Autor Tópico: Por um humanismo na profissão  (Lida 4594 vezes)

Bantunes

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Online: 11 de Março de 2009, 02:02:24
Caros,

Vocês já receberam um pedido de orçamento para um serviço fotográfico em que o cliente quis saber o equipamento que você usa? Creio que essa prática não deva ser incomum porque é o segundo e-mail (em menos de um ano, diga-se de passagem) que recebo com esse mesmo sintoma. Nesse último caso foi até engraçado e vou contar aqui porque acho importante para o ponto em que eu quero chegar.

Bom, o fato é que o cliente solicitou na segunda mensagem uma lista da marca e modelo da câmera, do flash e das lentes que possuo. Respondio-o educadamente que esse tipo de solicitação é improcedente  na mesma medida em que não procede saber que marca e modelo de compasso o arquiteto utiliza na contratação de uma obra. Da mesma forma seria absurdo um paciente se basear nos instrumentos cirúrgicos que cada médico utiliza para decidir qual operar.
Pois bem, eis que me liga o sujeito e diz estar de pleno acordo com o que eu disse, que foi um mal entendido e tal. Disse que gosta de fotografia, entende de câmeras e equipamentos e que me fez aquela solicitação para evitar que o fotógrafo chegue com uma câmera amadora e completou “você acredita que uma vez o sujeito me chegou com uma nikon deoitenta para fazer o trabalho”. (o trabalho consistia em registrar um evento da empresa.) Respondi-o que na minha visão uma máquina dessa estava de bom tamanho para o serviço.
- sim, você tem toda a razão, mas é que o sujeito também não tinha flash, não tinha uma lente clara e, meu, para um ambiente escuro isso não dá....que lentes você utiliza?
Antes que eu completasse ele mandou:
- você tem uma lente 2.8?
 - Não, só uma fixa manual 1.7. As zooms automáticas que tenho são 3.5, 4.0.
- ah... (Senti uma broxada da parte dele, pois parecia que o 2.8 exercia-lhe algum poder sinistro, quem sabe um número ‘fálico’?)

Desligamos e foi então que me bateu uma vontade de escrever esse post.
Por que? Primeiro porque não tinha sido o primeiro e-mail que recebo nesse sentido, apenas esse foi o mais caricatural.
Segundo porque sou fotógrafo, ainda que engatinhando, e quero que um cliente contrate meu trabalho e não meu equipamento. Porque se não abriria uma loja de aluguel de equipamento. E finalmente não quero que a profissão que eu estimo se resuma a uma corrida consumista em que, quem ganha, é  Mark 1d acompanhada de um boçal como acessório.  Eu pergunto: vocês querem isso?

Antes que alguém pense que o e-mail pudesse ser alguma fraude, tentativa de roubo (sei que casos assim já existiram) eu chequei as informações, vi que se tratava mesmo de um cliente, empresa séria e tal, como costumo checar sempre os meus possíveis clientes. E acho que é mais triste dessa forma.  Antes fosse tentativa de roubo do equipamento e não da profissão.
« Última modificação: 11 de Março de 2009, 02:03:34 por Bantunes »


LeandroFabricio

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Resposta #1 Online: 11 de Março de 2009, 02:53:11
 Entendo.. Já recebi umas "cotações" assim.

 Se mesmo depois de ver minhas fotos a pessoa me manda uma pergunta assim eu respondo de forma clara que meu equipamento é uma escolha minha.
 Obviamente dificilmente fecho um trabalho depois disso, mas esse tipo de cliente geralmente não dá valor ao nosso trabalho e acha que qualquer um com uma câmera melhor iria entregar um trabalho de melhor qualidade.
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Bantunes

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Resposta #2 Online: 11 de Março de 2009, 10:59:51
LeandroFabrício, fico feliz que você compartilha a minha posição. Quem sabe um dia tornaremos a profissão um pouco mais respeitada.


