Autor Tópico: [ARTIGO] Fotografias que as digitais (baratas) não fazem  (Lida 21911 vezes)

RFP

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Online: 09 de Agosto de 2009, 09:46:41
O Bucephalus, aqui no fórum, perguntou: "quando teremos uma câmera digital compacta com sensor full-frame"? Pois é. Câmeras compactas são as digitais mais comuns, pequenas, leves, não trocam lentes e são voltadas ao fotógrafo amador casual. Fotógrafos amadores avançados geralmente usam câmeras reflex, maiores, mais caras e pesadas e que trocam suas objetivas. Uma das maiores diferenças entre as compactas e as reflex é o tamanho do sensor, sendo que as últimas os têm maiores.

Quais as principais implicações de um sensor mais amplo? Primeiro, a qualidade de imagem tende a ser melhor, especialmente em fotos com pouca luminosidade, pois há uma concentração menor dos pixels que captam a luz para formar a fotografia. E o outro, que está mais relacionado à linguagem fotográfica, é que a profundidade de campo tende a ser menor, ou seja, é mais mais fácil desfocar o fundo de uma foto, por exemplo.


Conversations - Savara

Nas câmeras de filme, o quadro tem 43mm de diagonal, o que permite uma boa faixa de trabalho com a profundidade de campo usando lentes mais claras. Nas câmeras digitais, apenas os modelos mais caros têm um sensor desse tamanho. Uma das câmeras mais baratas a usar um sensor de 35mm, ou full-frame, é a Canon 5D, que, sem nenhuma lente, sai por US$ 2700. Com lente, o preço sobe para US$ 3500. As reflex abaixo dela usam um sensor chamado APS, com área menor, consequentemente com menor possibilidade de trabalho da profundidade de campo, requerendo lentes de abertura maior para obter o mesmo efeito. As câmeras compactas mais comuns usam sensores ainda menores, praticamente inviabilizando trabalhar com esse aspecto da linguagem. Elas são desenhadas para que quase tudo saia no foco.

Então, para se trabalhar a profundidade de campo na digital como se fazia no filme, é preciso uma câmera caríssima e enorme. Daí o desejo por uma compacta com sensor full-frame, coisa que ainda não existe. Ou seja, para sair na rua com um equipamento pequeno, silencioso e discreto e fazer fotos como as que ilustram esse artigo só é possível ainda, usando câmeras de filme. Que, além de tudo, ainda custam baratíssimo. Uma Canonet com "sensor" de 35mm e uma fantástica lente de abertura f/1.7, ou seja, boa e clara, pode ser encontrada por menos de R$ 200. A foto abaixo foi feita com uma Yashica Linx, câmera que custa menos de R$ 100 e conta com uma lente de abertura f/1.4. Uma combinação entre sensor 35mm e uma lente dessa claridade no sistema digital seria absurdamente cara.


Hanoi BW3 - Tony Tran

Uma outra questão em relação ao tamanho dos sensores no sistema digital é o fator de crop. Significa que uma lente de 50mm tem um ângulo de visão com um sensor de 35mm e outro, mais estreito, com o sensor APS. Para se ter o mesmo ângulo de visão no APS, a lente precisaria ter outra distância focal, e não se tem uma combinação de lente tão boa, versátil, clara e barata como a objetiva de 50mm com o sensor de 35mm. E em qualquer câmera analógica minimamente razoável essa combinação está presente.

Não quero ser tomado como um defensor do filme. Longe disso, o que me interessa é poder fazer o máximo com o mínimo. A questão é que acho extremamente intrigante que para fazer esse tipo de foto a escolha seja entre o filme, com câmeras pequenas e baratíssimas e o digital, com um trambolho barulhento de cinco mil reais. Algo parece fora de ordem.


Jura - Savara

Publicado também no Câmara Obscura.
« Última modificação: 11 de Agosto de 2009, 15:22:49 por Pictus »


Leo Terra

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Resposta #1 Online: 09 de Agosto de 2009, 10:02:03
É Rodrigo, a DOF é o calcanhar de aquiles das compactas digitais, mas com a entrada do formato micro 4:3 isso vai mudar, pois o 4:3 já possui boa capacidade de lidar com DOF e o micro 4:3 deverá produzir câmeras de fato bastante compactas.
Leo Terra

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Ivan de Almeida

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Resposta #2 Online: 09 de Agosto de 2009, 10:22:59
O final do seu artigo, Rodrigo, coloca nítida a questão, que aliás vem sendo falada pelo "maldito" -para alguns- Ken Rockwell: Uma câmera simples de filme lhe permite a linguagem que custa tão cara na digital. E, de fato, se eu olhar minhas fotografias de antes de 2003, o que noto é um abundante uso do DOF curto, principalmente porque costumava fotografar dentro de casa com uma 58mm f/2, geralmente toda aberta. E sinto falta disso, sem dúvida.

