Autor Tópico: Depoimento de um forista persistente.  (Lida 2869 vezes)

spiderman

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Online: 21 de Outubro de 2010, 01:36:14
Pessoal, já tem uns 12 anos que me interessei pela fotografia. Comecei fazendo um curso de revelação em P&B. Na época, eu nem possuía equipamento fotográfico. Pegava emprestado de brother, de namorada, de quem aparecesse na minha frente pra poder levar algum material para revelar em meus cursos. Em seguida, quando terminou o curso, mesmo o meu interesse pela fotografia continuando, parei de fotografar. Frustrei-me e decidi parar de perturbar os outros, passando a pedir equipamentos alheios somente quando viajava. A união dessas duas paixões foi perfeita para mim. Igual goiabada e queijo. Mas ai, infelizmente havia outro inconveniente, eu não tinha dinheiro para comprar os filmes. Em minhas viagens, mal tinha grana para comer e dormir. Dormia em banco de praça, na casa de desconhecidos, em igrejas, em trem e até em galinheiro de quintal alheio já dormi. Uma vez cheguei na entrada de Machu Picchu depois de dias de caminhada a pé pela linha do trem e não tive grana para entrar. Achei que o muro fosse mais baixo para eu dar uma espiadinha. Infelizmente não era. Voltei pelo mesmo caminho me prometendo que um dia voltaria lá cheio de rolos e com grana para entrar. Mesmo nesta situação, eu guardava um recurso para comprar uns filmes porcarias. Alguns deles até me renderam algumas frustrações, como alguns filmes bolivianos tabajaras que comprei a preço de banana. Aquela situação para mim era uma faca de dois gumes. O lado negativo da estória era que eu não podia experimentar muita coisa nova. Brincadeira com abertura, velocidade e dupla exposição, ichi, muito raramente. A outra face da moeda era que eu pensava muito antes de clicar. Só apertava o obturador quando tinha relativa certeza de alguma qualidade naquela foto e isso era muito bom. O percentual aproveitável de minhas fotos era muito maior do que hoje. Entretanto, naquela época, a minha frustração crescia a cada dia, pois eu perdia cenas únicas. Para vocês terem uma idéia, cheguei a viajar 3 meses pela América do Sul podendo utilizar 3 rolos de filme. As câmeras digitais eram novidade na época e a aquisição de uma era inimaginável para minha realidade. O tempo foi passando e o mundo digital finalmente se popularizou. Hoje vemos compactas em tudo quanto é lado. Nos países desenvolvidos os turistas andam com suas DSLR penduradas no pescoço. Foi então que tomei a decisão de economizar para comprar uma. Foram cinco anos comendo dia e noite num restaurante universitário a fim de juntar um dinheirinho todo mês (não estou reclamando dos RU das universidades públicas brasileiras. Adoro eles!).  Finalmente, no fim do ano passado fui dar um rolé no paragua e trouxe uma reflex de lá. Simplesinha, mas atendia perfeitamente as minhas necessidades. Quando pensei que meus problemas “se acabaram-se”... Que nada. A qualidade das imagens não era exatamente o que eu esperava. Não por causa do equipamento (não sou daqueles aficionados por equipamentos grandes e potentes), mas sim pela falta de tratamento. Aquilo me deixou indignado, pois eu não era nenhum adepto de ambientes tecnológicos. Resolvi testar. Inicialmente usava os softwares que vieram na câmera mesmo. Depois baixei o lightroom 3. Ainda não utilizo o PS pois meu computador é bem defasado. O lightroom já é pesado pra ele. Dependendo do tratamento, fico estudando esperando o desenrolar do idoso. Acho que terei que encarar mais alguns anos de RU para comprar um computador novo e poder explorar o universo do photoshop.  :) Enfim, a verdade é que me apaixonei pelo paciente exercício de tratar minhas fotos. Ele me desestressa. Me acalma. É meu ioga tecnológico. Minha viagem mental. Nesses seis meses em que comecei a praticar, já acumulei horas e horas dedicadas a esta labuta. Descarto a aplicação de presets com gosto!Se gostei da composição, mando brasa!  Percebi que é bem melhor você ter total controle de suas fotos do início ao final do processo. Não dependendo de profissionais açougueiros que tratam suas fotos em lote, deixando o serviço igual a cara deles (não generalizo). Por sempre acreditar que o conhecimento deve ser compartilhado, postarei abaixo algumas fotos já postadas no fórum em estado bruto, somente com o acréscimo de nitidez para compensar a perda na conversão. Acredito que a fotografia como arte não tem limites. Portanto, não tenho vergonha de alterar completamente minhas fotos buscando efeitos mais interessantes. Vocês verão que algumas dessas fotos, se não fossem o tratamento, poderiam ser jogadas no lixo. Julgo os tratamentos aproveitáveis pelo feedback de vocês. A maioria dessas fotos agradou a parte dos foristas quando as postei aqui no fórum. Espero que este depoimento motive os amigos foristas, principalmente os iniciantes, a tratarem suas fotos. Espero também, motivar a todos a exporem seus históricos pessoais no ramo da fotografia. Como se apaixonaram por essa arte tão cativante?

