Autor Tópico: capa da National Geographic em 1985, Fotos Steve McCurry  (Lida 4539 vezes)

Stanke

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Online: 14 de Dezembro de 2009, 23:17:14
Estava procurando por Fotos Steve McCurry e encontrei essa.

Resolvi postar, nao sei esta no lugar certo...

Esta postada neste link:
http://veja.abril.com.br/200302/p_092.html

Só o olhar é o mesmo


Fotos ilustram o drama de uma afegã nos últimos dezessete anos
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Anna Paula Buchalla
 
 
 

A menina Sharbat, capa da National Geographic em 1985: imagem feita num campo de refugiados  Fotos Steve McCurry




Quase vinte anos depois, com o rosto precocemente envelhecido: outra vez na capa da revista, só que de burca   


Em sua edição de junho de 1985, a revista americana National Geographic publicou aquela que se tornaria uma de suas capas mais famosas. Ela trazia a foto de uma menina afegã de olhos verdes, dona de uma beleza tão mais extraordinária porque emoldurada por cabelos desgrenhados e um xale rasgado. A imagem quase bíblica, feita no ano anterior, em um campo de refugiados no Paquistão, correu o mundo como síntese do sofrimento de um país antiqüíssimo, devastado por uma guerra que lhe estava matando a esperança – na época, contra o invasor soviético, instalado no Afeganistão desde 1979. O encontro entre a menina e o fotógrafo Steve McCurry foi breve. Tirada a foto, ela sumiu em meio à multidão andrajosa, sem nem mesmo revelar seu nome. Em janeiro passado, com o Afeganistão novamente nas manchetes, McCurry voltou ao país com a missão de achá-la. Sua busca começou no mesmo campo de refugiados que visitara em 1984. Cerca de dois meses depois, ele finalmente se viu frente a frente com Sharbat Gula (esse é o nome dela), hoje uma mulher precocemente envelhecida. Sharbat voltará a ser capa da National Geographic na edição que chegará às bancas em abril. Só que, desta vez, escondida sob uma burca e com a foto de 1984 nas mãos. A chamada da revista é: "Encontrada: dezessete anos depois, a história de uma refugiada afegã".

Sharbat tem no máximo 30 anos – ninguém sabe ao certo sua idade –, mas seu rosto está crivado de rugas e manchas. Somente o olhar lembra a menina de um passado não tão distante assim. Ela perdeu a juventude em meio a conflitos que, nos últimos 23 anos, mataram 1,5 milhão de pessoas no Afeganistão e fizeram quase 4 milhões de refugiados. Sharbat ficou órfã de pai e mãe por volta dos 6 anos, durante um bombardeio soviético que riscou do mapa o vilarejo em que morava. Sem nada mais a perder, ela e quatro irmãos foram levados pela avó ao Paquistão. Para alcançar o país vizinho, caminharam uma semana inteira, afligidos por tempestades de neve. Ao longo de quase dez anos, calcula-se, ela viveu num campo de refugiados. De volta ao Afeganistão do Talibã, em meados da década de 90, ela se casou. Seu marido trabalha numa padaria da cidade paquistanesa de Peshawar, próxima à fronteira afegã. Pelo trabalho, o rapaz recebe o equivalente a 1 dólar por dia. Vítima de asma, Sharbat não suporta o misto de calor e poluição que impregna o ar de Peshawar. Por isso, ela vive a maior parte do tempo na região montanhosa de Tora Bora, que serviu de esconderijo para centenas de terroristas da Al Qaeda e foi duramente castigada por bombardeios americanos no ano passado. Sharbat mora com suas três filhas – Robina, de 13 anos, Zahida, de 3, e Alia, de 1. Uma quarta criança morreu ainda bebê. Apesar de a burca já não constar do figurino obrigatório, ela a usa com prazer quando vai à rua. "É uma roupa bonita para vestir, não é uma maldição", diz. Pertencente à etnia patane, majoritária no país e da qual saíram os talibãs, Sharbat sente-se ainda mais desconfortável sob a nova ordem. "Quando o Talibã dominava, a vida era melhor. Pelo menos havia paz e ordem."