E por não querer pagar 7 mil reais por uma FF, mantenho um corpo de filme, e me socorro como posso na APS-C. Mas de fato cada vez menos uso o filme, pois todo o seu processamento torna-se inviável cotidianamente.


GutoVilaça

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Resposta #3 Online: 09 de Agosto de 2009, 11:22:28
Rodrigo, belo texto. Realmente um sensor maior faz toda diferença no entanto há possibilidade de trabalhar com DOF curto em câmeras de sensores pequenos. Até mesmo num celular. Lógico que é um processo mais limitado. Como todos sabem, o DOF pode ser alterado por várias maneiras como a abertura do diafragma, distância focal da lente e distância entre planos ou proximidade do assunto (fotógrafo/assunto/fundo). Em câmeras de sensores pequenos e lentes fixas fica difícil conseguir DOFs curtos mas usando a teoria de distância entres os objetos é possível conseguir resultados interessantes.

Exemplos:


Nessa foto eu usei um celular. Fiz a aproximação no limite de foco do assunto (flor) e conseguir um DOF curto nos planos inferiores. Aliás, muito bonito na minha opinião.


Nessa foto usei uma UZ (lente fixa) na opção macro. Também cai na teoria da diferença entre os planos produzindo um DOF mais curto.


Nessa eu já usei o zoom da câmera, ou seja, variando a distância focal da lente.


Agora uma foto com DOF curto conseguido pela abertura do diafragma e também pela proximidade do objeto. Essa foto foi feita numa SLR analógica com uma lente 50mm f/1.4. Um lente bem clara. Não me lembro qual abertura usei.


Nessa usei uma câmera analógica com lente fixa (Trip 35). Sua lente é uma 40mm f/2.8. Apesar de não ser tão clara quanto a lente anterior, consegue-se desfoque razoáveis usando alguns conceitos da profundidade de campo.

Vejo muitas pessoas perguntando no fórum se não há possibilidade de desfocar o fundo com câmeras compactas. Há sim. Pela abertura da lente é complicado e o sensor pequeno também não ajuda em nada mas usando outros conceitos pode-se chegar em resultados satisfatórios. Limitado sim mas possível.

Abs







« Última modificação: 11 de Agosto de 2009, 18:44:37 por Pictus »
VAMOS ESTUDAR MAIS FOTOGRAFIA ANTES DE CRITICAR UMA FOTO ALHEIA. VAMOS CRITICAR SE O AUTOR PEDIR. SE VAMOS CRITICAR E COMENTAR, VAMOS FAZER COM SABEDORIA, COM EMBASAMENTO E DE MODO QUE SEJA ALGO CONSTRUTIVO. NÃO APELE SE O AUTOR DAS FOTOS REBATER ÀS CRÍTICAS AFINAL ISSO É DIREITO DELE. VAMOS DÁ BONS EXEMPLOS COM NOSSAS FOTOS POIS SÓ FICAR CRITICANDO FOTOS DOS OUTROS NÃO FAZ DA GENTE UM BOM FOTÓGRAFO.  VAMOS FOTOGRAFAR MAIS E CORNETAR MENOS!!!


RFP

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Resposta #4 Online: 09 de Agosto de 2009, 19:14:43
O Ivan me deu um toque sobre um erro no artigo: a diagonal no quadro do filme ou sensor full-frame tem 43mm, e não 35.


Paulo Machado

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Resposta #5 Online: 09 de Agosto de 2009, 19:47:48
O Ivan me deu um toque sobre um erro no artigo: a diagonal no quadro do filme ou sensor full-frame tem 43mm, e não 35.
Corrigi lá, Rodrigo.

Acho que um bom resumo do artigo é a frase "fazer o máximo com o mínimo".
O formato full frame e a latitude dos negativos, coloridos e PB, são o que me motivam a continuar com filme. Mas os labs desanimam com a baixa qualidade. Riscos e sujeira no filme são uma constante. A grande vantagem de ser dono de todo o workflow com a digital é muito atraente.
When words become unclear, I shall focus with photographs. When images become inadequate, I shall be content with silent.  - Ansel Adams


Ivan de Almeida

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Resposta #6 Online: 09 de Agosto de 2009, 21:05:06
Corrigi lá, Rodrigo.

Acho que um bom resumo do artigo é a frase "fazer o máximo com o mínimo".
O formato full frame e a latitude dos negativos, coloridos e PB, são o que me motivam a continuar com filme. Mas os labs desanimam com a baixa qualidade. Riscos e sujeira no filme são uma constante. A grande vantagem de ser dono de todo o workflow com a digital é muito atraente.