Foto 01

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Foto 02

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Foto 03

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Foto 04

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Foto 06

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Foto 10

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Foto 11

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spiderman

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Resposta #1 Online: 21 de Outubro de 2010, 02:31:59
Foto 14

Antes:


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Foto 15

Antes:


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Mr. Hyde

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Resposta #2 Online: 21 de Outubro de 2010, 10:16:53
Tocante e inspirador.  :clap:

E como dizia uns caras daí: "!Força sempre!"

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rahmati

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Resposta #3 Online: 21 de Outubro de 2010, 11:07:25
Tocante mesmo, amigo aracnídeo...

Acredito que a fotografia como arte não tem limites. Portanto, não tenho vergonha de alterar completamente minhas fotos buscando efeitos mais interessantes.

E concordo plenamente com esse trecho. Eu adoro grão na foto, e ficava muito incomodado do povo falando "sua foto não ficou boa, tem muito ruído"... E hoje tudo é ruído né... Mas agora, que se f***, eu gosto de ruído, tipo filme 800 mesmo, e daí?

Temos mesmo é que buscar a satisfação e a realização de fazer a NOSSA fotografia, não a que os outros gostariam que fizéssemos, por puro engessamento das ideias...

Abraços!
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dondon

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Resposta #4 Online: 21 de Outubro de 2010, 11:27:15
Legal sua história, Spider. É a fotografia e a aventura motivando o ser! Parabéns!

Quanto a tratar as fotos, concordo plenamente, os recursos estão aí para usarmos da maneira que melhor nos conviver, se isso se reflete em bons resultados, melhor ainda!

PS: A da rodoviária de Brasília eu prefiro a orignal! hehehehe

Abraço!


spiderman

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Resposta #5 Online: 21 de Outubro de 2010, 22:18:12
Tocante e inspirador.  :clap:

E como dizia uns caras daí: "!Força sempre!"
Valeu mr. hyde!!
Tocante mesmo, amigo aracnídeo...

E concordo plenamente com esse trecho. Eu adoro grão na foto, e ficava muito incomodado do povo falando "sua foto não ficou boa, tem muito ruído"... E hoje tudo é ruído né... Mas agora, que se f***, eu gosto de ruído, tipo filme 800 mesmo, e daí?

Temos mesmo é que buscar a satisfação e a realização de fazer a NOSSA fotografia, não a que os outros gostariam que fizéssemos, por puro engessamento das ideias...

Abraços!
Isso ai rahmati!! O importante é voce gostar de suas fotos. Claro que a opiniao dos profissionais é muito importante, principalmente no que diz respeito a parte tecnica. Se uma foto me faz sentir eu nao a abandono por causa de opiniao alheia. Entendo que talvez nao seja um foto interessante para o publico em geral, mas pra mim sim. Ja houve muitas vezes tambem que eu apreciava a foto, obtive um retorno negativo dos amigos. Entretanto isso nao mudou a minha maneira de ver aquela foto. Ate o dia que, com bastante estudo a minha visao mudou, e comecei a ver que aquela foto realmente era uma bela duma porcaria. Quando acontece isso eu adoro! Quer dizer que estou evoluindo. Em outras palavras, somente a sua analise visual podera fazer com que voce goste ou nao de uma foto. Por mais que voce admita os diversos defeitos tecnicos apresentados pelos outros.
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spiderman

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Resposta #6 Online: 21 de Outubro de 2010, 22:24:59
Legal sua história, Spider. É a fotografia e a aventura motivando o ser! Parabéns!

Quanto a tratar as fotos, concordo plenamente, os recursos estão aí para usarmos da maneira que melhor nos conviver, se isso se reflete em bons resultados, melhor ainda!

PS: A da rodoviária de Brasília eu prefiro a orignal! hehehehe

Abraço!
Valeu Plinio! Confesso que ja estava prevendo esse tipo de coisa. Eu botando maior banca de grande tratador e ai chega a galera do forum e diz que prefere as fotos originais. kkkkk. No caso dessa foto em especifico a qualidade da imagem nao ficou la essas coisas mesmo por causa do crop que dei. Tenho que voltar la com uma tele. :) Apesar desses defeitos gosto dela pela sua simbologia. A rodoviaria fica no centro de brasilia. Aposto que isso incomoda muita gente, pois nao pode ser ignorada. Por isso fiz questao de coloca-la no centro da foto. Mais alguma preferencia pela original? :) Abs!
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Elmo

