Autor Tópico: Digipix se recusa a imprimir portifólio de Gal Oppido (é longo, mas vale a pena)  (Lida 4447 vezes)

wfernandophoto

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  • Fernando Siqueira
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Retirado do site http://camaraobscura.fot.br Pois tb estou com o mesmo problema e participei da discussão por lá.

A Digipix, empresa que atua no ramo da impressão fotográfica, com destaque para a produção de fotolivros, se recusou a imprimir 200 fotos do portifólio do fotógrafo Gal Oppido, por conta do conteúdo das imagens, que contém nus. A informação abaixo é da coluna de Monica Bergamo, da Folha de São Paulo:



“Ditadura
Depois de ter exposto suas obras no MAM, no MIS, na Pinacoteca e no exterior, o fotógrafo Gal Oppido teve suas imagens -muitas delas com corpos nus- censuradas. O veto veio da Digipix, contratada para imprimir cerca de 200 fotos do artista em um livro-portfólio, que seria apresentado a galerias de Nova York. A empresa se recusou a entregar o trabalho por considerar as imagens de ‘conteúdo indevido’, que poderia ‘ser considerado ofensivo, pornográfico, obsceno (…) que venha a ferir a ética, a moral, os bons costumes’. E afirma que ‘não analisa as imagens com base em critérios artísticos’.

INQUISIÇÃO
Oppido, que teve de viajar sem seu portfólio impresso, avalia o ocorrido como ‘um evento com tons medievais, lembrando a malfadada aventura inquisitória’.”

Esse é um acontecimendo que causa estranheza por três motivos: primeiro, é curioso ver que uma empresa do ramo de impressão fotográfica, que passa por um momento de crise, se recusa a fazer um trabalho. Parece que a Digipix anda bem das pernas, provavelmente pelo sucesso dos fotolivros, que tem garantido a sobrevida desse setor. Não sei até que ponto existe algo na legislação que obriga a empresa a atender o cliente, mas essa é uma questão menor. O segundo motivo de estranheza é a seleção prévia pela qual passam os trabalhos enviados à empresa, no qual aparentemente se verifica se o conteúdo do fotolivro é condizente com os padrões morais da Digipix. É uma situação no mínimo desconfortável, para um fotógrafo, ter que submeter o seu trabalho a um crivo que dirá se ele é digno ou não de virar um fotolivro. O terceiro motivo é a afirmação de que a Digipix “não analisa as imagens com base em critérios artísticos”. Ora, a fotografia é uma arte, e para se trabalhar com arte é preciso ter sensibilidade suficiente para entendê-la, em vez de julgá-la. E isso porque estamos falando do trabalho consagrado de um fotógrafo de renome. Essa sensibilidade significa entender também que a imposição de padrões morais é incompatível com produção artística — e isso deveria ser sabido especialmente por quem lucra com ela.

Felizmente, existe a concorrência. Vamos esperar que outras empresas que trabalham com fotografia a tratem com o devido respeito.



Atualização (15/1/09): resposta da Digipix publicada no Portal Photos

“Sobre a nota “Ditadura” (Mônica Bergamo, Ilustrada, 9/1), a Digipix esclarece que se dá o direito de não produzir material que possa ser considerado pornográfico, como claramente descreve o termo de uso com o qual todos os clientes são obrigados a concordar antes de contratar seus serviços. Para isso, são adotados critérios objetivos, um dos quais prevê a não produção de imagens com genitais expostos. A Digipix não analisa as imagens com base em critérios artísticos, função que não lhe cabe, e não se trata de censura, já que não fica impedida a exposição ou a produção por terceiros de tais imagens. Por operar on-line, a Digipix adota antecipadamente critérios claros de atuação e só tem acesso ao conteúdo dos materiais após eles serem processados. Ao contratar o serviço, a representante de Gal Oppido, Kátia Kuwabara, manifestou-se ciente e concordou explicitamente com o termo de uso da empresa, que apenas o fez valer.”



