Autor Tópico: Arte, que arte? É marketing, estúpido!  (Lida 575 vezes)

spiderman

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Online: 29 de Outubro de 2011, 02:25:44
Indicação do colega Abrantes, de outro fórum. Achei interessante trazer a discussão pra cá.

http://www.revistabula.com/posts/colunistas/arte-que-arte-marketing-estupido


« Última modificação: 29 de Outubro de 2011, 21:23:47 por spiderman »
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Portela 2011

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Resposta #1 Online: 03 de Novembro de 2011, 11:06:08
Peter, interessante o texto. Trás a mente que somos eternamente manipulados pelo marketing. Porén não concordo 100% com ele. Já estudei os dois lados. Claro, há muito tempo... de formado lá se vão 20 anos, e uns 15 que não vejo muita coisa sobre marketing, mas ainda lembro alguns princípios. O rapaz citou alguns muito bem, mas de forma simplista. Também estudei artes plásticas na juventude... não muito tempo, uns 2 anos e meio, mas lembro de algumas coisas de história da arte. E depois 2 anos em arquitetura, que infelismente parei no meio do curso.

O conceito de arte e de valor é algo mais complexo que o apresentado pelo rapaz, que deixou um texto de críticas e apontamento superficiais e desconexos. Infelizmente não tenho mais conhecimento técnico em minha memória para explicar isso. Por isso vou deixar algumas parte que lembro.

Primeiro o rapaz citou o golfinho... concordo com ele neste ponto. Hoje em dia, existe muita gente que simplesmente monta alguma instalção sem sentido e, alguém do meio, com interesses financeiros "banca" a fama deste infeliz.
Porém, discordo dele quando critica im Candisnk (acho que é assim que se escreve), um Miró, ou outro grande mestre. O valor de uma obra aumentou porque pasou a ser ítem de investimento. Daí não se discute. Porque um quadro vale tanto? O valor de uma obra está ligada principalmente ao ineditismo. Quando um Van Gogh pintou seus "Girassóis", "Colhedores de Batata" etc... quadro que custam o mesmo que 40 Ferraris, ele foi o primeiro a utilizar tal técnica. Que foi realmente rechassada. Por que formas desconexas e sem linhas. Onde você não vê detalhe? Ninguém via utilidade, pois não retratava a realidade. Simples, viram a máquina fotográfica nascer. Pra quepintar um rosto se uma câmera fará um registro mais preciso. O nascimento de uma nova técnica, dará a quem criou o título de grande mestre... hoje ou amanhã. Além disso há um número absurdo de fatores a serem analisados. Hoje em dia há cursos superiores para formação de críticos de arte.

Deixo uma coisa a pensar.
Por que você acha que sempre te falei para investir no seu estilo de fotografia infantil?
Simplesmente porque nunca tinha visto nada como o que você propõe. Aposto com você que assim que estiver consolidado seu estilo no mercado, aparecerão inúmeros fotografos fazendo o mesmo. Não tiro o mérito técnico de quem o fizer. Mas o mérito conceitual será seu. Como o é o da Anne Guedes. Trocentos fotógrafos fazem fotografia iguais. Venda uma dela ao lado da de outro desconhecido. O valor não está só na imagem, principalmente para quem investe em arte. O valor está em quem inovou, criou.

Deixo um único contraponto ao texto. existe vários outros. Não domino mais nenhum. Não digo que estou certo, aliás, acho que ninguém está certo. É uma questão de valores.

Eu prefiro ter o melhor plano de saúde e contar com médicos e hospitais melhores.... minha cunhada curte óculos "ferrari" e sus. Questão de ponto de vista.

Discutir gosto, opinião é subjetivo e pessoal. Arte já começa a ser um pouco diferente, pois tem alguns pontos a serem analisados. Minha esposa gosta de fotos centralizadas, acha minhas melhores fotos "tortas".  :(

Cara que m... este teclado. Deixo aquí meu pedido de desculpas por letras faltantes. 8P
« Última modificação: 03 de Novembro de 2011, 11:09:03 por Portela 2011 »