Autor Tópico: Por do Sol e Cachoeira  (Lida 3187 vezes)

Marcos Lamas

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Online: 27 de Março de 2009, 08:22:12
Pessoal, preciso da ajuda de voces. Eu tinha uma digital compacta e nela conseguia fazer fotos otimas do por do sol atraves do pre ajuste dela, a mesma coisa para aquele efeito de nevoa em cachoeiras, bom, o fato é que troquei minha maquina por uma Nikon D40 e não estou conseguindo fazer boas fotos nessas situações. voces poderiam me dizer quais seriam os ajuste pra essas duas situações. desde já agradeço.


Marcelo Favero

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Resposta #1 Online: 27 de Março de 2009, 10:32:25
Oi Pendrillion,

Na sua compacta certamente você ajustava para colocar em modos "pré-ajustados". O que você quer fazer, de fato, pede um procedimento mais manual.

A grosso modo, o por-do-sol deve ter uma medição de fotometria dos tons médios para as autas-luzes (dependendo do gosto do freguês e daquilo que se quer capturar). É preciso entender como proceder com seu equipamento em específico para fazer a medição.

O efeito borrado na água em movimento você consegue com baixas velocidades (abaixo 1/2 seg. acho que vai bem, dependendo da velocidade da água) e câmera apoiada, fixa em algum lugar - de preferência um tripé.

Se tiver tempo, dê uma lida aqui, acho que ajuda.

http://stosfot.wordpress.com/category/dicas-simples-de-fotografia-basica/

abraço
Marcelo dos Santos

Associado Fototech


Marcos Lamas

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Resposta #2 Online: 27 de Março de 2009, 16:51:54
marcelo a dica ja ajudou bastante, mas para o por do sol, eu uso uma pequena abertura? e a velocidade? e o WB?
« Última modificação: 27 de Março de 2009, 16:52:26 por pendrillion »


Marcelo Favero

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Resposta #3 Online: 27 de Março de 2009, 18:58:17
É tudo bem relativo e vai depender do que quer e do equipamento.

A pequena abertura só vai ter ser útil para aumentar a profundidade de campo. Então seria interssante se você, por exemplo, tem um assunto próximo e o por-do-sol está ao fundo. Então poderia ter boa nitidez nos dois com um f11 em diante. Se não é o caso, o recomendado (mas não é regra, pois depende de cada lente) é usar uma abertura média em relação ao teu range. Ou seja, se sua lente vai de f3.5 a f22, o f entre 8 e 11 proporciona um desempenho melhor em termos de nitidez.
Normalmente no por-do-sol a velocidade será alta, do contrário, estando o sol presente, vai estourar tudo, se for depois, no crepúsculo, vai ter de usar velocidade baixa e tripé.

Mas veja, o importante é você analisar a cena e ver o que você quer bem iluminado. Quer só o sol com todo o resto em silhoueta? Então faça a fotometria pontual bem próximo ao sol (não diretamente nele). Quer a paixagem iluminada por ele, então zere o fotômetro em medição pontual nela, na área que quer evidenciar. Viu o exemplo da igreja que eu dei? É mais ou menos aquilo. Tem que escolher o que quer e imaginar que o fotometro zerado ali singnifica que aquela área está com a exposição correta.

Dica, se quer fotografar alguém com o sol ao fundo, ligue flash e faça a fotometria na luz média próxima ao sol, no céu.

abç
Marcelo dos Santos

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Mestaky

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Resposta #4 Online: 28 de Março de 2009, 22:03:02
Por favor, não entenda como grosseria o que vou dizer a seguir:

O uso deliberado que você fez da sua câmera, não observando de maneira crítica o comportamento do aparelho nas diferentes condições de uso, fez com que você não aprendesse com relação à técnica básica da fotografia, que diz respeito às suas métricas.

Apesar de bem intencionadas, dicas de "receitas prontas", como as dadas pelos colegas nas mensagens acima, apesar de resolverem seu problema imediato também não lhe darão os conceitos necessários à prática inependente da fotografia tornando-o um eterno dependente de tais "receitas".

Então, se você quer realmente incrementar a qualidade das suas fotos, coisa que você definitivamente não vai conseguir com um simples upgrade de câmera, aí vai uma dica para um primeiro de muitos upgrades de um fotógrafo:

http://www.fnac.com.br/Product.aspx?idProduct=8533605188&idDept=0&src=

ou uma boa escola de fotografia como a Riguardare e a Focus (em SP), e Visual Arts e o Ateliê da imagem (no RJ).