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Resposta #7 Online: 22 de Outubro de 2010, 07:02:59
Desculpe-me, mas particularmente prefiro me dedicar mais a acertar a coisa no momento da foto do que ficar horas no computador tentando salvar uma foto mal feita. Bom, isso caso se interesse mais em ser fotógrafo que designer.
« Última modificação: 22 de Outubro de 2010, 07:04:46 por Elmo »


spiderman

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Resposta #8 Online: 22 de Outubro de 2010, 08:17:40
Desculpe-me, mas particularmente prefiro me dedicar mais a acertar a coisa no momento da foto do que ficar horas no computador tentando salvar uma foto mal feita. Bom, isso caso se interesse mais em ser fotógrafo que designer.
Elmo, prefiro tentar ser os dois. Acho que as duas coissa caminham juntas e nao em lados opostos. Acredito que quanto melhor a foto, menos serão os retoques básicos. Agora, mesmo excelentes fotos podem ser tratadas. Tudo depende do efeito que o fotografo/designer/artista pretende dar a ela.
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rahmati

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Resposta #9 Online: 23 de Outubro de 2010, 10:06:08
Desculpe-me, mas particularmente prefiro me dedicar mais a acertar a coisa no momento da foto do que ficar horas no computador tentando salvar uma foto mal feita. Bom, isso caso se interesse mais em ser fotógrafo que designer.
Elmo, prefiro tentar ser os dois. Acho que as duas coissa caminham juntas e nao em lados opostos. Acredito que quanto melhor a foto, menos serão os retoques básicos. Agora, mesmo excelentes fotos podem ser tratadas. Tudo depende do efeito que o fotografo/designer/artista pretende dar a ela.

Eu também concordo com isso que o Spider falou - ambos andam do mesmo lado. Quase sempre prefiro resolver tudo na hora do clique, mas às vezes fazemos fotos que gostamos mas acabam não saindo muito legal, daí é imperativo o tratamento. Mas devo ainda dizer que meus tratamentos não são tão radicais -rs-, prefiro os tratamentos do tipo da última foto... Abs
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Alex Biologo

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Resposta #10 Online: 23 de Outubro de 2010, 13:36:20
Eu não sou contra a edição pesada, não faço pq não sei fazer. A única coisa que eu procuro levar comigo sempre quando penso numa edição é que eu acredito que vc tem que ter em mente que tipo de edição vai tentar fazer na foto já na hora que vai clicar, assim você clica pensando nisso, preserva altas luzes, desfoca determinado ponto, diminui a luz e por ai vai, faz tudo já na hora do clique pra tornar a sua edição até mais natural.
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rahmati

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Resposta #11 Online: 23 de Outubro de 2010, 14:30:39
...vc tem que ter em mente que tipo de edição vai tentar fazer na foto já na hora que vai clicar...

Perfeito!
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Elmo

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Resposta #12 Online: 24 de Outubro de 2010, 06:29:51
Bom, minha escola é outra. Venho do filme e mesmo havendo a possibilidade de certo tratamento no laboratório, nunca foi algo que nos preocupássemos no momento do clique.

Entendo que a facilidade da fotografia atual acabou por permitir essa tendência. Mas na época e hoje, ao fotografar com cromo, por exemplo, pensar em "que tipo de edição vai tentar fazer na foto já na hora que vai clicar" é algo que não cabe. Aliás, esse tipo de pensamento usando filme, o qual você o escolhe de acordo com suas características de cores, contraste, etc., seria uma heresia.

Assim, usando digital, acabei me acostumando a tentar fazer a foto exatamente como eu a queria. Acho um bom treino, tentar editar o mínimo possível. Ainda mais que percebo que com a facilidade da edição digital os exageiros estão ficando mais constantes e comuns. Um desses exageiros é a tal da vinheta, cada vez mais frequente e sem muito sentido em grande parte das fotos que vemos hoje nos fanáticos por edição. O que antigamente era uma desfunção do projeto da câmera, hoje é uma tentativa de salvar uma foto ruim. Outro exemplo é o Low Key. Era muito prazeiroso ter sucesso no Low Key, que antigamente era pensado, ou melhor, exaustivamente calculado, para que saísse a contento. Hoje com a facilidade dos recursos digitais, até uma criança de 10 anos consegue fazer, ou usando uma melhor expressão, imitar.

Dessa forma, acho sim, que a edição exagerada, tira do fotógrafo o prazer de aprender a fazer direito. O que não deveria ser assim, pois com a fotografia digital errar é muito menos penoso... pensando bem, esse é o problema.


Branco Melo

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Resposta #13 Online: 24 de Outubro de 2010, 12:05:04
Bom, minha escola é outra. Venho do filme e mesmo havendo a possibilidade de certo tratamento no laboratório, nunca foi algo que nos preocupássemos no momento do clique.