Ana Adams

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Resposta #3 Online: 11 de Março de 2009, 13:01:57
A única, ÚNICAAAA, razão que alguém poderia ter para faazer esta pergunta é se o seu equipamento seria capaz de produzir imagens para impressão grande, de X MP X 300 DPI.   :shock:Se o cliente não precisa imprimir, a sua resposta é apropriada e ele deveria se meter com o negócio dele e deixar você fazer o seu, com o equipamento que quiser. :fight:


Leandro Federsoni

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Resposta #4 Online: 11 de Março de 2009, 13:20:19
Estranho, mas até faz sentido....principalmente se o cara não conhece o seu trabalho.

O equipamento pode ser usado como um tipo de medidor....por exemplo se vc comenta que tem uma Nikon D40 mais uma lente do kit é uma coisa, agora se vc diz que tem uma Nikon D3x e mais meia dúzia de lentes f2.8 é outra coisa totalmente diferente.....Pode até ser que o cara com uma D40 obtenha resultados melhores, mas as chances são mínimas...rsrs....não somente pelo equipamento melhor, mas o equipamento pode indicar o sucesso profissional do fotófrafo ($$$$) e também do conhecimento e experiência.

Eu preferiria avaliar pelos resultados e não pelo equipamento, mas pode ser uma alternativa.

Ps. No último casamento que fiz, o cara que me contratou comentou gentilmente que não estava gostando de me ver com uma câmera tão pequena e ainda sem o flash externo.....ele disse que estava adorando o meu trabalho, inclusive vendendo muitas fotos, mas gostaria que eu tivesse algo que chamasse mais atenção, nem que for por enfeite...rsrs

Valeu 




agalons

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Resposta #5 Online: 11 de Março de 2009, 14:10:44
Meu caro Bantunes
isso faz parte do Status,imbecilidade do humano
O ramo de eventos tem sua particularidade
Eu concordo totalmente com voce.
Nos vendemos fotos ou imagem de PRO bem sucedido.
Se associa equivocadamente.
Faço eventos faz muito tempo
tanto aqui como em outros paises,
mas isso e geral.
Com video e a mesma coisa,
Se voce va armado ate os dentes, mesmo sendo mediocre,esta admitido.
Resumindo tudo isto indica Status.
Se chegar com carro do ano bom,boa roupa,
assistentes bem trajeados, descarregando malas que chamam a atençao,
teu carro fica ao lado do da noiva, rsrsrsrs!!!!. :eek:
Se chegar de terninho barato, e malinha veia,
e bem provavel que a entrada triunfal seja pela porta do fundo da cozinha :aua:
Esta errado, mas e assim a estupidez do ser humano.
Atençao, tambem existe gente normal,
que nao pergunta nada sem sentido,
e contrata pelas imagens que ve!!
Isto daria uma bela e simpatica conversa
regada a inumeras historias.
Relaxa,releva,estuda,trabalha evolui,e avança
Grande abraço
Angelo.

Faz 15 dias fiz um infantil de um ano,
o avo do menino tinha chegado de Tokio
estava com uma D700.
Eu estava com minha humilde D300 e a 70-200vr,
fazendo retratos.
Um convidado,me encarou,
humilhando.
Olha so a maquina do avo!!!
Eu lhe respondi que ele era o avo e eu era o PRO. :eek:
Comprar certo equipamento nao caracteriza NADA!!!
Dessas historia tenho para escrever um livro :aua: :aua:
Abs.