Abs.,
Marcelo.
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Marcelo Favero

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Resposta #5 Online: 28 de Março de 2009, 23:25:52

Apesar de bem intencionadas, dicas de "receitas prontas", como as dadas pelos colegas nas mensagens acima, apesar de resolverem seu problema imediato também não lhe darão os conceitos necessários à prática inependente da fotografia tornando-o um eterno dependente de tais "receitas".


Caro Xará,

Este conceito está certíssimo. Assinaria embaixo. Mas, não me leve a mal, por favor, cá estamos num fórum tirando dúvidas uns dos outros, em todos os níveis, não só de conhecimento mas de interesse também. Se quando alguém pedir uma dica de como fotometrar um por do sol formos aconselhá-lo a procurar uma escola para entender a fundo as possibilidades, linguagens e apelos conceituais que a arte permite... Puxa, num forum não se pode responder a uma dúvida tão simples e objetiva?? O que estamos fazendo aqui?

Abç  :ok:
Marcelo dos Santos

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Ricardo Lou

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Resposta #6 Online: 29 de Março de 2009, 00:00:35
Concordo com o Mestaky, apenas discordo de parte de sua indicação:

...
ou uma boa escola de fotografia como a Riguardare e a Focus (em SP), e Visual Arts e o Ateliê da imagem (no RJ).

Abs.,
Marcelo.

pendrillion[b/], fuja apenas da ESCOLA FOCUS.
Leia estes tópicos que você irá entender:
http://forum.mundofotografico.com.br/index.php?topic=29951.0
http://forum.mundofotografico.com.br/index.php?topic=23455.0
« Última modificação: 29 de Março de 2009, 00:02:41 por Ricardo Lou »
Que a arte (me) aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Oswaldo Montenegro (adaptação nossa)


Mestaky

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Resposta #7 Online: 29 de Março de 2009, 19:58:22
Caro Xará,

Este conceito está certíssimo. Assinaria embaixo. Mas, não me leve a mal, por favor, cá estamos num fórum tirando dúvidas uns dos outros, em todos os níveis, não só de conhecimento mas de interesse também. Se quando alguém pedir uma dica de como fotometrar um por do sol formos aconselhá-lo a procurar uma escola para entender a fundo as possibilidades, linguagens e apelos conceituais que a arte permite... Puxa, num forum não se pode responder a uma dúvida tão simples e objetiva?? O que estamos fazendo aqui?

Abç  :ok:

Não só acho que podemos como também devemos ajudar sempre, e tento dentro do pouco que sei, compartilhar o conhecimento que tenho.

Nesse caso, específicamente, me eximí de responder pois a dica técnica já havia sido dada: A de fotometrar perto do sol sem tê-lo na cena. Tal condição atende à expectativa da maior parte das fotos que são feitas nesse intento; Ademais, não me restaram dúvidas de que com o conhecimento técnico que ele mostra dispôr, nesse momento, ele seria incapaz de realizar.

Mas e daí? E depois disso? Será que ele sabe como desfocar um fundo? Como obter foco em toda extensão da cena? A partir de que momento ele não consegue mais segurar a câmera na mão e vai depender de um ripé? Que ele pode, mesmo no caso do pôr-do-sol, dspôr de filtros que equilibram melhor a cena e podem proporcionar uma imagem que não seja totalmente um contra-luz? Será que ele tem conhecimento dessas outras questões básicas de conhecimento que tanto influenciam em cada uma das fotos que realizamos no dia-a-dia e que, principalmente, são escolhas que fazemos de maneira até mesmo inconsciente?

Minha recomendação para que ele busque literatura ou instituições de ensino é justamente para que ele não precise, a exemplo dessa ocorrência, passar primeiro pelo desprazer do fracasso para que posteriormente obtenha fórmulas "pré-setadas" de como fazer algum tipo de fotografia.

Quando eu o propús procurar literatura técnica a respeito, partí da premissa de que ele não sabe absolutamente nada de fotografia, apesar de sua experiência e também do tipo de câmera que já dispôe. Digo isso porque o conteúdo de sua mensagem deixa claro que ele não tem nenhum domínio sobre as questões técnicas mais básicas que se relacionam com o assunto, tanto que usava apenas os modos pré-programados de sua câmera.

Volto a ressaltar que não sou contra o ato de responder e "dar o peixe", muito pelo contrário, ao orientá-lo a procurar conhecimento técnico disposto de maneira sistematizada a minha intenção é oferecer-lhe a liberdade para sua capacidade criativa, coisa que com receitas prontas ele jamais vai obter.

Minha resposta não visa dissuadí-lo do ato de fotografar, ou do ato de perguntar, tampouco é algum tipo de crítica. Meu intento é proporcionar a ele ou a qualquer outro que desse tópico se valha um meio de aprendizado mais rápido, barato e menos sôfrego que o caminho da tentativa, do erro e das decepções. 


