Autor Tópico: Iniciando em fotografia analógica cap.II -> yashicamat e fotometro externo  (Lida 7116 vezes)

Pomba

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então pessoal... no outro topico, sobre fotografia analogica, recebi algumas sugestoes sobre camera slr e de medio formato... depois de pesquisar e pesquisar, acabei encontrando uma yashica mat 124g em funcionamento (segundo o vendedor)
o unico porem é o fotometro da camera, que está sem bateria e estas são bem dificeis de serem encontradas, então me ofereceu um fotometro de mão
a duvida é a seguinte
trabalhar com fotometro externo a camera deve ser bem mais complicado, indicam isso a um iniciante?
no caso de resolver comprar uma bateria para esse fotometro, quanto ficaria para calibra-lo?
é difcil encontrar assistencia para esse tipo de camera?
obrigado a todos!


Elmo

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Resposta #1 Online: 05 de Novembro de 2008, 18:08:11
Meu caro,

Use a PX3 ou a 625A.

Mas acho que o legal é poder exercitar a fotometria por você mesmo. Vai apreciar mais ainda os resultados obtidos.

Ainda mais que, mesmo que esteja funcionando o fotômetro, eu não confiaria mesmo. O custo de um fotômetro de mão não paga o preço de uma boa dose de experiência na "fotometria de cabeça". Mas se caso ainda fique receoso, use isso:



Pode baixar aqui:

http://img254.imageshack.us/img254/3628/fotometro1of1zt2.jpg em tamanho menor

Ou maior em:

http://expomat.tripod.com/pdf/ExposureMat.pdf

Essa é minha opinião, pois tenho um fotômetro de mão aqui que não uso. E, como disse, é um ótimo exercício esse de fotografar sem fotômetro.

E, se quiser ainda, uma outra alternativa é essa tabela (é só imprimir, dobrar e levar junto):

http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2008/04/guia-ev-v2.pdf

Mas, ainda não feliz e quiser algo ainda mais simples:



Espero ter ajudado.

Abraços

Elmo

Em tempo: As minhas meninas gostam de aparecer, o olha que quem tem fotômetro é só a Yashica Mat (mesmo assim sem bateria):

« Última modificação: 05 de Novembro de 2008, 18:09:22 por Elmo »


LeandroFabricio

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Resposta #2 Online: 05 de Novembro de 2008, 18:17:06
Vc pode fotometrar com outra câmera...

Se for comprar fotômetro pegue um razoável, tem uns Sekonik por aí por R$500,00 que vale a pena.

Pela câmera ser barata e sem muito valor comercial talvés não compense arrumar o fotômetro dela.


Se fosse eu pegaga um fotômetro/flashmeter de mão.
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LeandroFabricio

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Resposta #3 Online: 05 de Novembro de 2008, 18:19:48


Cool....

Muito show essa Seagul. Eu tive uma, que modelo é esse?
São Paulo - SP


Pomba

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Resposta #4 Online: 05 de Novembro de 2008, 18:25:10
essa ideia de fotometrar de cabeça me parece assustadora a principio... um dia chego la
o fotometro em questao é um sekonic L-158
uma boa?

em tempo
bela coleçao, elmo!


Francisco

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Resposta #5 Online: 05 de Novembro de 2008, 18:31:11
Citar
o unico porem é o fotometro da camera, que está sem bateria e estas são bem dificeis de serem encontradas, então me ofereceu um fotometro de mão

Se a bateria dela for daquelas de mercúrio, esqueça os "replacements" existentes no mercado. Não existem substitutos com a mesma voltagem ou a mesma confiabilidade das baterias de mercúrio. Tem um tópico que eu fiz sobre a Canon F1 que usa baterias de mercúrio. Eu comprei um adaptador de um holandês que possibilita usar baterias de silver-oxide, reduzindo sua voltagem para 1.35V. As baterias de silver-oxide são muito melhores que as alcalinas comuns, pois o decaimento de voltagem ao longo de sua vida útil é bem menor, dando estabilidade à fotometria.
Francisco Amorim
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Pomba

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Resposta #6 Online: 05 de Novembro de 2008, 18:45:37
Citar
o unico porem é o fotometro da camera, que está sem bateria e estas são bem dificeis de serem encontradas, então me ofereceu um fotometro de mão

Se a bateria dela for daquelas de mercúrio, esqueça os "replacements" existentes no mercado. Não existem substitutos com a mesma voltagem ou a mesma confiabilidade das baterias de mercúrio. Tem um tópico que eu fiz sobre a Canon F1 que usa baterias de mercúrio. Eu comprei um adaptador de um holandês que possibilita usar baterias de silver-oxide, reduzindo sua voltagem para 1.35V. As baterias de silver-oxide são muito melhores que as alcalinas comuns, pois o decaimento de voltagem ao longo de sua vida útil é bem menor, dando estabilidade à fotometria.

mas mesmo com esse adaptador seria preciso calibrar o fotometro, certo?
esses 0,05v dão diferença?