Guto Marc

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Resposta #6 Online: 11 de Março de 2009, 14:49:26
Não vejo problemas nesse tipo de abordagem. Pelo contrário. Quando um cliente me questiona sobre o tipo de equipamento que uso é mais um bom motivo para eu mostrar as vantagens em me contratar. Quando vocês falam que uma câmera amadora dá para fazer vários tipo de trabalho, isso é em parte verdade.... mas cuidado com o protecionismo dessa afirmação. Se pegarmos o mesmo fotógrafo e dermos a ele uma D80+18-70 e uma D3+24-70 2.8 para cobrir um evento em local escuro, com certeza as fotos da D3 ficarão melhores por motivos técnicos. Primeiro a questão do ISO, depois a questão da abertura da lente. Aí também temos pixel density e outras coisas que nem vou mencionar. Ter lente clara normalmente traz várias vantagens: foco mais rápido em ambientes escuros, melhor aproveitamento do DOF ( para quem sabe utitlizá-lo ). E como normalmente as lentes claras são pensadas em uso profissional, trazem consigo maior nitidez e diferenças em cores/contraste ( sem mencionarmos durabilidade.... é muito mais provável que um sujeito trabalhando com 18-55 do kit tenha problemas com a lente do que com uma 28-70 2.8 da linha Pro ).
Enfim, eu não perguntaria qual o esquadro do engenheiro. Mas ia querer saber se ele vai fazer meu projeto em um papel sulfite debruçado na mesa da sala da casa dele ou se vai fazer o projeto em tamanho compatível e em uma prancheta. E se ele vai usar computador quero saber se é um 286 ou um MAC G5.
Outra coisa interessante: Normalmente ( para toda regra tem excessões !! ) o cara que está com uma câmera da linha mais básica está começando. Depois de um tempo trabalhando é que ele vai evoluindo o equipamento até chegar em set de lentes 2.8 e corpo Pró. Isso é um caminho natural. Só que os clientes estão percebendo esse caminho, até porque tem muito picareta no mercado, que sem saber nada de fotografia compra um kit, faz um cartão de visita e sai falando que é "profissional". Já vi cada absurdo que vocês não tem idéia. Obviamente não é porque o cara tem um kit de equipamento legal que obrigatoriamente ele vai ser bom. Ele pode ter grana para ter investido. Por isso que além de ter bons equipamentos, um excelente portifólio deve fazer parte da "mochila".
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Cotovia

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Resposta #7 Online: 11 de Março de 2009, 15:32:10
O Guto tem toda a razão.
É preciso bom senso e saber negociar também, não é só saber tirar fotos...a política do bom relacionamento faz parte de qualquer profissão.
No caso da pergunta feita pelo cliente sobre equipamento, é mais importante saber o porque da pergunta e entendê-lo, do que questioná-lo e até deixar de fazer o trabalho.
Existem cliente de todos os jeitos e, para os que dependem deles, ainda bem que eles existem!
Se somos conscientes do que fazemos e queremos, porque nos preocuparmos com o que o cliente pensa de nós?
Enfim, a frase "O cliente tem sempre razão" ainda não saiu de moda!
« Última modificação: 11 de Março de 2009, 15:39:44 por Cotovia »


Bantunes

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Resposta #8 Online: 11 de Março de 2009, 16:13:51
Bom, sei que o que levantei aqui não traria um consenso e nem espero isso. Mas percebo que a discussão as vezes enverada por uma falsa questão.
Eu não estou questionando se equipamento melhor  gera um resultado melhor nas mãos de um profisional. Não é esse o ponto. O que defendo é que isso não deva ser motivo de preocupação do cliente. Se é verdade que uma D3 traz melhores resultados do que uma d300 isso estará evidenciado no portfólio do profissional, que é o que interessa verdadeiramente para o cliente. É preciso sempre enfatizar: o cliente não compra meu equipamento mas minhas fotos. (E diga-se de passagem ele não compra uma foto cropada 200% como aquelas do Dpreview...).Se a D3 traz mais recursos e  conforto para o fotográfo isso é uma decisão que cabe ele fazer. Enfim: é um cálculo de custo-beneficio da alçada do fotográfo.
Sinceramente me espanta saber que alguns concordam  que o equipamento  deva servir como porftólio.
E não consigo entender esse receio em relação ao um amador que compra uma lente do kit e se acha um fotográfo. Ora,  ele também pode comprar uma camera mais cara. Nada impede, desde que se tenha uma conta bancária para isso. E aí nessa lógica todos os fotográfos se nivelam por baixo, já que o que importa é a máquina.




