos que ganhei foi um que um amigo do meu avô trouxe do Japão,um porquinho fotógrafo.Ele andava,colocava a câmera em posição e havia então um click.Depois,com uns 7 anos,com uma Kodak 126 fotografei pela primeira vez...meu boneco e minha boneca em uma pose romântica...rs.Tenho a câmera e a foto até hoje...naquele formato quadradinho de antigamente.Não ficou ruim,não...bem enquadrada,uma gracinha.rs.
     Fiz todos os cursinhos que eram oferecidos pelas grandes empresas de fotografia,mas só tinha em mãos compactas,de filme,na época.Então,em 1997,com meu primeiro pagamento do estágio em psicologia,comprei,em 8 vezes,uma Canon Rebel G,a filme.Assim,fiquei aquela que está sempre com a câmera,lendo sobre fotografia e as fotos foram melhorando.Hoje,psicóloga clínica,tenho uma Canon Digital XT e,além de cobrir eventos importantes dos amigos sem grana e/ou dos que preferem meu olhar,faço "expedições fotográficas" com uma sobrinha que parece estar descobrindo a fotografia...é um prazer.Sei,mais para frente,outras câmeras,lentes e "expedições" virão.
     Obrigada.
          Adriana.


rogerio_prazeres

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Resposta #12 Online: 02 de Junho de 2008, 13:30:59
Citar
faço "expedições fotográficas" com uma sobrinha que parece estar descobrindo a fotografia...é um prazer.

Oi Adriana!

Eu fiquei um pouco preocupado quando apareceu o termo "Safári Fotográfico" no tópico pois ele apareceu de uma forma forte chegando a ser meio pejorativo.

Porém acho que agora vc definiu um termo mais apropriado.

Uma "expedição fotográfica" é algo belo, gratificante. Algo que se faz com prazer e em harmonia com o objeto fotografado. Não se comparara a um safári.

Citar
Procuro sempre "buscar" fotos no meu dia-adia, mesmo que eu esteja sem câmera... acho que esses pequenos detalhes fazem o cotidiano ficar mais agradável

Pedro, interessante que isso aparece muito claramente nas suas fotos. É notável que suas galerias são cheias de detalhes que nem todo mundo presta atenção.

Vou tentar fazer esse exercício e extender a fotografia ao meu dia. Mesmo sem câmera hehe.
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Carlos Magalhaes

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Resposta #13 Online: 02 de Junho de 2008, 18:27:39
Eu fiquei um pouco preocupado quando apareceu o termo "Safári Fotográfico" no tópico pois ele apareceu de uma forma forte chegando a ser meio pejorativo.

Rogério, quando escrevi o comentário quis dizer apenas que tenho interesse em fotografar as coisas que, de alguma forma, fazem parte da minha vida, pois com elas tenho um envolvimento que justifica o registro. Justifica para mim, é claro, pois não tenho a pretensão de isso seja uma regra para outras pessoas.

Usei as expressões "caça de fotos" e "safári fotográfico" porque estava lendo o livro da Susan Sontag e ela menciona que depois que a matança de animais passou a ser malvista, algumas agências de viagem ofereciam o "safári fotográfico" na África. Ela faz uma analogia entre atirar no animal e fotografá-lo (em inglês faz muito sentido por causa do verbo "shot", usado nos dois casos).

Concordo que as expressões são fortes e guardam uma crítica pejorativa. Mas não tive a intenção de redirecionar a crítica a ninguém. Tinha em mente apenas os "Safaris Fotográficos" mencionados pela Sontag. Como não expliquei do que se tratava e deixei a frase fora do contexto, acabei dando margem a outras interpretações, diferentes do que prentendia de fato dizer (e que está dito no 1º parágrafo do post). 
Carlos Magalhaes
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Ana Adams

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Resposta #14 Online: 02 de Junho de 2008, 20:51:06
Safaris fotográficos são muito comuns na África, alguns organizados pela National Geographic, outros por outros órgãos de proteção aos animais africanos. Há alguns de balão, outros por terra... enfim, é só prá esclarecer que isso não é um termo pejorativo, pelo contrário, é bem literal !  :)
Existem uns poucos já sendo organizados no Pantanal e na Amazônia tb.

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