Outras informações acerca desse debate: http://camaraobscura.fot.br/2009/01/14/digipix-se-recusa-a-imprimir-portifolio-de-gal-oppido/



Debate de opiniões do portal Câmera Obscura:

   1.    Fernando E. Aznar  Jan 14 2009 / 2pm
      Quase R$1000/livro… eles devem achar que é arte, sim. Mas dizem que dá pra mandar fazer nos EUA, onde, com frete, imposto de importação e isento de bisbilhotagem sai mais profissional (ôps, quis dizer mais barato!).

   2. Claudio Roberto Jan 15 2009 / 8am
      Achei os termos Ditadura e Inquisição um pouco exagerado pelo ocorrido. Não ci porque tanta repercusão de uma empresa não aceitar um trabalho, por mais de renome que fosse.
      Fiquei imaginando se um fotografo que tenha alguns valores religiosos, que só faz fotos de casamento, fosse contratado para fazer fotos de Nu artistico, será que ele aceitaria ??? e nem por isso ele se tornaria alguem que nao gostasse de arte, ou tivesse um crivo ditador ou inquisidor.
      Se os donos da Digipix tiveres esses valores religiosos também porque eles são obrigados a aceitar ???
      Lembro quando a banda Midnight Oil veio para o brasil ela tbm se recusou em ter o patrocinio de Cigarro ou bebidas, isso pelo valor moral deles, e nem por isso também ninguem os chamou de Ditador ou Inquisidor….
      Mas é sempre o ponto de vista de cada um ….

   3. Rodrigo F. Pereira Jan 15 2009 / 8am
      Claudio,
      Seu ponto de vista é totalmente válido e coerente. É difícil estabelecer os limites nesse campo porque envolve três áreas: mercado, valores e arte. Cada um tem regras próprias e a interação entre eles geralmente não é suave.

   4. Fernando Siqueira Jan 15 2009 / 4pm
      Fui aluno do Gal Oppido e sou fotógrafo profissional. Estou com o mesmo problema em mãos, gastei aproximadamente R$ 5.000,00 em um ensaio de nu artístico, além disso, junto com o meu pedido foram pedido mais 2 outros livros com outros tipos de trabalho, venho a mais de uma mês tentando receber esses dois trabalhos e não consigo nem ao menos produzí-los!!! Estou sendo ameaçado judicialmente pelos meus clientes e nada!!
      Definitivamente, além de terem normas arcaicas não cumprem prazos (e esse não é o primeiro atrazo ou problema de impressão que tive com eles! Cheguei a receber 6 cópias de livros impressos errados).
      Depois desse episódio, andei pesquisando sobre problemas de usuários com a Digipix e para meu espanto, não é só o público profissional que tem problemas com eles também!
      Definitivamente, ainda terei alguns problemas com eles pois, por contrato, tenho alguns trabalhos para entregar no formato oferecido (mas não bem realizado pela Digipix) depois disso, nunca mais!
      Fernando Siqueira

   5. Rodrigo F. Pereira Jan 15 2009 / 7pm
      Texto atualizado com a inclusão da resposta da Digipix.

   6. Fernando Siqueira Jan 15 2009 / 10pm
      Sinceramente a declaração da Digipix é falsa, pois tenho em mãos 3 trabalhos de nus que foram feitos pela mesma empresa. Mostrando-se assim no mínimo parcial a suas produções.