Guto Marc

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Resposta #9 Online: 11 de Março de 2009, 16:50:47
Bom, sei que o que levantei aqui não traria um consenso e nem espero isso. Mas percebo que a discussão as vezes enverada por uma falsa questão.
Eu não estou questionando se equipamento melhor  gera um resultado melhor nas mãos de um profisional. Não é esse o ponto. O que defendo é que isso não deva ser motivo de preocupação do cliente. Se é verdade que uma D3 traz melhores resultados do que uma d300 isso estará evidenciado no portfólio do profissional, que é o que interessa verdadeiramente para o cliente. É preciso sempre enfatizar: o cliente não compra meu equipamento mas minhas fotos. (E diga-se de passagem ele não compra uma foto cropada 200% como aquelas do Dpreview...).Se a D3 traz mais recursos e  conforto para o fotográfo isso é uma decisão que cabe ele fazer. Enfim: é um cálculo de custo-beneficio da alçada do fotográfo.
Sinceramente me espanta saber que alguns concordam  que o equipamento  deva servir como porftólio.
E não consigo entender esse receio em relação ao um amador que compra uma lente do kit e se acha um fotográfo. Ora,  ele também pode comprar uma camera mais cara. Nada impede, desde que se tenha uma conta bancária para isso. E aí nessa lógica todos os fotográfos se nivelam por baixo, já que o que importa é a máquina.



Você está caindo em contradição. A partir do momento que um equipamento melhor trará resultados melhores para o cliente, ele tem sim o direito de saber "o que está comprando". O equipamento não serve como portifólio, mas serve como parâmetro.... e como marketing também. Isso não tem como fugir.
E o cliente compra suas fotos, mas se nçao fosse seu equipamento ele não teria as fotos. Então um depende do outro. Equipamento faz sim a diferença, ainda mais quando exigido no limite. Quer alguns exemplos práticos ?
- No TIM Festival uma das atrações era um DJ internacional. Havia somente uma fraca luz nele. Tive que usar ISO 3200 e f/2.8 para conseguir uma foto, e mesmo assim precisei puxar em +1/3 na conversão. Pega um dia uma D80 emprestada e coloca em situação precária de luz e usa essa mesma configuração. Será difícil aproveitar a foto. E aí o que você fala para a TIM ? O equipamento fez sim muita diferença ( PS: A Tim foi uma das empresas que perguntou meus equipamentos ).
- O lançamento do novo Voyage, da VW, aconteceu no meio da praia, à noite. Mais uma vez lentes claras e ISO melhor fizeram a diferença.
E não tenho receio quanto ao amador que compra um kit para fotografar. Tenho é pena do cliente que contrata um amador que se "vende" como profissional. E isso é muito mais comum do que você possa imaginar, e muitas vezes termina na justiça. Todo amador pode virar profissional, afinal tem que começar de alguma forma. A diferença é como negociar com o cliente e como se apresentar. Eu quando comecei era muito sincero. Apresentava minhas fotos e falava na cara dura: Olha, eu estou começando agora, etc, etc. Perdi alguns clientes que queriam gente mais experiente, mas os que consegui serão eternos clientes porque gostaram da sinceridade.
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Resposta #10 Online: 11 de Março de 2009, 17:20:15
Veja que não há contradição nenhuma. Nem mesmo no fato de eu almejar uma 5D ou uma hassel. Um equipamento melhor pode gerar resultados melhores. Mas isso não é algo automático. De modo que o cliente não terá nunca uma segurança nesse sentido, no máximo um conforto provisório, provocado por alguma elaboração mental.


