Autor Tópico: Pedrinhas  (Lida 1473 vezes)

spiderman

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Online: 09 de Dezembro de 2013, 15:27:29
Coloquei o link para uma visualização maior que o permitido.  :ok:

http://i1120.photobucket.com/albums/l489/Spiderman2704/Final_alta-2_zps30d2897c.jpg
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Fabio Azzo

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Resposta #1 Online: 09 de Dezembro de 2013, 15:33:19
hehe ficou legal. Não consigo desvincular a imagem de pessoas na água=diversão, aí dá uma sensação estranha ao ver a criança introspectiva e desfocada no primeiro plano. Acho que aí está graça, brincar com a confusão de sentimentos. Ultimamente tenho pensado que a gente se preocupa demais em fazer fotos que agradem as pessoas, mas que não desafiam. Quem sabe uma confusão seja melhor do que uma anuência, sendo que geralmente essa sensação de aprovar algo como "ok, ficou legal"  ja tenha uma série de clichês visuais envolvidos.

Não sei se consegui me fazer entender.


CristianoSoares

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Resposta #2 Online: 09 de Dezembro de 2013, 16:10:22
Bela foto! :clap:

O P&B casou bem com a proposta da foto, passou sensação de abandono.


spiderman

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Resposta #3 Online: 09 de Dezembro de 2013, 16:41:20
hehe ficou legal. Não consigo desvincular a imagem de pessoas na água=diversão, aí dá uma sensação estranha ao ver a criança introspectiva e desfocada no primeiro plano. Acho que aí está graça, brincar com a confusão de sentimentos. Ultimamente tenho pensado que a gente se preocupa demais em fazer fotos que agradem as pessoas, mas que não desafiam. Quem sabe uma confusão seja melhor do que uma anuência, sendo que geralmente essa sensação de aprovar algo como "ok, ficou legal"  ja tenha uma série de clichês visuais envolvidos.

Não sei se consegui me fazer entender.
Entendo sim, Fábio. Na verdade, há algum tempo já me curei desse mal. Quando entrei no universo comercial, confesso que me limitava um pouco àquilo que costuma ser aceito no mercado. Hoje me sinto mais liberto. E nem tenho a pretensão de dizer que o que os outros pensam não me importa. O que os outros pensam é importante pra mim, sim. Ainda mais quando se trabalha profissionalmente no ramo. Hoje me sinto mais liberto por ter entendido que não é muito viável se limitar aos desejos alheios. Os nossos gostos, percepções, sensações mudam num ritmo diferente ao do mercado. E o mercado não é uma massa homogenea e de percepções convergentes o tempo todo. O que faz com que fica inviável segui-lo e manter-se satisfeito com os resultados obtidos. A cabeça fica rodando rodando e isso dá uma dor danada. :)
A partir do momento que percebi isso, me sinto mais leve, mais livre pra fazer da forma como me convém. Nem sempre é possivel, comercialmente falando, obter certo tipo de resultado desejado, mas isso é que eu tenho aprendido a curtir também. A fotografia não depende inteiramente da vontade do fotógrafo. E muitas vezes esse aspecto contingencial é que te faz enxergar novos caminhos tão interessantes quanto aquilo que você preconcebia.
No caso dessa foto, ela é interessante pra mim principalmente pela simbologia. Eu sempre ia com a minha filha e amigos nesse local, desde pequena, e ela adorava ficar brincando com as pedrinhas. Agora, mais velha, ela pega as pedrinhas e taca no lago. Eu acho ótimo pois ela se distrai sozinha e dá tempo de eu bater uma papo tranquilo :). Alem disso, acho que ela faz parte de uma espécie de laboratório que tenho feito que é o de incluir pessoas e objetos indesejados na composição. Há uma tendencia de mercado de isolar o objeto principal do ambiente natural ao seu redor. Então, quando se faz um ensaio numa praia, por exemplo, é comum isolar as outras pessoas que costumam estar na praia. É como se o ensaio fosse numa praia deserta. Comecei a perceber que pode ser interessante incluir esses elementos nas minhas composições, mesmo quando o ensaio é feito com fins comerciais. É um desafio grande dar um pouco de ordem nesse caos de elementos. Na verdade, andamos treinando bastante isso em fotos de eventos como aniversários infantis fotografados com objetivas angulares. O interessante é que gera um pouco de distração e o objetivo principal é fazer com que essa distração seja tão interessante quanto o retrato do objeto principal. Essa ambientação é bom no sentido de transportar o clima da festa ou do local para as fotos. A gente já fez 3 ensaios nesse sentido e os resultados me agradaram bastante em seu conjunto. Veja:
http://panoptesfotografiacriativa.com/2013/10/31/best-friends/
http://panoptesfotografiacriativa.com/2013/10/14/nas-praias-do-baltico/
http://panoptesfotografiacriativa.com/2013/09/11/la-dolce-vita/
http://panoptesfotografiacriativa.com/2013/09/02/rolezinho/
Também seria comum eu evitar o pneu, mas ele me prendia a cada foto que fazia quando cheguei no local, então porque ignorá-lo?
« Última modificação: 09 de Dezembro de 2013, 16:42:54 por spiderman »
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spiderman

