Autor Tópico: Exposição: Aurélio Becherini: São Paulo em Transição  (Lida 1995 vezes)

Elaine Riguengo Pereira

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    • Elaine Riguengo Pereira
Online: 13 de Fevereiro de 2009, 11:42:38
Queridos (as)....

Mais uma dica!!!

Nesse irei com a turma do curso, depois eu conto....

Bjsssssss

Pioneiro do fotojornalismo ganha livro e exposição no CCSP     

Aurélio Becherini (1879-1939), considerado o primeiro repórter fotográfico da cidade de São Paulo, fotografou a Capital com a dedicação de um documentarista. Italiano da Toscana, Aurélio chegou ao Brasil por volta de 1900 e trabalhou para secretarias de Estado e órgãos públicos, registrando o espaço urbano e eventos sociais na cidade que se modernizava. O acervo de cerca de mil negativos em chapa de vidro foi negociado pelo fotógrafo com o Departamento de Cultura, na décadade 30.

Parte dessa coleção pode ser vista em Aurélio Becherini, livro com 193 imagens, publicação da Cosac Naify em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Uma exposição fotográfica em homenagem ao autor, com 45 fotografias, foi aberta no dia 24, no Centro Cultural São
Paulo.

O livro apresenta fotografias feitas entre 1904 e 1934, em diferentes locais da cidade. Os textos de Rubens Fernandes Junior, Ângela Célia Garcia, e José de Souza Martins resgatam a importância da obra documental de Becherini, recriam o cenário da fotografia na virada do século e a transformação social da cidade.

A qualidade técnica e a sensibilidade das imagens são destacadas por Rubens Fernandes Junior: "Becherini ocupa um lugar privilegiado na história da fotografia das primeiras décadas do século XX porque sua obra tão ampla e diversa dos seus contemporâneos está pontuada pela urgência de produzir um documento histórico que transcenda seu tempo".

O título de pioneiro de Aurélio Becherini no jornalismo visual é uma atribuição de O Estado de S.Paulo, feita em maio de 1939, após o falecimento do fotógrafo: "... tornou-se uma figura assaz conhecida e estimada nesta capital pois, artista da fotografia foi o primeiro repórter fotográfico da nossa imprensa. Durante muitos anos exerceu sua profissão neste jornal tendo aqui prestado os melhores serviços". Becherini foi colaborador do Correio Paulistano, Jornal do Commercio,
revistas A Cigarra, Cri-Cri, Vida Doméstica, entre outras publicações.

São dezenas de belas fotografias de uma cidade que se renovou, erguendo-se sobre o que foi contemplado no passado. Para o sociólogo José de Souza Martins, "Becherini fotografou o que restava da arquitetura e da mentalidade do Brasil colonial e escravista e o nascimento não só de uma cidade nova, mas de uma sociedade nova, nas novas formas e volumes das ruas e dos edifícios, na transitoriedade das pessoas e poderes por trás de janelas e de sacadas".

A biografia de um fotógrafo que nasceu em 1879, e transitou entre operários, artistas, políticos, poder e riqueza é atual e significativa. O universo profissional do fotojornalismo dos dias de
hoje guarda muitas semelhanças com o pioneirismo da imagem na imprensa paulista. No início da carreira, Aurélio Becherini trabalhou de graça para os jornais. Na época, a remuneração vinha com o reconhecimento pela qualidade do trabalho.

Um artigo compilado por Ângela Garcia mostra a vida simples de Becherini: "Sua entrada era sempre livre nas secretarias e nos palácios particulares. Mas ele não tirava partido desse prestígio,
como outros poderiam fazê-lo. [...] Depois de uma longa e trabalhosa existência, morreu pobre. Mas, se amizades representam alguma coisa, ele devia sentir-se satisfeito no fim da vida, porque a sua modesta residência, na Rua Helvetia, encheu-se de gente, contando-se mesmo ali figuras do maior relevo na sociedade paulistana".

Embora as fotografias produzidas em três décadas tivessem qualidade e informação histórica, a negociação do acervo com o prefeito paulistano não foi excepcionalmente lucrativa para Becherini: "Compram-no por preço de pouca monta em relação ao seu valor cultural, três contos de réis, se bem me lembro, pela coleção de mil e tantos negativos em chapas de vidro, acomodados num grande caixão de madeira", conforme entrevista do chefe da Seção de Iconografia, Benedito Junqueira Duarte, no livro B.J. Duarte: caçador de imagens.


Serviço:
Livro: Aurélio Becherini, Cosac Naify - 236 páginas
Informações no site: www.cosacnaify.com.br

Aurélio Becherini: São Paulo em Transição
Local: Centro Cultural São Paulo - Sala Tarsila do Amaral.
Endereço: Rua Vergueiro,1000
Data: De 24/1 a 10/5
Horário: 3ª a 6ª, das 10h às 20h,
               sáb, dom. e feriado, das 10h às 18h.

Informações:  3397-4000


http://www.arfoc-sp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=689&Itemid=75

 
« Última modificação: 13 de Fevereiro de 2009, 11:44:15 por Elaine Riguengo »
Elaine Riguengo Pereira
São Paulo - SP
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