Francisco

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Resposta #7 Online: 05 de Novembro de 2008, 19:14:13
Não sei como é na yashicamat. Se ela usava as PX625 ou similares de mercúrio, esse adaptador corrige a voltagem das silver-oxide, que são de 1,55V para 1,35V, que era a voltagem original das PX625. Além disso, as silver-oxide não sofrem grandes desvios de voltagem durante a vida útil. Isso é importante, pois se a voltagem muda, a fotometria se altera também, podendo acusar subexposição erroneamente.

Existem substitutas para a PX625. A Varta e a GP possuem uma, mas são de 1,5V e ainda por cima são alcalinas comuns (óxido de latão :P). Logo que você coloca ela, ela irá acusar superexposição em função dos 1,5V e com o passar do tempo a fotometria irá se alterando até ficar abaixo dos 1,35V e indicar subexposição.

O adaptador custa 16 euros já com o frete. Não é tão fácil achar baterias de silver-oxide por aqui, pois são baterias "caras". Na verdade, elas custam cerca de 6 reais, mas as lojinhas que vendem pilhas preferem vender as alcalinas comuns (LR44), onde podem cobrar os mesmo 6 reais e lucrar muito mais em cima, mas são baterias infinitamente inferiores em termos de autonomia e estabilidade.

Outra alternativa é usar um adaptador sem redutor de voltagem e usar aquelas pilhas de aparelho de surdez, de zinc-air. Elas possuem 1,4V (vai produzir um desvio pequeno de fotometria, mas nada que não possa ser compensado com meio ponto, são bastante estáveis, mas duram uns 3 meses independente de a câmera ser usada ou não. Pelo que eu li, parece que também exigem uma modificação na câmera (um furinho) para que entre oxigênio e a pilha funcione. É uma alternativa interessante, pois um jogo com 5 pilhas custa uns R$15,00 e você terá cerca de um ano e meio de fotômetro.
« Última modificação: 05 de Novembro de 2008, 19:17:12 por Francisco »
Francisco Amorim
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Elmo

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Resposta #8 Online: 06 de Novembro de 2008, 00:02:41
Esse adaptador que o Francisco menciona, nada mais é que um diodo de germânio ligado em série com a bateria de 1,55 V.

Como eu disse, pode usar as PX3 e a 625A que não vai ter problema algum. As uso para substituir as baterias de mercúrio em minhas câmeras - Canonet, por exemplo - e essa diferença de tensão, na prática, não tem a menor significância.

Não estou dizendo que você esteja errado, Francisco, mas fora fotografar em cromo, o que não experimentei com minhas câmeras de bateria de mercúrio, não ocorre diferença significativa alguma no resultado final.

Gastar R$ 500,00 num fotômetro de mão? Prefiro comprar mais 4 câmeras dessa com essa grana!!! Pomba, antes de achar que é difícil, experimente. Vai se surpreender e aprender muito.

Leandro, a vermelhinha é uma Seagull 4A, mas foi "tunada" por mim. Ela originalmente é pretinha.
« Última modificação: 06 de Novembro de 2008, 00:06:01 por Elmo »


rogerio_prazeres

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Resposta #9 Online: 06 de Novembro de 2008, 08:57:06
Leandro, a vermelhinha é uma Seagull 4A, mas foi "tunada" por mim. Ela originalmente é pretinha.

Elmo, tenho uma Seagull dessas em casa. Acho que é o mesmo modelo. A ótica é boa? Tem algum valor comercial?

Meu pai ganhou ela já usada numa rifa quando eu era bem pequeno mas foi usada umas duas vezes que eu me lembre.

Ela estava muito conservada e funcionava perfeitamente até um primo meu deixar cair e quebrou a tampa de cima que é de magnésio eu acho. Aí ficou jogada num canto e agora está em estado precário.  :(

Desmontei outro dia e consegui fazer o obturador funcionar mas não sei se as velocidades estão certas pois tem um monte de molas que não são nada fáceis de remontar.
Agora dirigindo um fusquinha das DLSR... Canon D30  :wub:

rogerio_prazeres@yahoo.com.br


Elmo

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Resposta #10 Online: 06 de Novembro de 2008, 13:58:10
Rogerio,

A Seagull não é uma Rolleiflex, mas atende... Valor comercial é quase nenhum, ainda mais no estado atual que está descrevendo. Essa parte que disse estar quebrada não faz diferença no funcionamento da câmera, se é a que entendi e que está escrito seagull (gaivota) em mandarim.
« Última modificação: 06 de Novembro de 2008, 13:59:54 por Elmo »


Francisco

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Resposta #11 Online: 06 de Novembro de 2008, 13:59:52
Esse adaptador que o Francisco menciona, nada mais é que um diodo de germânio ligado em série com a bateria de 1,55 V.

Como eu disse, pode usar as PX3 e a 625A que não vai ter problema algum. As uso para substituir as baterias de mercúrio em minhas câmeras - Canonet, por exemplo - e essa diferença de tensão, na prática, não tem a menor significância.

Não estou dizendo que você esteja errado, Francisco, mas fora fotografar em cromo, o que não experimentei com minhas câmeras de bateria de mercúrio, não ocorre diferença significativa alguma no resultado final.