É exatamente isso.

É até interessante, porque como comprei um corpo Canon 500N (rebelG), a operação da câmera é muito parecida com a operação da digital, mesmo na fotometria. No entanto a digital é ágil. Há dois dias veio aqui minha sogra com sua irmã e uma neta dessa, e peguei a digital, de noite, na sala que tem muitas lâmpadas mas nem tão clara é, liguei a digital, botei em ISO 1600 e fiz fotos que achei terem ficado boas. E quando minha sogra saiu espetei o cartão no computador e converti algumas fotos rapidamente.

Isso é o grande barato da digital, esse aproveitamento, essa agilidade. Por isso sou louco para ter uma FF, mas sinceramente, não pago nem a pau 7 contos para isso. Por um motivo simples: com 7 contos para botar em algo que só perderá valor, prefiro ações da Petrobrás. Evidentemente se eu vendesse fotografias compraria, mas não vendendo, não há motivo.

Então, por enquanto, manter a duplicidade da digital para quase tudo e do filme para quando quiser FF, é ótimo. Comprei um lote de sete rolos de ISO 400, para ter versatilidade, e pronto. Sem contar que, pelo valor do equipamento pequeno, levo a cãmera de filme na cesta da bicicleta quando quero, e não me preocupo com ela.

O que e preciso é aceitar que cada formato gera uma linguagem, e ninguém em uma só câmera terá todas as linguagens.


Bucephalus

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Resposta #7 Online: 09 de Agosto de 2009, 22:11:56
Acho que as fotos do primeiro post ilustram muito bem o grande lance da maior superfície para captura de imagem, seja ela filme ou sensor digital.

E o post do Paulo ilustrou muito bem porque eu não uso filme. Quer dizer, se eu soubesse processar, revelar, ampliar e escanear o negativo, com certeza usaria câmeras analógicas, talvez até grande formato. Acho que nem o tempo e trabalho extra iriam me desanimar. Mas é triste mandar o filme para o lab e o cara processar ele como bem entender. Pelo menos em raw eu me sinto mais no controle do processo fotográfico (que vai muito além do disparo ao tirar a foto).

Uma compacta digital, do tamanho de uma Canonet ou Trip 35 com sensor 35mm e uma lente fixa clara seria perfeita. No meio tempo, enquanto essa câmera não chega, as compactas atuais com sensor APS-C ou 4/3 quebram um bom galho, e proporcionam muito boas fotos, mas ainda deixam a desejar naquele fator extra da profundidade de campo do filme.


GutoVilaça

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Resposta #8 Online: 09 de Agosto de 2009, 22:32:27
Se os moderadores quiserem podem limpar meu post para não poluir o artigo do Rodrigo. Preciso estudar mais sobre DOF...rs.
« Última modificação: 09 de Agosto de 2009, 22:33:48 por GutoVilaça »
VAMOS ESTUDAR MAIS FOTOGRAFIA ANTES DE CRITICAR UMA FOTO ALHEIA. VAMOS CRITICAR SE O AUTOR PEDIR. SE VAMOS CRITICAR E COMENTAR, VAMOS FAZER COM SABEDORIA, COM EMBASAMENTO E DE MODO QUE SEJA ALGO CONSTRUTIVO. NÃO APELE SE O AUTOR DAS FOTOS REBATER ÀS CRÍTICAS AFINAL ISSO É DIREITO DELE. VAMOS DÁ BONS EXEMPLOS COM NOSSAS FOTOS POIS SÓ FICAR CRITICANDO FOTOS DOS OUTROS NÃO FAZ DA GENTE UM BOM FOTÓGRAFO.  VAMOS FOTOGRAFAR MAIS E CORNETAR MENOS!!!


Leo Terra

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Resposta #9 Online: 10 de Agosto de 2009, 00:29:52
Guto qualquer discussão é importante, é de certos tipos de colocações que nascem boas discussões, por isso tudo é pertinente.
Sobre DOF acredito que este post seja um bom ponto de partida: http://forum.mundofotografico.com.br/index.php?topic=30530.0
Leo Terra

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GutoVilaça

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Resposta #10 Online: 10 de Agosto de 2009, 08:54:41
Guto qualquer discussão é importante, é de certos tipos de colocações que nascem boas discussões, por isso tudo é pertinente.
Sobre DOF acredito que este post seja um bom ponto de partida: http://forum.mundofotografico.com.br/index.php?topic=30530.0
Blza Leo. Seu artigo é muito esclarecedor.
 
