Autor Tópico: Projeto de lei na França quer advertência sobre fotos retocadas por softwares  (Lida 7135 vezes)

Oberdan Gomes

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Fiquei na dúvida se postava a matéria aqui ou na sala de Edições, achei aqui mais adequado, porém se não se encaixar no contexto da sala, desde já peço desculpas  :ok:

Projeto de lei na França quer advertência sobre fotos retocadas por softwares de edição

--- Adicionado pela moderação ---

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Na França, um grupo de deputados apresentará na Assembléia Nacional um projeto de lei que obriga os meios de comunicação a colocar uma advertência ao lado de fotografias retocadas com Photoshop ou outros programas. As imagens devem trazer um aviso indicativo de que elas foram modificadas. A medida vale também para campanhas políticas, fotografias artísticas, imagens de embalagens e anúncios.

Matéria retirada do Blog Fotocolagem (o link está no título da matéria)

** Na Matéria tem um pequeno vídeo, que não consegui inserir aqui

---

Há algum tempo li que estavam querendo "obrigar" que os softwares de edição inserissem no arquivo final alguma marcação que identificasse o retoque (no caso seria uma marca d'água), no início achei interessante a idéia, pois acabaria com a dúvida de muitos sobre determinadas fotos, porém após amadurecer a idéia vi que mesmo assim  não daria para identificar o quão retocada foi a foto.

Por exemplo: Quem fotografa em RAW, sairia prejudicado neste caso, pois todas as fotos sairiam como "editadas", mesmo que esta edição seja apenas o processo de conversão do Arquivo RAW (que eu chamo de revelação moderna), diferentemente de uma edição localizada (onde se faz verdadeiros milagres).

Gostaria da opinião de vocês sobre o assunto, no caso da França, onde a insersão seria "espontânea", e no caso do Software "marcar" a imagem final.

--> Sou à favor da idéia francesa.
« Última modificação: 29 de Setembro de 2009, 12:09:39 por Leo Terra »


Leo Terra

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Também vou a favor, acho bastante válida esta iniciativa.
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dondon

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Sou contra a idéia francesa. Existem milhares de maneiras de "alterar a realidade", em vídeo, em foto, em ilustração, etc, etc. Lembrando que nada disso é a realidade, é tudo representação. Buscar a verdade em fotografias é bobagem, fotografia não é realidade, editada ou não.

A ética envolvida nessa questão de "retoques" não está na fotografia, mas nos meios que a utilizam (jornalismo, marketing, etc). Não faz sentido obrigar um alerta na fotografia se a modelo continuar subindo na passarela toda maqueada, se a modelo fotografada além de maqueada estiver usando cintas emagrecedoras e corretivas, etc.

Enfim, se querem repensar essa ética, que pensem no começo do processo (na criação das campanhas, dos editoriais, etc) e não no final (na pobre fotografia ali veiculada).

Abraços.


Leo Terra

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Dondon não é uma questão de busca pela verdade, é uma questão de deixar claro que o que se está vendo não se constitui em algo atingível pelo ser humano normal.
As imagens alteradas por computador passam como verdadeiras na mente de diversas pessoas e muitas delas não podem ser atingidas por maquiagem (que são alterações legítimas, que qualquer mulher normal pode usar), cintas, exercícios ou qualquer coisa do tipo. São exatamente alterações que não podem ser feitas por meio cenográfico e que levam crianças de adolescentes a buscarem um ideal de beleza impossível de ser atingido por meios físicos.
O que as modelos fazem nas passarelas é possível de ser atingido e hoje em dia tem-se buscado modelos dentro de um peso corporal aceitável para a saúde, para que elas sejam referências com portes físicos que não comprometam a saúde. Com o PS as mesmas modelos são transformadas em ideais de beleza incompatíveis com a própria formulação do corpo humano, fazendo com que se comprometa a saúde e o psicológico destas meninas.
A algum tempo conheci uma garota que era linda (bastava se arrumar) e se achava feia, por conta de não ter o corpo e nem a pele perfeita das modelos. Mas é lógico que ela não teria, porque a pele que ela ve nas modelos simplemente não é uma pele humana maquiada, como ela poderia fazer, é uma pele humana, maquiada e posteriormente retocada.
Por isso acho válido que haja um aviso informando que a imagem foi retocada, até para dar uma referência para pessoas que não são especialistas (e não conseguem perceber a diferença entre uma foto retocada e uma não retocada) que os limites daquela imagem podem não ser alcançaveis. O correto seria que uma garota bonita falasse "Com PS eu fico até melhor" e não ficasse em uma busca para ser como uma pessoa que de fato não é daquela forma.