O encontro com McCurry foi tão rápido quanto o primeiro. "Expliquei que muitas pessoas se emocionaram com a foto e que, por causa dela, gente de todo o mundo decidiu fazer trabalho voluntário em campos de refugiados no Afeganistão", diz o fotógrafo. Ele ficou com a impressão de que a repercussão causada pela foto publicada em 1985 não a comoveu muito. Ao ver pela primeira vez sua imagem quando menina, Sharbat ficou envergonhada por causa dos rasgos no xale, causados por fagulhas da fogueira em que cozinhava. Semi-analfabeta, seu grande sonho é que suas filhas possam estudar. "Eu queria terminar a escola, mas não foi possível. Fiquei triste quando tive de sair." Para ser fotografada, ela teve de pedir permissão ao marido. Para comprovar que Sharbat Gula era de fato a menina afegã que estampou a National Geographic de junho de 1985, a direção da revista submeteu as duas imagens a um legista do FBI, a polícia federal americana, e ao inglês John Daugman, o inventor do método de identificação pela íris. Certeza sedimentada, Sharbat virou capa. Foi a segunda foto que ela tirou em toda a sua vida.
Stanke - Brasil
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albertgr

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Resposta #1 Online: 15 de Dezembro de 2009, 01:50:29
Essa é uma das minhas fotos preferidas... E me desculpe, mas o olhar definitivamente não é o mesmo, o da primeira foto é muito mais forte...
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Stanke

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Resposta #2 Online: 15 de Dezembro de 2009, 10:54:52
Albert,

Acho que recebeu esse título pelos exames de identificação de íris.

"... Para comprovar que Sharbat Gula era de fato a menina afegã que estampou a National Geographic de junho de 1985, a direção da revista submeteu as duas imagens a um legista do FBI, a polícia federal americana, e ao inglês John Daugman, o inventor do método de identificação pela íris. Certeza sedimentada, Sharbat virou capa. Foi a segunda foto que ela tirou em toda a sua vida. ..."

Abraços.
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Ivan de Almeida

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Resposta #3 Online: 15 de Dezembro de 2009, 11:47:57
Quem acha que a face envelhecida da fotografada é devido à cultura afegã, devia acompanhar o envelhecimento das mulheres brasileiras quando não são da classe A ou B.


savena

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Resposta #4 Online: 15 de Dezembro de 2009, 12:07:35
Fotografia Épica!
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Stanke

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Resposta #5 Online: 15 de Dezembro de 2009, 13:12:16
Quem acha que a face envelhecida da fotografada é devido à cultura afegã, devia acompanhar o envelhecimento das mulheres brasileiras quando não são da classe A ou B.

Verdade Ivan
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BBear

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Resposta #6 Online: 15 de Dezembro de 2009, 17:22:16
Essa foto original eh incrivel...

E mais incrivel ainda eh o quanto eu estou ficando velho: me lembro dessa revista quando saiu... inclusive estava num consultorio odontologico na epoca... Cururuzes...


albertgr

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Resposta #7 Online: 15 de Dezembro de 2009, 17:24:57
Quem acha que a face envelhecida da fotografada é devido à cultura afegã, devia acompanhar o envelhecimento das mulheres brasileiras quando não são da classe A ou B.

Mas é impressionante como ela mudou em 17 anos... Ela era linda demais, e em tao pouco tempo ela parece ter envelhecido 2 vezes mais...
"Film is not dead, it just smells funny."