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Resposta #4 Online: 09 de Dezembro de 2013, 17:00:01
Ah, e só pra finalizar, concordo com voce que mais interessante que agradar é intrigar. Gostar ou não é um mero detalhe.
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pkawazoe

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Resposta #5 Online: 09 de Dezembro de 2013, 20:17:40
deixa eu fazer um apanhado geral…..eheh

bom….olhando as fotos que vc postou aqui
da a impressão  que vc utiliza uma linguagem em primeira pessoa,
esse conceito criado por Robert Frank em 1955 com o livro "The Americans"
cria uma cisão na fotografia, (do outro lado está a fotografia clássica Bressoniana)
onde a maioria dos fotógrafos americanos apartir do anos 60 toma parte
como: Lee Friedlander, Gary Winogrand, Diane Arbus e Joel Meyerowitz, entre outros….

essa linguagem é a idéia de passar uma opinião pessoal sobre tudo o que vc ve,
é o olhar subjetivo sobre as coisas, e a presença do fotografo
é percebida por nos, que olhamos essa fotos,
a posição que vc toma ao tirar uma foto fica evidente através do seu olhar…..

por exemplo, essa foto "Pedrinhas"
a posição que vc estava em relação ao menino e ao chão,
o desfoque proposital
(me lembra essa foto http://farm7.staticflickr.com/6026/5976531691_85451c737b_o.jpg),
a utilização de grande angular(pelo menos me parece)
toda essa intencionalidade reforça sua opinião sobre a cena que vc viu…..

no "Retratos de uma amizade" como no " La dolce vitá" o olhar das meninas denuncia a sua presença
vc faz parte da foto como uma terceira pessoa, apesar de vc apresentar o trabalho
como se fosse um dueto, principalmente na duplicidade de imagens QUASE idênticas,
como se fossem dípticos (referencia a Duane Michals) pequenas histórias de um enredo
maior que foi esse passeio e registro….

"Nas praias do Báltico" eu vejo um força muito maior nas fotos coloridas
que nas p&b, em cor faz mais sentido a idéia de que nada na vida é banal
e um singelo passeio pela praia pode ser um grande acontecimento
para alguém que esta descobrindo o mundo……

no "Rolezinho" eu acho o conjunto o mais fraco….
mas com algumas das melhores fotos, como o da banca de jornal
e os reflexos(daria um excelente tríptico)


Gostei do que vc disse sobre...