Entendo que a facilidade da fotografia atual acabou por permitir essa tendência. Mas na época e hoje, ao fotografar com cromo, por exemplo, pensar em "que tipo de edição vai tentar fazer na foto já na hora que vai clicar" é algo que não cabe. Aliás, esse tipo de pensamento usando filme, o qual você o escolhe de acordo com suas características de cores, contraste, etc., seria uma heresia.

Assim, usando digital, acabei me acostumando a tentar fazer a foto exatamente como eu a queria. Acho um bom treino, tentar editar o mínimo possível. Ainda mais que percebo que com a facilidade da edição digital os exageiros estão ficando mais constantes e comuns. Um desses exageiros é a tal da vinheta, cada vez mais frequente e sem muito sentido em grande parte das fotos que vemos hoje nos fanáticos por edição. O que antigamente era uma desfunção do projeto da câmera, hoje é uma tentativa de salvar uma foto ruim. Outro exemplo é o Low Key. Era muito prazeiroso ter sucesso no Low Key, que antigamente era pensado, ou melhor, exaustivamente calculado, para que saísse a contento. Hoje com a facilidade dos recursos digitais, até uma criança de 10 anos consegue fazer, ou usando uma melhor expressão, imitar.

Dessa forma, acho sim, que a edição exagerada, tira do fotógrafo o prazer de aprender a fazer direito. O que não deveria ser assim, pois com a fotografia digital errar é muito menos penoso... pensando bem, esse é o problema.

Concordo com voce Elmo, talvez porque tambem tenha começado com filme, e o cuidado em não errar, ou melhor dizendo errar o minimo possivel por muitos motivos um dele era economizar filmes. Mas quero deixar claro que respeito a opinião de cada um.
Acho que caucular bem e estudar o momento de fazer a foto ainda tem que ser uma coisa que o fotografo tem que fazer antes de disparar, pois so assim ele tera certeza de que sua foto saria como queria se ter que esta visualizando a todo momento.
Aproposito, ja notei que, em muitos eventos que tenho trabalhado, alguns fotografos adquiriram um pessimo abto com a digital, que é o de  esta a toda hora visualizando as foto que fizeram, como se não tivecem noção do que estão fazendo e acho que isso passa uma má impressão para o cliente.
A fotografia digital veio pra facilitar e não para atrapalhar, então fazer uma boa medição de luz, sombras, contrastes e balanços de brancos antes de fazer a foto vai com serteza ajudar na edição depois.
Cameras: Canon 60D, T5i, T3i, Elan 7n; Objetiva: Canon EF 55-250mm, Canon EF 28-135mm macro, Canon EF-S 18-55mm, Sigma EF 28-105mm. Canon 18-55mm; Canon 24-105 USM Is L; Flashs: Canon speedlite 540EZ, Canon speedlite 430EX2, flash yongnuo YN 568ex ii.

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agalons

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Resposta #14 Online: 24 de Outubro de 2010, 12:46:26
Concordo com voce Elmo, talvez porque tambem tenha começado com filme, e o cuidado em não errar, ou melhor dizendo errar o minimo possivel por muitos motivos um dele era economizar filmes. Mas quero deixar claro que respeito a opinião de cada um.
Acho que caucular bem e estudar o momento de fazer a foto ainda tem que ser uma coisa que o fotografo tem que fazer antes de disparar, pois so assim ele tera certeza de que sua foto saria como queria se ter que esta visualizando a todo momento.
Aproposito, ja notei que, em muitos eventos que tenho trabalhado, alguns fotografos adquiriram um pessimo abto com a digital, que é o de  esta a toda hora visualizando as foto que fizeram, como se não tivecem noção do que estão fazendo e acho que isso passa uma má impressão para o cliente.
A fotografia digital veio pra facilitar e não para atrapalhar, então fazer uma boa medição de luz, sombras, contrastes e balanços de brancos antes de fazer a foto vai com serteza ajudar na edição depois.
Como sou mais um sobrevivente "da epoca do filme",
tenho adecuado o digital ao meu conhecimento de fotografia, e nao o oposto.
Entao para mim o depois e so corretivo,
a foto deve sair pronta no clic,a pesar das deficiencias que o digital ainda tem, :eek:
depois o micro ajuda.
Nao confundir tratamento com ediçao,
de acordo com a ediçao grafica a ser utilizada , obviamente sera pensada a composiçao.
Acho divertido os "fotografos" que vivem "assistindo as fotos" , "na tevezinha", :hysterical:
eu nao tinha essas modernidaddes nas F4 nem F5
Mas como tem para todos os gostos, transformar uma foto digital em ilustraçao, e tambem uma opçao valida.
abs.
« Última modificação: 24 de Outubro de 2010, 12:52:13 por agalons »