Abs.,
Marcelo.
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Marcelo Favero

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Resposta #8 Online: 30 de Março de 2009, 08:39:26
Não só acho que podemos como também devemos ajudar sempre, e tento dentro do pouco que sei, compartilhar o conhecimento que tenho.

Nesse caso, específicamente, me eximí de responder pois a dica técnica já havia sido dada: A de fotometrar perto do sol sem tê-lo na cena. Tal condição atende à expectativa da maior parte das fotos que são feitas nesse intento; Ademais, não me restaram dúvidas de que com o conhecimento técnico que ele mostra dispôr, nesse momento, ele seria incapaz de realizar.

Mas e daí? E depois disso? Será que ele sabe como desfocar um fundo? Como obter foco em toda extensão da cena? A partir de que momento ele não consegue mais segurar a câmera na mão e vai depender de um ripé? Que ele pode, mesmo no caso do pôr-do-sol, dspôr de filtros que equilibram melhor a cena e podem proporcionar uma imagem que não seja totalmente um contra-luz? Será que ele tem conhecimento dessas outras questões básicas de conhecimento que tanto influenciam em cada uma das fotos que realizamos no dia-a-dia e que, principalmente, são escolhas que fazemos de maneira até mesmo inconsciente?

Minha recomendação para que ele busque literatura ou instituições de ensino é justamente para que ele não precise, a exemplo dessa ocorrência, passar primeiro pelo desprazer do fracasso para que posteriormente obtenha fórmulas "pré-setadas" de como fazer algum tipo de fotografia.

Quando eu o propús procurar literatura técnica a respeito, partí da premissa de que ele não sabe absolutamente nada de fotografia, apesar de sua experiência e também do tipo de câmera que já dispôe. Digo isso porque o conteúdo de sua mensagem deixa claro que ele não tem nenhum domínio sobre as questões técnicas mais básicas que se relacionam com o assunto, tanto que usava apenas os modos pré-programados de sua câmera.

Volto a ressaltar que não sou contra o ato de responder e "dar o peixe", muito pelo contrário, ao orientá-lo a procurar conhecimento técnico disposto de maneira sistematizada a minha intenção é oferecer-lhe a liberdade para sua capacidade criativa, coisa que com receitas prontas ele jamais vai obter.

Minha resposta não visa dissuadí-lo do ato de fotografar, ou do ato de perguntar, tampouco é algum tipo de crítica. Meu intento é proporcionar a ele ou a qualquer outro que desse tópico se valha um meio de aprendizado mais rápido, barato e menos sôfrego que o caminho da tentativa, do erro e das decepções. 


Abs.,
Marcelo.

Show Marcelo,
Está tudo certo. Meu pensamento é análogo!
Apenas acho que é interessante percebermos (e isso é algo com que procuro até no dia-a-dia, até em conversas com amigos, familiares e etc, me policiar) que as pessoas têm expectativas diferentes em relação ao assunto. Nosso amigo Pendrillion pode tanto estar querer enviar um portifólio para a National Geographics quanto apenasmente clicar o sol se por na praia num passeio com a família. Talvez não esteja interessado num curso, como nós estivemos um dia.

Mas tudo ok, não há discordância no conteúdo. Só na forma! :ok:

Abraço
Marcelo dos Santos

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Ivan de Almeida

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Resposta #9 Online: 30 de Março de 2009, 09:13:25
Ensinar é uma arte de atenção ao outro.

Porque ambas as alternativas são insuficientes, tanto passar do geral para o particular quanto passar do particular para o geral.

No primeiro caso, enquanto o geral não é dominado o aprendiz passa por um período onde não faz, e não fazer é danoso para o aprendizado.

No segundo caso, ele só faz, não generaliza, e isso também não o leva longe.

Então, quem ensina deve ter ágape, aquele tipo de amor que os antigos diziam existir e que não se confunde com o amor romântico, tem de ter um tipo de atenção muito fina de modo a identificar até aonde pode ser genérico, até aonde precisa ser prático. Porque é preciso que o aprendiz tenha sucesso. Sem sucesso ele não tem disposição para ir a frente. E é preciso que ele generalize sua experiência para formar um conceito maior do assunto. E cada um tem a dose que pode receber de ambas as coisas.

Já vi pessoas que compraram livros -até o mesmo livro- e nem o conseguem abrir, pois não possuem as chaves mínimas para decifrar, para aproveitar.

Ensinar não tem metodologia única. Depende do aprendiz.

Há, contudo, duas posições: ou nos propomos a ensinar, ou nos propomos tão somente a indicar onde está o conhecimento. Ambas são respeitáveis e úteis, mas são diferentes.