O DOF foi um dos primeiros assuntos que me interessei quando comecei a levar a fotografia mais a sério há alguns anos atrás. A maioria do livros que já li dão mais enfase para a questão da abertura da lente, da proximidade do objeto e da distancia focal para explicar o efeito do DOF.
O tamanho da mídia é um fator tão importante quanto e muitas vezes nem é citado. Lendo alguns artigos na net aprendi algumas coisas que desconhecia.

Mas na verdade o que eu quis mostrar quando postei as fotos é justamente isso, ou seja, quando estamos limitados pelo tamanho da mídia (usando compactas com sensores pequenos, por exemplo) podemos lançar mão de outros conceitos para conseguir uma profundidade de campo mais curta. O que muita gente diz ser impossível.
 
Recomendo também a leitura desses artigos que são bem detalhados:
http://www.cambridgeincolour.com/tutorials/depth-of-field.htm
http://www.luminous-landscape.com/tutorials/understanding-series/dof.shtml

Apesar de não gostar muito desse site, sou obrigado a concordar que é um dos artigos mais completos sobre o assunto na net:
http://en.wikipedia.org/wiki/Depth_of_field

Abs
« Última modificação: 10 de Agosto de 2009, 09:21:32 por GutoVilaça »
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GuiCastro

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Resposta #11 Online: 10 de Agosto de 2009, 20:04:33
Eu trabalho com fotos em festas, bares e baladas, mas como eu tenho uma câmera bem simples, o que eu sempre faço para obter esse efeito (e pode ter certeza, as pessoas adoram) é utilizar o zoom da câmera. É só abrir espaço no povão atrás, aumentar a intensidade do flash e voilà! O resultado não é perfeito, mas é satisfatório (inclusive se eu levar em conta o pequeno gasto que eu tive com o equipamento)...


shw

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Resposta #12 Online: 23 de Agosto de 2009, 16:41:32
Amigos um exemplo magnifico de DOF usando uma DSLR com uma camera 55mm F1.8


« Última modificação: 23 de Agosto de 2009, 16:42:27 por shw »
Especialista em DSLR Canon e Nikon



ric2801

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Resposta #13 Online: 14 de Outubro de 2009, 08:38:07
acho que perdi alguma coisa pelo caminho...
embora o texto esteja muito bom o autor compara preço de cameras de 20 anos atras usadas com o preço de cameras atuais de ultima geração novas, uma 35mm nova e com recursos similares custa a mesma coisa que uma DSLR de ponta.
uma F6 na BH custa U$2.499,95 ( http://www.bhphotovideo.com/c/search?Ntt=nikon+f6&N=0&InitialSearch=yes )
uma D700 na BH custa U$2.699,95 ( http://www.bhphotovideo.com/c/search?Ntt=d700&N=0&InitialSearch=yes )

U$200 de diferença, então me desculpe, mas não é nenhum pouco barato usar filme, adicione a isso o preço dos filmes e revelações (ou de um scanner) e verá que o filme é bem mais caro e menos prático que o digital.

abcs


RodrigoNeves

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Resposta #14 Online: 14 de Outubro de 2009, 09:37:21
O colega Ric2801 vai me desculpar, mas ele fugiu ao tópico. O que está em questão não é o que somente as tops digitais fazem. É meramente uma coincidência - ou claro, jogada de marketing - que somente as tops têm sensores de quadro cheio, coisa que qualquer câmera 35mm de plástico tem. Então, o que se discute é o que pode ser feito melhor por muito, mas muito menos mesmo do que custa uma "full frame". Uma Leica digital custa algo em torno de R$20.000,00, e não faz o que uma Leica da série M, dos anos 1950, faz. Isso é fato.

E saio em favor do filme sim. O papo de custar mais é relativíssimo. Eu, por exemplo, compro filmes profissionais por preço de filme amador no e-bay, e mando apenas revelá-los e escaneá-los por ridículos R$6,00. Isso é caro? Claro que não. Se quero alguma das fotos, mando ampliá-la em tamanhos grandes pelo processo tradicional. Claro que ter controle sobre todo o fluxo de trabalho, como o colega Ivan apontou, é interessante, mas há de se convir que isso demanda tempo, paciência, mais dinheiro e - claro - conhecimento.
Então, o filme é uma opção barata, excelente e fácil de encontrar. Se o seu lab os processa porcamente, reclame ou troque de lab. Já fiz isso e funciona.

Longe de mim ser crítico da fotografia digital. Faço uso dela, gosto da facilidade do processo e certamente elas são o presente e futuro da fotografia. Agora, dizer que o filme não é "lá essas coisas" é no mínimo um contrassenso (já corrigido pela nova ortografia), pois o filme foi usado por décadas a fio com resultados fantásticos, e agora querem pintá-lo como "ruim", "limitado" ou "inviável". Para mim, isso é pura bobagem.