   7. Atena Jan 16 2009 / 8am
      Pra mim isso é implicância com o fotógrafo. Isso não faz o menor sentido!

   8. EduardoB Jan 16 2009 / 11am
      Em um primeiro instante fiquei chocado com essa estória. Mas avaliando bem, não há razões para tanto alarde. Não estou defendendo a Digipix, honestamente quero de eles vão para inferno. Mas não se trata de censura.
      Assim como qualquer site ou serviço online de publicação, existem questôes legais a serem verificadas. Não sou jurista, mas o empresa que presta o serviço tenta em seu contrato cobrir qualquer possibilidade de ser eventualmente ser acionada juridamente por alguma coisa que tenha impresso. Se entrarmos no site http://www.blurb.com essas condições são delineadas na pagima de termos e politicas. Não precisa ser nenhum advogado especializado para entender o que a empresa tenta se proteger legalmente, embora existam lacunas.
      A Digipix não publica esses termos claramente - burrada número um. Eles dizem que existe um contrato onde é especificado o que pode ou não pode. Nu frontal autorizado não pode. Mas como o Fernando Siqueira postou acima, bunda provavelmente pode. Ou seja dois pesos duas medidas. Burrada numero dois. Ou é tudo ou nada, uma empresa séria não pode se dar ao luxo de ficar no meio termo querendo abocanhar o mercado ao mesmo tempo tentando se proteger.
      É só um caso do entendimento legal. Quanto ao Gal Opido, aposto que em duas ligações por telefone ele consegue quem imprima isso em Nova Iorque sem as mesmas preocupações a um custo muito menor.
      Um abraço

   9. Rodrigo F. Pereira Jan 16 2009 / 2pm
      Atualizado com depoimento de Ignácio Aronovich, do Lost Art

  10. Fernando E. Aznar Jan 16 2009 / 2pm
      O trabalho de Gal Oppido já foi pras paredes (em espaços culturais civilizados, morais e éticos) e seu conteúdo não é ilegal, portanto não há nada lá que ensejaria demandas judiciais contra quem faria um serviço derivado como a impressão para um porfolio pessoal.
      Pra mim está mais do que claro que:
      1º O cliente foi prejudicado moral (com ilações descabidas sobre a sua moral) e patrimonialmente (danos emergentes e lucros cessantes) ; Aposto que ele vai deixar passar.
      2º A empresa fez sim, não sei com que expertise, avaliação artística (com ou sem aspas): modelo profissional não pode, escultura em mármore de 5 metros sim.
      Vou me ater ao 2º ponto: Um dos princípios mais elementares de todas as constituições e —em especial— a normas éticas mais antigas dos laboratórios fotográficos (desde imemoriais tempos analógicos) é o direito à privacidade. Apesar do termo ‘aquário’, ninguém olhava o seu negativo (em público), e suas cópias eram entregues no envelope lacrado. De onde saiu esse novo auto-proclamado direito ao desfrute desavergonhado (não quero nem cogitar o porquê de tanto interesse…) do trabalho alheio? Ninguém paga gráfica pra pensar nadinha além do necessário e muito menos pra sentir pudores, arquivos bem feitos são enviados fechados (em linguagem PosScript) para, entre outros motivos, evitar dores de cabeça técnicas. Até agora ninguém supunha que estavam em jogo questões morais também.

  11. EduardoB Jan 16 2009 / 3pm
      Fernando Aznar, como mencionei, a falha deles é não deixar o politica de empresa clara e ficar tentar ficar em cima do muro: se for um peruzinho bonito, não há problemas.
      Daí é segunda burrada que mencionei, passa-se a advogar em favor do pode ou não ser considerado contrualmente aceitável. Em função de uma clausula de contrato, passa-se a julgar o conteudo.
      Aí pouco importa se o trabalho do Gal Opido circulou pelas paredes mais moralistas, nesse aspecto, frente aos olhos deles não é aceitável.
      O problema é isso tem sido colocado por aí é que empresa tem sido colocada com advogada de moral e bons costumes, e que a seguir colocará uma estrela amarela em trabalhos julgados como inadequados.
      Numa visão macro, essa falha, como você menciona propriamente, de fato houve esse julgamento moral. Mas para mim, trata-se de um erro na aplicação de uma clausula contratual feita por gente de competencia duvidosa.
      Questiono a competencia deles, por que uma empresa séria não cairia nessa armadilha. Reforço, não estou defendendo a referida empresa. Não uso e pelo visto nunca usarei dos serviços deles.