Guigo_Mr

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Resposta #10 Online: 30 de Março de 2009, 09:26:14
Ágape é genuíno e desinteressado no sentido da recompensa, no sentido de que ágape é total doação.

Ótima correlação Ivan !



Ivan de Almeida

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Resposta #11 Online: 30 de Março de 2009, 10:02:07
Ágape é genuíno e desinteressado no sentido da recompensa, no sentido de que ágape é total doação.
Ótima correlação Ivan !

Obrigado

Existe certa recompensa intrinseca em ensinar, quando vemos que a pessoa ensinada tem um insight sobre o assunto e a partir deste momento ela já é outra em relação àquele tema. É maravilhoso ver isso, é algo que dá certo júbilo.

Ontem, num almoço dos 82 anos do meu pai, estava conversando com meu cunhado que é professor de sociologia, e ele me disse algo como "impossível é ensinar a pensar". Aí fiquei com isso na cabeça, porque não concordo com ele nisso, acho que é possível ensinar a pensar, desde que não façamos dessa palavra "pensar" algo abstrato. Ensina-se a pensar assuntos determinados, e quando a pessoa aprende a pensar muitos assuntos pode aprender também a arte maior da correlação entre eles.

Nessa longa interação com colegas em fóruns aprendi muita coisa e ensinei alguma coisa também. Coisas cujo ensinamento é bastante delicado, como certas idéias de composição que são difíceis porque não parece ser coisa a ser aprendida. E percebi que quando fui melhor sucedido ensinando foi quando a questão foi apresentada através de uma tarefa prática à qual se somava uma explicação teórica.

A tarefa prática permitia à pessoa viver a experiência em si mesma, isto é contruir em si mesma a verificação, sem precisar "acreditar" na teoria. A explicação teórica fazia ela estender aquela vivência e englobar outros fatos nela.

Não acredito muito em aprendizado sem prática. A experiência concreta é definitiva. Tive um professor que dizia o seguinte: "o que se ouve, se lê, se esquece, o que se faz nunca se esquece". A experiência prática permite a pessoa fazer o conhecimento viver em si, e é essa experiência direta do conhecimento que a teoria nunca pode dar.

Mesmo para leituras teóricas, como filosofia, se o leitor não vive as questões em si, ele nunca passará da decoreba.



Guigo_Mr

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Resposta #12 Online: 30 de Março de 2009, 10:20:45
Verdade Ivan ! e pura !

Estudei filosofia, quer dizer... filosofia só se começa... nunca se termina... tem muito a ver com a fotografia, porque é pura indagação, de como ver o mundo, como se ver.

Quase arte, as 2 artes, porque filosofia de certa forma é arte de indagar e buscar respostas, nem sempre as já conhecidas, é aprender a olhar o mundo com outro olhar, admimirar, reagir e sentir.

Já quase não sei se falo da fotografia ou da filosofia.

E vejo na dureza das suas palavras (algumas vezes) o desejo de despertar esta busca. Assim sempre há muito o que ensinar, ainda que, o mestre por muitas vezes aprende mais do que o discípulo quando ensina.



rafanubi

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Resposta #13 Online: 30 de Março de 2009, 22:35:13
Ensinar é uma arte de atenção ao outro.

Porque ambas as alternativas são insuficientes, tanto passar do geral para o particular quanto passar do particular para o geral.

No primeiro caso, enquanto o geral não é dominado o aprendiz passa por um período onde não faz, e não fazer é danoso para o aprendizado.

No segundo caso, ele só faz, não generaliza, e isso também não o leva longe.

Então, quem ensina deve ter ágape, aquele tipo de amor que os antigos diziam existir e que não se confunde com o amor romântico, tem de ter um tipo de atenção muito fina de modo a identificar até aonde pode ser genérico, até aonde precisa ser prático. Porque é preciso que o aprendiz tenha sucesso. Sem sucesso ele não tem disposição para ir a frente. E é preciso que ele generalize sua experiência para formar um conceito maior do assunto. E cada um tem a dose que pode receber de ambas as coisas.

Já vi pessoas que compraram livros -até o mesmo livro- e nem o conseguem abrir, pois não possuem as chaves mínimas para decifrar, para aproveitar.

Ensinar não tem metodologia única. Depende do aprendiz.

Há, contudo, duas posições: ou nos propomos a ensinar, ou nos propomos tão somente a indicar onde está o conhecimento. Ambas são respeitáveis e úteis, mas são diferentes.
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Xiru

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Resposta #14 Online: 31 de Março de 2009, 02:36:46
É por isto que adoro este fórum!
Quanta riqueza de idéias e diferentes exposisões apóas uma siimples questão!
Gentileza gera gentileza.

Xirú Sander Scherer - Ivoti / RS

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