Autor Tópico: TIF, JPEG ou outro  (Lida 438 vezes)

Ricardo C

  • Trade Count: (0)
  • Conhecendo
  • *
  • Mensagens: 170
  • Sexo: Masculino
Online: 03 de Agosto de 2006, 00:30:28
Boas pessoal...
Pesquisei bastante aqui no forum e algumas dúvidas não consegui esclarecer. Se puderem ajudar...

Bom, me convenci, como muitos já disseram, que fotografar em RAW é bem melhor. Depois, passo elas pelo Bibble e salvo em TIF com 16 bits. No PS passo para 8 bits para poder ter acesso a todas as funções. A partir daí surgem as dúvidas:

1) Se elas já sairem do Bible com 8 bits, perco alguma qualidade?
2) Depois de tratar no PS, qual o melhor formato para guardar as fotos?
3) Para levar para um Lab imprimir, qual o melhor formato? É melhor já levar o arquivo no tamanho que desejo a foto impressa (10x15 ou 20x30 por exemplo)?

Desculpem se algumas perguntas forem básicas demais. Mas agora que eu já estou me acostumando com a D50 começou a pintar essas dúvidas de qualidade no pós foto.

Valeu...
Ricardo C  -  São Paulo - SP
...
..
.


Ivan de Almeida

  • Trade Count: (1)
  • Referência
  • *****
  • Mensagens: 5.297
  • Sexo: Masculino
  • . F o t o g r a f i a .
    • Fotografia em Palavras
Resposta #1 Online: 03 de Agosto de 2006, 09:06:12
Você deve converter em 16 bits, abrir no PS em 16 bits também. pelo menos no meu os tiffs 16 bits abrem normalmente.

É importante isso, pois os benefícios dos 16 bits são especialmente úteis no tratamento, mais que na conversão. Convertemos em 16 bitas para podermos tratar em 16 bits.

Como a quantidade de tona do arquivo em 16 bits é muitíssimo maior que a quantidade do de 8 bits, nos tratamentos é possível ir mais longe sem haver o que se chama posterização, isto é, o apareceimento de artifacts de transição brusca de tons, e também abrindo menos ruído.

Depois de tratado, da foto estar como deseja, aí voc~e deve converter para 8 bitas e depois para JPEG para mandar o JPEG ao lab.

Veja, no tratamento de imagens a ordem dos fatores altera o resultado, então a etapa mais destruidora de todas, que é passar para JPEG, fica por último, e em penúltimo outra etapa empobrecedora que é reduzir de 16 para 8 bits.

Guardar... Bem, isso varia. Eu mesmo só guardo o RAW e o JPEG da cópia. Somente em casos muito especiais, quando sei que posso querer voltar ao assunto mais tarde, guardo o TIF ou em casos extremos o PPS que é pesadíssimo com todos os seus layers. Mas eu conto nos dedos as fotos que guardei assim.

Completando:

Sim, é melhor levar no tamanho exato, e é importante saber do lab qual o tamanho exato (tem uns milímetros a mais ou a menos nessas medidas).

Vamos lá para o workflow para casos de tratamento simples

1) Converte ajustando o mais possível o balaço de cores, o brilho, o contraste, a saturação - 16 bits, sharp em zero ou pouco.
2) Trata a foto geralmente em Levels levando o histograma até as duas pontas e em curves se precisar de alguma ênfase de contraste, em saturação se desejar alguma ênfase de cor ou geral, ou outro tratamento que precise - 16 bits
3) Ajusta o tamanho da foto para o tamanho exato de cópia - 16 bits
4) Aplica sharp através do USM ou de técnica que achar melhor. Visualiza-se em 50% para observar se a aplicação de sharp gera artifacts - 16 bits
5) Converte para 8 bits
6) Converte para JPEG salvando em JPEG 12

 
« Última modificação: 03 de Agosto de 2006, 09:12:21 por Ivan de Almeida »


Ricardo C

  • Trade Count: (0)
  • Conhecendo
  • *
  • Mensagens: 170
  • Sexo: Masculino
Resposta #2 Online: 03 de Agosto de 2006, 10:52:30
Ivan...Perfeito, clarissimo.
Valeu mesmo!!!
Ricardo C  -  São Paulo - SP
...
..
.