  12. Nelson González Leal Jan 17 2009 / 4pm
      Apesar de entender que Digipix é uma EMPRESA e como tal se rege por patrões comerciais, e que comercialmente tem o direito de avaliar qual trabalho lhe renderá frutos extra econômicos e qual não -como por exemplo uma ampla difusão de sua marca-, fica claro que neste caso Digipix extravasa sua razão comercial para localizar-se no plano de censor moral.
      Neste sentido encontro muito acertada a apreciação do Fernando Aznar de que o cliente foi prejudicado com ilações descabidas sobre a sua moral. E isto é o mais preocupam-se neste caso.
      Que Digipix se reserve o “direito de admissão”, como o fazem diversos restaurantes e centros noturnos é uma coisa e que se adjudique o papel de juiz sobre a moralidade de um fotógrafo, apoiando-se no estilo ou tema de sua obra, é outra muito distinta.
      Evidentemente Gal Oppido foi prejudicado, comercial e moralmente. Sendo objetivos, talvez o maior dano seja comercial, pois a submissão moral que Digipix faz da obra do Gal não passará de ser visto como um extravasamento ético, ou como a manifestação de uma absurda postura moral, que produzirá um efeito bumerangue, quer dizer, voltará-se contra a própria Digipix.
      Ao fim e ao cabo, depois disto, quantos fotógrafos profissionais que trabalhem com nu recorrerão ao Digipix para imprimir seu portfólio?
« Última modificação: 28 de Janeiro de 2009, 23:12:00 por Kika Salem »
Fernando Siqueira
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Leo Terra

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É Fernando, infelizmente a coisa hoje em dia é complicada, existe todo um falso moralismo, como se você fosse mais cidadão se não se envolver com esse tipo de "coisa suja". Acho que a ética anda cada vez mais difícil de ser avaliada. Haja visto as questões sobre pedofilia. Hoje é muito difícil fotografar uma criança. Curioso que muitas das propagandas que achavamos lindas, com bebês nús não passam mais em decorrência dos riscos. ME lembro até hoje de algumas propagandas que tinham bebÊs lavando o cabelo uns dos outros, imagens extremamente ternas e que hoje poderiam passar como pedofilia. Esse falso moralismo, essa estupidez, essa habilidade de julgar a todos, como se fossem doentes como uma minoria, é uma tendência atual, que realmente deixa desesperado qualquer um que tenha uma maior sensibilidade e um pouco mais de racionalidade e inteligência.
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Paulo Machado

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Eu nao vejo nada demais uma empresa se recusar a imprimir um trabalho, baseado nestes princípios. Aunda mais se estes estão colocados no termo de aceitação. Se o fotógrafo se sentiu prejudicada procure a justiça.
A matéria beira o ridúculo com as expressões ditadura,  censura e inquisição, que absolutamente não cabem em uma relação comercial.
Só para ilustrar, uma matéria da PopPhoto.
« Última modificação: 21 de Janeiro de 2009, 13:59:21 por Paulo Machado »
When words become unclear, I shall focus with photographs. When images become inadequate, I shall be content with silent.  - Ansel Adams


Ricardo Lou

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Eu, se fosse o fotografo, ingressaria com uma ação de danos morais e lucro cessante, além de queixa-crime pelo "julgamento" das fotos como imoral.

Ganharia uma boa grana, que pena que não fui eu, rsrs

Mas indo ao cerne da questão, creio que neste caso, se a empresa for temerosa com o trabalho ou resultado deste, deveria exigir que lhe fosse enviada as autorizações de todos que das fotos participaram e também do fotográfo, faendo um contrato à parte, para ele.

Pronto, segurança e dinheiro no caixa, tudo resolvido.

Abraços
Que a arte (me) aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Oswaldo Montenegro (adaptação nossa)


rogerio_prazeres

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Pra mim isso é um caso pra ser resolvido na justiça e não da imprensa.

Achei foi que a matéria é bastante irresponsável em prejudicar a imagem da empresa.
Agora dirigindo um fusquinha das DLSR... Canon D30  :wub:

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Marcelo Favero

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Sobre se negar a imprimir o material, acho ridículo e também acho besbilhotice deles analisar conteúdo. Não têm nada a ver com isso! Eles têm salvaguardas legais para esses casos! Como dito em um comentário à matéria, ninguém tem nada a ver com as fotos que você manda revelar, assim como quando mandamos material publicitário para a gráfica ninguém fica avaliando o conteúdo (claro, excetuando-se algo notoriamente ilegal como apologia a algum crime), é ridículo... mas enfim... coisas do mercado. Cada um faz o que quer! Não me parece haver nada de ilegal na recusa deles. Só é uma tremenda bobagem...