samuca.aguiar

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Resposta #11 Online: 11 de Março de 2009, 18:02:01
Tenho é pena do cliente que contrata um amador que se "vende" como profissional. E isso é muito mais comum do que você possa imaginar, e muitas vezes termina na justiça. Todo amador pode virar profissional, afinal tem que começar de alguma forma. A diferença é como negociar com o cliente e como se apresentar. Eu quando comecei era muito sincero. Apresentava minhas fotos e falava na cara dura: Olha, eu estou começando agora, etc, etc. Perdi alguns clientes que queriam gente mais experiente, mas os que consegui serão eternos clientes porque gostaram da sinceridade.
Isso é uma das coisas que me deixa P da vida. Eu hoje me sinto mais seguro para pegar uma gama maior de trabalhos pra fazer. Ainda estou no começo (faz uns 4 anos que fotografo), mas bem no comecinho  mesmo o que já recusei de trabalhos justamente por não ter equipamento adequado e experiência suficiente foram muitos. Eu falava com sinceridade também, que estava começando e que não pegaria pois não tinha experiência suficiente. Prefiro recusar um trabalho do que fazê-lo por um preço mais barato do que o trabalho realmente vale e arriscar fazer um trabalho ruim e "sujar" meu nome que de certa forma ainda está se inserindo no mercado.

Um abraço
« Última modificação: 11 de Março de 2009, 18:02:43 por samuca.aguiar »


agalons

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Resposta #12 Online: 11 de Março de 2009, 18:52:36
Guto concordo, com voce
sem querer acaba se misturando tudo
Este assunto de "bater fotos", e uma profissao.
Ja me perguntaram ao saber que fazia eventos, DO QUE EU TRABALHAVA NA SEMANA!?! :aua:
Nao sera por comprar um kitzinho ou por comprar TUDO,
que alguem se transforma por magica em profissional!!!!.
Obviamente melhores equipamentos, melhores possibilidades de otimos resultados,
mas atras do mesmo deve haver um PRO!!!, para usalo.
A conversa iria longe, os pro contariamos infinitas historias ridiculas, comicas,ruims. etc
A chegada de digital "popularizou", nosso oficio, esta cheio de apertadores de botao ,
paciencia.
mas um ingrediente para aprimorar,nosso saber em todos os sentidos.
O talento e a capacidade profissional, sao o diferencial.Senza Paura!!(sem medo).
La vamos nos!!!
Abraço a todos
Angelo.


Leandro Federsoni

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Resposta #13 Online: 11 de Março de 2009, 19:40:25
Fotografia é uma atividade que necessariamente precisa da máquina e do homem num trabalho em conjunto....isso é fato.

Um fotógrafo bom com uma máquina ruim pode tirar 400 fotos muito bem enquadradas, composições maravilhosas, mas podem perder as 400 fotos se a câmera tiver um problema de foco, exposição, ou mesmo com uma máquina de baixíssimo desempenho em ISO alto.

Por outro lado um fotógrafo razoável com uma máquina excelente pode tirar 600 fotos e ficar até umas 300 bem aproveitáveis, mesmo que o contratante tenha que fazer um crop nessas imagens.

Tenta se colocar na posição do contratante, onde ele não te conhece tão bem e tem um cliente atrás querendo qualidade.


Ana Adams

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Resposta #14 Online: 11 de Março de 2009, 21:37:27

- No TIM Festival uma das atrações era um DJ internacional. Havia somente uma fraca luz nele. Tive que usar ISO 3200 e f/2.8 para conseguir uma foto, e mesmo assim precisei puxar em +1/3 na conversão. Pega um dia uma D80 emprestada e coloca em situação precária de luz e usa essa mesma configuração. Será difícil aproveitar a foto. E aí o que você fala para a TIM ? O equipamento fez sim muita diferença ( PS: A Tim foi uma das empresas que perguntou meus equipamentos ).
- O lançamento do novo Voyage, da VW, aconteceu no meio da praia, à noite. Mais uma vez lentes claras e ISO melhor fizeram a diferença.

Mas veja, se o cliente te contrata para fazer fotos de um DJ num ambiente escuro, ou do carro na praia, você tem que ter o equipamento que te possibilite isso. O cliente não precisa saber como você vai fazer, mas se ele te contrata para fazer uma foto X e você aceita o trabalho, ele espera como resultado uma boa foto do que ele te pediu. Se você tem uma Hassel ou uma camera de celular, é sua responsabilidade confirmar para o cliente que ele vai receber o que pediu, e vai pagar por isso.
Claro que uma conversa amigável não tira pedaço de ninguém, mas o cliente não deveria ter absolutamente nenhuma influência no equipamento que você usa.   :)