(Hoje me sinto mais liberto por ter entendido que não é muito viável se limitar aos desejos alheios. Os nossos gostos, percepções, sensações mudam num ritmo diferente ao do mercado. E o mercado não é uma massa homogenea e de percepções convergentes o tempo todo. O que faz com que fica inviável segui-lo e manter-se satisfeito com os resultados obtidos.)


eu sempre falo que nos não fotografamos com os olhos, fotografamos com o cérebro
e é preciso alimenta-lo com muita imagem de outros fotógrafos, pintura, escultura,
literatura, música, cinema, etc, etc tudo que possa mudar constantemente
a nossa referencia de mundo, nossa percepção sobre a realidade.

entender o que vc ve e como ve……

abs
Paulo
« Última modificação: 09 de Dezembro de 2013, 20:19:33 por pkawazoe »


Marcus Cambraia

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Resposta #6 Online: 10 de Dezembro de 2013, 00:38:20
O título (a meu entender) deveria ser outro . . .
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Palmeida

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Resposta #7 Online: 10 de Dezembro de 2013, 01:44:17
Caro Spider,

Como sempre, tenho achado suas fotos muito bacanas. Vejo que vc consegue mudar suavemente o estilo, evoluindo ou apenas alterando a forma de expressão das suas fotos. Que bom q esteja encontrando público, mesmo para uma fotografia que não é mercantilmente tão valorizada. Acho q vc está escolhendo muito bem os seus clientes.

No caminho oposto, tem alguns fotógrafos que vejo na galeria do forum e do flickr q tiram belas fotos e todos sempre elogiam. No entanto, não consigo ver algo diferente, é sempre "mais do mesmo": fotos muito bem expostas, com enquadramentos certinhos, tratamentos primorosos, nitidez cortante, cores fantásticas e..... acaba por aí. Não há algo q marca. É sempre "mais do mesmo".

Fico feliz em ver trabalhos como seu, o da Pris e o do Fabio Azzo (dentre outros poucos). Vejo esse pessoal saindo da zona do conforto e fotografando desafiadoramente e trazendo belas imagens na maioria das vezes.

Por fim, parabéns pelo trabalho, gostei muito de todos os q estão nos links.
O que eu amo: Deus, família, amigos, trabalho,fotografia, contabilidade, estudar e tecnologia!


spiderman

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Resposta #8 Online: 10 de Dezembro de 2013, 13:57:11
Bela foto! :clap:

O P&B casou bem com a proposta da foto, passou sensação de abandono.
Obrigado!
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Resposta #9 Online: 10 de Dezembro de 2013, 21:45:55
Foto polêmica...
Eu gostei, a foto é muito cruel com a criança - que geralmente é o objeto principal - e destaca a felicidade dos adultos brincando...
Também acho que o título não está de acordo com a mensagem que a foto me passou, a sensação que eu fiquei foi de confusão a criança introspectiva, desfocada, não sendo o objeto principal e destacando os adultos se divertindo e como foco principal... Muito ambivalente...
Parabéns pela audácia!
"If you wanted a cheap profession to get into you picked the wrong one."Zack Arias
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spiderman

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Resposta #10 Online: 10 de Dezembro de 2013, 22:41:21
deixa eu fazer um apanhado geral…..eheh

bom….olhando as fotos que vc postou aqui
da a impressão  que vc utiliza uma linguagem em primeira pessoa,
esse conceito criado por Robert Frank em 1955 com o livro "The Americans"
cria uma cisão na fotografia, (do outro lado está a fotografia clássica Bressoniana)
onde a maioria dos fotógrafos americanos apartir do anos 60 toma parte
como: Lee Friedlander, Gary Winogrand, Diane Arbus e Joel Meyerowitz, entre outros….

essa linguagem é a idéia de passar uma opinião pessoal sobre tudo o que vc ve,
é o olhar subjetivo sobre as coisas, e a presença do fotografo
é percebida por nos, que olhamos essa fotos,
a posição que vc toma ao tirar uma foto fica evidente através do seu olhar…..

por exemplo, essa foto "Pedrinhas"
a posição que vc estava em relação ao menino e ao chão,
o desfoque proposital
(me lembra essa foto http://farm7.staticflickr.com/6026/5976531691_85451c737b_o.jpg),
a utilização de grande angular(pelo menos me parece)
toda essa intencionalidade reforça sua opinião sobre a cena que vc viu…..

no "Retratos de uma amizade" como no " La dolce vitá" o olhar das meninas denuncia a sua presença
vc faz parte da foto como uma terceira pessoa, apesar de vc apresentar o trabalho
como se fosse um dueto, principalmente na duplicidade de imagens QUASE idênticas,
como se fossem dípticos (referencia a Duane Michals) pequenas histórias de um enredo
maior que foi esse passeio e registro….