Mas, se tratando de Digipix, ela se prejudicaria sozinha com o péssimo atendimento que presta se não estivesse isolada no mercado quando o assunto é PREÇO. Está mais do que na hora de aparecer concorrência com preços competitivos também. Tá ai uma dica pra quem tem grana sobrando  :hysterical:!
Marcelo dos Santos

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Guto Marc

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Pelo que sei:
No contrato da Digipix existe uma cláusula aonde diz que não imprimem nu. Se o contrato foi aceito e mesmo assim insitiu em mandar as imagens, tentou a sorte e se deu mal.
Se a apresentação do portifólio é de real importância porque tão em cima do prazo e sem um plano B ?

Essa história está muito mal contada e explicada.
** NÃO TRABALHO MAIS COM SEGURO DE EQUIPAMENTOS **

Visitem meu blog sobre fotografia : http://www.gutomarcondes.com.br/blog e conheçam mais sobre a profissão no dia a dia. Conheçam também http://www.fotografosocial.com.br e http://www.gutomarcondes.com.br
Não respondo MP com dúvida de equipamentos/fotografia. Abra um tópico pois isso é importante para o fórum !


FernandoPaes

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Tem uma meia dúzia de empresas hoje que tem indigo e fazem um trabalho igual ou melhor que a Digipix....

Viajou sem portifólio pq quis.

Abraço,
Fernando
Fernando Paes - Fotógrafo de Casamentos - SP
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Marcelo Favero

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Tem uma meia dúzia de empresas hoje que tem indigo e fazem um trabalho igual ou melhor que a Digipix....

Viajou sem portifólio pq quis.

Abraço,
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Ô Fernando, dá uma dica então! Eu aqui no litoral estou refén deles, buscando outra!  ;)
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wdantas

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Resposta #9 Online: 23 de Janeiro de 2009, 16:56:48
Amigos, este é um post extenso.

O fotógrafo Gal Oppido enviou seu portfólio para a Digipix porque precisava levá-lo para uma viagem a NY no final do ano passado e sendo 5 dias o prazo de entrega do serviço para SP, ficaria no limite da sua viagem.

A Digipix recusou fazer o livro por considerar as imagens como "material indevido". Sabemos que no contrato de serviços a Digipix se reserva o direito de imprimir ou não o material recebido, no entanto, como soube através de listas de discursão que participo, esse comunicado se deu ao término do prazo para entrega do trabalho, inviabilizando o serviço por outra empresa similar, já que a viagem do fotógrafo era eminente.

A pergunta que deixo para todos é, se o trabalho é particular (a empresa prestadora de serviços não é nenhuma editora) e parte de um profissonal consagrado com trabalho exposto em várias galerias nacionais e internacionais, É JUSTO TAL PROCEDIMENTO?



Abaixo está a resposta do Gal Opido à Digipix:

UM CIDADÃO INDEVIDO

É exatamente como me sinto, após a interdição de meu acesso a produto intelectual gráfico de minha autoria, portanto de minha responsabilidade, já pago e impresso pela empresa Digipix.

Desde as minhas primeiras experiências ligadas à expressão por imagens, através de desenhos e/ou fotografias, sempre foi claro que estas ferramentas me possibilitariam discutir inquietações latentes que poderiam ser
socializadas no sentido de fornecer mais critérios de análise, e deste modo me instrumentalizando mais para a prática da vida.

O corpo nu para mim funciona como uma folha em branco, pois cada traço que pousa nesta folha instantaneamente ganha significado, o mesmo acontece com o corpo na sua solidão cósmica e material, quando a ele se agrega vestes, intervenções cirúrgicas, a força da gravidade e outros acessórios instalados mediante um número infinito de ações e imposições; sejam elas de ordem moral, religiosa, de proteção orgânica, de ostentação de valor e poder, etc.

O corpo revela a história de sua humanidade.