A idéia ai não é uma discussão ética, ninguém pretende proibir o retoque, é uma discussão sobre informar o que é uma foto manipulada (um ideal que só é possível de ser atingido em uma imagem manipulada por computador, jamais em termos físicos) do que não é. Em gravuras e pinturas estes problemas não são tão sérios, porque a liberdade poética é facilmente percebida, na fotografia existe a falsa impressão de realidade. ;)

Quanto ao software marcar a imagem final acho um absurdo.
« Última modificação: 29 de Setembro de 2009, 11:32:50 por Leo Terra »
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Sei que a polica do japao pediu pra fabricantes que faca uma maquina digital que nao tem como editar as fotos  ja faz um tempo isto ainda nao fui atras ver isto.. :ponder:


Leo Terra

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Sei que a polica do japao pediu pra fabricantes que faca uma maquina digital que nao tem como editar as fotos  ja faz um tempo isto ainda nao fui atras ver isto.. :ponder:
Isso é absurdo. Isso pode a criatividade.
A idéia Francesa é muito mais democrática e liberal. Você pode fazer o que quiser, desde que mantenha um alerta informando que a imagem foi alterada.
Criatividade liberada, sem marcas estragando as fotos, jovens protegidos e todo mundo feliz rs.
« Última modificação: 29 de Setembro de 2009, 11:41:57 por Leo Terra »
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Marcelo Favero

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Concordo com o dondon e sou contra.

Não conseguí ver o vídeo, mas é certo que é preciso entender o que definem como retoque, antes de mais nada. Se o retoque for qualquer intervenção via software ou se apenas o acréscimo ou subração de elementos conta. Então quem estabelecerá o critério que não consegue obter balisas definidas, sobre o que é retoque? Uma foto P&B é real? A realidade é P&B? Não passamos décadas vendo a realidade em P&B? A foto digital é P&B? Então P&B não representa mais a realidade, pois se convertessemos a imagem para preto e branco estaremos suprimindo a cor? Isso é só um exemplo.

O software é só uma das muitas formas de dar interpretação da realidade. Montar uma cena, manipular, ou simplesmente interpretar é feito através de infinitos recursos. O simples posicionamento do fotógrafo pode dar ao momento uma conotação completamente diferente na leitura da imagem. Pode-se enquandrar ou não algo que mude completamente o contexto de um acontecimento. Fotografia sempre será interpretação. Um carimbo na imagem não vai resolver a questão ética, mas vai desvalorizar o trabalho conceitual, a subjetividade do olhar, o talento interpretativo do profissional. Pode destruir a magia da fotografia, em qualquer meio, seja artístico, publicitário ou jornalístico. Vai criar no público uma aversão por qualquer imagem que tenha passado por algo que é inerente ao processo: a pós-produção.
o jornalismo tem sua ética (seguida ou não, o mercado vai pautar isso), a propaganda vai acabar adotando certos procedimentos se quiser sobreviver (isso o mercado também vai impôr e já está mais do que na hora) a arte não precisa de ética, precisa?