GutoVilaça

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Resposta #8 Online: 16 de Dezembro de 2009, 10:43:14
Steve McCurry é um fotógrafo muito talentoso. Um excelente retratista. Também sou fã.  :ok:
VAMOS ESTUDAR MAIS FOTOGRAFIA ANTES DE CRITICAR UMA FOTO ALHEIA. VAMOS CRITICAR SE O AUTOR PEDIR. SE VAMOS CRITICAR E COMENTAR, VAMOS FAZER COM SABEDORIA, COM EMBASAMENTO E DE MODO QUE SEJA ALGO CONSTRUTIVO. NÃO APELE SE O AUTOR DAS FOTOS REBATER ÀS CRÍTICAS AFINAL ISSO É DIREITO DELE. VAMOS DÁ BONS EXEMPLOS COM NOSSAS FOTOS POIS SÓ FICAR CRITICANDO FOTOS DOS OUTROS NÃO FAZ DA GENTE UM BOM FOTÓGRAFO.  VAMOS FOTOGRAFAR MAIS E CORNETAR MENOS!!!


BesouroLaranja

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Resposta #9 Online: 16 de Dezembro de 2009, 13:27:28
Quem acha que a face envelhecida da fotografada é devido à cultura afegã, devia acompanhar o envelhecimento das mulheres brasileiras quando não são da classe A ou B.

Quem acha o envelhecimento das mulheres brasileiras das classes C, D e E ruim, devia acompanhar a decadência inexorável e indigna das peruas das classes A e B.
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Ivan de Almeida

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Resposta #10 Online: 16 de Dezembro de 2009, 13:48:19
Quem acha o envelhecimento das mulheres brasileiras das classes C, D e E ruim, devia acompanhar a decadência inexorável e indigna das peruas das classes A e B.

Risos.

mas mulheres das classes A e B podem ser bem tratadas podem fazer Pilates, etc, e sendo bem tratadas conservam-se. Evidentemente é preciso disciplina e principalmente bom gosto, porque algumas cafonices que quando a mulher é jovem até ficam atraentes, quando ela envelhece são imperdoáveis. Aliás, tanto para homens quanto para mulheres, a única coisa que salva a aparência com o envelhecimento é o bom gosto.


GuiCastro

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Resposta #11 Online: 16 de Dezembro de 2009, 14:42:35
Mas é impressionante como ela mudou em 17 anos... Ela era linda demais, e em tao pouco tempo ela parece ter envelhecido 2 vezes mais...

Em 17 anos ela envelheceu muito mais que o normal mesmo, a moça era linda demais. Eu gostei muito dessa matéria.
« Última modificação: 16 de Dezembro de 2009, 14:44:13 por GuiCastro »


Marcelo Favero

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Resposta #12 Online: 16 de Dezembro de 2009, 14:50:28
Risos.

mas mulheres das classes A e B podem ser bem tratadas podem fazer Pilates, etc, e sendo bem tratadas conservam-se. Evidentemente é preciso disciplina e principalmente bom gosto, porque algumas cafonices que quando a mulher é jovem até ficam atraentes, quando ela envelhece são imperdoáveis. Aliás, tanto para homens quanto para mulheres, a única coisa que salva a aparência com o envelhecimento é o bom gosto.

Acrescentando:

E assumir o envelhecimento com dignidade!

Acrescentado II:

Uma coisa que me chamou a atenção naquela coleção da Folha, Grandes Fotógrafos, o Steve McCurry foi o único, ou um dos únicos fotógrafos "coloridos" selecionados entre tantos.
« Última modificação: 16 de Dezembro de 2009, 14:54:17 por Marcelo Favero »
Marcelo dos Santos

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Marcelo Favero

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Resposta #13 Online: 18 de Dezembro de 2009, 09:21:08

Falando na fera, olha o cara aí, em Sampa em abril dando palestra e ws!

http://www.europanet.com.br/grandesmestres/

Pra quem estiver afins de desembolsar 1.300 dinheiros...
Marcelo dos Santos

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JoãoMennaBarreto

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Resposta #14 Online: 20 de Dezembro de 2009, 23:40:05
Essa é uma das minhas fotos preferidas... E me desculpe, mas o olhar definitivamente não é o mesmo, o da primeira foto é muito mais forte...

Concordo plenamente!