"Nas praias do Báltico" eu vejo um força muito maior nas fotos coloridas
que nas p&b, em cor faz mais sentido a idéia de que nada na vida é banal
e um singelo passeio pela praia pode ser um grande acontecimento
para alguém que esta descobrindo o mundo……

no "Rolezinho" eu acho o conjunto o mais fraco….
mas com algumas das melhores fotos, como o da banca de jornal
e os reflexos(daria um excelente tríptico)


Gostei do que vc disse sobre...

(Hoje me sinto mais liberto por ter entendido que não é muito viável se limitar aos desejos alheios. Os nossos gostos, percepções, sensações mudam num ritmo diferente ao do mercado. E o mercado não é uma massa homogenea e de percepções convergentes o tempo todo. O que faz com que fica inviável segui-lo e manter-se satisfeito com os resultados obtidos.)


eu sempre falo que nos não fotografamos com os olhos, fotografamos com o cérebro
e é preciso alimenta-lo com muita imagem de outros fotógrafos, pintura, escultura,
literatura, música, cinema, etc, etc tudo que possa mudar constantemente
a nossa referencia de mundo, nossa percepção sobre a realidade.

entender o que vc ve e como ve……

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Legal o seu comentário, Paulo. Obrigado por passar um tempinho analisando os meus links. Volte mais por aqui! ;)
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Resposta #11 Online: 10 de Dezembro de 2013, 22:46:55
O título (a meu entender) deveria ser outro . . .
Não tenho inventado mais titulos pras minhas fotos. Trata-se apenas de um titulo descritivo. Poderia ser "foto" ou "criança" ou "barco" ou qualquer outra coisa.
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Resposta #12 Online: 10 de Dezembro de 2013, 22:48:41
Caro Spider,

Como sempre, tenho achado suas fotos muito bacanas. Vejo que vc consegue mudar suavemente o estilo, evoluindo ou apenas alterando a forma de expressão das suas fotos. Que bom q esteja encontrando público, mesmo para uma fotografia que não é mercantilmente tão valorizada. Acho q vc está escolhendo muito bem os seus clientes.

No caminho oposto, tem alguns fotógrafos que vejo na galeria do forum e do flickr q tiram belas fotos e todos sempre elogiam. No entanto, não consigo ver algo diferente, é sempre "mais do mesmo": fotos muito bem expostas, com enquadramentos certinhos, tratamentos primorosos, nitidez cortante, cores fantásticas e..... acaba por aí. Não há algo q marca. É sempre "mais do mesmo".

Fico feliz em ver trabalhos como seu, o da Pris e o do Fabio Azzo (dentre outros poucos). Vejo esse pessoal saindo da zona do conforto e fotografando desafiadoramente e trazendo belas imagens na maioria das vezes.

Por fim, parabéns pelo trabalho, gostei muito de todos os q estão nos links.
Que legal seu comentário, Palmeida. Eu vou seguindo o meu caminho um pouco na intuição. Vamos ver no que vai dar.  ;)
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Resposta #13 Online: 10 de Dezembro de 2013, 22:50:09
Foto polêmica...
Eu gostei, a foto é muito cruel com a criança - que geralmente é o objeto principal - e destaca a felicidade dos adultos brincando...
Também acho que o título não está de acordo com a mensagem que a foto me passou, a sensação que eu fiquei foi de confusão a criança introspectiva, desfocada, não sendo o objeto principal e destacando os adultos se divertindo e como foco principal... Muito ambivalente...
Parabéns pela audácia!
Tens razão, Pope. Eu meio que "usei" a minha filha pra montar uma composição que fosse interessante pra mim.
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Resposta #14 Online: 10 de Dezembro de 2013, 22:53:15
Tens razão, Pope. Eu meio que "usei" a minha filha pra montar uma composição que fosse interessante pra mim.
Mas curti a sua foto! Saiu do seu padrão, que são belíssimos retratos da sua filha...
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