Autor Tópico: Curso de fotografia para deficientes visuais  (Lida 790 vezes)

Fernanda Maia

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« Última modificação: 17 de Dezembro de 2008, 22:55:48 por Kika Salem »
Fernanda Maia
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Leo Terra

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Resposta #1 Online: 05 de Dezembro de 2008, 18:43:09
Sabe o que é curioso? Eu sempre pensei nisso. Em fotografar vendado.
Leo Terra

CURSOS DE FOTOGRAFIA: www.teiadoconhecimento.com



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wdantas

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Resposta #2 Online: 08 de Dezembro de 2008, 22:37:54
Sabe o que é curioso? Eu sempre pensei nisso. Em fotografar vendado.

É diferente Leo. Depois vc tem a possibilidade de ver o resultado da sua experiência.

Sei que isso pode ser polêmico, mas tenho minhas resalvas sobre essa iniciativa. O apuro no olfato como falou um aluno, já é inerente dos que não podem ver - uma compensação sensorial do corpo, não contribui para enquadramento nem composição, e não vale o orientador indicar posições ao fotógrafo porque a foto não é dele. Acredito que o prazer da fotografia está em ver e sem a visão isso fica sériamente comprometido. Seria interessante se a tecnologia moderna que temos hoje podesse registrar a foto em relevo, o mínimo que fosse. Aí sim, essas pessoas poderiam sentir prazer no ato e aperfeiçoar ténicas próprias.


Credilson

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Resposta #3 Online: 17 de Dezembro de 2008, 16:02:26
Para quem não conhece o fotógrafo esloveno Evgen Bavcvar, cego aos 12 anos de idade:

http://photos.uol.com.br/materia.asp?id_materia=312

... que tem trabalhos muito interessantes.
Credilson
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Kika Salem

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Resposta #4 Online: 17 de Dezembro de 2008, 23:05:36
É um assunto polêmico mesmo.

Mas acho que o mérito da iniciativa não é formar fotógrafos cegos para atuar no mercado de trabalho, mas sim trabalhar a auto-estima daqueles que não enxergam, mas que se interessam por fotografia.

É uma forma diferente de ver o mundo e de registrar as cenas, através das sensações, mas deve ser muito ruim não poder ver o resultado, bom mesmo se tivesse uma maneira de imprimir fotos em relevo como disse o Wellington.

Será que já não existe essa possibilidade?
« Última modificação: 17 de Dezembro de 2008, 23:06:49 por Kika Salem »


rogerio_prazeres

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Resposta #5 Online: 18 de Dezembro de 2008, 08:53:19
Bom dia a todos!

Eu já tinha visto esse tópico e não comentei pois era polêmico e novamente minha resposta vai beirar a grosseria. Quero que me desculpem antecipadamente, principalmente a Fernanda que abriu o tópico e achou o projeto interessante.

No meu conceito não passa de caridade e agrega muito pouco ao deficiente.
Na grande maioria dos casos só é bom pra quem está à frente pois sai na Internet, faz um nome, aumenta o tal do "networking" e às vezes de quebra arruma um "patrocinador" com verbas públicas para os projetos.

Depois o autor do projeto ainda defende uma tese de doutorado e vai ganhar dinheiro em algum cargo de assitência social do governo enquanto que o deficiente vai voltar a sua vida de receber uma mísera pensão.

Quer ajudar um deficiente? Faço-o ser realmente útil.
Aproveite seus outros sentidos que são mais desenvolvidos para algo produtivo. Faça-o ganhar dinheiro com seu trabalho e não depender de esmolas.

Em alguns minutos posso imaginar dezenas de profissões onde um deficiente visual se sairia tão bem ou melhor que pessoas providas de visão. No extremo posso imaginá-lo descobrindo um tratamento eficaz pro câncer ou sendo um grande maestro.
Mas posso vê-lo também fazendo algo perfeitamente normal. Pegando um ônibus todos os dias pra trabalhar numa fábrica de vinhos como degustador, recebendo um salário digno e voltando todos os dias para casa com dignidade para encontrar sua esposa e filhos.

Trabalhar na auto-estima dos que a perdem é sempre bom e isso faz realmente diferença.
Também não estou julgando o autor deste projeto específico pois não o conheço e pode ser que seja uma pessoa com intenções louváveis.
É só minha opinião sobre o assunto de forma geral.

Abraços!
Agora dirigindo um fusquinha das DLSR... Canon D30  :wub:

rogerio_prazeres@yahoo.com.br