Na França não será a primeira aberração legal sobre fotografia. Lá, mesmo o fotojornalismo está sujeito a ações indenisatórias de QUALQUER PESSOA que seja retratada em qualquer lugar, mesmo público, que não esteja inserida num grupo mínimo de 5 pessoas protagonistas da ação da reportagem. Não há caracterização de fato jornalístico ou de multidão. Não é um absurdo?

abçs
Marcelo dos Santos

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Malicky

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Mas eu que a idea aqui e que seja para uso exclusivo da policia para usar as foto como prova criminal...a idea da franca da ja achei legal  :ok:


Leo Terra

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Marcelo a preocupação é com retoques em corpos. É um assunto bastante sério e que afeta negativamente a vida de muitas pessoas. A questão não é com foco no jornalismo ou coisas do tipo, é evitar que se crie padrões de beleza inatingíveis.

Adicionei o vídeo como base, para ficar claro o enfoque do projeto de lei.

« Última modificação: 29 de Setembro de 2009, 12:10:00 por Leo Terra »
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Leo, discordo. É impossível determinar qual "manipulação" digital tem resultados "além" da manipulação real. E ainda acho que isso não vem ao caso. Se o "modelo de beleza" hoje é absurdo e inatingível não é culpa da fotografia, mas dos veículos que a utilizam, a coisa tem que ser pensada na criação e não no produto final.
Anterior a isso temos o problema da subjetividade, quais tipos de retoques digitais estariam sujeitos a esse "alerta"? Qualquer um? Alguns? Quais? Quem define isso? Além de ser uma bobagem é algo impossível de se determinar.

Encaro esse "aviso" nas imagens manipuladas como censura à liberdade de expressão.

Abraços.


dondon

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Resposta #10 Online: 29 de Setembro de 2009, 12:13:41
Marcelo a preocupação é com retoques em corpos. É um assunto bastante sério e que afeta negativamente a vida de muitas pessoas. A questão não é com foco no jornalismo ou coisas do tipo, é evitar que se crie padrões de beleza inatingíveis.

Adicionei o vídeo como base, para ficar claro o enfoque do projeto de lei.

Entendo esse problema, porém acredito que ele seria facilmente resolvido em momentos anteriores a foto. Na criação de uma campanha, de um editorial, etc. Ou seja, seria resolvido no compromisso que o publicitário/editor tem com o bem-estar do seu público e na intenção de suas peças.

Abraços!


Malicky

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Resposta #11 Online: 29 de Setembro de 2009, 12:19:38
censura à liberdade de expressão
sou a favor de censura...hoje em dia ta tenso o negocio..nao todos mas a midia anda muito folgada..e fora o bando de jornalista meia tigelas por esse mundo...

Isso de edicao virou coisa em massa so de ums tempos pra ca...logo vamos ter um LR na camera e ja editar a foto ali..nao so em modelos, em jornalismmo nao sei qual cara editou foto e depois foi descoberto...estao exagerando nas coisas eu acho


Leo Terra

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Resposta #12 Online: 29 de Setembro de 2009, 12:23:45
Dondon ele é culpa da mídia, ninguém está dizendo o contrário, a mídia usa a fotografia neste processo. Neste sentido comparo a fotografia a uma arma, não são as armas que matam as pessoas, são pessoas que matam as pessoas, a arma é só o instrumento. A fotografia, por suas características, tem o dom de iludir as pessoas com uma falsa sensação de realidade, principalmente os mais jovens. Mentes mal instruídas utilizam este instrumento de forma negativa. O problema à saúde pública e ao psicológico dos jovens é bastante sério (trabalhei por 5 anos no meio da moda e sei o quão problemático é isso) e como tal deve ser tratado como um problema social, que certamente se sobrepõem aos interesses de fotógrafos e mídia em geral, que obviamente querem continuar tendo em mãos este forte instrumento de convencimento.