Estes ensaios ora censurados, alguns deles, fazem parte da Coleção MASP-Pirelli, dos acervos do MAM e do MIS, foram expostos na França, Holanda, Alemanha, Portugal, Angola, Cuba e Colômbia representando o Brasil em mostras coletivas, mereceram o Prêmio APCA de Melhor Fotografia em 1991, participaram de publicações internacionais sobre fotografia Latino-Americana, foram motivo de palestras em universidades, fundações de
ensino e espaços culturais, são expostos por TV educativas e foram objeto no último dia 06 de dezembro de 2008, de palestra e material didático para professores de arte da rede pública estadual.

Sou professor na área de artes visuais desde março de 1973 e há oito anos ministro curso de linguagem e conteúdo em fotografia no MAM; neste último semestre decidimos documentar os trabalhos desenvolvidos em formato de livro impresso similar ao produto da empresa acima citada.

Meus alunos compartilharam imediatamente da idéia sugerida pelo mesmo motivo que me levou a encadernar os meus primeiros desenhos: possibilitar desta forma dividir coletivamente as experiências desenvolvidas.

O livro pós-barrado e que há três meses estamos preparando sua edição foi o suporte escolhido para expor meu trabalho junto a galerias da cidade de Nova York.

O material foi enviado dia 23 de dezembro de 2008 com garantia de entrega dentro do prazo, até dia 2 de janeiro de 2009. Fui comunicado da censura e intenção da destruição do mesmo na tarde do dia 30 de dezembro de 2008 pelo fornecedor, impossilitando assim de dar prosseguimento ao meu projeto, uma vez que viajo hoje dia 3 de janeiro de 2009.

Fica a questão:
Jerôme Bosch, Leonardo da Vinci, Pablo Picasso, Gustav Klimt, Egon Schiele, Jeff Koons, Robert Mapplethorpe e meus alunos teriam livros impressos pela Digipix?

É possível uma empresa que lida com imagens ter conhecimento tão limitado a respeito do universo a qual está inserida? Pois no momento em que ela julga e condena, presume-se que hajam critérios elementares sobre o objeto e autor em questão. Afinal para tal decisão seria plausível um mínimo de ponderação e consulta pois me atinge moral e profissionalmente.

Gal Oppido



Conhecendo o trabalho do Gal Opido
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« Última modificação: 24 de Janeiro de 2009, 11:27:23 por Kika Salem »


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Existe no contrato deles a frase não impriminos nu?

se sim, a culpa é de quem mandou as fotos, mas eles poderiam pelo menos ao recusar o arquivo, mandar um e-mail dizendo (dentro do prazo estipulado por eles) que não aceitariam o serviço.
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rafaelfrota

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Pegando o bonde andando, mas se existe um clausula e ela foi irrelevada, não existe essa historia de inquisição. Cada um tem direito de associar seu proprio nome ao que quiser. Se a Digipix ganha o suficiente pra não imprimir fotos com "genitalias aparente", problema é dela. Existem outras milhares que farão.
Não estou analisando se fazer isso é nobre ou não, mas se a empresa quer isso, problema é deles.
Uma matéria honestamente ridícula...


wdantas

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Hoje pela manhã, fiz um post neste mesmo local sobre este assunto que foi posteriormente apagado.
Que regras do fórum eu infrigí no meu post?
« Última modificação: 24 de Janeiro de 2009, 01:36:09 por wdantas »


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Hoje pela manhã, fiz um post neste mesmo local sobre este assunto que foi posteriormente apagado.
Que regras do fórum eu infrigí no meu post?
Acabei de entrar no fórum, vou checar o que aconteceu.

O que eu estranho nessa prática da Digipix é que o argumento moral sobrepõe-se à demanda do mercado.
Até quando existia censura institucionalizada, a questão dos prejuízos para a indústria cultural era considerada pelos censores e também era motivo de mandados de segurança, processos judiciais etc.
« Última modificação: 24 de Janeiro de 2009, 10:20:03 por Kika Salem »


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Digipix !!! tô fora, tô fora e tô fora !!!