Autor Tópico: O fotojornalismo como elemento noticioso  (Lida 943 vezes)

Marcelo2605

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Online: 05 de Setembro de 2008, 13:57:54
Entender as diferenças entre fotografia e fotojornalismo é um tanto custoso. Um bom começo é imaginar que o fotojornalista é um jornalista, e portanto ele precisa estar atento aos fatos. Parece simples mas não é. Vou dar um exemplo ilustrativo: o início da extração de petróleo em área de pré-sal pela Petrobrás. O presidente Lula está lá e com ele uma centena de fotojornalistas. Uma foto do ilustre que deixe claro o fato de estar em uma plataforma já seria minimamente aceitável como elemento noticioso. Mas pode-se fazer muito mais; a foto pode ganhar toques críticos, o fotojornalista pode pensá-la através de uma série de eventos passados. O resultado é esta bela foto de Marcelo Carnaval (Globo):



André Sena

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Resposta #1 Online: 06 de Setembro de 2008, 13:22:23
Vamos lá:

Acessando agora o portal do UAI, me deparei com este link:
http://www.eunaotenhonome.com.br/vandersonfreizer/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=13822

Citar
A FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) não permite que os sindicatos estaduais de jornalistas aceitem os profissionais que tenham registro precário. A orientação da Federação é que apenas jornalistas com curso superior possam ser sindicalizados, o que é perfeitamente aceitável já que o órgão serve para atender a uma classe de profissionais.

O que me chamou a atenção foi outra atitude da FENAJ, orientando empresas de mídia e comunicação a não contratem jornalistas que tenham registro precário e ainda diz que os precários são uma “ameaça” aos jornalistas de nível superior. Esta atitude a meu ver já atinge os jornalistas que trabalham com registro precário e não por um motivo ou outro não cursaram faculdade.

Os dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas estão preocupados com o que, já que para eles os jornalistas formados estão muito alem dos “falsos” profissionais. O que incomoda a FENAJ? Será que os direitos de concorrer a uma vaga são diferentes para um e outro? Uma pessoa que escreve todos os dias não pode ser chamada de autor? E quem divulga informações não é digno de ser chamado de jornalista? Que matéria exclusiva um jornalista domina? Temos especializações que nos fazem uns melhores que os outros?

Onde esta a democracia no jornalismo brasileiro? Para que serve a liminar da juíza Carla Rister que instituiu o jornalista precário? Não tenho o direito de escrever em jornais ou revistas unicamente porque não posso pagar um curso superior? E onde ficam minhas qualidades profissionais quando quero concorrer para uma vaga de trabalho? Os direitos são iguais para todos? Ainda existe censura no jornalismo? Não há preconceito nesta profissão?

Temos que começar a tratar todos por igual, porque muitos jornalistas com curso superior não fazem o que um jornalista precário faz. Cada órgão deve defender o direito de sua categoria, mas nunca impedir o direito que todos nós temos de concorrer a uma vaga de trabalho.

Autor: http://www.eunaotenhonome.com.br/vandersonfreizer


Interessante esta polêmica levantada aqui. Inclusive pode até ser debatida para outras profissões.

Eu na minha visão de Engenheiro, não gostaria de ver um técnico (apesar de que eu tb possuo curso técnico) ou mesmo ou pessoa com um nível de estudo inferior tomando meu espaço de trabalho. Apesar de que hoje conheço mutos técnicos que dão um banho em muito engenheiro por ai.

Será que é realmente necessário tratar todos por igual? Até então não seria a ordem natural das coisas, uma pessoa com curso superior ter melhores oportunidades?

O que acham?

[ ]'s
André Sena


Marcelo Almeida

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Resposta #2 Online: 06 de Setembro de 2008, 20:43:10
Algumas profissoes como engenheiro, medico, etc... realmente prescindem de formaçao academica, mas acho que outras profissoes como jornalista, analista de sistemas, ator, etc... o que deveria valer eh somente a competencia.


LuizNdo

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Resposta #3 Online: 06 de Setembro de 2008, 21:07:53
Eu sou formado em Cinema de Animação pela Escola de Belas-Artes.
O pessoal do jornalismo fazia uma cadeira de fotografia lá na Belas-Artes.
Fotografia pra eles costuma ser apenas 1 matéria. O curso os prepara para serem jornalistas e a fotografia é apenas um complemento para aprenderem a ilustrar suas notícias.

Não seriam os jornalistas "Fotógrafos precários"?

Arquitetos costumam fazer trabalhos de Designers mesmo não entendendo o suficiente de Tipografia ou Diagramação. Simplesmente porque Designer não é uma profissão estabelecida, sindicalizada, etc... Há uma discussão semelhante nessa área para legalizar o conceito de Designer e WebDesigner desvinculando casos de pessoas sem formação específica que podem trabalhar na área.

Não me entendam mal, não estou defendendo nem atacando nenhum ponto de vista.
Só estou colocando lenha na fogueira. :ok:hehehehe
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Marcelo Almeida

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Resposta #4 Online: 07 de Setembro de 2008, 07:47:52
Pois eh, daqui a pouco vao exigir que o fotografo de moda seja formado em moda, o de publicidade, em publicidade, etc...
« Última modificação: 07 de Setembro de 2008, 07:48:21 por Marcelo Almeida »


Marcel MM

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Resposta #5 Online: 07 de Setembro de 2008, 11:29:07
Na maioria das vezes oque conta e muito para contratação é a experiência e trabalhos realizados dos candidatos.

Se a intenção é tocar uma obra (por exemplo) e aparece um candidato recém formado e um técnico com mais de 15 anos de experiência com um monte de trabalhos semelhantes no currículo é óbvio que oque irá contar é a experiência.
Afinal, para o mercado, mais vale oque se aprende na pratica do dia a dia do que a teoria na Faculdade. Posso dizer por experiência própria que isso é a mais pura verdade.
 
« Última modificação: 07 de Setembro de 2008, 11:30:54 por Marcel MM »
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