Gastar R$ 500,00 num fotômetro de mão? Prefiro comprar mais 4 câmeras dessa com essa grana!!! Pomba, antes de achar que é difícil, experimente. Vai se surpreender e aprender muito.

Leandro, a vermelhinha é uma Seagull 4A, mas foi "tunada" por mim. Ela originalmente é pretinha.

Na verdade ele usa um diodo shottky. Eu cheguei a procurar na Wikipedia o que esse tipo de diodo fazia de diferente em relação a um diodo comum, mas não lembro. Esse documento descreve todo o processo, inclusive se alguém quiser fazer o adaptador em casa:
http://www.butkus.org/chinon/batt-adapt-us.pdf

Elmo, eu não sei como você nunca teve problemas de fotometria, pois ao colocar na minha F1 uma bateria da GP de 1.5V o fotômetro acusava +2 pontos de superexposição. Mas no próprio pdf o autor comenta que para algumas câmeras não precisam necessariamente dos 1.35V, como é o caso da Pentax Spotmatic. A melhor forma de confirmar isso é fotometrar com uma câmera que tenha o fotômetro funcionando na mesma distância focal.

A minha F1 acusava superexposições de 1,5EV a 2EV, o que já é preocupante. Com negativos, é melhor superexpor do que subexpor. Eu costumo fazer a fotometria no chão ou em algum ponto neutro que seja parecido com um cartão cinza e superexponho cerca de 1 ponto acima. No caso da minha F1, eu teria fotos drasticamente subexpostas seguindo esse método.

« Última modificação: 06 de Novembro de 2008, 14:01:08 por Francisco »
Francisco Amorim
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Elmo

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Resposta #12 Online: 06 de Novembro de 2008, 15:12:11
Na verdade um diodo de germânio seria melhor pedida. Achar um diodo Schottky pra comprar vai ser um verdadeiro desafio. O de germânio você encontra em qualquer sucata de antigas TVs.

Lembrou bem, a minha Spotmatic funciona como um relógio com a 625A, assim como a Canonet.


Heber_Dm

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Resposta #13 Online: 07 de Novembro de 2008, 00:03:19
A propósito da Spotmatic, comprei uma recentemente e também enfrentei com ela o problema da bateria. Ela veio com uma instalada, porém sem carga. É da Union Carbide e vem com o nº 387 gravado. Não tenho a menor idéia se é de mercúrio, silver dioxide, alcalina, etc...

Comprar uma substituta para fazer o fotômetro da SP funcionar foi uma odisséia. Acho que quase esgotei todas as possibilidades daqui de Lavras, e não encontrei uma igual. Acabei optando por uma LR41 de 1,5v que tem a mesma altura da original, porém com o diâmetro menor (havia encontrado uma com o mesmo diâmetro, mas ela era mais ‘baixinha’).



Para que a bateria não ficasse “solta” no suporte de plástico que veio na câmera, fiz um canudinho com fita isolante (branca, no caso) e enrolei em volta da bateria, já dentro do suporte.



A próxima preocupação era com a precisão do fotômetro, além da dúvida se ele estaria funcionando ou não. Para testar, utilizei a Spotmatic com a Super-Takumar 50mm f/1.4, e a K20D, a MZ-5n e a ME Super, sempre com a mesma lente (Pentax-M 50mm f/1.4). Para minha (agradável) surpresa, constatei que o fotômetro da SP está funcionando com boa precisão. A medição bateu com a K20D e com a ME Super; apenas a MZ-5n ficou ½ ponto acima das outras, e achei estranho isso, pois esperava que, se houvesse diferença, seria com a K20D, pelo tanto que já falaram que ela subexpõe.

Agora, pelas dicas deste tópico no que se refere à queda na voltagem dessas baterias comuns, vou fazer uma “aferição” mensal, haja vista eu já estar fotografando com a Spotmatic. Coloquei nela um Neopan SS (ISO 100) e já bati algumas fotos. Como pretendo revelar um filme a cada 3 meses (pelo menos), será importante essa manutenção.

Obrigado a todos pelas dicas!
« Última modificação: 07 de Novembro de 2008, 00:08:19 por Heber_Dm »
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Heber DM - Lavras-MG
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"Jovem é todo aquele que tem compromisso com o futuro" - Tristão de Ataíde


Claudio Tebaldi

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Resposta #14 Online: 29 de Novembro de 2009, 12:51:33
Achei essa solução do Heber_Dm brilhante.
E aí amigo, depois de uma ano após esse tópico ter sido escrito qual foi a conclusão que vc chegou? Essas baterias L41 de 1,5V resolveram bem coma Pentax?
Pentax SP1000 - Zenit 12XP - Olympus Trip 35 - Olympus Pen EES-2 - Olympus Pen EE-2 Canon EOS 400D - Canon EOS 30 - Canon EOS 500N - Sony DSC H1 - Yashica Mat EM - Rolleiflex 3.5 E Planar - Canon EOS 80D - Canon PowerShot SX40HS e outras...