Um aviso junto aos créditos não mudaria nada na qualidade artística da fotografia, nem tão pouco tornaria a liberdade de expressão limitada. Ele apenas diminuiria o poder da fotografia como arma publicitária para doutrinar jovens ao redor do mundo. A fotografia e sua edição, como arte, não seriam atingidas por este tipo de lei, quem seria atingido seria a mídia, que perderia poder de manipulação, uma vez que a verdade sobre seus instrumentos seria evidente.
Sob esta perspectiva dos avisos (não marca d´agua ou limites a edição, que são absurdos) você poderia se expressar livremente, ele é na verdade muito mais liberal do que uma proposta que viesse a limitar a publicação destas fotos, inclusive propostas na alteração na cultura, mas atenderia muito bem a um problema social grave que temos vivido e que temos que dar solução.
A idéia é que as pessoas continuem tendo liberdade de criar, possam fazer o que quiser e como quiser, mas tomem cuidado ao "iludir" as pessoas em busca do lucro (por isso que tenho sido meio contra a publicidade e a propaganda). O problema que os jovens vem sofrendo é bastante sério e limitar o que é divulgado não é a solução (já que ai sim teríamos restrita a liberdade de expressão), mas a idéia do projeto de lei Francês (que é o que acredito ser uma idéia louvável) atingiria muito bem esta questão já que sua idéia é simplesmente dar a quem le uma determinada publicação a chance de identificar o que é um trabalho de edição, fruto da criatividade e dos ideais de um editor, e o que não é, para ai sim fazer seus julgamentos com mais consciência. 
Leo Terra

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Resposta #13 Online: 29 de Setembro de 2009, 12:34:07
Ainda acho que esse problema se resolveria com uma mudança na postura de publicitários e editores. rs

Mas entendo sua aflição, Leo.

Porém existe um efeito colateral grave nessa história. Se algumas imagens possuem selos de manipulação, legal todos sabem que são manipuladas, e as que não possuem? Passam a ser encaradas pelo "grande público" como realidade absoluta (já que não tem selinho) e nós sabemos, que apenas com enquadramento é possível "distorcer" a realidade.

Enfim, colocando selos de alerta nas fotografias você ainda atrofia a capacidade crítica do seu leitor.

Abraços.


Ana Adams

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Resposta #14 Online: 29 de Setembro de 2009, 12:48:19
Sou totalmente `a favor da iniciativa francesa. A fotografia de hoje, sobretudo a de moda e beleza, já deixou faz tempo de ser fotografia e passou a ser ilustração. Está muito, muito longe da realidade, e isso causa problemas socias de adaptação psicológica sobretudo de meninas jovens que se sentem , ou melhor, que são rejeitadas se não tiverem a carinha e o corpinho da memnina da revista.  Ou tro setor que precisa urgente desse alerta é o publicitário. Quantas vezes vcs já abriram um produto e ele não se parece em NADA com o que está no anúncio ou na embalagem? Aqui nos EUA é obrigatório que o produto que está na foto da embalagem seja precisamente o mesmo produto que está dentro ( sem aditivos, corantes, nada que aumente tamanho, melhor cor, aspecto, etc) , mas assim mesmo não se diz nada sobre retocagem digital.
É um problema social e até de saúde. A ditadura da magreza já passou há muito tempo do aceitável, e as revistas pregam isso mais e mais. Na Italia estão querendo impor a idade mínima de 15 anos para modelos de fotografia e desfile, e apresentação de atestado médico. A anorexia e a bulimia são asuntos sérios, podem levar `a morte, e o mundinho da moda não está nem aí prá isso. Mesmo essas magrelinhas são retocadas nas revistas... uma espinha no rosto, um cabelo que estava sem brilho , etc. Elas chegam aos 22 sem saúde e sem futuro, frequentemente deprimidas. Aí ninguém mostra na revista, né? Afe.
Em fotojornalismo nem tem o que dizer, né? Alterar digitalmente uma foto jornalística é o mais baixo que um editor pode ir prá conseguir leitores para o seu meio.